Newcomer.

28 Capítulo 28 - Feelings.


Notas iniciais
Eu sei que andei sumida... E sei que também não há desculpas. Kkkk. Mas acreditem em mim, eu tenho. Kkkk. Eu não gostei do capítulo, mas o suspense sempre fica pra depois, não é? Adoro vocês e obrigada por sempre estarem aqui.

– Não grita, Hanna. Eu ainda estou de ressaca! — Revirou os olhos. — Se Elizabeth é -A, por que ela pagaria uma nota de cem dólares para que o policial nos liberasse? — O sol entrava preguiçosamente através da janela do quarto. Aria estava sentada em cima de sua cama pintando com esmalte azul as unhas dos pés. Seu celular estava apoiado entre seu ombro direito e a orelha. — Exato, não faz sentido... Quer dizer, nada mais faz sentido! Eu não aguento mais essa história de: "Ela é -A. Ela não é -A". Isso já deu. Até porque nós saímos com ela como se tudo estivesse bem. — A garota deu uma breve pausa para respirar enquanto ouvia a amiga do outro lado da linha. — Tá... Eu lembro da Mona... — Ao se ajeitar, esbarrou no vidro contendo o líquido azul. — Droga! — Exclamou. — Derrubei esmalte azul na cama inteira! Ok. Depois falamos. — E com a mão desocupada, encerrou a ligação. — Paii! — Chamou uma, duas, três vezes. Entretanto, não obteve resposta alguma. A garota se levantou e começou a andar em direção ao corredor. Mas algo fez com que ela parasse.

– Claro, com certeza. — Pensou que talvez seu pai estivesse falando com alguma visita, mas logo percebeu que ele estava ao telefone. — Estaremos no Apple Rosegrille hoje a noite. — Aria pode ouvir os passos do Sr. Montgomery no assoalho. — As oito horas. Não... Fique tranquila. É discreto. Garanto. Certo. Até mais.

– Pai? — Chamou e desceu os degraus da escada. Pode ver Byron colocando o telefone no lugar e virando a atenção para ela.

– Ah. Oi, querida. — Ele colocou as mãos nos bolsos de sua calça rapidamente. — E-Está aqui a muito tempo?

– Hm... Não. — Aria mentiu subitamente. Algo lhe disse para que ela não revelasse aquela informação. — Estava no telefone? — Mas antes que seu pai pudesse abrir a boca para responder algo, a campainha tocou, fazendo com que a garota levasse um susto. O Sr. Montgomery se encaminhou até o hall de entrada e sua filha pode ouvi-lo cumprimentando alguém, a porta se fechando e alguns passos.

– Querida, você tem visita. — Seu pai disse amigavelmente. Um cheiro incrível invadiu o ambiente e logo atrás dele estava ninguém mais, ninguém menos que Spencer Jill Hastings vestindo uma roupa de malhar que caía muito bem em seu corpo, a garota apertava os fones de ouvidos brancos em sua mão direita e na esquerda segurava uma squeeze. Tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo. Suava e estava tentando conter sua respiração ofegante.

– Oi. — Ela cumprimentou com o maior sorriso do mundo, ainda ofegante, o sorriso que só Spencer J. Hasting possuía.

"Como ela se atreve a chegar aqui desse jeito e ainda dizer "Oi" como se ela não tivesse me ignorado a festa toda e... Uau... Quando ela sorri assim... ARIA! Acorda. Esse é aquele sorriso que ela faz, meio cafajeste, pra você se derreter!"

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– Ah... Oi. — A menina mais baixa balançou a cabeça rapidamente, assim como saiu seu cumprimento e esboçou um sorriso meio sério e forçado.

– Bom, eu irei deixá-las. Tenho que resolver alguns assuntos pendentes na universidade. — O Sr. Montgomery foi até a filha, lhe deu um beijo em sua testa e pegou a maleta de trabalho que se encontrava em cima do sofá marrom. — Aria, não esqueça de buscar o Mike no Lacrosse, ok? — Sua filha fez um breve aceno com a cabeça, e então antes de sair de casa deu um sorriso dirigido a Spencer que retribuiu quando pendurava os fones ao redor do pescoço enquanto colocava a garrafa de água em cima da mesinha de centro. As garotas ouviram a porta se fechar logo em seguida.

– Então? Por que veio até aqui? — Aria cruzou os braços e se deixou cair sentada no sofá, ainda encarando a amiga.

– Eu estava correndo e passei aqui na frente. — Spencer se aproximou da menor, mas continuou de pé. — Resolvi dar um "Oi". — A garota ajeitou seu rabo de cavalo.

– As oito da manhã? — Aria levantou uma sobrancelha.

– Nós chegamos as seis horas, mas eu não consegui dormir. Então resolvi correr. — Spencer tomou um gole de sua água. — E como eu te conheço, sabia que você também não conseguiria pegar no sono.

– Sério, Spencer? Mesmo? — Aria se levantou apressadamente, como se uma agulha a tivesse alfinetado. — Você me ignorou a festa inteira e do nada aparece aqui com esse sorriso, dizendo "oi"?

– Aria, eu... — Spencer tentou falar, mas fora interrompida quase de imediato pela outra garota.

– Você nada, Spencer. — Tomou fôlego e continuou, sem se importar com a expressão de assustada da outra. — Você só se importa com você. Aliás, é isso que sempre prevalece para os Hastings, não é? Como você mesma já disse milhares de vezes sobre sua família. — As lágrimas brotaram dos olhos da mais baixa. Elas vieram de repente, do nada, mas estavam custando a ir embora por mais que ela passasse as mãos sobre o rosto.

– Aria, por favor, não envolva a minha família. — Spencer tinha a testa franzida de uma forma triste. — Eu só fiquei com vontade de te ver. — Arriscou dar um passo para a frente, ficando mais perto de Aria, que não se mexeu, parecendo não ter percebido a aproximação.

– Pois é. Eu estava com vontade de ficar perto de você ontem. Mas todas as minhas tentativas de conversa foram um fracasso porque você sempre me cortava ou distribuía patas. — Sua respiração estava pesada, reproduzindo a mágoa que estava em seu peito. — E quando eu volto com as bebidas, vejo você se comendo com um cara que apareceu de lugar nenhum. — Sentiu um embrulho em seu estômago ao lembrar da cena.

– Eu não quis te ignorar. Só precisava de um tempo pra mim. Precisava por alguns pensamentos no lugar... E percebi que talvez eu goste de uma pessoa... Uma que eu não deveria gostar. — Spencer deu mais um passo para perto de Aria, que fitava o chão com o rosto choroso.

– Que pensamentos? Espera... Sério? — Aria voltou a encará-la com um olhar duvidoso, mas logo se recompôs. — Você poderia ter falado comigo... Ao invés de enfiar sua língua na goela de um cara qualquer. — Uma centelha de esperança surgiu no olhar de Aria. — E como é essa pessoa? Eu conheço? — Arriscou.

– Hm... — Spencer mordeu os lábios. — É um garoto do clube literário. Não, você não o conhece.

– Ah. — Aria parecia ter perdido seu chão. Tonteou por um momento e até se sentou. — Então lute por ele! — Forçou um sorriso.

– V-você está bem? — Spencer pareceu preocupada sentando-se ao lado dela.

– Preciso de um tempo sozinha, assim como você na festa de ontem. — Aria respirou fundo, fazendo o máximo para esboçar seu melhor sorriso. Levantou-se e entregou as coisas da mais alta.

– Tem certeza? — Spencer já estava sendo encaminhada para a saída por Aria.

– Sim. — Ela ainda estava firme na atuação da menina feliz pela amiga.

– Ei!! Esqueci de contar... Fui eleita a aluna leitora número um da biblioteca pública de Rosewood. — A garota já estava do lado de fora da casa da amiga.

– Que ótimo, Spencer!! — Ela não aguentava mais sorrir. Só queria ir para o seu quarto e chorar. — Mas cuidado. Para quem é considerada a mais inteligente do grupo, você ultimamente não tem feito jus ao seu posto. — E simplesmente fechou a porta no rosto de Spencer, que se fechava em indagação.
...

– Então ela fechou a porta na minha cara... — Spencer deu um gole demorado em sua caneca café que havia acabado de comprar no Coffea Espresso Shop. Emily ouvia toda a história da amiga sentada a sua frente, enquanto dava mordidas em seu sanduíche natural de frango com passas e bebericava seu suco de laranja sem açúcar. — E até agora eu não consigo entender o por quê.

– Spence... — A morena se pronunciou pela primeira vez desde que a outra começou a falar. — Ela está chateada porque você simplesmente a ignorou a festa inteira. Qualquer um ficaria chateado com isso. — Deu um grande gole no suco. — E porque você disse estar gostando de um cara do clube literário. — A última frase saiu como um sussurro quase inaudível.

– Hm? — A garota pareceu não ter ouvido, mas antes que Emily pudesse pensar em uma resposta, alguém sentou-se apressadamente na cadeira que sobrava entre as duas. — Hanna?? — A garota loira estava com os cabelos bagunçados, gotas de suor escorriam por sua face e sua respiração estava extremamente ofegante.

– A-Acho que vocês deveriam vir comigo...

Notas finais
O próximo promete. Juro.