Newcomer.

26 Capítulo 26 - Shadow of Alison.


Notas iniciais
Eu sei que enrolei. >.< Desanimei um pouco. Desculpem. Espero que este capítulo seja legal. o/

"There is no escape, I can't wait. I need a hit, baby give me it. You are dangerous, I'm loving it"...

O clima dentro da mansão estava extremamente animado. Britney Spears preenchia todo o ambiente com Toxic. Emily se segurou para não rir. Essa música não poderia ser mais clichê. Se Ali estivesse viva ela provavelmente estaria rebolando no centro da festa com todas as pessoas babando a sua volta, com seu salto agulha preto da Arezzo, de 8 cm. Deus! Já havia se passado todo esse tempo desde o sumiço da amiga e ela não havia parado de pensar nela nem um dia sequer. Nem quando estava com Maia, nem Samara, Paige e principalmente quando estava com as amigas, pois este era o momento que a presença da abelha rainha se fazia mais presente. Ok, Alison era incrível no quesito de manipulação, mas Emily sabia que aquilo não era ela. Ela sentia. Ali era uma pessoa completamente diferente quando estavam a sós. Imediatamente pensou na carta que colocara na caixa de correio da loira um dia antes da mesma desaparecer.

"Querida Ali, Eu preciso tirar algo do meu peito. Eu sei que eu te disse que o beijo que compartilhamos na casa da árvore era um engano. Mas realmente não era. Eu quis fazer isso com você e somente você. Estou tão feliz por nós sermos amigas.

Eu adoro olhar para a parte de trás da sua cabeça na sala de aula, eu amo quando você masca chiclete sempre que

estamos falando no telefone juntas, e eu amo quando você sacode seus sapatos Skechers durante a aula, quando a Sra. Hat começa a falar sobre os casos judiciais americanos famosos, eu sei que você fica totalmente entediada.

Eu não quero que nada fique entre nós, mas eu não acho que vá.

Você também sentiu alguma coisa, não é? Eu sei.

E eu pensei muito no motivo de ter te beijado naquele dia. Eu percebi: Não era um engano, Ali. Eu acho que eu te amo.

Eu vou entender se você nunca mais quiser falar comigo, mas eu tinha que dizer a você".

— Em

Será que Ali teria visto a carta antes de sumir? Seria ao menos, justo. Emily sabia que ela havia gostado do beijo.

– E.M.I.L.Y? — Aria passava as mãos cruzando-as na frente do rosto moreno da amiga. — Está ai? — A trança que a mais baixa havia feito em si mesma na parte frontal de sua face balançava enquanto ela se movimentava, fazendo com que Emily saísse de seu transe.

– S-sim. — A morena respondeu movendo a cabeça negativamente para afastar seus pensamentos sobre a amiga.

– Aonde você estava? — Aria deu um sorriso de canto de boca. — Pensando em Elizabeth?

– Não desta vez. — Seu semblante estava sério. — As vezes fico imaginando se Alison estivesse conosco. — Sorriu com os lábios colados, como uma espécie de nostalgia. — Ela iria adorar desfilar por aqui, não é?

– Ela provavelmente criticaria a roupa de todas nós, ou nos elogiaria. Dependendo do jogo que gostaria de fazer com a gente. — Aria deu de ombros, fazendo com que a amiga a olhasse. — O quê? Ela iria fazer isso mesmo. Você sabe. — Sim. Emily sabia. Alison adorava esse tipo de jogo.

– Onde está Spencer? — A morena resolveu que não iria mais pensar na amiga desaparecida. Não agora. Seu peito já doía. Então, mudar de assunto era sua melhor alternativa.

– Na pista, dançando com Hanna. — Aria tirou um pacotinho de chicletes do bolso da frente de sua fantasia. — Quer? — Emily aceitou e logo sentiu o gosto de menta preencher sua boca.

– Vocês estão tendo algo? — Emily perguntou como se fosse a coisa mais normal do mundo. E era. Mas não para a mais baixa.

– Q-quê? — Aria deu um pulinho. — Por que você acha isso? — Olhou intensamente nos olhos negros.

– Aria... Faça-me o favor, ok? — Emily suspirou e revirou os olhos. — Se tem alguém que conhece assuntos como unicórnios gays aqui, essa pessoa sou eu. Por um momento, a mais baixa ficou sem palavras. Mas logo depois a cor avermelhada tomou sua face por completo.

– E-eu e ela não temos nada. — Aria balbuciou, olhando para o piso de mármore.

– Mas você gostaria, não é? — Emily deu um sorrisinho travesso. Aria prendeu o fôlego por um momento e foi se afastando devagar, com um sorriso forçado.

– Ah! Eu adoro essa música!! — Agora, Like a G6 tomava conta daquele local. A pequena se afastou até que Emily não pôde vê-la mais. Mal conseguia acreditar que a mais baixa se safara daquela forma.

– Esperta! — Ela sussurrou com um pequeno sorriso.

– Quem? — Uma voz masculina, carregada com um sotaque londrino saiu por detrás dela, fazendo-a dar um pulinho.

– Deus! — Emily pôs a mão em seu peito e virou-se. — Você quase me mata de susto, Wren!

– Peço desculpas. — Aquele sotaque faria com que os pelos da nuca de qualquer menina se ouriçasse. O rapaz sorria de forma tranquilizadora. Emily achava engraçada e até um pouco atraente a forma como o inglês falava. Completamente formal. Como se ele tivesse sido aquele tipo de criança que nunca saíra para brincar em dias de chuva com medo de sujar seu suéter. Um lorde. Ela riu internamente e evitou que seu sorriso vazasse por sua face. — Por um acaso, você viu a senhorita Elizabeth?

– Elizabeth? — Ela o assistiu assentir enquanto o mesmo dava a volta por ela. — Você não quis dizer Spencer? — O que ele poderia querer com Elizabeth? Ela parecia não gostar muito dele.

– Gostaria de saber se ela está melhor. — Ele passou a mão no cabelo, já se afastando. — De qualquer forma, muito obrigado. — Sorriu e com um aceno, desapareceu no meio da multidão. Tudo estava muito escuro, embora algumas luzes de festas piscavam para dar o clima. Pessoas e mais pessoas estavam se divertindo, dançando com seus copos vermelhos em mãos. Hanna estava cercada por rapazes. Claro, com aquela fantasia de Super Girl... Até mesmo Emily se sentira um pouco atraída. Não pode negar. Spencer estava não muito longe de Hanna, ela parecia já estar demasiadamente alterada, dançando com (provavelmente) um veterano da faculdade. A amiga que estava com fantasia de vampira, sorria e balançava os cabelos em frente ao rosto, no ritmo da dança. E Aria... Emily correu o olhar rapidamente pelo local. Nem sinal de Aria. Possivelmente ela estaria ficando com algum menino por ai, com a finalidade de tirar Spencer da cabeça e mostrar para si mesma de que ela não gostava de meninas. A morena balançou a cabeça, lembrando-se de quando estava "dentro do armário". Foi então que ela a viu...

A música, a luz, as vozes, os risos e o movimento das pessoas. Tudo pareceu ocorrer em câmera lenta. Alison estava ali. Seria apenas sua imaginação? Emily poderia estar, assim como Spencer, um pouco alterada e nem se deu conta disto. Ali estava vestida com um casaco vermelho. Red Coat. Ela ainda não havia visto Emily. Seu semblante era de preocupação, parecia estar fugindo de alguém. Quem? A morena começou a andar em direção a amiga enquanto seu olhar vasculhava o ambiente. Ninguém parecia estar olhando diretamente para Ali. "Tão perto". Emily pensava, ficando cada vez mais próxima. Ela caminhava tirando as pessoas de sua frente gentilmente. 12 metros. 10 metros. 8 metros. Até que Alison virou abruptamente e começou andar rapidamente para outra direção. Mas ela ainda não havia visto a morena.

– ALI! — Emily gritou, tentando fazer com que sua voz se sobreposse a Going To Hell, do The Pretty Reckless. Ela não iria ouvir.

De repente, a morena sentiu seu corpo se chocar contra outro e do nada, se viu no chão, sentada. — Emily?? — Sua cabeça girava um pouco. Estava tonta. — Você se machucou? — Ela pode ver Elizabeth se agachando com seu cenho franzido. A menina de olhos azuis parecia ter acabado de correr uma maratona, suas bochechas rosadas a denunciaram.

– Estou. — Emily se levantou, dando a mão para brasileira e quando estava em pé novamente, procurou por todo o salão. Nada de Ali. Droga. Seu coração batia freneticamente.

– O que foi? — Elizabeth sussurrou um seu ouvido, causando um breve arrepio. — Parece que viu um fantasma.

– Nada. Eu estava procurando por Aria. — Inventou. Era Ali. Só podia ser. Ou uma pessoa MUITO parecida. Mas não queria que Elizabeth soubesse. Não sabia o porquê.

– Aria? Eu estava procurando por ela também.

– Sério? — Emily estava intrigada.

– Acho que ela não gostou de ver Spencer com outro cara. — Ela apontou discretamente para uma Spencer um pouco longe de todos, aos amassos com um cara um pouco mais velho. — Não quero deixá-la sozinha. Não aqui.

– Por que não aqui?! — Emily levantou sua sobrancelha direita. Mas não obteve resposta, pois uma mão gelada tocou seu ombro, fazendo-a saltar.

– Estava te procurando, Elizabeth. — Aquele era Ezra? Emily olhou por cima de seu ombro. Seu professor de literatura se encontrava atrás de si com um sorriso no rosto. Todo mundo procurando todo mundo? O que estava acontecendo?

– Professor. — Elizabeth acenou com a cabeça formalmente.

– O seu trabalho sobre Shakespeare ficou ótimo. — Ele não tirava os olhos dela. Isso estava irritando Emily de uma tal maneira... Por que ele estava olhando assim para a sua brasileira? Seria alguma tara por alunas? — Por isso eu o recomendei para a professora Heloise Cherrie, da UPenn. Espero que não haja problema.

– De forma alguma. — Elizabeth também não tirava os olhos dele e esboçou um sorriso forçado. Emily já conseguia reconhecer algumas das faces da garota. Era estranho. Parecia que eles estavam falando em algum tipo de código que só os dois conseguiam entender. Emily fingiu se entreter com o celular, mas permaneceu perto de ambos.

– Você está... Sangrando? — Ele a encarou. Emily levantou o olhar da tela e percorreu o olhar sobre a face de Elizabeth. Ela não havia reparado antes.

– Estou? — Elizabeth ficou sem entender por um instante, mas logo passou a mão por seu nariz.

– Acabamos de nos chocar uma contra a outra. — Emily respondeu no momento em que o celular do professor recebeu uma sms.

– Ah. — A face do mesmo ficou surpresa. — Mais cuidado por ai. — Ele sorriu. Mas no momento em que viu a tela do aparelho telefônico seu rosto deu lugar ao sério e sua coloração se esbranquiçou. — Bem. Preciso ir. Vejo vocês mais tarde. — E como chegou, desapareceu.

Emily o acompanhou com o olhar até que ele sumisse por completo. — Não sabia que você gostava de literatura. — Ela se aproximou para limpar o rosto de Elizabeth.

– Você não sabe muitas coisas sobre mim. — Ela sorriu com o canto da boca. Como aquela menina pode ser tão sexy? Que coisa.

– Eu gostaria de saber. — Emily olhou diretamente naqueles olhos azuis.

– Não acho que a sua namorada corno vai gostar disso. — Elizabeth sorriu e se afastou, subindo as escadas. Emily ficou encarando o chão por um tempo. A brasileira havia sido bem curta e grossa agora.

Elizabeth entrou em um quarto no andar de cima da mansão. Mas antes que conseguisse fechar a porta, alguém colocou o pé. Emily. Ela entrou e trancou a porta. — Eu não te entendo, sabia? Acho que você é louca. Só pode. Uma hora você me beija e tá tudo bem, na outra você lembra que eu tenho namorada. Mas para o SEU governo, eu e Paige terminamos. Não que você tenha algo a ver com isso. — Emily estava se aproximando da outra.

– Eu tenho.

Emily a ignorou completamente e continuou a falar como se nada a tivesse atrapalhado. — Eu e ela terminamos quando vocês tiveram aquela briga RI-DÍ-CU-LA na casa de Spencer.

– Terminaram?

– Uma coisa realmente desnecessária! — Ignorou a menina de olhos azuis mais uma vez. — Você nem ao menos pediu desculpas pra Spencer. Como vocês puderam brigar assim na casa dela? Você sabia que a mãe dela estava lá? Você podia ser presa por bater na Paige, sabia?

– Deus. Como você fala. Eu não conhecia esse seu lado. — Elizabeth sorriu de forma provocadora quando viu que Emily havia parado de falar. O rosto da morena estava extremamente vermelho, uma mistura de raiva e vergonha.

– Quer saber? — Emily soltou o fôlego e a encarou. — Tchau. — Começou a se dirigir para a porta, até que a mão de Elizabeth a puxou pelo braço.

– Você quer mesmo ir? — Elizabeth era quem se aproximava agora, encurralando a morena contra a porta.

– Se você fizer o favor de me soltar. — Emily estava conseguindo resistir. Uhul!

– Pronto. — Elizabeth a soltou. Mas Emily não queria mover um músculo sequer, sua respiração estava pesada, assim como as batidas em seu coração. — Pode ir, se quiser... — Droga. Aqueles olhos... Aquela boca...

Notas finais
E ai?