New Life With Aliens

16 This is your last chance.


Notas iniciais
Demorei, eu sei. PERDOEEEM hdspiadsphshi foi dificil fazer esse capítulo, sei lá porque e_e enfim.
Espero que gostem.
Ah, primeiro é a nossa querida Darcy narrando, depois volta ao Lokito lindo ♥

Havia passado-se apenas alguns dias, mas para nós era como uma eternidade. Scarllet era incapaz de parar de chorar durante algumas boas horas do dia.

Como previsto, Scarllet voltou comigo para o apartamento da faculdade em que estávamos assim que ela veio para cá. Nossa vida voltara a ser o que era considerado normal pelas pessoas. Scarllet estava sempre focada em seus estudos, demonstrando não ter tempo para pensar em Loki, nem em mais ninguém. Talvez assim, seu sofrimento diminuísse.

Ela havia me dito que sentia como se houvesse um buraco em seu peito; em sua alma. Sentia-se incompleta; praticamente vazia. Dizia que ele parecia ter sugado toda a sua energia e levado-a com ele para o lugar em que estava.

Sentia raiva dele por não tê-la perdoado, mas eu compreendia seu ponto de vista. Ambos os pontos de vista. Scarllet tinha ainda mais raiva de si mesma, por ainda amá-lo perdidamente e continuar sofrendo por sua ausência.

***

5 Anos Depois.

Finalmente havia conseguido o contato de Scarllet depois de tanto tempo sem nos falarmos. Depois que terminei a faculdade, voltei para o México ao lado de Jane. Scarllet, pelo que ela mesma me contou, continuou em Nova York.

Pela internet, ela conheceu um rapaz chamado Brian Joubert; era frânces e um maravilhoso cavalheiro. Fiquei feliz em saber que ela finalmente havia arranjado alguém depois de toda aquela experiência traumática e confusa pela qual havia passado. Eu sabia sobre o novo namorico porque ela havia mandado uma carta para mim.

Scarllet, minha amiga, iria se casar.

Quando recebi a notícia, fiquei imensamente feliz por ela e corri para avisar Jane, que como eu, festejou muito. Ligamos imediatamente para Scarllet para sabermos todos os detalhes e ela nos contou a história resumida, dizendo que pessoalmente ela contaria os melhores detalhes.

Thor e seus irmãos problemáticos não haviam voltado para a Terra novamente depois de toda aquela confusão. Ou melhor, Thor vinha vez ou outra para visitar Jane, mas sempre vinha sozinho. Na verdade, era um alívio. Tinha medo pelo que poderia acontecer caso Loki ou algum dos outros dois malucos voltassem e estragassem a vida de Scarllet outra vez.

– Você acha que ela se incomodaria se eu levasse Thor?

– Eu acho que sim, Jane. Desculpe, mas...Se ela vê-lo, com certeza irá se lembrar de Loki e isso pode ser um desatre.

Jane estava magoada por não poder levar Thor, mas combinamos que ela não tocaria no assunto. Pelo que Thor havia dito para nós, ele voltaria um dia antes do casamento de Scarllet para passar um tempo com Jane e, só aí nós teríamos de avisá-lo. Ele precisaria ficar sozinho por algum tempo e isso deixava Jane triste. Afinal, era difícil para Thor vir vê-la.

A propósito, por que eles não se casaram ainda?

***

Apenas alguns meses. Apenas alguns meses...

Repetia esta mesma frase inúmeras vezes durante toda as horas em que estivesse acordado. Amaldiçoava-me por não conseguir impedir algo tão tolo como aquilo. Sentimento. Algo tão importuno, tão cruel; mas ainda sim, tão necessário. Tão belo. Tão inevitável.

Assim como disseram todos os três, sentia uma imensa falta daquela mortal estúpida. Sentia tanta falta que comecei a vê-la até mesmo em meus sonhos, que normalmente eram escuros, frios, sempre cheios de dor e sofrimento. Todos os meus sonhos agora eram claros, quentes, e eu era capaz de ver o rosto dela, sorridente como costumava ser. Porém, não demorava muito para que toda aquela sensação boa sumisse. O rosto que antes estava sorridente passava a conter uma expressão de dor, mágoa e ódio. Podia ver Scarllet chorar intensamente, assim como havia feito no dia em que fui embora de Midgard.

Estava arrependido. Arrependido por ter feito aquilo e por nunca pensar que me arrependeria, mesmo sabendo que tudo aquilo fora necessário.

Flashback On

– Loki, antes do seu dia com Scarllet começar, preciso lhe falar.

– Pois diga.

– Bem, irmão. Temos um problema sobre este desafio. Mantive contato com nosso pai e ele disse que havia uma bela dama interessada em você. Ordenou para que eu terminasse tudo aqui em Midgard o mais rápido possível para poder levá-lo de volta à Asgard, realizando o matrimônio. Os preparativos já estão sendo feitos e eu nada pude fazer para impedir. Perdoe-me, Loki.

Frigga havia deixado claro que todos nós teríamos casamentos arranjados caso fosse necessário. Afinal, a realeza sempre passava por situações parecidas. Portanto, eu e os outros estávamos prontos para qualquer matrimônio arranjado que nossos pais escolhessem para nós; mas desta vez, eu não concordava.

– Eu não vou me casar com uma estranha.

– E por que não? Ela é uma bela mulher, irmão.

– Não me interessa.

– Está querendo dizer que não aceita por causa de Scarllet?

– Mas é claro que não!

– Então, por qual motivo não aceitaria? Ela possui tantos encantos Asgardianos e divinos como você sempre mostrou apreciar. O que é isto agora? — Ele sorriu enquanto dizia aquelas palavras que insinuavam o que ambos sabíamos. — Certo, agora, sem brincadeiras. Pare de esconder seus sentimentos, Loki. Leve Scarllet com você para Asgard e assim veremos o que acontecerá. Mas, primeiramente, teremos de voltar para convencer nosso pai de que seu matrimônio não será realizado.

– Se eu voltar agora, não poderei levá-la. Não quero que ela saiba sobre esse matrimônio, Thor. E se eu não levá-la, terei de perder a aposta.

– Este é o grande problema, irmão. O que escolherá? Levá-la à Asgard agora e permitir que ela saiba que você está noivo ou perder a aposta e deixá-la aqui em Midgard?

– O que me pergunta é impossível de ser respondido, Asgardiano.

– Isto é uma surpresa. — Ele falou seriamente. — Uma mera mortal fez com que Loki, o Deus da Trapaça, ficasse sem fala.

Flashback Off

O que fiz fora necessário. Pensava que Scarllet sofreria menos acreditando que abandonei-a voluntariamente. Sabia que ela poderia fazer coisas que nem eu mesmo iria prever caso soubesse que eu estava noivo. Apesar de estar me casando sem meu conhecimento e aprovação.

Para os mortais, tudo era mais fácil quanto à isso. Já não existiam mais estes tipos de acordos; estes matrimônios arranjados por pais ou por qualquer tipo de interesse em um reino alheio, contava também como promessa de paz. E nós, príncipes e princesas estávamos fadados a aceitar isto sem qualquer tipo de reclamação, apenas pelo fato de sermos da realeza.

Nunca odiara tanto ser um príncipe.

– Estou voltando para Midgard hoje, meu pai.

– Outra vez, Thor? Você não poderá continuar viajando tantas vezes assim quando for rei. Você precisará permanecer a maior parte do tempo em seu reino.

– Sei disso, meu pai. Pretendo pedir a mão de Jane em casamento logo, e assim, trarei-a à Asgard comigo.

Jane Foster. Sempre que ouvia Thor dizer este nome, lembrava-me da outra.

– Certo. Mas você terá de permanecer aqui para o matrimônio de seu irmão. — Disse Odin.

– Já deixei claro que não me casarei. — Respondi, fazendo com que todos no salão olhassem para mim.

– Não vamos começar com isto outra vez, Loki. Já conversei com você e isto não está em discussão.

– Que discussão? Não há discussão alguma. Não me casarei, já está decidido.

Os olhos do Pai de Todos encheram-se de ódio enquanto continuavam fitando-me. Aquele assunto havia dado início à diversas discussões por aqui. Frigga e Odin diziam que eu deveria me casar e não poderia desistir disto, pois era necessário. Necessário para a paz de Asgard.

– Se não quer se casar com Sigyn, terá de escolher outra dama. Quem gostaria, Loki? Existe alguém que tenha em mente? Se tiver, traga-a aqui imediatamente. Se não encontrar, terá de se casar com quem escolhermos e não haverão mais discussões.

– Não tenho ninguém em mente...

– Então, está resolvido.

Bufei e fui em direção aos meus aposentos quase correndo. Não queria mais olhar para o rosto de nenhum deles. Nem de Odin, nem Frigga. Muito menos de meus tolos irmãos. Tudo isto era por culpa deles. Culpa daquela maldita aposta; daquele desafio inútil. Thor seria feliz pelo resto de sua vida ao lado da dama que ama e eu seria obrigado a me casar justo com Sigyn. Ela era mesmo muito bela, mas aos meus olhos era apenas mais uma sem nada de interessante.

– O Pai de Todos lhe enviou? — Perguntei assim que ouvi a porta de meu quarto se abrir.

– Vamos conversar, irmão.

– Não tenho nada a lhe falar.

– O que vai decidir, Loki? Casar com Sigyn ou trazer Scarllet aqui?

Não o respondi e continuei olhando para o céu pela janela, fitando toda aquela escuridão que era tão familiar para mim. Respirei fundo para tentar ficar sob controle e não mandá-lo aos mais distantes ramos de Yggdrasil.

– Bem, vim perguntar porque pretendo ir à Midgard ver Jane. Gostaria de aproveitar e vir comigo?

– Você está falando sério? Quero dizer...

– Sim, você pode ir.

– Quando partiremos?

– Em breve. Esteja preparado.

– A propósito, Thor....Quanto tempo se passou em Midgard desde...?

– Alguns anos, se não me engano. Por que?

– Anos...

Como será que estaria tudo em Midgard? Parei de falar antes que dissesse alguma tolice, enquanto Thor me encarava sem dizer nada. Apenas tinha curiosidade se a mortal sofria por minha causa. Não era o que desejava, claro que não. Mas...

– Assim que terminar de arrumar tudo e avisar à todos sobre minha saída, virei buscá-lo.

– Espere, Thor. Sua saída? E sobre mim?

Thor não respondeu e levantou o dedo indicador, deixando em frente à seus lábios, fazendo um gesto para que eu ficasse em silêncio. Logo compreendi o que ele queria me dizer e não pude deixar de sorrir. O mimado filho de Odin tentando enganar seus preciosos pais, ajudando-me a fugir de Asgard alguns dias antes do meu casamento? Essa era uma situação nova para mim. Não só para mim, na verdade. Para todos nós.

– Pegue o que precisar, Loki. Teremos de ser ágeis. — Disse Thor, saindo de meus aposentos.

Não muito tempo depois, encontrei-o junto aos pais e aos irmãos no portão principal do palácio. Levava em suas mãos algumas malas Midgardianas, enquanto Frigga abraçava-o calorosamente.

– Tenha cuidado, querido filho. Volte logo para casa.

– Não se preocupe, mãe. Voltarei ao lado da mulher que amo. — Ugh. Os olhos dele estavam brilhando.

Thor despediu-se lentamente de cada membro da família, sem esquecer de seus amigos guerreiros, incluindo Sif. Logo que veio em minha direção, Sif ainda fitava-o apaixonadamente. Ela sequer preocupava-se em esconder seus tolos sentimentos por Thor, que insistia que eu estava enganado sempre que lembrava-o dos sentimentos dela.

Ele abraçou-me e quando tentei afastar-me dele, o mesmo apertou-me ainda mais contra seu corpo, aproximando seu rosto do meu.

– Encontre-me no fim da Bitfrost, irmão. — Ele falou tão baixo que eu mesmo pensei não ter ouvido bem.

Thor, então, soltou-se e sorriu para mim, colocando uma das mãos em meu ombro, afastando-se logo em seguida. Os grandes portões do palácio se abriram para que ele pudesse passar. Seus passos eram largos e apressados, fazendo com que todos percebessem o quão ansioso ele estava para enfim encontrar a mortal.

– Se me dão licença, vou para os meus aposentos. — Saí rapidamente agora que sabia que eles sequer notariam a minha ausência.

Estavam preocupados demais com a despedida do herdeiro do trono.

***

– Bem, aqui estamos. Heimdall, por favor.

– Explique-me outra vez porquê Loki terá de ir com você.

– Apenas por passeio, Heimdall. Abra logo.

Heimdall assentiu e baixou a cabeça, abrindo a ponte logo em seguida. Era óbvio que ele sabia da verdade, porém não tinha provas concretas, sendo obrigado a deixar-me passar e confiar nas palavras de Thor, aceitando todas as ordens dele.

Passando pela Bitfrost, o caminho seria mais rápido até Midgard. Inicialmente, Thor havia dito que voltaria de nave, mas seria ainda mais difícil decolar com algum passageiro surpresa.

Em poucos segundos, fui capaz de sentir a terra de Midgard abaixo de meus pés. Abri os olhos e tudo que encontrei foi um campo completamente verde, com um ar que para mim era bastante impuro. Contudo, por alguma razão, senti uma imensa tranquilidade ao saber que estava, finalmente, em Midgard.

– Aqui estamos, Loki. Venha, levarei você até a casa de Jane.

– Me lembro bem do caminho, Thor. — Continuei encarando todas aquelas moradias Midgardianas que eram estranhas. — Afinal, passei um bom tempo aqui.

– Sei disso, irmão. Bem, não temos tempo a perder.

Não pude deixar de sorrir em vez de respondê-lo arrogantemente. Sentia-me feliz de uma forma que não sentia há alguns demorados meses.

Ao adentrarmos aquele prédio tão conhecido aos meus olhos, inúmeras lembranças tomaram conta de toda a minha mente. Todas as alegrias, diversões, brincadeiras e também as brigas, discussões ou quase guerras. Sentimentos frios e dolorosos, mas também sentimentos quentes e muito bons. Antigamente, não permitia-me sentir algo assim e, se sentisse, correria para longe, procurando fugir desses sentimentos; mas agora...

...Parecia estar procurando por eles há tanto tempo que tudo que eu era capaz de sentir não passava de ansiedade, felicidade...Ou talvez fosse outra coisa complexa demais para eu compreender.

– Não estou me reconhecendo. — Falei para mim mesmo. Que tipo de lavagem aquela mortal foi capaz de fazer em mim? Ou talvez, Midgardianos fossem capazes de usar magia. Uma magia muito poderosa, até mesmo para mim.

Era a única explicação.

Minha atenção foi tomada pelo aparelho comunicador midgardiano. Thor achou melhor não atenderemos, pois poderia ser alguém indesejado naquele momento. Esperamos até que o irritante som cessasse, sendo seguido por um outro agudo e curto som.

– Olá, aqui é Jane Foster. Não estou, então deixe seu recado que eu responderei assim que possível. Bip.

– Porra, Jane! Onde diabos você está? A Scarllet já tá quase casando aqui e você ainda não apareceu! Você sabe que tá na merda, né? Ela quer te matar. É bom você aparecer logo, sério. Me liga assim que ouvir isso ou atenda aquela merda que você chama de celular antes que eu enlouqueça de vez!

Aquela voz era familiar para mim. Na verdade, era inconfundível. Darcy Lewis, só poderia ser ela. Eu logo soube, pois fui capaz de sentir-me enojado apenas por ouvir aquelas poucas palavras saindo da boca mortal dela. Contudo, outras palavras chamaram a minha atenção.

Scarllet. Casamento.

– O que está havendo, afinal? — Disse Thor, sendo interrompido por um barulho alto.

Ambos olhamos para trás e avistamos a porta do apartamento escancarada. Jane estava apoiada em seus joelhos, respirando fundo, mostrando estar exausta. Assim que ela levantou a cabeça, soltou um leve grito ao ver nós dois ali, bem na sua frente.

– O que vocês estão fazendo aqui?!

– Eu disse que viria, Jane.

– Mas...mas justo hoje? Hoje não dá, Thor. Eu tenho um...- Ela olhou para mim e franziu as sobrancelhas. — Compromisso. E o que ele está fazendo aqui? — Apontou para mim.

– É ótimo vê-la também, Foster. Vim para resolver alguns assuntos pendentes.

– Espero que esses assuntos não tenham nada a ver com Scarllet, Loki.

– E se tivessem?

– Teria de dizer que sua viagem foi perdida, pois Scarllet vai se casar hoje e é bom você não tentar estragar.

Um ódio familiar para mim tomou conta de todo o meu coração e de toda a minha mente. Lembrava muito aquele ódio que nutri dos Asgardianos por um bom tempo, graças à toda aquela mentira inventada por eles. Cerrei os punhos e continuei encarando-a, esperando uma explicação.

– Não me olhe assim, eu não pude evitar. Depois que você foi embora, ela sofreu muito. E há pouco tempo conheceu um cara aí....

– Jane, estamos aqui apenas para levar você e Scarllet para Asgard conosco. Loki decidiu engolir o orgulho e voltar por ela.

– Cale essa boca, Thor. — Olhei furiosamente para Thor. Ele realmente não sabia quando ficar em silêncio.

– Loki, não deixe que isso o abale. Nós voltamos para isso. Você não pode desistir novamente, irmão, pois se desistir agora...Nunca mais poderá vê-la novamente.

– Posso conviver com isto. Ela parece estar bem assim. — Fui em direção à varanda. — Vamos lá, Thor, chame Heimdall e leve-me de volta.

Thor não respondeu-me e por isso notei que ele decidiu não insistir outra vez. Podia senti-lo aproximar-se de mim e assim que colocou uma das mãos em meu ombro e levantou a cabeça para fitar o céu, preparando-se para chamar Heimdall, fomos interrompidos pela voz de Jane.

– Sério, Loki? Você fez toda essa viagem pra poder ficar com ela e vai embora assim, sem nem tentar? Nem acredito no que estou dizendo, Scarllet vai querer me matar depois disso. — Disse Jane, soltando um leve riso logo depois. — Escuta, eu vou me arrumar e vocês vão comigo até o casamento. Lá, você explica e diz o que precisa dizer pra ela, certo? Aí vamos ver o que acontece.

A mortal não deu-me tempo de respondê-la pois correu para o andar de cima. Olhei para Thor e ele sorria tolamente...

Assim como eu havia feito há algum tempo antes.

Ambos sentamos no móvel macio midgardiano chamado como sofá esperando Jane reaparecer. Não cheguei a ter certeza do tempo completamente, mas ela demorou muito. Parece que a espécie feminina é realmente lerda, independente do reino.

– Onde será que Jane se meteu? Está demorando mui....- Thor parou de falar e, imediatamente, arregalou os olhos, olhando para frente.

Tive curiosidade de qual seria o fato que finalmente fez Thor se calar e olhei na mesma direção. Como imaginei, era Jane e, para a minha surpresa, ela estava bela. Usava um vestido longo de coloração dourada; seus cabelos estavam presos em um tipo de coque, havia apenas uma pequena parcela de cabelo solto que caía ao lado de seu olho direito.

Arqueei a sobrancelha ao vê-la e assim que percebi o que estava fazendo, voltei a olhar para Thor, que continuava fitando-a, completamente apaixonado e abobado.

– Cuidado, irmão. Pode engasgar com a baba. — Falei em tom de deboche, mas Thor sequer ouviu-me. Levantou-se rapidamente e foi em direção à mortal, beijando as costas da mão da mulher. Rolei os olhos.

Não é hora para isso, Thor.

– Você está maravilhosa, Jane. Não, belíssima. Estonteante. Não, perfeita, se me permite dizer.

– O-Obrigada, Thor...- Respondeu a mortal, obviamente encabulada, pois baixou a cabeça para responder e depois soltou inúmeros risos baixos, enquanto provocava o mesmo em Thor. — Bem, devemos ir. Estou atrasada. Vocês vão vestidos assim mesmo?

– É tudo que temos no momento. — Respondi.

– Então...vamos indo. — Disse a mulher, indo em direção a porta, sendo seguida por mim e Thor.

***

Logo que chegamos ao local, lembrei-me parcialmente de Asgard. O local não era luxuoso, porém a estrutura lembrava muito as moradias Asgardianas. Haviam inúmeras pessoas do lado de fora que assim que chegamos perto, começaram a entrar no velho "palácio" midgardiano.

Jane gesticulou para que nós entrássemos junto com todos os mortais para que ninguém nos barrasse graças às estranhas vestimentas que usávamos. Ao passarmos despercebidos pela maioria, sentamos nos bancos mais afastados para não chamar atenção. Jane despediu-se de Thor e correu até o altar, ficando em pé ao lado de Darcy.

Havia um tolo mortal em pé bem no meio do altar que julguei ser o noivo. Sorte a dele estar repleto de mortais pelos lados ou eu poderia matá-lo aqui mesmo, lentamente e com muita dor...

– Pare de olhar o pobre rapaz dessa forma, Loki. Ele não tem culpa. A culpa é meio que sua.

– O quê? Minha? A culpa é daquela maldita Sigyn que decidiu criar um vulgo interesse em mim de repente. — Resmunguei, fazendo Thor rir. — E é claro que a culpa é dele. Espero mesmo que ele não tenha tocado em Scarllet.

– O "tocar" que você diz é...

– Exato, Thor.

– Sinto informar, irmãozinho...Mas se eles estão casando, provavelmente eles já...Bem, você sabe.

– Gostaria de compreender porque você ainda está falando, Thor.

Teria falado mais algumas coisas arrogantes, mas estava nervoso e um tanto quanto aflito. Logo uma melodia iniciou-se e todos olharam para a grande entrada do pequeno e velho palácio. Thor e eu demoramos para compreender, mas logo fizemos o mesmo e fomos capaz de avistá-la.

Scarllet usava um vestido rosado muito longo; seus cabelos estavam soltos, como costumavam ser. Seus lábios estavam rosados e ela usava algo azulado nas pálpebras de seus olhos. Ao ver o rapaz sorrindo para ela, Scarllet retribuiu o sorriso e eu quis destruir tudo e todos naquele momento.

Levantei-me parcialmente para ir até ela e levá-la embora, mas Thor impediu-me enquanto segurava forte meus braços.

– Largue-me, Thor! Preciso acabar com isto...

– Não, ainda não. Você não pode. Deve esperar o momento certo.

– Momento certo? Estou prestes à vê-la entregar-se para aquele mortal inútil!

– Sei que é difícil, mas controle-se. Na hora certa, irmão. Espere mais alguns minutos.

Minha respiração estava pesada, mas tive de controlar-me pois sabia que Thor não me soltaria. Voltei a sentar-me e nós apenas esperamos, enquanto a cerimônia era executada. Fui capaz de notar sorrisos de Scarllet para o mortal e dele para ela. Aquilo era como uma tortura para mim, uma das piores que já fui capaz de suportar.

– Se há alguém que tem algo contra esta união, diga agora ou cale-se para sempre.– Dizia o ancião vestido de branco.

– É agora, Loki. — Thor sussurrou para mim e empurrou-me, fazendo-me ficar de pé no corredor que Scarllet havia usado para caminhar lentamente até seu futuro...

Marido.

– Scarllet, você não deve fazer isto. — Foi tudo que fui capaz de dizer enquanto todos agora olhavam para mim.

O mortal logo virou-se para encarar-me, assim como Darcy e Jane. Ambas estavam surpresas, porém Jane sorria discretamente enquanto Darcy apenas fuzilava-me com o olhar. Scarllet demorou algum tempo para virar-se de frente para mim e quando o fez, pude sentir meu coração saltar.

A expressão dela não era das melhores e aquilo deixou-me incomodado. Seus olhos estavam cheios de mágoa e raiva pela forma que ela me fitava. Ela crispava os lábios, demonstrando seu nervosismo por estar me vendo, ou talvez fosse apenas por raiva.

– Antes de qualquer coisa, quero explicar algo. Só fiz o que fiz porque não tive outra opção. Era deixá-la aqui ou levá-la comigo e deixar você saber que...Eu estava noivo. — Falei e vi sua expressão passar de simples ódio para muito ódio junto ao rancor. — Casamento arranjado, veja bem. Escolhi não contar para você e voltar para..."casa" e resolver isto sozinho. Pensei mesmo em deixá-la de uma vez por todas, porém...Eu não pude.

– Pelo contrário, Loki. Você pôde e deixou. Vá embora, não quero que estrague meu casamento.

– Scarllet, não quero ter que repetir. Escute-me.

– Por que eu deveria? Você vai embora e reaparece cheio de arrogância, como sempre. Sabe o que eu percebi? Você nunca me disse um "por favor" nem um "eu te amo". Nunca. Você ainda continua aquele mesmo homem de sempre...Quem me garante que não fará algo parecido outra vez? E ainda tem a coragem de vir aqui?

– Não pode parar de ser tola pelo uma vez? O que acha que quer dizer eu ter vindo aqui para interromper esta cerimônia?

– Até quando eu teria que adivinhar o que querem dizer suas ações, Loki? Você deveria me dizer. Ou melhor, deveria ter me dito. Se tem algo a mais a dizer que seja, pelo menos, importante, diga agora e vá embora. Te dou 10 segundos.

Dez.

O que eu deveria dizer?

Nove.

Por onde deveria começar?

Oito.

Quais palavras deveria usar?

Sete.

Sua voz ecoava por todo o velho palácio e fazia com que minha alma voltasse a ser fria.

Tudo estava congelando em volta de mim.

Seis.

Por meu orgulho, não devo dizer isso. Sou um Deus!

Cinco.

Porém, por meu coração, eu devo dizer...

Quatro.

Ou nunca mais terei a chance de vê-la.

Três.

A chance de perdê-la para sempre me incomodaria mais do que meu orgulho no momento.

Dois.

Deveria igualar-me a Thor e ser tolo, apenas desta vez?

Acho que não há problema ser tolo apenas uma vez durante toda a minha existência divina.

Um. Diga agora ou saia.

– Eu me importo com você, mortal estúpid...- Pigareei. — Eu realmente...me importo. Nunca pensei que diria isto desta forma. Gostaria de saber qual é o tipo de magia midgardiana que você têm usado. — Esperei fazê-la sorrir, mas foi em vão. — A chance de perdê-la para sempre me parece uma coisa um tanto quanto...cruel e me incomoda profundamente.

– Ainda não é o suficiente, Loki. Se era só isso, vá embora.

Honestamente, fiquei surpreso. Pelo que vim imaginando desde que saí de Asgard, ela deveria estar chorando de alegria e deveria vir correndo até mim naquele instante. Havia algo de muito errado ali.

Provavelmente era vingança.

– Quem é a pessoa orgulhosa aqui agora? Bem, aproveite sua vida mortal e sem graça ao lado deste cara mais sem graça ainda.

Assim que terminei de falar, dei-lhe as costas e saí do velho palácio. Estava furioso. Imensamente furioso e se não saísse de lá naquele momento, poderia matá-la. Mataria também todos naquele palácio esdrúxulo, sem esquecer daquele ridículo noivo mortal.

Tudo isto me enoja.

– Loki, volte aqui! — Ouvi a voz do meu tolo irmão e logo depois senti sua mão em meu ombro, puxando-me para trás, impedindo-me de continuar caminhando para longe. — Dê algum tempo! Ela só está furiosa, não está sendo sensata. Logo ela virá, vamos esperar um momento.

– Esperar mais, Thor? Não seja tolo. Não vê que ela simplesmente não se importou com o que disse a ela? E tire esta mão imunda de mim! — Gritei e empurrei sua mão para longe de meu corpo.

– Loki!

Ouvi uma voz feminina e chorosa em uma certa distância de nós. Ambos olhamos para trás e vimos as três mortais que já conhecíamos bem. Scarllet estava com seu vestido molhado por tê-lo arrastado pela rua que fora molhada pela chuva de momentos antes.

– Espere. Não vá embora.

Fora tudo muito rápido até mesmo para mim. Necessitei de um momento para compreender completamente.

Em um momento, Scarllet estava caminhando lentamente em minha direção e, em outro, seu corpo estava voando pelos ares em alta velocidade, fazendo com que eu e todos que assistiam apenas acompanhássemos com os olhos.

Ouvi gritos desesperados e um grande estrondo. Segui seu corpo com os olhos até vê-lo ir ao chão, enquanto as duas mortais corriam em direção à ela, assim como Thor. Por outro lado, meu corpo não se mexia. Estava vendo, mas não acreditava e não conseguia processar aquilo.

– Venha aqui, Loki! Use seus poderes! Faça qualquer porra pra salvá-la! — Gritava Darcy enquanto tentava levantar o corpo de Scarllet, colocando-a em seu colo.

Andei lentamente até eles com os olhos arregalados e assim que cheguei perto o suficiente, pensei ter sentido todo o ar de meus pulmões evaporarem. Já não era mais capaz de respirar.

– O que...eu devo fazer? O que...

– Faça alguma coisa, Loki! Qualquer coisa! Salve-a!

Como? O que posso fazer para salvá-la? Nada. Não enquanto estiver em Midgard. Não posso fazer nada.

– Não há nada a ser feito....

– Não, não! Você só pode estar brincando! Você é um mago, faça-a viver! Estou mandando!

Aos poucos, fui capaz de notar a vida de Scarllet indo embora mais rápido a cada segundo que se passava. Sua respiração estava fraca, quase inaudível até para mim. Os brilhos dos olhos dela estavam desaparecendo e eu nada poderia fazer.

– Odin, se me ouve agora...Por favor, ajude-me. Faça-a viver por míseros dez minutos para que eu possa levá-la à Asgard e assim poderei salvá-la. Estou lhe implorando, pai. Apenas dez minutos.

Dizer a palavra "pai" nunca saíra tão honesta e sinceramente de meus lábios.

Sem mais demora, houve um grande clarão e todos fomos levados à Asgard, ignorando qualquer cuidado para com quem estivesse sendo transportado.

Quando abri os olhos, notei Odin e Frigga à nossa frente. Fiz uma rápida reverência, agradecendo-o e corri até o corpo de Scarllet, levando-a aos meus aposentos. Deveria tentar de tudo para fazê-la sobreviver.

– Frigga, faça contato imediato com Frey. Loki provavelmente precisará de sua ajuda.

– Como queira, meu rei.

***

Cinco minutos, apenas isto. O que eu poderia fazer em cinco minutos?

– Preciso me acalmar, me acalmar...Não consigo pensar no que fazer! Onde foi que coloquei meu livro....?

– Loki, você está aí?

Mal havia dado-me ao trabalho de acender a luz, portanto, tudo ainda estava escuro em uma parte do quarto. Ao ouvir sua voz, olhei para trás e pude vê-la sorrir.

– Venha aqui...

– Não, não agora. Tenho que procurar uma forma de ajudá-la. Não ouse ir embora, ouviu bem, estúpida?

– Eu senti muito a sua falta, Loki. Estou feliz por você ter ido me procurar...E você disse que se importa comigo. Adorei isso.

– Pare. Você poderá me dizer isto assim que estiver melhor.

– Sabe bem que não escaparei dessa, Loki.

– Está tão convencida assim a morrer? Sinto desapontá-la, mas não será hoje o seu último dia. — Virei-me de frente para ela, levantando um livro. — Encontrei.

Nunca havia feito uma magia tão forte quanto aquela nenhuma vez, portanto não sabia se realmente funcionaria, mas esperava que funcionasse.

– Estou com muita dor, Loki. Meus ossos estão quebrados? — Ela resmungou e tentou levantar-se, gemendo alto de dor logo em seguida, voltando a deitar-se. — Parece que sim. Que animador...

– Pode doer um pouco.

Passei uma das mãos pelo rosto dela, acariciando-o com o intuito de tranquilizá-la, pois sabia que a dor que ela teria de suportar não seria fácil, ainda mais para ela que era uma frágil humana.

Dei-lhe algo para beber e resmunguei algumas palavras. Logo no início da magia, Scarllet começou a gritar de forma ensurdecedora, chamando a atenção das mortais e de Thor, que vieram rapidamente aos meus aposentos.

A cada palavra que eu dizia, mais alto ela gritava. Eu sabia que a dor deveria estar realmente insuportável, mas eu não poderia parar ou ela realmente morreria. Porém, havia um risco maior de morte para espécies fracas graças à imensa dor que a magia causava.

– Falta pouco, aguente.

– Pare, Loki! Por favor, dói demais!

– Não posso deixá-la morrer, não compreende? Aguente!

– Por favor...Pare... — Tirei os olhos do livro por um instante e notei que ela chorava. Aquilo fez com que eu parasse com a magia. — Obrigada.

– Thor, onde está Odin? Chame-o, ela precisa de ajuda! — Virei para Thor que logo atendeu o meu pedido e correu à procura de Odin, sendo seguido por Jane. Darcy permaneceu ali, na porta, olhando-me com lágrimas nos olhos.

Assim que voltei a minha atenção para Scarllet, notei-a olhando-me de uma forma estranha. Ela já não estava piscando.

– Ai, não, meu Deus...- Ouvi a outra mortal dizer enquanto andava até onde eu e Scarllet estávamos.

Ajoelhou-se ao meu lado e pegou uma das mãos de Scarllet, encostando-a em sua testa enquanto chorava. Eu, por outro lado, continuei olhando-a nos olhos.

Aqueles olhos que agora não brilhavam mais.

Não havia mais nada a ser feito. Estava acabado. Tudo com o que cheguei a me importar e a dar valor estava perdido. Morto, era assim que me sentia. Apenas meu corpo estava ali. Todo o resto havia ido embora junto com ela. Sequer lembrava-me de meu nome ou de quem era, nem de quem fui um dia.

É para isto que existe amor?

O amor nada mais é do que um tipo de dor mascarada com uma palavra agradável.

Thor voltou instantes depois com Odin, Jane e Frigga ao seu lado. Todos olhavam para mim, esperançosos, esperando pelas minhas palavras que deveriam ser positivas, mas não eram.

– Chegaram tarde e perderam o espetáculo, sinto muito. — Sequer percebi aquelas palavras saírem de meus lábios. Fitava o chão no momento em que as disse e assim permaneci enquanto caminhava para longe dali. Não poderia vê-la outra vez, ou destruiria tudo à minha volta.

Não fui capaz de perceber quanto tempo se passara enquanto eu apenas caminhei pelos jardins do imenso palácio. Andei por tanto tempo que cheguei à Bitfrost.

– Prometi a você que iria trazê-la aqui para ver as estrelas de Asgard comigo, mas você sequer me deu tempo de cumprir a promessa, mortal estúpida. — Resmunguei para mim mesmo enquanto fitava aquele imenso e escuro céu.

– Príncipe Loki, está bem abatido. Vejo que sua mãe estava certa ao dizer que o caso era urgente.

– Frey? O que está fazendo aqui?

– Fui chamado para ajudá-lo. Perdeu alguém importante, não é? Bem recente?

– Como sabe disso?

– Isso importa? Vou ajudá-lo apenas uma vez, filho de Odin. Você voltará ao casamento da garota e terá a chance de concertar o que aconteceu. Porém, se falhar novamente, terá de conviver com isto para sempre.

– Espere, Frey. Do que está falando? Voltar?

– Voltar ao passado, príncipe Loki. Apenas você saberá, não deverá dizer nunca à ninguém, mas sei que você tem ciência disso. Não há muito tempo, filho de Odin. Terá de ir agora.

– Mande-me de volta.

– Boa sorte, filho de Odin.

***

Tudo parecia ter sido apenas um sonho criado pela minha confusa mente. Lá estava eu, de volta naquele velho palácio midgardiano. Os mortais ainda me encaravam, incluindo Scarllet, que ainda estava ao lado do rapaz no altar.

– Até quando eu teria que adivinhar o que querem dizer suas ações, Loki? Você deveria me dizer. Ou melhor, deveria ter me dito. Se tem algo a mais a dizer que seja, pelo menos, importante, diga agora e vá embora. Te dou 10 segundos.

Outra vez. Exatamente igual.

A contagem recomeçou e mesmo assim me senti nervoso, mesmo sabendo de tudo que aconteceria em seguida.

– Eu estou apaixonado por você. Perdoe-me por nunca ter dito isso.

– Puta que pariu! — Exclamou Darcy, colocando ambas as mãos em frente aos lábios, enquanto fazia Jane sorrir.

– Scarllet, quem é esse cara? — Foi a vez do mortal inútil falar alguma coisa.

– É alguém muito importante. Desculpe, Brian. Não podemos nos casar.

Ao dizer aquilo, ela olhou para mim e sorriu, enquanto eu tentava controlar-me para não deixar que nenhuma lágrima inútil fugisse dos meus olhos.

Era imensamente satisfatório vê-la respirar e sorrir novamente.

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Notas finais
Era pra ter ficado maior, mas tive que terminar assim KK enfim.
Gente, olhem, sei que nos últimos capítulos o drama tá muito difícil né? Bem, quero deixar claro que agora os dramas mexicanos (u.u) terminarão. Quero dizer, pelo menos do lado romântico dos dois idiotas! A última coisa que eu queria era deixar tudo muito chato, desculpem mesmo. Se não gostaram, posso dizer que as coisas voltarão ao melhor agora. Só quero deixar claro que todo esse drama foi EXTREMAMENTE NECESSÁRIO. Enfim!
E por favor, quero saber a opinião de todos ok? Comentem, nem que seja um "legal" ou "amei". Sério, por favor, comentem.
Ah, feliz páscoa!
Espero que tenham gostado, beijinhos!