Newcomer.
11 Capítulo 11 - A Special Guest.
Notas iniciais
Emily estava sentada no sofá da casa dos Hastings, com Aria ao seu lado esquerdo, Hanna no direito. Spencer estava em pé, andando de um lado para o outro.
– Não podemos mais confiar em ninguém... — A voz de Hanna saia rouca.
– Você acha que Caleb pode encontrar algo nisso? — Spencer estendia o celular para Hanna. O celular que ela encontrara no cemitério poucas horas atrás.
– Não sei Spence... Acho que não devemos envolvê-lo nisso. — Hanna passava as mãos pelos cabelos loiros.
– Além do mais, isso tá destruído. — Acrescentou Aria.
– Mas de uma coisa temos certeza... — Emily, que estava quieta até então, resolveu falar. — Esse celular é de Elizabeth.
– Quando a Em estava sem falar com ela, ela me ensinou a andar um pouco de skate. — Hanna agora prendia as lágrimas sem sucesso.
– O-o quê? — Emily a olhou, surpresa.
– Ela me ajudou com química... — Aria tinha o olhar perdido. A expressão de surpresa de Emily só aumentava.
– Tsc... — Spencer soltou um muxoxo. — Não acredito que ela me deu o ombro pra eu chorar sobre o Toby. — Agora, todas ficaram surpresas.
Spencer, percebendo isso, acrescentou:
– Não disse nada sobre ele fazer parte do A-Team. — Suspirou. — Embora ela já saiba, se for A, mesmo.
...
Emily fez seu caminho para casa, exausta. Já era noite e a única coisa que queria era sua cama.
Estacionou seu carro na garagem e girou a maçaneta da porta.
– Boa noite filha. — Ouviu a voz de Pam.
– Boa N-n... — Emily perdeu a fala e o sorriso ao se deparar com a cena.
Sua mãe tinha um grande sorriso no rosto e estava lavando alguns vegetais. O problema não era esse. Elizabeth estava ao seu lado, também com um sorriso, cortando algumas cenouras com uma faca bem grande.
– Espero que não se importe, — Pam apontou para a brasileira. — chamei Elizabeth para jantar conosco.
A morena ainda não conseguira se mexer.
– O que foi Em? O gato comeu sua língua? — Elizabeth deu um sorriso enigmático.
– N-não. — Por fim Emily conseguiu dizer. — Vou subir para me aprontar. — Dito isso, foi andando apressada para seu quarto e a primeira coisa que fez foi fechar a porta e mandar uma sms para as meninas.
"Minha mãe chamou -A para jantar, está com uma faca enorme cortando cenouras. — Em".
Quase que imediatamente, recebeu respostas.
"O quê?! Não a deixe sozinha com sua mãe! — Hanna".
"É um jeito que ela achou para você se sentir ameaçada! — Spence".
"Quer que eu vá para ai??? — Aria."
Emily resolveu responder para todas:
"Já estou descendo. Não vou deixá-la a sós com minha mãe de jeito nenhum. Vou fazer o máximo para parecer forte. Se algo sair do controle, chamo vocês. Obrigada. — Em".
...
– Uau! Isso está uma delícia Sra. Fields! — Elizabeth estava saboreando a lasanha.
– Fomos nós quem fizemos querida. — Sorriu. — E pode me chamar de Pam.
Elizabeth sorriu e olhou para Emily.
– Não vai comer?
A morena estava com medo que a comida estivesse com veneno ou algo do tipo. Mas quando viu que Elizabeth comia, colocou uma garfada na boca. E surpreendeu-se o quão gostoso estava.
– Então querida, como é morar sozinha com a sua idade? — Pam dirigia-se a Elizabeth.
– Bem, é solitário. Mas tenho minha liberdade.
– Sempre que quiser, pode aparecer por aqui. — Pam mostrou seu sorriso acolhedor e olhou de repente para Emily, que estava com o olhar fixo na menina de cabelos castanhos.
– Aham! Claro! — A morena concordou.
O jantar durou por uma hora. Pois a mãe e a brasileira não paravam de conversar sobre diversos assuntos. Já Emily só falava quando se dirigiam à ela e dava um sorriso forçado.
– É esse tipo de garota que você deve namorar! — Pam sussurrou para a filha, quando Elizabeth foi ao banheiro.
– Mãe! — Emily se sentiu corar e um leve sorriso se formou em sua face, mas logo depois desviou esse pensamento e ficou séria. Afinal, Elizabeth era "A".
– E-eu vou subir. — Disse Emily. Não queria que "A" ficasse sozinha em sua casa.
– Uhum. — Sua mãe estava entretida colocando a louça na lavadoura.
Ao entrar no quarto, Emily foi surpreendida com alguém atrás de si.
– !!!!!!! — Ela tentou ela repreendeu um grito com as mãos.
Elizabeth riu.
Emily tomou distância e ficou com uma expressão séria, com o cenho franzido.
A brasileira foi chegando mais perto, também havia adquirido uma expressão séria.
Até que Emily encostou na parede, sem escapatória, vendo os olhos azuis mais escuros que tudo o que já tinha visto. O que a fez prender a respiração. Agora, poucos centímetros a separavam.
– Você está melhor? — Sua voz rouca fez com que involuntariamente Emily se arrepiasse e abrisse a boca, mas parecia ter desaprendido a falar, então a outra continuou:
– Vocês sabem quem fez aquilo? — Emily sabia que Elizabeth tocara no assunto para ver se ela já conhecia a identidade de A.
A morena abria e fechava a boca. "Como se respirava mesmo?" Ela havia esquecido. Elizabeth chegando mais perto. "Que droga! Por que tem que ser tão perfeita? Tirando, é claro, o fato de querer matar a mim e minhas amigas".
A brasileira foi passando os dedos pelo rosto da garota de olhos negros. E quando quase não havia mais espaço entre as duas e os lábios estavam prestes a se tocar...
– Filha? — Ouviram a voz de sua mãe chamando, vindo da escada.
Elizabeth virou-se para a porta e o decote em sua blusa fez com que aparecesse uma grande cicatriz no peito, escondida por muita maquiagem. Coisa que a morena não pode deixar de reparar.
– No quarto! — Emily se desviou de Elizabeth e sentou-se na cama, seus olhos ficaram conectados, numa mistura de cores negras e azuis. Até que sua mãe apareceu na porta com um sorriso.
– Querida, gostaria de passar a noite conosco? — Pam sorriu na soleira da porta, se dirigindo à brasileira.
Um desespero momentâneo passou pela morena. "A" não podia dormir na casa dos Fields! Emily não iria deixar. E como iria resistir a tentação de agarrar a vizinha? E o que garantiria que ela iria acordar viva?
– Obrigada Sra. Fields. Mas infelizmente, tenho que recusar.
– Pam! — A mãe de Emily corrigiu e então Elizabeth continuou:
– Preciso ir para casa. — Sorriu de volta. — Temos que repetir isso mais vezes. E da próxima, será lá em casa! — Foi encaminhando-se para a porta.
– Combinado! As duas haviam saído de vista e deixaram a morena sozinha em seu quarto, perdida em seus pensamentos confusos, passou-se apenas dois minutos, quando ouviu um barulho.
– Em?! — A morena se assustou e olhou para a porta de seu quarto. Elizabeth havia voltado e estava vindo em sua direção.
– Boa noite e obrigada por me receber. — E quando estava prestes a virar, Emily levantou subitamente, puxou a menina de olhos azuis pela cintura e beijou-lhe os lábios.
Suas bocas se tocaram fortemente. Enquanto a mão direita da morena puxava a cintura de Elizabeth, a mão esquerda foi de encontro com sua nuca, agarrando levemente os cabelos castanhos e aprofundando mais o beijo.
Suas respirações ofegantes denunciavam o desejo profundo. Terminaram o beijo quando Elizabeth mordera de leve o lábio inferior da morena.
Ao se separarem, Emily ainda estava com a boca entreaberta e olhos fechados, que só abriram depois de quatro segundos. Elevou as mãos aos lábios e encarou a garota à sua frente.
– Emily... Eu... Tenho que ir. — Elizabeth virou-se para sair do quarto. Ao chegar na soleira da porta, parou. Olhou para trás. E depois saiu de vista.
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