Newcomer.
25 Capítulo 25 - We are not in a Fairy Tale.
Notas iniciais
A casa de Sarah ficava em um bairro nobre, em cima de uma colina. Era por volta das dez horas da noite quando Emily parou o carro em frente aos portões, entregando a chave a um dos manobristas. Todas as cinco meninas estavam sem palavras. Pareciam estar em um filme de Hollywood. A música que começava a tocar na mansão acima era bem animada.
– Katy Perry!! — Hanna soltou um gritinho ao lado de Elizabeth, que se assustou brevemente. — "There's a stranger in my bed. There's a pounding in my head. Glitter all over the room"! — A loira começou a cantar junto com a música, animada, e a brasileira não pode deixar de sorrir.
Emily sentiu um certo incômodo no estômago ao ver que aquele sorriso não era dirigido para ela e disfarçadamente passou para o lado da vizinha enquanto caminhavam para o local da festa. Já haviam adentrado na propriedade e estavam juntas de muitas pessoas conhecidas e desconhecidas, que também subiam pelo caminho de pedras, cercado nas laterais por um jardim.
– Hey, gatinha! — Um garoto loiro, vestido de jogador de futebol americano da escola encostou nos cabelos de Aria com a mão direita enquanto ela passava, já que a esquerda segurava um copo vermelho. — Você quer por as mãos no meu tesouro? — Ele estava parado no jardim no meio da subida, em uma roda de amigos que vestiam a mesma jaqueta de jogador. Ao soltar esta última frase, seus amigos imediatamente começaram a rir descontroladamente. — Eu treparia com você de quatro a noite toda. — E começou a fazer imitações de gemidos sexuais.
Aria corou, não dando atenção e continuou subindo com as outras meninas, contudo Spencer pareceu ser tomada por uma fúria incontrolável. Virou-se e foi até o rapaz.
– Spence! — Aria pegou na mão da garota, que se desvencilhou e continuou em direção ao garoto.
Elizabeth fez menção em partir para cima do loiro, mas Emily segurou sua mão, impedindo-a.
– Escuta aqui, babaca. — Deu um tapa no copo do rapaz que despejou seu conteúdo no mesmo fazendo com que o cheiro de álcool se impregnasse em sua jaqueta. Todos os rapazes que estavam presentes ali, soltaram um som como um desafio para o amigo e riram. O garoto engoliu em seco. — Mesmo se por um momento de insanidade ela quisesse trepar com você, — Enfiou as unhas no membro dele, o ouviu soltar várias exclamações de dor e continuou. — você não iria dar conta do recado. O seu baú de tesouros está com saldo negativo. — Apertou ainda mais, olhando nos olhos lacrimejados em sua frente. — E eu só não faço mais nada, porque você não tem idade mental para estar aqui tendo essa conversinha. — Sua verdadeira vontade era de dar vários murros naquela cara. — Se você mexer com ela mais uma vez, pode apostar que eu arranco isto — Apertou ainda mais, fazendo com que o garoto começasse a chorar como criança. — fora. — Deu dois tapinhas um pouco forte demais no rosto do loiro, saiu com um sorriso e foi andando em direção às meninas que tinham as bocas abertas. — Ah! E da próxima vez que vier a uma festa à fantasia, venha com uma máscara menos assustadora, para o bem de todos.
– S-Spence... E-eu... — Ela queria dizer alguma coisa, qualquer coisa. Mas nada saia de sua boca.
– Que otário. — A mais alta balançou a cabeça negativamente, ainda com um sorriso nos lábios, continuando a subir com as garotas, que ainda a fitavam perplexas.
– Spencer, eu sou a sua fã. — Hanna gesticulou agarrando algo com as unhas, no ar. — E quero morrer sendo sua amiga. — Riu.
– Eu ia te ajudar, mas a Emily não deixou. — Elizabeth apontou para a mão que estava entrelaçada com a morena. — Ela disse que você era ótima nisso e pelo visto...
– Spence, você é doida? — Emily riu. — Se os amigos dele quisessem fazer alguma coisa...
– Eu não podia deixá-lo falar com a Aria daquele jeito. Connard! — Xingou em francês, fazendo com que Aria se arrepiasse. Ela adorava ouvir Spencer falando naquele idioma. Aquilo era tão... Excitante.
A mais baixa percebeu o quanto a amiga estava nervosa e resolveu abraçá-la pela cintura e ao fazer isto, Spencer logo parou de xingar e sua respiração se tranquilizou. Aria começou a dar vários beijinhos no rosto da mais alta.
– Mui. To. O. Bri. Gada!! — Falou em pausas entre os beijos e sorriu para a amiga, que a olhou e não pode evitar de dar um sorriso também.
– Beth!!! — Quase não ouviram uma voz feminina chamar ao longe, pois o som estava muito alto. Ao prestarem atenção mais a frente, puderam ver que estavam praticamente na porta de entrada da mansão. Na paredes ao lado da porta dupla, haviam chafarizes com formato de cachoeira. Um de cada lado, fazendo com que a água escorresse pela parede e estrategicamente indo em direção a piscina. A garota que chamava era a anfitriã, que possuía um sorriso enorme e estava vestida de diabinha. — Você veio! — Ela vinha se aproximando.
– Sarah! — Elizabeth deu um sorriso meio forçado, recebendo um abraço demorado da menina, que aproveitou e cheirou o pescoço da brasileira.
– Hey... — Sarah olhou para as mãos de Emily e Elizabeth, que ainda estavam juntas. — Anna, né?
– Emily. — A morena corrigiu.
– Aham. — A anfitriã sorriu. — Que bom que vieram. — Olhou para as meninas. — Aproveitem a festa, ok?! Eu estarei no meu quarto, organizando algumas coisas. — Desviou o olhar cheio de milésimas intenções para Elizabeth e saiu sorrindo para a brasileira, mordendo o lábio. Emily pode ver de relance os olhos azuis de sua vizinha desviando para os glúteos de Sarah enquanto ela entrava na casa, eram cobertos por um vestido vermelho minúsculo.
– Argh! — Ela soltou a mão de Elizabeth e revirou os olhos. — Vamos dançar? — Olhou para Aria, Spencer e Hanna. Menos para a brasileira.
– Era o que eu ia falar! — Hanna deu um pulinho e bateu palmas. — Estou louca pra por minhas habilidades em prática. — Imitou um movimento de dança requebrando os quadris. — Fazendo com que as amigas rissem.
– Eu pago pra ver! — Elizabeth riu para Hanna.
– Ah é?! — Hanna levantou uma sobrancelha. — Então pode começar a tirar a sua carteira do bolso! — Entrou na mansão puxando Aria pelo braço e como ela estava abraçada a Spencer, levou-a consigo.
– Pensei que iria ajudar a sua "amiga" a organizar as coisas no quarto dela. — Emily encarou os olhos azuis, prendendo o fôlego.
– Hum? — Elizabeth estava desconcentrada, olhando para outro lugar.
– Esquece. — Emily fez menção em adentrar na casa. Mas Elizabeth a impediu. Puxado-a para um local mais reservado. Atrás de uma árvore no jardim.
– Emily. Sabe o que eu mais gosto em você? — A brasileira sussurrou em seu ouvido. A morena quase não conseguia raciocinar com o cheiro de morangos invadindo seus sentidos. Por que Elizabeth estava falava aquilo agora?
– O quê? — Sua voz quase não saiu.
– Sua inocência. — Elizabeth apertou o abraço ainda mais. — Agora sabe uma coisa que eu não gosto? — Agora seus lábios estavam em contato com o lóbulo da orelha direita da morena.
– Hum...? — "Inspira e expira, Emily! Não é tão difícil!!".
– Sua inocência.
– O qu...? — Emily ia falar algo, mas foi interrompida por Elizabeth.
– Estamos na toca do lobo, Em. Lembra da história da chapeuzinho vermelho? — A brasileira ainda sussurrava e o coração da morena parecia sair pela boca. Emily apenas concordou com a cabeça. — Chapeuzinho não segue os conselhos do lenhador e cai na armadilha do lobo. — Elizabeth colocou uma mecha do cabelo da morena para trás da orelha da mesma. — Me promete que você não vai fazer nada que te ponha em risco.
– Elizab... — Emily tentou argumentar novamente, mas novamente foi interrompida.
– Promete. Aja o que houver. Aconteça o que acontecer. — A garota ainda sussurrava.
– E-eu... Prometo. — Emily sussurrou e encarou os olhos azuis com uma interrogação no olhar.
– Ótimo. — Com um movimento rápido, puxou a morena para um beijo devagar e encostou-a na árvore. Emily puxou o colarinho da fantasia da brasileira para si, aprofundando o beijo e mordendo os lábios demoradamente, Elizabeth abriu a boca fazendo suas línguas se tocarem com êxtase e gemeu com vergonha.
– Não se preocupe. Só coisas boas acontecem com os mocinhos. — Emily falou sem pensar, com os olhos fechados. Aquela frase simplesmente saiu. Elizabeth, ainda com os lábios encostados nos da morena, sussurrou:
– Infelizmente isso não é um conto de fadas, Emy. — Se afastou. — Não existem mocinhos.
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