Newspaper Headlines
1 New Robots
P.O.V. Freddy
Lá estávamos. "The New and Improved Human! Freddy 'n' Friends's Pizzeria". A prima do chefe chegou com dois garotos e juntou os robôs que estavam perto do palco.
Tinha um garoto com orelhas de coelho, Puppet, BB, uma garota com orelhas de urso e uma parecida com ela, que tinha orelhas de gato.
—Hey Bonbon, BB, Puppet, Annie, Cat. Onde estão os outros?-ela perguntou.
—Não faço ideia-respondeu o coelho.
—Bem, eu só queria apresentar Ford e Arthur, os vigias noturnos.
A ursa e a gata foram até os dois.
—Annie!-o tal do Ford bagunçou os cabelos da ursa.
—Cat!-o tal do Arthur riu e abraçou a gata.
Quase ri. Eu me lembraria dos rostinhos dos dois em qualquer lugar. Eles praticamente viviam na Human! Freddy 'n' Friends quando crianças.
—Uh...hey Puppet, BB e coelho que não conheço!-Ford sorriu.
—Robôs novos? O que houve com os antigos?-Arthur perguntou.
—Ah, estão nos fundos. Estarão em uso a partir de amanhã. Ah, esqueci de falar! Encontramos dois animatrônicos. Eles são dos antigos, sabe? Mal posso esperar para vocês encontrarem eles essa noite!-e, dito isso, a garota foi embora rindo de um modo insano.
—Estaremos em uso? Não sabia-Bonnie falou.
—Bem, estaremos no escritório. É só ir lá se quiserem falar com a gente-Ford disse.
Ele e Arthur foram em direção ao escritório. O coelho (que supus ser Bonbon) pegou uma bolsa e gritou:
—TOY FREDDY! CADÊ VOCÊ?!
Bonnie ia falar algo, mas pedi silêncio. Vi um garoto se aproximar correndo e tropeçando nos próprios pés a cada passo. Ele tinha uma pilha de papéis nas mãos. O coitado parecia ser desastrado e quase caiu no chão.
—Wow, tudo bem?-Bonbon perguntou.
—Sim, claro. Quem me chamou?
—Eu mesmo. A Toy Chica pediu que eu pegasse umas coisas para ela. Eu queria saber se você poderia entregar, já que Puppet, BB, Cat e Annie estão me ajudando com a música. Mas você parece com dificuldade.
—Não, eu dou conta. Sabe onde ela está?
—Uh...deve ter ido nos fundos. Ela queria conhecer os robôs antigos.
—Alguém viu a Mangle? Me pediram para levar esses papéis para ela.
—Deve estar em algum lugar no teto-falou Puppet.
—Aqui-Bonbon entregou a bolsa para o garoto e ele quase caiu ao pegá-la.
—Wow! O que tem aqui?!
—Maquiagem e coisas do tipo.
—Claro. Bem, vou indo.
Ele colocou a bolsa no ombro com dificuldade e correu em nossa direção.
—O garoto tá vindo para cá-falei.
—Tem certeza?-Bonnie perguntou.
—Sim.
—Verifique de novo.
Saí de trás da parede para dar uma olhada no que acontecia e o garoto trombou comigo com tudo, caindo no chão e espalhando papéis para tudo quanto é lado.
Ele ergueu o olhar para mim e Bonnie, parecendo meio surpreso. Antes que eu pudesse falar algo, meu amigo perguntou:
—Quem é você? O que faz aqui? E quem são aqueles outros?
—Eu sou Toy Freddy-respondeu, timidamente-Eu e meus colegas vamos substituir os antigos robôs no palco.
—NÓS somos alguns dos antigos robôs-Bonnie rosnou, cerrando os punhos.
O garotinho parecia meio assustado.
—Hã...e...eu não sabia.
—O que farão conosco?!
—Vocês serão atrações de terror. Algo sobre...boatos sobre antigos estabelecimentos.
—E VOCÊS VÃO NOS SUBSTITUIR NO PALCO?!-Bonnie gritou, já perdendo a paciência.
—Bonnie!-o repreendi-Está assustando o garoto!
—E está certo!-disse Chica, que nem vi chegando.
—Não acredito que seremos substituídos por essas coisinhas!-Foxy falou, revoltado.
—Hã...eu realmente sinto mui...-o toy começou, mas não o deixaram terminar a frase.
—CALA A BOCA!-gritaram Bonnie, Foxy e Chica.
O garoto se encolheu e eu fuzilei meus amigos com o olhar.
—Parem com isso! Não é culpa dele e nem dos outros toys!
Vi que o garoto estava juntando os papéis que caíram e o ajudei.
—Não ligue para eles, só...não se acostumaram com as mudanças-falei.
Levantei do chão e ofereci minha mão para ajudar o toy a se levantar. Hesitante, ele aceitou a ajuda.
—Obrigado-falou baixinho.
—Hã...-Chica começou meio sem jeito-Eu acho que exageramos. O Freddy tem razão. Não foi culpa sua.
—Eu ainda boto a culpa neles-Bonnie cruzou os braços.
Foxy murmurou algo como "teimoso" e foi embora.
—Vou procurar meu cupcake-Chica sorriu para o garoto e saiu andando.
Bonnie saiu pisando duro e revirei os olhos. Foxy estava certo sobre o coelho.
O toy equilibrou os papéis com uma mão e pegou a bolsa com a outra. Ele teria caído para trás ao puxar a mesma se eu não o segurasse.
—Quer ajuda?-perguntei.
—E...eu dou conta-ele respondeu.
—Certeza?-ergui as sobrancelhas.
—E...eu-ele suspirou-Acho que não.
Peguei a pilha de papéis e o toy segurou a bolsa com as duas mãos.
—Obrigado-ele sorriu.
—De nada. Sinto muito pelo Bonnie.
—Tudo bem, eu já esperava por isso. Afinal, eu e meu colegas estamos meio que tomando o seu lugar no palco. Qualquer um reagiria assim. Fico suspreso que você esteja sendo legal comigo.
Saímos andando pela pizzaria, procurando Toy Chica e Mangle (mesmo eu não fazendo ideia de quem são).
O toy me explicava que o pessoal de lá nos reformara (provavelmente não estávamos muito bem por tantos anos sem sermos arrumados) e nos atualizara com nova tecnologia. Disse que pareceríamos quase humanos.
Finalmente achamos uma versão toda animadinha da Chica e um Foxy garota. Estavam juntas falando sobre músicas e ficaram super felizem quando viram que a bolsa e os papéis chegaram.
Elas saíram correndo para um salão de festas, mas não sem antes pedirem para Toy Freddy levar balões para BB e a caixinha de música do Puppet. Elas perguntaram se ele aguentava e, como sempre, ele disse que dava conta.
Ele segurou os balões e o ajudei a arrastar a caixinha de música até a loja de presentes. E, cara, aquele troço pesa de mais. Quando chegamos, Toy Freddy entrgou os balões para o garotinho e Puppet entrou na "caixinha".
O toy apoiou as costas na parede, com a respiração acelerada. Eu percebi que também estava ofegante, mesmo não estando tanto quanto o garoto à minha frente. Eu estranhei isso. Nós robôs respiramos?
Busquei alguma informação no meu sistema sobre isso e encontrei uma atualização nova que analisa o esforço que fazemos e coisas do tipo, manda comandos para o absorvermos determinadas quantidades de hidrogênio do ar e transformar em uma espécie de "combustível", para manter o bom funcionamento do sistema. Até mesmo quando estivéssemos carregando ou sem carga precisaríamos desse combustível, para que o sistema consiga detectar o que está acontecendo e evite a ativação de um "modo de emergência" sem necessidade.
Deixe-me ver se eu entendi: quando estamos descarregados o sistema CONTINUA funcionando graças a esse combustível. Mas nós não ficamos "ativos". Apenas continuamos a absorver o hidrogênio, para que o sistema não pare de funcionar e ative um modo de emergência que, nesse caso, poderia causar uma pane no sistema (já que não haveria bateria e seríamos forçados a nos ativar mesmo assim).
Isso é estranhamente genial. Mais uma vez me pergunto: como os Ciphers fizeram isso? Eles tem poderes ou o quê?
Encarei e Toy Freddy e vi que ele parecia...sonolento, ou sei lá.
—Você está bem?-perguntei.
—Preciso...recarregar...bateria-ele murmurou.
—Onde?
—Sala...nos...fundos.
Até onde eu sabia só tinha uma sala nos fundos, onde havia peças e, bem, eu e meus amigos.
Toy Freddy fechou os olhos e teria caído de cara no chão se eu não o segurasse. A bateria provavelmente acabou. Peguei-o no colo e fui até os fundos. Percebi que havia uma porta no canto, que eu não notara antes. Entrei lá e vi várias camas.
Havia um papel com instruções na parede.
É simples: basta deitar na cama. Ela detecta a quantidade de bateria do robô que se deitou, sabendo se ele precisará ser carregado. Sendo assim, as camas podem ser usadas sem correr o risco de que o robô receba carga desnecessária.
Tempo de carregamento: 3 horas.
Tempo de duração da bateria: 24 horas.
Se o robô realizar atividades pesadas constantemente, a bateria dura 18 horas. Se não, 32 horas.
Na cabeceira de cada cama tinha o nome de um robô. Achei a de Toy Freddy e coloquei-o nela. Abaixo de seu nome apareceu "Carregando: 0%". O garoto puxou a coberta que tinha na cama e se aconchegou.
Os Ciphers fizeram um trabalho incrível nos robôs. Eu já tinha percebido que meus amigos estavam parecendo humanos. Depois de ter ajudado o toy a levar as coisas aos outros robôs, percebi que todos eles agiam como pessoas.
Comecei a sentir meus olhos pesarem. Meu sistema avisava: "Bateria — 15%". Suspirei e deitei em minha cama. Fechei os olhos e supus que, enquanto carregava, estaria fazendo aquela coisa humana de "dormir".
Fale com o autor