New Life With Aliens

21 He Will Protect Me - Parte Um.


Notas iniciais
Bem, gente. Alguns avisos aqui:
- Fiz uma pequena votação aqui perguntando se o pessoal gostaria que eu escrevesse um Hentai e, bem, tive respostas positivas. Por isso, decidi escrever, weeee! Hahaha!
- Para quem não gosta de ler esse tipo de coisa, peço para que prossiga até o *** e leia apenas abaixo disto. :3 O começo também pode ser lido, mas assim que ambos chegarem à taverna, parem de ler XD
E quero que me perdoem qualquer erro, sabem. Por mais que eu sempre escreva coisas como essa, eu sempre me sinto envergonhada e posso até cometer alguns erros. Portanto, espero que me perdoem, de coração.
E eu quero agradecer a linda da Gabriella Blank Jones Volturi que recomendou a fic ♥ você não sabe como me fez feliz, querida! Vamos lá, leitores fantasmas, façam como a linda da Gabi e me deixem feliz *-* haha!
Boa leitura!

– Vamos para Muspelheim.

– Por que?

– Não deseja sua viagem ao lado de Dobaruk? Que assim seja. Mas eu também irei.

Olhei-o no mesmo instante com o cenho franzido. Qual era sua intenção, afinal?

– Às vezes, você consegue ser muito infantil. — Disse, ríspida, referindo-me à insinuação ciumenta. — O que acredita que faremos em Muspelheim?

– Eu, infantil? Por favor. — Ele sorriu. — Não me faça rir.

– Não estou contando uma piada, Loki.

Voltei a olhar para frente e percebi que meus amigos já haviam sumido entre a escuridão. Bufei, cansada e desapontada por não conseguir vê-los. Comecei a caminhar lentamente na mesma direção em que eles se dirigiram, mas fui impedida.

– Onde pensa que vai? Não podemos viajar a noite.

– Por que não? Todos estão simplesmente voltando para casa.

– Eles estão em maior número, tola. Infelizmente para você, sou responsável por sua segurança e, portanto, eu digo que devemos ficar. — Disse ele, enquanto segurava forte em meu braço.

Assenti, rolando os olhos, mostrando que havia desistido de insistir naquilo. Sabia que não venceria essa guerra contra ele e sua língua perigosa, portanto apenas deixei que fizesse o que desejasse.

– Onde vamos passar a noite, então?

– Qualquer taverna serve, minha senhora.

– Ein? — Falei em um tom agudo, mesmo sem perceber. Estava espantada. — Do que você me chamou? — Meus olhos estavam arregalados.

– De "minha senhora". — Ele estava de costas para mim e assim que começou a falar, virou-se de frente para mim e aproximou-se. — Ou talvez você prefira "minha amada"...- Sorriu de uma forma que eu não via há algumas semanas, daquela forma maliciosa que eu tanto gostava. — Ou até prefira "meu amor"?

Quando terminou sua frase, notei que nossos rostos estavam realmente muito próximos. Senti um calafrio passar por meu corpo e aquilo me fez sorrir levemente. Logo que notei que estava sorrindo, tentei resistir e respirei fundo, fechando ambos os olhos para parar de ver aqueles olhos profundos.

– Prefiro que me chame...C-como quiser.

– Não vai querer que eu te chame como eu realmente desejo, acredite.

Abri os olhos em pleno espanto graças ao tom de voz completamente pervertido e sujo dele. Loki sorriu, zombando da minha reação e levou uma de suas mãos ao meu rosto, colocando a outra em minha cintura. Puxou-me para si sem nenhuma delicadeza e eu pude sentir seu peito praticamente massacrar meus seios.

– P-Por que eu não iria querer? — Naquele momento, eu já não estava mais pensando direito. O efeito que Loki obtinha sobre mim era inacreditável e eu, na maioria das vezes, não conseguia fazer nada para evitar.

– Que tal encontrarmos uma taverna adequada? Quando estivermos lá, poderei contar-lhe, se realmente desejas saber. — Sussurrou e eu tremi quando senti sua respiração bater contra meu ouvido. Depois de falar, Loki beijou-me na bochecha de forma demorada, como se quisesse torturar-me com o toque de seus lábios gelados em minha pele.

Não o respondi, apenas pousei minhas mãos em seu peito com o intuito de empurrá-lo; porém Loki foi mais rápido e assim que percebeu a minha intenção, enlaçou minha cintura com ambos os braços e encostou nossos lábios.

Era um beijo, mas ele sequer mexia os lábios e aquilo me deixou inquieta. Fui fraca o suficiente para começar a beijá-lo, fazendo sua vontade, pois ele sorriu e enfim correspondeu ao beijo de forma calorosa, assim como ele fazia sempre que desejava uma noite mais...

Animada.

Assim que consegui recuperar a consciência, quebrei o beijo e afastei-me dele. Não sabia porquê estava resistindo à ele, era realmente tolice de minha parte, mas eu sentia que era o certo a ser feito naquele momento.

– Devemos ir. — Falei com a voz mais fraca do que poderia imaginar e olhei para o lado, envergonhada pelo desejo óbvio que estava sentindo.

– Sim, devemos. — Ele falou em tom irônico e logo em seguida deu-me as costas, caminhando em direção ao vilarejo. Tive que apertar os passos para poder seguí-lo

Loki não tardou a conseguir um quarto para nós, mas ele sismou que gostaria de trocar de local. Não queria ficar no mesmo lugar em que eu e os outros ficamos e eu jurava que era por causa da presença de Dobaruk que, por mera coincidência, trabalhava no local em que passamos a noite.

Sem mais discussões, concordei com ele e acabamos encontrando uma outra taverna bem afastada da anterior, que era logo na entrada do vilarejo. O local era um tanto quanto...porco.

É, não havia palavra que pudesse descrever melhor.

Era imensamente porco.

– Me admira você querer ficar em um lugar como...Esse. — Disse, enquanto tentava disfarçar a cara de nojo. Haviam alguns anões gritando, rindo e cantando; enquanto outros bebiam e comiam como se fossem esfomeados psicóticos. — Parecem aquele amigo de vocês, o barbudo.

– Você está falando do Volstagg? — Loki olhou para mim com o cenho franzido e logo depois que recebeu a confirmação, ele gargalhou. — Ora, você tem toda razão, minha bela. Ele realmente não é muito...Educado enquanto se alimenta.

– Não é muito educado? Falando assim, até parece que ele é normal. — Bufei. — Ele parece um dragão comendo, Loki. Não gosto de sentar na frente dele porque tenho medo de acabar com metade do jantar dele no meu cabelo. Já percebeu como ele cospe enquanto come?! É um absurdo! Ele deveria ter aulas de etiqueta.

Loki continuou olhando para mim e, sem dizer nada, voltou a rir. Ele parecia estar se divertindo tanto que todos os momentos ruins pelos quais passamos ultimamente pareciam ter desaparecido e, a atmosfera entre nós parecia estar ótima novamente. Sorri amavelmente por ver o quanto ele estava feliz e pude sentir meu coração voltar a sentir-se quente, assim como antes.

Era realmente ótimo vê-lo sorrir.

– Você deveria ser a Deusa Do Divertimento, bela.

– Ei, eu gostei disso! As siglas seriam DDD! — Falei animada. — Olha só que legal! Pena que me lembrou BBB, que é uma droga. — Comentei sem sequer pensar, enquanto Loki olhava para mim sem compreender nem uma palavra do que eu havia dito.

– Deve estar dizendo absurdos midgardianos outra vez, não?

– É, dessa vez eu concordo que é mesmo. Você deveria assistir BBB um dia pra ver o quão absurdo e chato é.

– Vamos logo para o quarto, Scarllet. — Disse ele em um tom cansado, mas ainda mantendo um sorriso em seu belo rosto.

Logo subimos para o quarto e Loki recostou sobre a escrivaninha de madeira que lá havia. Fechou os olhos e respirou fundo, como se estivesse tomando coragem para fazer algo importante.

Decidi ignorar aquele ato esquisito e apenas sentei-me na beira da cama, massageando um de meus ombros, exausta. Meus planos naquele momento não iam além de dormir até amanhecer.

Mas Loki pensava diferente.

– O que 'tá fazendo parado aí? — Perguntei sem olhá-lo, enquanto tirava os sapatos.

– Estou apenas...Observando. — Respondeu em um tom quase inaudível.

Olhei para ele, confusa e em seguida, ele estalou os dedos. Franzi o cenho, mostrando que não estava compreendendo o que ele estava querendo fazer e, logo depois, comecei a sentir um frio intenso.

– Da onde veio esse frio do inferno se a janela 'tá fechada? — Olhei para a janela, confusa, e andei em direção à ela. — Não me diga que têm ar condicionado aqui? — Zombei.

– É claro que não. Deve estar sentindo frio porque está vestida de forma bem inusitada, por assim dizer...- Debochou.

Olhei para trás com uma sobrancelha arqueada, mostrando que não compreendia o que ele estava dizendo.

– Quê? Você andou bebendo, Loki?

– Olhe seu reflexo no vidro, bela. — Disse ele, apontando para onde a janela se encontrava com o queixo.

Não tardei a fazer o que ele havia dito e quando vi, levei ambas as mãos à boca graças ao susto. Eu estava com uma lingerie preta e rendada, com direito também à meias arrastão e um sapato de salto alto preto.

– MAS QUE DIABO É ISSO?! — Gritei e ouvi Loki rir.

– Aprendi inúmeras coisas em meu tempo livre em Midgard.

Senti minha pele queimar por sua insinuação óbvia de sexo. Meu coração estava batendo com uma intensidade incalculável e fiquei até com um pouco de medo que ele pudesse ouvir meus batimentos. Teria beijado-o com veemência se ele não estivesse tão longe naquele instante, mas sabia que isso não demoraria a acontecer.

– É, 'tô vendo que aprendeu...Só não quero saber com quem.

– Não disse que precisei de alguém para me ensinar, pois não precisei. Apenas passei por alguns locais em que estas coisas estavam sendo vendidas e...- Ele começou a andar lentamente em minha direção. — Confesso que sempre tive curiosidade de vê-la vestindo algo assim.

Sem pensar, virei-lhe as costas com o intuito de esconder meu nervosismo. Não era como se nunca tivéssemos feito sexo, mas desta vez eu estava um tanto quanto insegura e julgava ser graças às brigas que tivemos. Não saberia dizer se pensava que os sentimentos de Loki não eram mais os mesmos por mim, por isso agia como uma covarde.

Fechei os olhos, desapontada comigo mesma. Loki aproveitou esse mísero segundo de falta de atenção e passou suas mãos por minha barriga desnuda, terminando seu caminho em minha cintura, apertando-a. Suspirei graças ao toque de suas mãos geladas e quase pude sentir meu corpo implorar pelo dele naquele instante.

Ele passou a depositar beijos calmos na pele de meu pescoço e eu fechei os olhos novamente, permitindo-me desfrutar ainda mais da maravilhosa sensação que seus lábios me proporcionavam. Não tardei a levar uma de minhas mãos até seus cabelos para massageá-los — ou deveria dizer, bagunçá-los — sem virar-me de frente para ele. Nossos corpos estavam colados graças à força que ele fazia para segurar minha cintura.

De repente, senti meu corpo ser suspenso.

– Minha nossa...Isso me lembra muitas coisas. — Disse, referindo-me à época em que criei aquele apelido para ele. — Você se lembra?

– Príncipe Sapo, correto? — Olhou-me com um sorriso que parecia mais nostálgico do que malicioso.

Loki colocou-me sobre a cama e logo também deitou-se, sustentando seu próprio corpo para não me esmagar. Ambos nos encaramos por alguns segundos e eu massageei seu peito por dentro da camisa com uma das mãos, enquanto a outra ia em direção à sua nuca.

– Você está tão gelado.

– Então, esquente-me. — Respondeu e riu em meu ouvido, mantendo um tom obsceno.

Loki roçou levemente seus lábios contra os meus antes de finalmente selá-los, beijando-me com maior intensidade. Correspondi-o com paixão, finalmente conseguindo deixar toda a insegurança de lado. A provocação de sua voz quando voltara a sorrir e sussurrar em meu ouvido deixou-me muito sensível e até mesmo mais sensível às mãos dele, que percorriam por todo o meu colo. Tremi e bufei, extasiada, e isso o fez sorrir.

– Tão sensível... — Debochou e, antes que ele pudesse continuar, enlacei sua cintura com minhas pernas, apertando seu corpo contra minha pele com o intuito de senti-lo mais. — E ao mesmo tempo tão...Impura. — Sorriu e eu também, achando graça de seu comentário. — Ele não seria capaz de dar conta.

– Ele quem? — Perguntei, confusa.

Loki permaneceu encarando-me por algum tempo, mas não respondeu-me e então voltou a beijar-me, levando suas mãos para apalpar minhas coxas enquanto nossas línguas exploravam-se mutuamente. Ambas tornavam-se ainda mais frenéticas quando explorávamos os pontos fracos que conhecíamos um no outro; ou melhor, quando ele explorava os meus pontos fracos, pois ele não parecia ter nenhum.

Maldito.

Assim que ele percebeu que eu estava perdendo o fôlego, ele liberou meus lábios, sem não antes puxar o inferior com os dentes e morde-lhes sem nenhuma gentileza.

– Ai! Você vai arrancar o meu lábio! — Resmunguei, enquanto ele ainda mordia o local. Já era capaz de sentir o gosto de sangue e Loki apenas sorriu, satisfeito.

– Não me diga que você não gosta, pois sei que é mentira. Sua expressão é a sua ruína, minha bela...Enquanto suas palavras me dizem para parar, seu corpo implora para que eu continue. — Enfim deslizou a boca sobre meu pescoço, roçando a língua e os lábios sobre a minha pele que já fervia.

– Não posso mentir para o deus da mentira. — Debochei e ele riu, soltando o ar em meu pescoço, excitando-me ainda mais, se é que isso era possível.

Depois disto, Loki tornou os carinhos mais suaves e passou a roçar seus lábios por todo o meu rosto de forma carinhosa e bem lenta. Afagou meus cabelos e puxou alguns fios, outra vez sem qualquer gentileza e aquilo apenas me deixou com ainda mais vontade de tê-lo. Apertei as coxas em seu corpo, tentando aplacar a inquietação que provinha de minha intimidade. Loki notou, pois sorriu cheio de malícia e mexeu o quadril lentamente, fazendo com que o contato entre nossas intimidades fosse bem maior, apesar dele ainda estar de calças e eu com a roupa íntima.

Ele manteve os movimentos lentos de seu quadril e assim que senti sua ereção evidente, deixei escapar um gemido que fora abafado por um beijo desesperado que ele me dera no mesmo instante em que eu abri a boca.

Passamos um bom tempo apenas acariciando um ao outro e sem sequer notar, ajudei-o a tirar suas roupas e eu mesma as joguei em um canto qualquer do quarto.

– Está com pressa?

– Vai mesmo me chamar de desesperada? Você está bem pior que eu. — Disse, levando o olhar para sua virilha que claramente mostrava que ele estava com muito mais pressa do que eu.

– Você apenas tem sorte por ser mulher e não aparentar esse tipo de coisas. — Bufou e eu sorri.

Aproveitei sua distração para inverter nossas posições e ficar por cima. Usei as mãos para acariciar o corpo dele sem pressa e sem me esquecer de arranhar um pouco todo centímetro que percorria; sabia que Loki gostava de sentir um pouco de dor nessas horas.

Afinal, ele tinha uma tremenda cara de pervertido masoquista mesmo.

Ri de meus pensamentos e me distraí por um segundo, que foi tempo suficiente para que ele abrisse meu sutiã, liberando meus seios. Usou suas mãos para apertá-los, enquanto alternava também em massageá-los. Fechei os olhos enquanto respirava fundo e fui obrigada a manter a boca entreaberta, pois parecia que o prazer era tão grande que eu não conseguiria respirar apenas pelo nariz.

Decidi começar a mexer-me sobre sua virilha enquanto ele me massageava e então, foi a vez dele de suspirar extasiado. Loki levantou-se parcialmente, ficando sentado na cama enquanto mantinha o rosto bem próximo do meu. Passou as mãos por minhas costas e colou ainda mais nossos corpos, abraçando-me, enquanto massageava minhas costas com aquelas enormes e frias mãos contra minha pele quente.

Agora, eu estava sentada em seu colo. Nossas testas estavam juntas uma na outra, enquanto eu continuava a mexer-me contra sua virilha. Ele fechou os olhos, assim como eu, para desfrutar mais daquela sensação maravilhosa tanto para um quanto para o outro.

– Pare de me provocar. — Foi a primeira vez que ouvi sua voz sair daquele jeito; soara mais como um rugido aos meus ouvidos e graças a isso, senti-me ainda mais inspirada para continuar fazendo o que fazia. Comecei a mexer-me com mais força contra ele e mordi-lhe o lábio inferior com força, assim como ele havia feito antes. Foi a vez dele gemer.

– Você merece coisas piores. — Sussurrei em seu ouvido antes de morder-lhe o lóbulo.

Ele voltou a beijar meu pescoço e as sensações já estavam tão intensas que eu acabei arqueando as costas, deixando meu corpo pender para trás, totalmente derrotada. Loki usou a oportunidade para passar a língua entre meus seios e, rápido como eu nunca imaginaria, puxou a calcinha com extrema força e a peça, sensível como eu sabia que era, rasgou rapidamente. Ele jogou aquele mísero pedaço de pano para longe e ainda mais rápido que antes, de uma forma que eu até cheguei a duvidar, tirou sua boxer e também a fez desaparecer jogando-a longe.

Assim que senti nossas intimidades entrarem em contato, achei que enlouqueceria. Eu estava praticamente pulsando pelo tremendo desejo que estava sentindo e Loki não tardou a finalmente unir nossos corpos.

No instante em que o senti, uma de minhas mãos foram até seus cabelos para puxá-los com força, enquanto usei a outra mão para arranhar-lhe o ombro que estava usando para apoiar-me. Loki manteve uma de suas mãos em minhas costas, enquanto a outra estava em minha cintura, ajudando-me com os movimentos sobre ele.

Em poucas investidas, ambos já estávamos resmungando palavras incompreensíveis. Não tive tempo para pensar em mais nada, apenas no prazer que ele estava me proporcionando naquele momento, como ele já havia feito outras vezes.

Embora eu achasse que desta vez tenha sido ainda mais intenso que todas as outras vezes.

Pelas minhas contas, eu devo ter chegado ao ápice umas duas vezes até que ele finalmente chegasse também. Afinal, deuses nunca se cansavam e eu podia crer que também demorava mais para eles chegarem ao seu máximo.

Assim que senti seu corpo amolecer, passei a beijá-lo apaixonadamente e bem lentamente, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para ficarmos juntos.

Mas desta vez, eu acreditava que nós realmente tínhamos.

Passamos um bom tempo apenas trocando beijos e acariciando o rosto um do outro. Sorri para ele por todo o tempo em que nos acariciávamos e, vez ou outra, ele deixava escapar um sorriso que amolecia o meu coração tão facilmente que eu até pude duvidar.

– Me perdoe se eu te deixei com ciúme. Me perdoe se eu não acreditei em você, fui realmente uma idiota. — Disse ao encostar minha testa na sua. — Eu te amo...Muito. Amo muito mesmo.

Naquele momento, ele afastou nossos rostos e passou a olhar-me de maneira tão profunda que eu quase acreditei que havia viajado para algum lugar distante, usando apenas seu olhar como transporte.

– Vamos passar esta noite acordados.

– Sem dúvida alguma. — Respondi e voltei a beijá-lo, agora de forma mais desesperada.

***

Acordei logo cedo com a luz que entrava no quarto. Havia amanhecido e eu ainda exausta; ou como eu diria, parecia que eu havia sido atropelada por um trem.


Poderia até ter sido um trem chamado Loki, quem sabe.



Olhei para trás delicadamente e notei que Loki estava dormindo encostado em mim. Seus braços estavam em volta da minha cintura e seu rosto estava descansando em meu pescoço com uma expressão de completa paz.


Levei minhas mãos acima das suas e massageei-as com o polegar, sentindo aquela pele gelada que era a única capaz de fazer com que eu me sentisse bem.

– Bom dia, Scarllet. — Ouvi-o sussurrar com a voz rouca que para mim soava como o som mais sensual de todo o Universo.

– A-Ahn...B-Bom dia. — Sequer notei que havia gaguejado. Ê, já havia começado com as babaquices.

– Mal acordou e já começou a pensar nessas coisas...- Ele riu. — Você é insaciável.

– Olha quem fala. O Senhor Comilão Gelado. — Rolei os olhos e ele riu, beijando-me o pescoço, afastando-se logo em seguida para se espreguiçar.

– Mal começou o dia e já começou a falar absurdos. — Debochou. — Espero que tenha descansado bem, pois nossa viagem será cansativa. — Disse, enquanto levantava-se e ia a procura de suas roupas. — Você não deveria ter jogado minhas roupas tão longe.

– Ah, para de reclamar. — Sorri. — Ah, a propósito, o que eu vou colocar por baixo agora se você fez o favor de rasgar a minha calcinha, seu imbecil?

– Vai ter que ficar sem.

– Ah, você quer mesmo que eu use um vestido sem calcinha? E se bater um vento forte e o Dobaruk estiver por perto? Acho que ele vai ver tudo...

– Tudo bem, já compreendi. — Ele cruzou os braços e respirou fundo. Não tardou para estalar os dedos e fazer com que a calcinha pervertida da lingerie surgisse novamente em corpo, como se nada houvesse acontecido.

– Bom garoto. — Pisquei para ele e corri para vestir-me.

Não muito tempo depois ambos já estávamos na saída do vilarejo esperando Dobaruk, que não tardou a aparecer. Montamos em nossos cavalos e assim seguimos nosso caminho até Muspelheim.

– Loki, o que exatamente estamos fazendo indo em direção à Muspelheim? Você sabe que não tenho lembranças muito boas com os Gigantes de Fogo. — Resmunguei.

– Estou ciente disto, é verdade. Mas aquilo foi apenas uma visão e ela pertence somente à você. Não creio que Surt saiba algo a respeito. — Limpou a garganta. — Tenho assuntos de Odin para resolver com ele.

– Aconteceu alguma coisa? — Perguntei.

– Na verdade, Surt e o Pai de Todos não se dão muito bem há algum tempo. Fui enviado para receber um presente valioso de Surt e levá-lo em segurança até Odin. Ambos estão tentando criar um "Pacto de Paz". Mas, se quer saber, não creio que isso resolverá algo.

– Não seja tão negativo, Loki. Pode ser que tudo termine bem...Seu pai realmente é misericordioso.

– Ele é, mas isto pode ser considerado como fraqueza, dependendo do caso...- Loki continuaria se não tivesse sido interrompido por Dobaruk.

– Seu pai é na verdade muito corajoso por confiar uma missão tão importante à você. — Debochou e Loki olhou de rabo de olho, respirando fundo para controlar-se e não matá-lo ali, naquele instante.

Todos ficamos em silêncio novamente, esperando chegar logo até nosso destino que para a minha sorte, não tardou a chegar. Algumas horas depois, lá estávamos nós em Muspelheim.

Assim que chegamos no local, tudo que fui capaz de enxergar era fogo. Aquelas feras, ou gigantes que havia visto em meu sonho estavam lá e, assim como na primeira vez em que os vi, senti um imenso pavor tomar conta de meu coração, que batia descompassado.

Olhei para os lados, tentando encontrar conforto em algum lugar, mas parecia que quanto mais eu procurava por algum lugar vazio e menos horripilante, encontrava um ainda pior que o anterior.

– Está tudo bem, Scarllet. Iremos embora logo. — Loki tentou acalmar-me e confesso que sua voz doce até deu-me uma tranquilidade maior.

– Eu só estou com medo dele, Loki. Você sabe porquê...Eu não quero vê-lo. — Disse, enquanto acariciava a crina do cavalo que eu montara.

– Não deixarei que nada de mal lhe aconteça. Ele não tocará em você.

– Sei disso, mas...Ele vai me ver, e eu vou vê-lo. Só isso já me deixa apavorada. E se ele for mesmo tão grande quanto era em meu sonho e se quiser fazer algo contra mim? Nem mesmo você poderia detê-lo, Loki...

– Não duvide de mim, Scarllet. Ele pode ser um gigante de fogo, mas eu sou um gigante de gelo. Creio que não se esqueceu disto.

Sua frase fez com que eu levantasse meu olhar e olhasse em sua direção. Foi aí que, então, Loki surpreendeu-me. Ele olhou para mim e sorriu, como se estivesse levando aquilo na brincadeira.

Arqueei ambas as sobrancelhas e dei-lhe um meio sorriso, fazendo-o voltar a prestar atenção no caminho logo depois. Aquela mísera brincadeira fez com que eu me sentisse mais segura e, então, decidi parar de me preocupar.

Afinal, Loki estava ao meu lado.

E ele me protegeria, custe o que custar.

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Notas finais
Não esqueçam de comentar, tá? Lembrem-se, qualquer palavrinha já me fará feliz. Leitores fantasmas, por favor se manifestem, ok?! Uma palavra não vai matar ninguém, poxa gente u.u me ajudem né?
Enfim, beijinhosssssss! ♥