Next to Me

13 Next to me - 13


Notas iniciais
Hey guys!

Dia seguinte, acordo extremamente cansada e com uma fome gigantesca. Meu estomago até está reclamando por isso.

Abro os meus olhos e vejo a claridade do quarto. Passo a mão por debaixo do travesseiro, à procura do meu aparelho celular, o qual não deveria estar ali, pois de acordo com minha professora de química, o aparelho pode esquentar e simplesmente explodir, e eu não quero perder minha cabeça, certo? Certo. Quando o encontro e olho para a tela do mesmo, constato que dormi mais que o normal, para pessoas normais, não pessoas como eu, pois já passava das 11hrs da manhã e eu tinha que me arrumar para ir para escola, depois de tantos dias sem ir.

Sento-me na cama, e me espreguiço um pouco para criar coragem e tomar um bom banho, comer alguma coisa e sair para o meu dia.

— Graças a Deus, hoje é sexta-feira... — Murmuro.

Depois de alguns minutos me esticando na cama, crio coragem, finalmente levanto-me e vou logo para o banheiro.

Dizem que assim que acordamos estamos com o corpo muito quente e não pode tomar banho de água fria, por causa de alguma coisa que eu esqueci no momento. Mas, eu não estou nem aí... Vou é tomar banho assim mesmo. Sei que não vou morrer por causa disso.

Mas, imagina se...?

Tomo meu maravilhoso banho, que devido ao sol muito quente, a água estava maravilhosamente quente, e por conta disso não precisei começar o banho pelas pernas e braços, para só depois enfiar todo o corpo debaixo da água, como costumo fazer quando a mesma está fria. Em seguida, vou para a cozinha à procura de algo legal para comer, encontrando ainda em cima da mesa, a panela de macarrão que tinha feito na noite passada.

Meu estômago volta a roncar, porém agora mais alto. Ele deve está bravo por eu ainda não o ter alimentado. Até eu estou.

Abro a geladeira à procura de algo, e encontro apenas algumas frutas, porém antes de eu pensar se faria uma comida de verdade para comer ou comia as frutas e o que mais desse vontade, o meu celular toca. Fecho a porta da geladeira e vou correndo para o meu quarto, em busca do aparelho tocando.

No meio do caminho, meu estômago volta a reclamar.

— Calma meu amor... Daqui a pouco eu alimento você, meu bebê. — Falo enquanto aliso a minha barriga, para ver se acalma o coitado mendigo que tem dentro dela.

Chego ao quarto e logo pego o celular que se encontra em cima da cama. É um número que eu não conheço, quem me liga. Por um instante penso em novamente não atender, pois temo que seja Neal, e eu não quero nem em pesadelos ouvir a voz dele, ou dá a chance dele me chantagear ou ameaçar. Porém logo em seguida, me lembro de que Tinker me ligou ontem à noite, e talvez possa ser ela de novo.

Droga!

Eu deveria ter salvado o número, só assim não passaria por isso.

— Terei que arriscar para saber quem é... Qualquer coisa eu desligo. — Respirei fundo e prendi a respiração. Estava nervosa. — Alô? — Indago receosa.

Emma? — Soou a voz feminina do outro lado da linha, e para minha sorte muito conhecida.

Soltei a respiração que prendia.

— Oi Tinker... — Abri um sorriso, após sentir o nervosismo se esvair do meu corpo. — Tudo bem?

Sim, obrigada... — Fez uma pausa. — Eu só queria confirmar se está de pé o nosso acordo para este final de semana. — Seu tom é receoso. Pude perceber que sua respiração estava um pouco acelerada, talvez estivesse com medo que eu tivesse desistido de ajudar Gina por esses dias.

— Ah sim, o acordo. — Tento soar normal, disfarçando a ansiedade para o momento. — Claro... Está sim... —‘’É claro que está... Claro que cuidarei do meu amor. Claro que ficarei com ela esse final de semana, sem nem reclamar. Claro que está de pé. Eu não perderia essa oportunidade’’ Era o que eu queria ter respondido. — Logo que eu largar da escola, passo direto aí.

Certo... Eu e o Robin já vamos ter saído quando você chegar, mas em cima da mesa tem uma lista do que você precisará ajudar a Regina, e debaixo do tapete na frente da casa, dentro de um buraco pequeno que tem no chão, estará à chave da casa. Tudo bem? — Apesar da minha resposta anterior, seu tom ainda é hesitante.

— Sim senhora... — Respondo sorrindo. — Boa viagem, e não se preocupem... Estará tudo bem...

— Ótimo... — Responde humorada. Pude notar o alívio em sua voz. — Obrigada Emma. Até mais...

Encerramos a ligação, e eu fico com um sorriso bobo nos lábios, só de lembrar que passarei o final de semana com Regina.

Sou despertada de minhas imaginações, pelo meu estômago que volta a reclamar, me lembrando do que eu tenho que fazer.

Volto para a cozinha e resolvo preparar um arroz rápido para comer, e deixo as frutas para levar para escola.

Depois que eu almoço, procuro por minha bolsa que estava jogada ao chão da sala desde a noite passada, e caminho para fora da casa.

Quando já estou saindo pela porta, lembro que precisarei de roupas para este final de semana. Volto para dentro da casa, e vou para o meu quarto buscar algumas peças.

Pego algumas camisetas, calças, calcinhas e sutiãs, dois casacos, um moletom, e uma toalha, caso precise, pois apesar de saber que na casa da Regina tem, nunca se sabe, não é?

Enfio tudo dentro da bolsa, e percebo o quanto pesado ela ficou. Isso acabaria com as minhas costas, que já não são boas. Herança do papai.

Para amenizar o peso, retiro alguns livros da bolsa que, por mais que eu vá precisar hoje, eu não estou nem aí. Qualquer coisa eu pego com Ruby, Killian ou Ariel, e tudo certo.

Depois de retirar os livros, coloco-a em minhas costas e percebo o quão leve ficou, além de ficar bem melhor para carregar. Sem falar da minha coluna que agradeceu bastante por isso.

Tudo pronto. Saio de casa, agora sem esquecer-se de nada, e sigo caminho para a minha prisão, mais conhecida como escola, torcendo para que as horas passem rápido para eu encontrar logo Regina.

•§•

Ao chegar de frente à escola, encontro Killian já agarrado com alguma menina.

Meu ciúme logo aparece. — Sim, eu tenho ciúme dos meus amigos. E muito, diga-se de passagem. Talvez, eu seja capaz de matar alguém por isso. — Eu só aceito que ele agarrar assim na minha frente, — e ele sabe muito bem disso, — sem estar beijando, a Ruby ou a Ariel, que faz parte do nosso grupo. Outra menina eu não permito, a não ser que ele esteja ficando com a mesma. É uma coisa meio louca, mas nós nos entendemos e é o que importa.

Para mostrar que estou indignada por o meu amigo estar fazendo algo que me deixa bastante irritada, resolvo passar direto pelo mesmo, sem dar nenhuma atenção.

Jones logo percebe a minha ‘’raiva’’ e rapidamente larga a menina, o que me faz ficar com um sorriso vitorioso no rosto. Consegui o que queria.

— Ei meu amor... — Puxa meu braço, fazendo-me parar e encará-lo. — Esqueceu-se dos amigos, foi? — Seu tom é debochado, além de fingido.

— Não se finja de besta, Killian Jones. — Falo em um tom falso de indignação. Falso porque só o fato de vê-lo deixar a garota e vir falar comigo, já fez minha raiva diminuir bastante.

— Loirinha... — Faz um bibiquinho. Desvio o olhar. Ele sempre faz essa carinha quando quer alguma coisa de mim. — Desfaz esse bico, vai? — Junta as mãos como se fizesse uma oração. — Eu estava morrendo de saudade de você. — Seu tom é triste, e sua expressão, de um cachorro pidão.

— Estava? — Indago debochada. — Nem pareceu... — Ele abaixa a cabeça e faz um bico ainda maior. Não resisto à carinha que meu amigo lindo está fazendo e acabo por desfazer minha expressão de ‘’raiva’’ e pulo em seus braços, para um abraço apertado de saudade. — Onde está Ruby? — Pergunto, soltando-me do seu abraço apertado.

— Ruby está com a ‘’santa’’... — Enfatiza bem a palavra. — ‘’Estudando’’... — Faz aspas com o dedo e arqueia a sobrancelha bem feita que ele tem. — Para as provas de hoje. — Finaliza sorrindo. Se bem conheço minha amiga, deve está é colocando cola em suas pernas para usar na hora da prova.

— Quais as provas de hoje, Killian? Eu não estudei para nenhuma. — Falo preocupada. Apesar de não ser muito focada nos estudos, gosto de tirar notas boas, para não ficar com média baixa em alguma matéria, e não ficar apertada no fim do ano.

— Calma Swan, Ruby já está cuidando disso... — Sorriu. Seu tom soou debochado. — Não precisa se preocupar com nada. — Concluiu.

Dou um suspiro aliviado, abraço-o mais uma vez e em seguida me despeço dele, finalmente entrando na escola.

Vou à procura de Ruby, que de acordo com Killian está ‘’estudando’’ e encontro-a na nossa sala com Ariel, escrevendo algumas coisas nas mãos e nas pernas.

— Ruby, sem vergonha... — Coloco minhas mãos na cintura, como se eu fosse uma mãe dando uma bronca. — Preparando fila? — Semicerrei os olhos. — Que desonesto rapaz. — Meu tom fora sério, mas ao olhar a cara de espanto que as duas fizeram por terem sido pegas com a mão na massa, não me aguentei e comecei a rir.

— Não faça mais isso. — Deu-me uma tapinha no braço. — Finalmente você voltou. — Pula em meus braços, fazendo-me apoiar na cadeira que há atrás de mim, para não cairmos. — Já não aguentava mais passar esses terríveis dias aqui nessa prisão, sem você. — Aperta-me em seus braços e enche-me de beijos.

— Ruby, não disfarce, não mude de assunto... — Digo séria, mas louca para gargalhar. Mas assim que vejo a cara de assustada dela, resolvo parar a brincadeira. — Estou brincando, meu amor. Na verdade, estou adorando a sua ideia... — Sento-me na cadeira livre ao lado de Ariel. — Vou precisar também. — Puxo-a para um abraço.

— Eu sabia que você iria adorar. — Solta-se de mim e volta a se sentar na cadeira que estava, para terminar o que estava fazendo.

— Eu ainda não acredito que até você está fazendo isso... — Aponto para as mãos da ruiva, que estão toda escrita. — Santa Ariel... — Concluo, pondo a mão na cintura e balançando a cabeça negativamente.

— Emma, pare de me chamar assim... — Repreendeu-me. — Eu não sou santa e vocês sabem disso. — Cruzou os braços. — O que tenho que fazer pra vocês pararem? — Estava calma, mas seu tom era indignado.

— Já pensou em pregar uma peça na diretora, huh? — Supus e logo gargalhei ao ver sua expressão assustada. — Essa é nossa condição para poder fazer parte do grupo. — Acrescentei.

— Ou então... — Ruby se pronunciou antes que Ariel respondesse. — Que tal fazer sexo comigo, o Killian e a Emma lá em casa hoje à noite? — Propôs, fazendo a garota arregalar ainda mais os olhos. — Só assim paramos de te chamar de santa. — Acrescenta, voltando a escrever o conteúdo da prova, em sua perna.

— Olha que a minha ideia é melhor...

— Vocês são loucas, isso sim... — Fingi cara de ofendia. — Eu não vou fazer nada dessas coisas, mas vou conseguir provar que não sou santa. — Estava determinada. Eu queria rir novamente, mas preferi me segurar.

— Eu estou pagando para ver... — Lucas murmurou, fazendo Ariel resmungar irritada.

Depois de mais alguns minutos de conversa com Ariel e Ruby, Killian, chegou para nos fazer companhia, e compartilhar os esquemas que iríamos fazer na hora da prova.

•§•

O sinal da escola tocou, e os outros alunos entraram na sala, seguidos por David, que iria aplicar a prova de Gramática no lugar de Regina, pois ainda não tinham encontrado alguém a altura para substituí-la enquanto estivesse se recuperando em casa.

Em cinco minutos ele entregou as provas, e os esquemas de fila, logo começaram.

— Emma, você sabia que aqui em Porttland, só existem 4 escolas? — Indagou Killian, referindo-se a quarta questão da prova, que tinha como resposta, a letra ‘’E’’. Esse era o nosso combinado.

— Não sabia... — Murmurei. Olhei para a minha prova para pegar outra resposta para ele e soltei: — Essa é nova para mim... Disseram-me que destruíram uma escola, para construírem 2 circos para as criancinhas. — Conclui, referindo-se a questão dois, que tinha como resposta a letra ‘’C’’

— Que comece o leilão ou o zoo. — Murmurou Ruby, alto demais, entrando no esquema.

— Lucas, do que você está falando? — Perguntou David, sem entender o que Ruby tinha falado.

— Ah professor, desculpe, é que eu estava lendo a prova em voz alta. — Disfarçou e sorriu logo em seguida.

— Ruby, eu vi 3 elefantes se pegando num documentário esse semana. — Disse Ariel, e todos os alunos olharam espantados para a mesma, pois nunca viram Ariel falar algo do tipo. Em seguida, todos começaram a rir por causa do comentário, que na verdade era só mais um esquema, referindo-se a terceira questão que tinha como resposta a letra ‘’E’’. — O que foi, gente? — Perguntou sem entender o motivo das risadas.

— Ariel, querida, os elefantes cruzam. Essa é a palavra certa. — David também sorria.

— Mas professor, eu não podia falar a palavra cruzar. — Seu tom era inocente.

— Por quê? — Indagou David, curioso.

Droga Ariel!

Ao perceber que Ariel poderia acabar estragando todo o esquema, gritei:

— Por favor, calem a boca, preciso pensar um pouco para fazer a prova. — Todos me olharam assustados e pediram desculpas, voltando assim, a fazer a prova.

A prova ocorreu de forma tranquila, de acordo com nosso esquema, sem Ariel quase nos entregar novamente, o que foi um alívio, pois David tinha desconfiado, da ultima vez.

•§•

O restante da tarde passou de maneira lenta para mim, e de forma rápida para os outros três. Até que chegou a hora de largar, e finalmente a hora em que eu veria Regina. Eu estava contando os minutos para sair da prisão.

Despedi-me dos meninos, avisando-os que não poderia sair este fim de semana, porque iria estar ocupada, e peguei um taxi rumo ao meu final de semana. Eu estava ansiosa por este momento.

Notas finais
Agora é com vocês!