Newcomer.
27 Capítulo 27 - Why you and I are Always Interrupted?
Notas iniciais
– Estou esperando, Emily Fields. — Emily tinha certeza de que se Elizabeth respirasse um pouco mais forte, ela chegaria perto o suficiente para encostar os lábios nos dela. A garota erguia sua típica sobrancelha, deixando evidente seus olhos cor do céu e sua boca rosada. O cheiro que a morena sentia era o de morangos frescos, como se fossem colhidos na hora. Os olhos de Elizabeth alternavam entre os olhos de Emily para a boca da mesma, que sabia que a brasileira estaria sentindo o cheiro de álcool. "Droga", ela pensava. "Por que fui inventar de beber mais do que o normal?". Os olhos da morena desviavam para todos os lugares do quarto, que parecia ser branco demais. O teto rebaixado com diversas luzes acopladas nas laterais, a cama "King Size", a janela enorme que dava vista para o jardim principal, fechada com persianas verticais brancas, o abajur grande e curvilíneo que iluminava uma escrivaninha em forma da letra éle no canto leste, o tapete antialérgico bege, um closet e uma porta do lado oeste que dava para o toilet. Olhava para tudo, menos para a garota a sua frente. Até que tomou coragem e soltou:
– Você não manda em mim, sabia? — "Droga! Droga! Droga! Não tinha uma frase mais infantil, Emily?". Pensava consigo mesma. Elizabeth pareceu perceber que o semblante de Emily mudara de sério para "Maisquemerdaqueeufuidizer" e começou a rir, se afastando aos poucos.
– Você não está em condições de ter muita ideia de independência agora, mocinha. — A menina dos olhos azuis ainda ria. Nossa, ela conseguia mudar da água para o vinho em instantes. Uma hora estava séria e na outra, sorria com seus olhos semi cerrados e suas covinhas tomando conta de sua face. Emily ruborizou, olhando para baixo. — Hey... — Elizabeth se aproximou novamente e colocou sua mão direita no queixo da morena. — Olha pra mim. — Disse rindo um pouco menos e Emily simplesmente não conseguiu negar e obedeceu prontamente. — Já te disseram que você fica linda quando fica com vergonha? — Agora, a brasileira se encontrava completamente séria. Entretanto, a menina dos olhos negros desviara o olhar outra vez. — Olhe para mim, Em. — A mão direita de Elizabeth cobria a parte da extrema esquerda do rosto da outra. — Por favor. — A brasileira quase sussurrava e Emily não pode evitar isto.
Os olhos de Elizabeth brilhavam quando a morena fez contato com os seus, que correspondiam da mesma forma e intensidade. Sem desconectar os olhares, a brasileira acabou com a distância que se fazia presente, bem lentamente. Sua mão direita continuou onde estava, enquanto a esquerda segurou firmemente as costas da outra garota. Instantaneamente, as mãos de Emily pararam na nuca da menina de cabelos castanhos, entrelaçando alguns fios em seus dedos, puxando-a para mais perto, como se fosse possível. O beijo era calmo, mas repleto de desejo de ambas as partes. Emily fora prensada na parede pelo corpo da outra. Ela sentia a textura dos lábios rosados. Tão macios. Ela estava tonta e sabia que somente parte era culpa da bebida.
Não se separaram nem quando a falta de ar se fez presente. Respiravam e suspiravam entre os beijos estalados e as pequenas mordidas em seus lábios, suas línguas fizeram-se vigentes em pouco tempo, numa dança calmamente lenta. Elizabeth arriscou em descer as mãos para os quadris de Emily, apertando-os sem muita força, mas mesmo assim arrancando dela um suspiro seguido de um gemido. A morena tomou coragem e desceu a mão direita, soltando-a dos cabelos lisos e castanhos de Elizabeth e deixando-a percorrer o caminho até os seios da mesma. Emily sentiu a brasileira estremecer com o leve aperto em seu seio.
– Isso é tão bom. — A morena conseguiu reunir palavras para sussurrar entre os lábios colados ao seus quando Elizabeth ergueu a mão esquerda e trilhou um caminho por baixo do vestido de Emily até tocar em seu sutiã de renda vermelha e ficar brincando com o bico endurecido do seio.
– Você gosta? — A menina dos olhos azuis não se preocupava em falar entre o beijo, se concentrando ainda mais no que estava fazendo. Já a mais nova apenas assentiu com um simples "uhum" de olhos fechados, sentindo todas as sensações de prazer que lhe eram proporcionadas, ouvindo ao longe a voz melosa de Carrie Underwood cantando "Before He Cheats". — E disso? — A garota ergueu ainda mais o vestido vermelho da outra, livrou-se de seus lábios e os depositou uma leve mordida onde sua mão esquerda estava apenas a alguns segundos atrás. Emily gemeu quando sentiu o toque da boca da garota em seu seio esquerdo. — Vejo que sim. — Elizabeth sorriu com o canto dos lábios.
– Ah... Isso é tortura. — Emily reclamou começando a andar com a garota que agora beijava seus lábios em direção a cama. Elizabeth sentou-se no colchão e a morena em cima dela, passando a depositar beijos e mordidas por toda a extensão do braço da mais velha até chegar no pescoço da mesma e deixar uma marca visível. Sua marca. Agora foi a vez de Elizabeth gemer. — Agora é a minha vez. — Se sentou então, ainda com cada coxa ao redor do quadril da outra, e retirou lentamente o vestido vermelho, junto com a capa da mesma cor sob o olhar atento dos olhos de cor azul e pode sentir a respiração da brasileira ficando cada vez mais descompassada. — Acho que você gosta do que vê, não é? — Elizabeth, que estava com a boca semi aberta, assentiu prontamente. Mas isso pareceu não satisfazê-la. — Quero palavras, Carter! — Disse autoritária.
– S-sim! — Gaguejou.
– O que você quer fazer comigo, Elizabeth Carter? — Emily começou a passear suas mãos sobre o próprio corpo coberto apenas por um sutiã de renda vermelha e a calcinha do mesmo tecido e cor.
– Eu quero você, Emily Fields! — Elizabeth se sentou ainda com Emily em seu colo e passou a dar breves mordidas na barriga morena e moldada, fazendo com que o quarto branco fosse preenchido pelos gemidos da garota semi nua. A brasileira entendeu aquilo como um estímulo para prosseguir com suas carícias e passou a morder bem devagar o pescoço moreno, seguindo para o lóbulo da orelha, fazendo a mesma coisa.
Emily — com um certo esforço — retirou a blusa de policial que Elizabeth vestia e se deparou com um sutiã preto com rendas. Ela sequer esperou e logo depositava beijos pelos dois seios. Mas logo Elizabeth a parou.
– Emily... Por que de repente está tudo tão quieto? — A brasileira se arrumou melhor na cama para conseguir ouvir algo da festa.
"I'm going out tonight. I'm feelin' alright. Gonna let it all hang out. Wanna make some noise. Really raise my voice. Yeah, I wanna scream and shout". As duas levaram um susto quando a voz de Shania Twain preencheu o local.
– Meu celular. — Emily saiu de cima da brasileira demoradamente e passou a sentir o frio pela falta de contato com a pele da outra.
"No inhibitions, make no conditions. Get a little, outta line. Ain't gonna act, politically correct. I only wanna have a good time". Shania continuava a cantar e nesse meio tempo, Elizabeth havia se levantado do colchão para ajudar Emily a procurar o aparelho.
– Achei! — A mais velha o encontrou em baixo de um dos travesseiros e o entregou para a morena.
– Emily??– A voz do outro lado da linha, era de sua amiga desesperada.
– Aria?! O que houve?! — Começou a se vestir mesmo com o celular, alternando o aparelho de mão em mão. Pela voz da amiga, a coisa era séria. Elizabeth passou a se vestir com um semblante de preocupação.
– Eu to indo pra ai! Não. Eu não vou deixar vocês sozinhas nessa. — Emily desligou o telefone e o jogou na cama para vestir-se mais rapidamente.
– O que aconteceu? — Elizabeth terminou de se vestir, assim como Emily, pegou o celular da morena em cima da cama e olhou as horas.
– Uns policiais cercaram a mansão. Alguém denunciou que haviam jovens menores de idade bebendo. As meninas foram pegas. — Ela calçou o salto alto e saiu do quarto com Elizabeth ao seu encalço.
O lado de fora da mansão parecia um caos. Viaturas piscando para todo o lado, adolescentes ao celular, alguns chorando, outros rindo, muitas garrafas de bebidas no chão e Aria, Hanna e Spencer encostadas em uma das viaturas da policia.
– Gente... — Emily deu uma corrida até elas.
– Emily! — Aria se alertou.
– Sai daqui! Eles vão te prender também! — Hanna estava preocupada. — Eles estão fazendo o teste do bafômetro até naquelas árvores que dançam ali no jardim. — Com certeza a loira não estava em seu estado normal. — Tadinha das árvores!!! Agora eu entendo o Greenpeace.
– Vocês estão bem? — Elizabeth perguntou séria.
– Mais uma ficha na delegacia para Spencer Hastings. — Spencer comentava desanimada. — Minha família deve estar cada vez mais orgulhosa de mim. Uhul! — Ela esboçou um sorriso forçado.
– Esperem aqui. — A brasileira deu meia volta e desapareceu no meio da multidão.
– Claro... Como se fôssemos sair. — Hanna olhou para as algemas que estavam interligadas, presas na viatura. — Droga! Meus poderes de Super Girl parecem não funcionar. — Ela puxava a algema. — Emily, você não tá com Kryptonita ai, né?
– Onde ela vai?? — Aria ficou nas pontas dos pés para ver se conseguia enxergar melhor. As meninas acompanharam o olhar da pequena e puderam ver Elizabeth conversando com um dos policiais. Um homem enorme, careca e bigodudo.
– Ela ta tirando algo da carteira. — Spencer também estava nas pontas dos pés. — Acho que é uma nota de cem.
– Suborno é perigosíssimo!! — Emily pôs as mãos na boca.
– OMG. Eles estão vindo pra cá. — Hanna comentou. — Ajam naturalmente! — E começou a assobiar.
As quatro amigas puderam ver Elizabeth abrindo caminho na multidão com o homem logo atrás. Quando os dois chegaram, as garotas prenderam a respiração. Todavia, o policial se aproximou e abriu as algemas das três.
– Vocês tiveram sorte hoje, em?! — Ele as olhou com um sorriso, que não foi correspondido. — Espero não vê-las mais em confusão, ok? Agora saiam daqui. — E fez um gesto com as mãos e foi embora deixando as meninas com uma grande interrogação dirigida a Elizabeth.
– Obrigada Lex Luthor. — Hanna agradeceu com um sorriso.
– É melhor irmos, não?? — A garota começou a descer a colina, com as quatro amigas atrás de si com expressões questionadoras. Entretanto, elas estavam embriagadas demais para conseguir pensar em alguma coisa.
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