Next Love

1 Love & Hate


Notas iniciais
É a minha primeira fanfic sobre Kuroko no Basket e sobre um otp que se tornou um dos meus preferidos, perdendo apenas para ZoRobin. Faz tempo desde a última coisa que escrevi então peço desculpas se não estiver tão bom como deveria. Kuroko no Basket e seus personagens não me pertencem, mas a estória é inteiramente minha. Espero que gostem. ♥

“Ele falou isso na hora da raiva. Não tem como o Aomine-kun te odiar, Momoi-san.”

Foram as palavras de Kuroko para sua ex-treinadora em Teiko, e atual administradora de Touou Gakuen: Momoi Satsuki. A jovem de madeixas rosadas o procurara no ginásio de Seirin apenas para buscar algum consolo após uma briga feia com Daiki, o imprevisível Ás da escola que defendia. Como amigos de infância, estava acostumada a ter incontáveis brigas com o moreno que a medida que crescia, se tornava cada vez mais provocativo ao irritá-la com suas brincadeiras. Pelo menos naquele ponto, ele não tinha mudado. Mas depois de suas habilidades naturais florescerem e também com o sucesso na campanha por Teiko Junior High School, tornou-se popular e um dos melhores jogadores do Japão.

O motivo da briga fora o confronto contra Kaijo, onde Aomine se excedera ao extremo para conter o copycat Kise Ryouta, antigo companheiro da época da Kiseki no Sedai e um dos poucos jogadores o qual podia enfrentar usando o máximo de seu potencial. No fim da partida, após a derrota de Kaijo, Momoi se deu conta da gravidade da situação do moreno e seus olhos clínicos não falharam em sua análise: ele poderia fraturar ambos os joelhos se continuasse a forçar tanto seu corpo – o que aconteceria na próxima partida contra a Rakuzan de Akashi, o antigo capitão do time de Teiko e ex-colega deles.

Essa era a única fraqueza de todos os jogadores da Kiseki no Sedai; todos os cinco mais fortes abençoados com talentos extraordinários e sobre-humanos, mas seus corpos juvenis ainda não estavam prontos para habilidades tão promissoras. Mesmo depois de separados, todos os jogadores haviam evoluído à sua maneira e fortalecido suas respectivas equipes, mas a prova de que não estavam preparados era o próprio Kise que após dar tudo de si para copiar o estilo intenso de Aomine, sequer conseguia ficar de pé na quadra depois do término da partida.

E então na reunião que houve depois das quartas de final, o técnico Harasawa deu ouvidos ao que Momoi dissera, tirando o moreno do time titular e colocando-o no banco como reserva na semi-final contra Rakuzan. Daiki ficou furioso com aquela decisão, pois queria jogar contra seu ex-capitão, mas todas as suas exigências que geralmente eram atendidas foram completamente ignoradas e tudo piorou quando ele descobriu quem foi a pessoa que sugeriu que ele ficasse fora das partidas. Nem mesmo o fato de ser amiga de infância dele a livrou da fúria azul que a aura dele emanava quando foi de encontro a ela.

– Por que você fez isso? Eu nem estou machucado! – proferiu em seu tom determinado e rouco, transparecendo a raiva e descontentamento que sentia.

– E-eu fiz isso pelo seu bem! Se você enfrentar Akashi-kun dessa maneira eu nem sei o que pode acont-...

– Sua maldita, eu posso derrotá-lo! Você não é minha guardiã ou nada disso, eu faço o que eu quiser. – vociferou, implacável.

– Aomine-kun, eu...

– Cala a boca! Eu cansei de você e não quero mais olhar para essa sua cara feia--!

Um breve silêncio se instalou entre eles, foi por segundos, mas na cabeça do Ás de Touou Gakuen foi uma eternidade. Avistou aqueles belos orbes róseos raivosos cintilarem pelas lágrimas que marejaram assim que aquelas palavras adentraram os ouvidos da treinadora; e antes que pudesse remediar aquela situação, apenas viu algo ser arremessado em sua direção e atingi-lo em cheio no rosto, deixando-o nervoso novamente.

– N-não é como se eu ligasse, ganguro idiota! – ouviu-a gritar, antes de se virar para conter as lágrimas e sair do ginásio debaixo daquela pesada chuva da tarde.

– O-oe, Satsuki! – tentou chamá-la, mas era tarde demais.

Até pensou em ir atrás da menor, mas seria inútil, apenas tornariam a brigar ainda mais. Não concordava com a decisão dela em excluí-lo, mas sentia-se um pouco culpado por fazê-la chorar. De qualquer forma, não era a primeira vez que fazia isso, e talvez ela tomasse por lição para nunca mais interferir nos assuntos que diziam respeito somente a ele.

E então, após explicar toda a situação para Kuroko e os demais integrantes do time de basketball de Seirin, o jovem apático se ofereceu para acompanhá-la de volta.

“Vamos voltar, Momoi-san. Aomine-kun deve estar procurando por você.”

Andou com Tetsuya ao longo do caminho, reparando o quão mudado ele estava desde que se transferiu para Seirin. Até mesmo testemunhou o novo movimento do Sexto Jogador Fantasma – alcunha de Kuroko enquanto em Teiko –, um drible invisível e invencível quando ele o dominasse por completo. Despediu-se dele, prometendo voltar a Seirin para devolver as roupas emprestadas de Riko, porque as suas foram molhadas pela chuva grossa que caía quando deixou Aomine e Touou em sua aflição e tristeza. Sabia que seu amado Tetsu-kun saberia confortá-la e agora estava bem mais calma, graças a ele.

– Hey, Tetsu-kun! Vamos jogar juntos um dia, todos nós!

– Sim...

Agradeceu ao jogador e decidiu ir para estação sozinha, despedindo-se dele e do #2, mascote do time de Seirin e um cachorrinho fofo que era a cara de Kuroko e decidiu seguir o resto do caminho até a estação sozinha, perdida em seus pensamentos acerca do que Kagami havia dito mais cedo quando contava para eles sobre a briga com o moreno.

“Você diz amar o Kuroko, então por que vem aqui chorar pra ele sobre o Aomine? Não deveria se importar com isso.”

Lembrou-se que naquele momento voltou a chorar ainda mais do que antes, enquanto tentava se explicar dizendo que se preocupava muito com ele e por isso que procurava sempre estar por perto, pra ele não fazer nenhuma besteira. Refletiu na resposta agora, só então percebendo o quão ficava magoada a cada briga com o homem, e seu coração doía apenas ao pensar na possibilidade dele odiá-la e não poder mais estar ao lado dele. Por que em somente cogitar isso, sentia-se arrasada? Era pela amizade que nutria por ele, concluiu. Eram amigos de infância e não se recordava de ter separado dele uma vez sequer, desde então. Até mesmo após se apaixonar por Kuroko, seguiu junto de Daiki para academia escolhida por ele; sabia mais do que ninguém que era a única que podia lidar com ele e que mesmo com seu jeito rebelde, ele a escutava – mesmo se fosse para discordar e discutir.

Suspirou profundamente, balançando a cabeça a fim de afastar tais devaneios e então se concentrou no caminho que estava tomando e ao erguer o rosto, fitou uma figura masculina que vinha em sua direção, com uma expressão carrancuda em seu rosto. Não conseguiu evitar um pequeno sorriso ao vê-lo completamente ensopado, usando a jaqueta e calça negras do uniforme de basketball de Touou, com os fios azulados pingando de água da chuva. Ele a procurava mesmo, depois de tudo.

– Sabia que te encontraria aqui. – começou, quando finalmente a alcançou. – Sempre que acontece algo, você corre como um cachorrinho para os braços do Tetsu.

O olhar dele era duro, mas deixava transparecer alívio ao vê-la bem e seca.

– Parece que não precisou de mim, afinal.

– Não diga isso, Aomine-kun! – interpôs rapidamente, ignorando o comentário dele pois não estava com disposição para mais brigas. Encostou a mão sobre o peitoral alheio, sentindo-o através da camisa branca molhada e colada em seu corpo, baixou os olhos e tentou se desculpar. – Sobre mais cedo, me desculpe, e-eu não...

– Shh. – a interrompeu, usando sua mão grande e calejada por sua antiga rotina árdua de treinos para tocá-la no queixo, obrigando-a a erguer a cabeça. – Esquece isso, vamos para casa. Já decidi que vou me vingar de você por causa disso, desculpas não serão necessárias. – abriu um sorriso malicioso para ela.

– O-oe! O que você está tramando, Ahomine? – questionou, com um olhar curioso e ansioso, afinal de contas, nunca sabia o que esperar do Ás de seu time. – Céus, você está molhado! Você é idiota? Se pegar algum resfriado, não vai poder participar da Winter Cup.

– Maldita, a culpa é sua! Ninguém mandou você sair no meio desse temporal, fui obrigado a vir atrás, tsc. – proferiu, desvencilhando-se dela ao virar para frente e começar a caminhar pela calçada. – Vamos logo, senão te deixo para trás.

– Para onde vamos?

– Para onde seria? Pra minha casa, idiota.

– M-maldito! – o chutou na altura do joelho, fazendo-o cambalear e perder o equilíbrio por segundos. E depois disso, correu à frente dele, rindo da cara do outro ao provocá-lo.

– Satsuki... Eu vou te matar...

Notas finais
Me deixem reviews, isso sempre me incentiva a continuar. ♥