Newcomer.
10 Capítulo 10 - Sweet Illusion.
Notas iniciais
– Emily!! — O grito desesperado saíra da garganta de Aria.
O calor que o fogo emanava estava ficando cada vez mais forte e o desespero já havia tomado o coração das garotas. A concentração do fogo estava no caixão de madeira, no qual Emily estava. As três amigas começaram a tossir freneticamente e os sons de batidas que vinham do caixão, cessaram. O que fez com que as garotas ficassem ainda mais apavoradas e pensarem no pior. Aos poucos, as garotas começaram a ficar sem força. A respiração de cada uma estava bem fraca e a visão foi ficando turva...
Até que a porta da capela mortuária fora rompida, fazendo um barulho estrondoso. Logo em seguida, entraram dois vultos no local. A última coisa que Hanna pode sentir antes de apagar, fora o cheiro de morangos invadindo seus sentidos.
...
– Hanna! — A loira entreabriu os olhos, mas estava tão confusa, que não reconhecera aquela voz que se dirigia à ela.
– Ela tá bem. — Disse a voz para uma terceira pessoa.
– A Emily! — Pode ouvir a voz fraca de Spencer gritando para alguém. — Salva a Emily!! — Spencer chorava. — Ela tá no caixão!
Spencer também não reconhecera os vultos, mas sabia que eles estavam ajudando.
Hanna estava completamente atordoada, mas pelo que pôde entender, viu que o vulto em pé na sua frente não pensou duas vezes, correu e se jogou para dentro do fogo na capela mortuária. Ouviu-se uma explosão de dentro do lugar, mas o vulto estava de volta com algo nos braços.
– E-Emily! — Hanna tentou gritar, mas só conseguiu que saísse um sussurro de seus lábios.
...
– Emily! Em! Por favor! Acorda!! — O cheiro de morangos aos poucos fora se aprofundando no olfato da morena.
"Elizabeth!". Tentou dizer, mas nada saída de sua boca.
– Ezra! Ela está bem!
Demorou um tempo para que Emily pudesse se lembrar do que havia acontecido. Mas quando deu por si, começaram a sair lágrimas de seus olhos.
– Calma meu amor. Vai ficar tudo bem.
Emily realmente não estava dentro de suas faculdades mentais, pois ao ouvir a voz de Paige pela segunda vez enquanto pensava em Elizabeth, não sabia se era pior do que estar dentro de um caixão pegando fogo. O que a fez chorar ainda mais.
As imagens em sua cabeça estavam completamente misturadas aleatoriamente. Nada fazia sentido. As vezes via Aria e Spencer sentadas na mesa no baile. As vezes via os copos de ponche. Via Paige. Via seu celular. Alguns capuzes pretos. Uma mulher loira.
Mas a imagem que não saía de sua cabeça, era Elizabeth respirando pesadamente.
Abriu os olhos devagar e distinguiu o rosto de Paige.
– As meninas... — Tentou falar, mas fora interrompida.
– Em... — A mão de Paige fora para a boca da morena. — Não se esforce. As suas amigas estão bem.
– A ambulância está a caminho, assim como os bombeiros. — Era a voz de Ezra.
Após ouvir que o socorro estava vindo, Emily se deixou levar pela exaustão e tudo ficou preto.
...
"Pí"..."Pí"... Emily acordou com um barulhinho chato vindo do seu lado direito. Percebeu que estava num quarto de hospital e o barulho vinha do monitor cardíaco.
Tentou se levantar, mas logo ficou tonta.
– Ei... Se eu fosse você, ficaria quietinha. — Uma voz melódica e calma veio de seu lado esquerdo.
– Ali?! — Emily esfregou os olhos quando virou para ver de quem era a voz.
– Fiquei preocupada com você, sabia?
– Ali, isso é um sonho? — Emily estava mais tonta ainda. — Eu to dopada?
– Se fosse um sonho, você sentiria isso? — E depositou um selinho nos lábios da morena.
O gosto do gloss de menta fizera com que Emily se sentisse calma novamente.
O barulho no monitor ficou mais acelerado, fazendo com que a loira desse um dos seus incríveis sorrisos.
– Vejo que não me esqueceu. — Sua voz era calma e serena.
Emily tentou sorrir.
– E, sim. Você está dopada. — Acrescentou.
– Você sabe quem é "A"? — A expressão da loira mudou drasticamente.
– Sei. — Continuou com a voz calma. — E bem no fundo, você também sabe. Só não quer admitir.
– E-eu não sei.
– Logo, logo, você descobrirá. Por isso você é minha favorita. — E depositou mais um beijo nos lábios da morena.
Emily queria fazer mais milhões de perguntas, mas sua mente fora ficando vazia e mergulhou em um abismo profundo.
...
– Shiuu! Você vai acordá-la! — O sussurro de Spencer fora bem alto.
– Tá, tá! — Sussurrou de volta uma Hanna aborrecida.
– É melhor deixarmos ela descansar. — Outro sussurro, só que de Aria.
A morena abriu os olhos.
– Fiquem... — Sussurrou de volta, cansada.
– Em! — Disseram alto as três amigas, juntas. Deixando de lado os sussurros.
– Como você tá? — Hanna a encarou.
– Bem. — Suspirou — E dopada.
As amigas riram.
– E vocês? — Preocupou-se.
– Estamos bem. Ficamos somente um dia no hospital. — Disse Aria.
– Você era o caso mais grave. — Dissera Spencer.
Emily se assustara.
– A quanto tempo estou aqui?! Estou queimada?
– Cinco dias. — Hanna respondeu. — E se tudo estiver bem, vai ter alta hoje. E, não. Você só inalou fumaça.
– Cinco dias?!
As meninas nada responderam. Ao invés disso, Spencer resolveu falar.
– Você se lembra de algo?
Emily parou para pensar um pouco.
– Vagamente.
Então as meninas contaram com detalhes o que havia acontecido e Spencer também contou sobre a conversa que ouvira entre Elizabeth e a tal de Alice.
...
– E então, quando acordei, pude ver Ezra e Paige nos levando para o hospital. — Terminou Aria.
Spencer não pôde deixar de fazer uma careta que graças aos céus, ninguém percebeu.
Emily estava completamente chocada. Elizabeth?! Ela não conseguia engolir isso.
A morena então, resolveu contar sobre o encontro que tivera com Alison. Decidira que não havia passado de uma ilusão.
– Todas nós tivemos ilusões com Alison. — Disse Hanna quando Emily havia acabado de falar.
As meninas afirmaram com a cabeça.
– E você sabe quem é "A"? — Spencer perguntou, mais como se tivesse afirmando.
– Segundo Ali, sim. — Emily respondeu.
– E você não quer admitir pra si mesma... — Acrescentou Aria.
– É.
– Gente... — Hanna parecia completamente sem chão. — Acho que todas nós sabemos que "A" é Elizabeth.
Um silêncio se impregnou no local por um tempo indeterminado, que só foi quebrado quando Wren entrou no quarto.
– Como está minha paciente favorita?! — Aquele sotaque londrino era demais.
Aria rapidamente olhou para Spencer, que continha um sorriso no rosto.
Emily forçou um sorriso.
– Ótima.
– Que bom! — Ele sorriu para Emily e depois para as amigas.
Todas corresponderam com sorrisos. Entretanto, o sorriso de Aria parecia mais com uma expressão de dor de barriga.
– Você está bem? — Dr. Wren se dirigiu diretamente para ela.
– S-sim! — Ela respondeu sem graça. — Só quero que Emily fique boa logo.
– Ok. — Verificou então os aparelhos dos lados de Emily. E depois de algum tempo falou:
– Suponho que receberá alta ainda hoje!
Depois de algum tempo de conversa médico v.s. paciente e algumas perguntas de praxe, Wren saiu do quarto.
– Meu Deus! — Emily sentou-se com tudo. Mas logo se arrependera, pois a tontura voltara.
– O quê? — As amigas perguntaram juntas.
– O que vocês disseram para os nossos pais?
– Dissemos que recebemos mensagens para nos encontramos no cemitério, que era algum tipo de prenda. De algum desconhecido. — Disse Aria.
– E então eles deduziram que não passou de uma brincadeira de mal gosto e que as velas da capela mortuária começaram o incidente. — Hanna completou.
...
Emily já havia chegado em casa na noite anterior, mas foi acordada por apitos de seu celular.
"MINHA CASA AGORA. — S" — Todas receberam a mensagem e não resolveram nem responder. Parecia algo grave. Foram o mais rápido possível para a casa dos Hastings.
Fale com o autor