New Life With Aliens

20 Friend or enemy?


Notas iniciais
Bem, desculpem ter demorado de novo :c durante a semana eu não tenho conseguido escrever graças à escola. Acabo ficando só com domingo pra escrever e, sinceramente, mal vejo sábado passar. Ô maldição T.T enfim, desculpem mesmo qualquer coisinha!
Eu meio que brisei bastante nesse capítulo. É tão engraçado como as coisas surgem na minha cabeça assim do nada xD Enfim, vamos ao capítulo.

Boa leitura! ♥

Após todos aqueles incidentes que vivi ultimamente, estive muito pensativa. Acordava cedo todos os dias e, durante todas as nossas refeições "em família", eu me mantinha calada. Não olhava para ninguém e apenas respondia rapidamente se alguém me perguntava alguma coisa.

Embora eu compreendesse que Loki não era mais o mesmo de antes, estava demorando mais do que pensei para poder aceitar os atos dele. Por algum motivo, que também não consegui compreender qual seria, me senti ligada à Yngvi. Esse sentimento de culpa pela morte dele estava tomando conta de mim cada vez mais conforme os dias se passavam.

Naquela época, creio que eu sequer era nascida, mas mesmo assim eu sinto como se pudesse e devesse ter impedido. Aquele garoto deveria estar vivo agora. Yngvi tinha toda uma vida pela frente e sonhos para realizar.

Porém, tudo foi arrancado dele sem misericórdia.

– Desculpem-me...- Fechei os olhos para conter uma lágrima e suspirei antes de continuar. — Estou sem fome. Com sua licença. — Coloquei os talheres em cima da mesa e levantei-me, afastando-me de lá.

A cada segundo que eu passava ao lado deles, fingindo estar tudo bem, fazia com que eu me sentisse ainda mais culpada. Parecia que eu estava enlouquecendo. Queria chorar e gritar pela morte de Yngvi e, sequer compreendia porquê aquele garotinho era tão importante para mim.

Minha mente estava uma completa confusão. Pensava em diversas coisas enquanto corria em direção ao quarto e, quando lembrei da cena do meu pequenino explodindo tudo, senti minhas pernas fraquejarem. Apoiei-me na parede com um dos braços e ajoelhei-me no chão, sem me preocupar em segurar o choro ainda mais.

– Me perdoe, Yngvi...- Disse, entre soluços, enquanto encarava meus joelhos. Pude ver meu vestido tornando-se molhado graças às lagrimas que escorriam por todo o meu rosto.

– Você não vai mesmo me dizer o que está acontecendo?

Levantei a cabeça rapidamente e olhei para trás com os olhos arregalados. Loki estava com os braços cruzados e sua expressão mostrava impaciência. Suspirei e tentei respirar fundo para me acalmar.

– Não acho que você resolveria. — Respondi, levantando-me e voltando a caminhar em direção ao quarto.

– Você anda muito...grosseira. — Disse em um tom de espanto. — Estou ficando sem paciência.

– Que pena.

Loki bufou depois de minhas últimas palavras e, no mesmo segundo, veio até mim e segurou um dos meus braços. Virei a cabeça para encará-lo com uma expressão nervosa e notei que ele também não estava nm um pouco feliz. Empurrou-me contra a parede sem nenhuma delicadeza, enquanto apertava meus braços com força, impedindo-me de tentar mexê-los.

– Você está me machucando.

– Calada. Eu tenho uma leve ideia do que possa estar acontecendo. Afinal, você ficou agindo assim depois de ter visto as lembranças de Amora. — Loki aproximou seu rosto do meu e cerrou seus dentes, tentando conter sua raiva. Com certeza, se pudesse, estaria me batendo agora. — Gostaria de deixar claro que tudo o que possa ter visto não foi sem motivo. Pare de pensar que sou o cara mau.

– Você assassinou aquela família friamente...Eu nunca perdoarei isso. — Sem sequer perceber, lágrimas já escorriam novamente de meus olhos.

– Que família? — Perguntou, surpreso.

– Você sequer se lembra daquelas vidas que tirou com crueldade...Eu já esperava isso. Nem sequer foi importante pra você. Não é algo nem que você se arrependa...Creio que dorme tranquilo a noite, enquanto sangue de inocentes escorrem através de suas mãos...

– Pare, Scarllet. Explique. Do que está falando?

– Da família de Yngvi! Aqueles anões que você assassinou friamente ao lado de Amora!

– Não sei de quem está falando. Já matei muitos anões. — Sussurrou enquanto sua boca estava bem perto de meu ouvido e, diferente das outras vezes em que sentia desejo por ele, o que senti foi pavor.

– Aquele que matou Amora com a explosão. — Coloquei ambas as mãos em seu peito e, quando Loki tentou encostar nossos lábios, o empurrei com toda minha força, fazendo-o se afastar de mim, surpreso.

– Ah, me lembro. O que quer que eu faça, Scarllet? Peça perdão? De nada adiantará, afinal, ele já está morto. — Voltou a cruzar os braços e eu senti uma vontade imensa de socá-lo. — Por que se importa tanto com um garotinho que nunca conheceu? E como pode ficar brava comigo apenas por tê-lo matado, se nem sabe o que houve anteriormente. Seu amado anão não era inocente como assim você imagina, meu amor. — Disse e sorriu sarcástico.

– Não ouse dizer que um inocente garotinho fez algo contra você, Loki.

– Por que não? Você confia mais nele do que em mim? — Ele riu, mas eu sabia que ele estava nervoso. — Amora te mostrou apenas o que era conveniente. Ela se esqueceu de mostrar-lhe que os anões roubaram um dos tesouros mais preciosos de Odin e, como punição, eu e outros Asgardianos fomos enviados até seu reino para recuperar o que foi roubado à qualquer custo.

– Certo, mas porquê matar aquela família inocente? Eles não estavam com o seu precioso tesouro.

– O pai do garoto foi cúmplice do roubo, por isso o matei. A mãe também ajudara e fora condenada igualmente. O rapaz, por outro lado, era inocente. Eu não iria matá-lo, até cheguei a dizer que pouparia a vida dele; mas ele não me ouviu e acabou explodindo a casa antes que eu pudesse fazer alguma coisa a respeito. — Minha expressão passou de raiva à arrependimento em poucos segundos. — Ouça ambas as versões antes de simplesmente apedrejar-me, Scarllet. Outrora falaremos, talvez quando você estiver sã. — Disse, antes de dar-me as costas e caminhar para longe. Presumi que voltaria à mesa para terminar seu almoço ao lado dos demais.

Permaneci ali, incrédula. Como fui tola o bastante para pensar coisas tão horríveis à seu respeito sem sequer consultá-lo antes? Estava decepcionada comigo mesma pela vigésima vez só naquele dia.

Nos dias seguintes, a minha relação com Loki estava ainda pior. Ele parecia magoado comigo, mas não procurava resolver nada. Quando acordava, levantava rapidamente e saía do quarto, deixando-me sozinha. Vez ou outra, eu até ousava chamar seu nome, mas ele ignorava e continuava em seu caminho.

Aquela frieza me machucava muito, é verdade. Porém, eu continuava pensando em meu pequenino a maior parte do tempo. Foi aí que, então, tive uma ideia.

Levantei-me em um pulo da cama e corri até o saguão principal onde eu pensava que todos estariam. Ao chegar lá, Thor, Loki e os guerreiros estavam sentados nos pequenos degraus que ali haviam. Todos conversavam alegremente, menos Loki. Ele permanecia em silêncio enquanto olhava para suas próprias mãos. Seu corpo estava ali, mas sua mente parecia estar muito longe.

– Thor, preciso que me leve à Nidavellir.

Ao dizer isso, chamei a atenção de todos. Alguns me olharam surpresos e Loki apenas fechou os olhos, tentando se controlar, mostrando não estar de acordo com aquilo. Ele também não parecia surpreso.

– Ao reino dos anões? Por que precisa ir até lá? — Perguntou Thor.

– Não sei exatamente. Algo me diz que devo ir até lá e depois de pensar muito sobre isso, decidi seguir meus instintos. Por favor, Thor.

– É claro que eu posso levá-la. Porém, não compreendo porquê Loki não quer levá-la. — Ele virou todo seu corpo na direção de Loki, encarando-o. — O que há, irmão?

– Creio que ela não gostaria da minha companhia nesta viagem. — Disse e olhou para mim com fúria nos olhos e eu quase pude sentir meu corpo tremer. — Ela deve ir sozinha e decidir em quem vai acreditar. — Levantou-se e saiu do saguão, deixando-nos.

– E então, Thor? — Insisti.

– Eu não entendi o que aconteceu, mas tudo bem. Vou levá-la. Quando deseja sair?

– O mais rápido possível.

***

Ao chegarmos em Nidavellir, caminhamos mais algum tempo e logo avistamos um grande vilarejo. A única forma de chegarmos ao vilarejo de Yngvi era através da minha memória mas, segundo Thor, a maioria dos vilarejos haviam se juntado e assim, criaram uma cidade só. É claro que haviam alguns que permaneceram intactos, mas esses são apenas os vilarejos mais afastados e em lugares improváveis.

– O quê ou quem estamos procurando, Scar? — Perguntou Jane, que insistiu em vir conosco, assim como Anakin, Luke, os guerreiros e também Darcy.

– Preciso procurar informações sobre alguém. Devemos começar por algum cemitério e, quem sabe, teremos sorte. — Disse.

Andamos uma boa parte do dia e logo anoiteceu. Perguntamos para alguns anões onde seria o cemitério e quando finalmente um deles soube nos informar, Thor achou melhor esperarmos e procurarmos algum lugar para passar a noite. Afinal, viajar durante a noite era perigoso.

De início, reclamei por esperar ainda mais para encontrar informações sobre meu pequenino amigo, mas logo acabei concordando. Ao colocar a cabeça em meu travesseiro, deitei de lado e olhei para a janela, observando o céu escuro. Estava uma noite fria, diferente do que geralmente é em Asgard. Aquela sensação de frio lembrou muito a Terra. Sentia saudades de casa. Como será que tudo estaria lá? Seria uma imensa perda de tempo imaginar, eu sabia.

Afinal, minha casa agora era Asgard.

– Senhorita, gostaria de perguntar se deseja alguma coisa. — Ouvi batidas na porta que fizeram com que eu saísse do transe.

– Ah, gostaria de algumas toalhas. — Respondi, indo em direção à porta para abri-la. Logo avistei um rapaz de cabelos loiros desgrenhados, com olhos tão azuis que tive que me controlar para não navegar neles. — O-obrigada.

– Por nada. — Sorriu gentilmente e deu-me as costas, indo em direção à outro quarto para oferecer toalhas para mais alguém.

Permaneci algum tempo olhando para ele, notando sua gentileza com os hóspedes. Meu coração estava acelerado e eu sentia algum sentimento que nunca senti antes. Era diferente do que sentia por Loki, é claro. Senti uma necessidade imensa de correr até ele e abraçá-lo para ter certeza de que ele estava bem. Meneei a cabeça e voltei para o quarto, fechando a porta com força.

– O que estou fazendo? O que está acontecendo comigo?!

Afundei o rosto no travesseiro tentando descarregar minha raiva. Meus sentimentos estavam tão confusos que faziam com que meu cérebro também se tornasse confuso. Estava sozinha naquele momento, não havia ninguém que pudesse me ajudar a compreender o que estava acontecendo. Era algo além do racional, era algo ligado à magia de Amora. Algo ligado ao passado, ligado à uma memória. Como eu poderia procurar ajuda para resolver algo como um problema do passado? Seria impossível.

Loki não me ajudaria. Se eu tentasse explicar esses sentimentos para ele, com certeza entenderia como infidelidade da minha parte e ficaria muito nervoso. Jane de nada poderia ajudar, assim como Dary e também minha família. Frigga também não serviria, já que eu teria que explicar tudo que andei pensando nas últimas semanas depois de viver a lembrança de Amora. Com certeza, ela não iria se sentir bem depois de descobrir o que pensei de seu filho e de seu reino. De seu povo....Não havia escapatória.

Eu estava sozinha.

E isso me apavorava.

Tentei esquecer esses pensamentos por um instante e acabei pegando no sono. Na manhã seguinte, Thor veio até meus aposentos para me acordar e logo descemos para tomar café naquele estabelecimento mesmo, já que não tínhamos muitas opções.

– Você deveria explicar o que está havendo. — Disse Thor, enquanto tomava seu café da manhã.

– Não está acontecendo nada, Thor...- Tentei deixar as coisas menos complicadas.

– Não minta para mim. Estou com você nesta viagem, mas preciso saber os verdadeiros motivos por trás dela. — Disse e olhou-me nos olhos de uma forma que eu nunca tinha visto antes.

Thor não estava furioso, nem triste, muito menos com raiva. Parecia estar apenas...Impaciente. Como se soubesse que eu estava mentindo o tempo todo e, agora, estava cansado de ser enganado.

– Muito bem.

Enquanto todos estávamos na mesa, eu contei toda a lembrança de Amora. Todas as minhas reações e os diversos sentimentos que nutri na hora e durante as semanas seguintes. Contei meu pânico e desgosto ao olhar para Loki, mas também contei que compreendi o lado dele e me arrependi por tê-lo julgado precocemente. E, acima de tudo, contei de meu amor por Yngvi. Um amor inexplicável que lembrava amor de...

Amor de mãe?

– Eu não sei o que diabos está acontecendo comigo, só sei que preciso encontrar alguma pista sobre ele.

– Certo, mas depois que encontrar, o que pretende fazer? — Perguntou Thor.

– Não faço ideia.

Todos olharam para mim com o olhar cansado, como se soubessem que aquilo seria uma incansável viagem à procura de respostas. O ruivo barbudo que eu sempre esquecia o nome bufou, impaciente. Sif fechou os olhos e arqueou ambas as sobrancelhas, como se duvidasse que encontraríamos alguma coisa e bebeu um gole de sua bebida. Jane e Darcy se entreolharam, assim como os outros dois guerreiros. Anakin olhou para Thor, desconfiado de sua resposta positiva e, por fim, Luke continuou me encarando.

– Nós iremos ajudá-la, Scarllet. — Disse Luke, bebendo um gole de sua bebida. — Não se preocupe. Descobriremos o que aconteceu com Yngvi e descobriremos porquê você sente uma ligação com ele.

– Obrigada, Luke.

***

Passamos intermináveis horas caminhando montados à cavalos indo em direção à um cemitério que, segundo informações, haviam anões enterrados que morreram em uma guerra contra asgardianos.

Quando nos aproximamos do local, havia uma leve neblina que pairava por ali. Desci do cavalo, sendo seguida por Thor e os outros. Caminhei entre a neblina, mesmo sem saber para onde ia e ao me aproximar da primeira lápide, pisei em algo molhado.

– Ugh. Deve ter lama aqui. — Resmunguei, enquanto tirava meu pé de onde estava afundado.

– Essa porra de lugar parece até um cenário de filme de terror. — Disse Darcy, aterrorizada. Olhei para ela e sorri por sua brincadeira, mas ela não retribuiu. — Tá rindo do quê, mano? Eu tô cagando de medo. Procura logo o que você quer e vamo dá o fora daqui.

Concordei e tentei tranquilizá-la, dizendo que nada aconteceria e se acontecesse, Thor e os outros a protegeriam. Por ora, ela ficou em silêncio. Todos continuamos caminhando e quando finalmente encontrei uma lápide com o nome Yngvi, pude sentir meu coração saltar.

Corri até ela e ajoelhei-me em frente da grande pedra. Ao lado, haviam mais duas que eu julguei ser de seus pais. Lágrimas surgiram em meus olhos novamente e eu precisei me controlar para não chorar. Olhei para os lados e notei que haviam flores lindas na frente de cada uma das três lápides.

– Flores? Alguém trouxe todas elas aqui recentemente. — Disse, levantando-me e olhando para todos que estavam atrás de mim, confusos.

– Eu trouxe. — Ouvi uma voz ao longe e logo notei alguém aproximar-se pela neblina. Logo seu corpo já estava exposto e eu pude reconhecer.

Era o garoto das toalhas.

– Você...

– Por que está procurando saber sobre eles? — Perguntou.

– É uma longa história. Por que eu deveria dizê-la à você?

– Pelos simples motivo de que eu posso ser a forma mais rápida de você encontrar as respostas que deseja. Sem mim, será uma grande caça.

– Bem...Digamos que eu era uma amiga de Yngvi. Soube de sua morte precoce, mas senti que deveria procurá-lo, pois havia algo que eu precisava descobrir.

– Apenas sentiu isso?

– Sim. Foi apenas uma...Intuição. — Eu respondi e ele sorriu.

– Yngvi era meu pai.

Ao dizer isso, ele sorriu ao ver minha reação de espanto. Eu não compreendia como Yngvi poderia ser pai dele se ele havia falecido tão jovem. Foi aí que, então, lembrei-me de que meu pequenino amigo havia me dito que esse nome era muito comum.

– Não pode ser. Devemos estar falando do Yngvi errado. Desculpe-me o incômodo, já estamos indo embora. — Disse e dei-lhe as costas, caminhando em direção aos meus amigos.

– Espere! — Exclamou. — Você está procurando um Yngvi que assassinou uma bruxa ao explodir sua casa?

Aquela frase foi como uma facada em meu coração. Não apenas por ser um pouco cruel com Amora, mas foi também pela surpresa.

– Sim...Mas como poderia ser seu pai, se ele morreu ainda criança?

– Vejo que realmente deve ser estrangeira. Venha, vamos conversar em um lugar mais apropriado. — Apontou para uma pequena casa fora do cemitério e começou a caminhar em direção da mesma.

Olhei para Thor como se estivesse pedindo permissão e ele meneou a cabeça, confirmando. Todos seguimos o rapaz e assim que chegamos em sua casa, ele nos ofereceu bebida e alimento.

– Desculpem-me por não ser algo próprio para a realeza asgardiana. Realmente não esperava visitas. — Disse, tirando seu casaco e pendurando-o em um objeto parecido com um cabide. — Fiquem à vontade.

Todos nos acomodamos e logo o rapaz ficou em pé na nossa frente, tomando coragem de começar a história.

– Bem, quando nosso vilarejo passou por um ataque asgardiano, todos ficaram sabendo de que um valente garotinho havia matado uma bruxa depois de ver sua família assassinada friamente. A primeira informação fora de que o garoto também havia falecido; porém, na manhã seguinte, Yngvi, meu pai, apareceu rastejando para fora dos destroços de sua casa. Os cidadãos que sobreviveram o ajudaram, dando abrigo e alimento para ele, que acabou instalado na casa de uma bondosa senhora conhecida por todos do vilarejo naquela época. Yngvi cresceu e casou-se com Fróy. Criou uma vida ao seu lado e, depois disto, eu nasci. Meu pai faleceu há pouco tempo e ele deu uma missão muito importante para mim.

– Missão? — Perguntou Darcy, curiosa. Ela estava quase roendo as unhas de ansiedade por ouvir o resto da história. Sorri ao ver sua reação.

– Comentou sobre uma jovem dama que havia visto em seus sonhos. Comentou também que a conheceu no dia que assassinou a bruxa e, mesmo tendo esquecendo dela durante toda sua vida, em seus últimos dias, lembrara-se dela. Disse que eu deveria encontrá-la e, quando isso acontecesse, deveria ir com ela até o reino inimigo.

– Reino inimigo? Qual? E o que você faria lá? — Darcy continuou
perguntando e eu já estava com uma expressão de pânico.

– Meu pai não me disse o que aconteceria, nem porquê eu deveria ir. Nunca pensei que seria capaz de encontrar a dama de quem ele falara, mas parece que estive enganado. — Ele olhou para mim e sorriu. — Só pode ser você. Tem que ser você. Peço para que leve-me consigo em sua jornada, jovem dama. Não importa quais sejam os problemas, eu a protegerei com minha vida. Permita que eu viaje a seu lado para poder descobrir sobre exatamente o quê meu pai falava. — Andou até mim e ajoelhou-se, segurando ambas as minhas mãos. — Lhe imploro.

– Afaste-se dela, Dobaruk.

Ouvimos uma voz surgir em um local afastado daquela sala, onde a luz das velas não já iluminavam. O rapaz levantou em um pulo e olhou para o local de onde a voz surgira, fazendo com que todos nós também olhássemos também.

– Há quanto tempo não o vejo, escória Asgardiana. Como veio parar aqui? — Sorriu.

– Tenho meus meios, sabes bem disto. Não foi difícil encontrar essa sua casa escondida no meio do nada. Ah, história muito interessante essa de seu pai. — Disse, saindo do local afastado da sala em que todos estávamos. — O que inventará a seguir? Creio que deveria dizer que esse encontro "premeditado por seu pai" não é nada mais do que o "destino", que quer vocês dois juntos. Poupe-me desta tolice.

– Não há más intenções na viagem que desejo fazer com ela, Laufeyson. Isto é apenas impressão sua. — Dobaruk caminhou em volta de mim e, ao ficar de pé atrás de mim, segurou uma mecha do meu cabelo, afastando- de meu pescoço, deixando a pele descoberta. Abaixou-se levemente e quase encostou seu rosto no meu; fui capaz de sentir sua respiração bater contra o meu ouvido. Olhei para trás, incrédula. Dobaruk sorriu e afastou-se, voltando a ficar em minha frente.

– Acredita mesmo que eu permitira sua ida à Asgard para vingar seu precioso vilarejo? Deve estar louco, Dobaruk. — Loki caminhou em direção à Dobaruk e quando chegou bem perto dele, continuou encarando-o mortalmente. — A propósito, nosso casamento será em breve. Você está convidado para comparecer. Apreciaríamos muito a sua companhia.

– Estou estranhando essa situação. Desde quando você se importa com alguém? Ela é uma deusa também? — Dobaruk deu as costas para Loki e abaixou-se novamente, quase encostando seu nariz no meu, olhando-me atentamente. — É, ela possui a beleza de uma deusa mesmo. — Sorriu.

Loki bufou irritado e segurou-lhe pelo pescoço com apenas uma das mãos e, em seguida, jogou-o para o canto sem iluminação da sala onde ele se encontrava anteriormente.

Dobaruk permaneceu no chão, resmungando desgostoso e quando seu rosto reapareceu das sombras, havia fúria em seus olhos.

– Estou grato por sua hospitalidade, Dobaruk. Voltaremos para visitá-lo outrora. — Ao terminar de falar, Loki puxou-me pelo braço e levou-me para fora da casa. Fomos seguidos pelos outros no mesmo instante.

Caminhamos para longe do cemitério em silêncio e, quando chegamos à saída do vilarejo, Loki voltou a segurar-me pelo braço. Todos já estavam montados em seus devidos cavalos, menos nós dois.

– Podem ir na frente. — Disse, furioso. — Temos algo para fazer. — Gesticulou de um jeito afobado para que todos fossem embora sem mais perguntas e, é claro que todos obedeceram.

Por outro lado, Jane e Darcy olharam para mim, assustadas. Balancei a cabeça positivamente como se disesse que estava tudo bem. Ambas hesitaram, mas foram obrigadas a concordar depois que Thor e Anakin apressaram as duas.

– Onde vamos? — Perguntei enquanto olhava para todos os meus amigos que caminhavam rapidamente, afastando-se de nós.

– Vamos para Muspelheim.

– Por que?

– Não deseja sua viagem ao lado de Dobaruk? Que assim seja. Mas eu também irei.

Não sabia porquê, mas tinha um mal pressentimento quanto à essa viagem.

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Notas finais
Gente, o capítulo foi pequeno porque a desgraça do Nyah fez o favor de fechar enquanto eu escrevia e eu perdi tudo. Fiquei tão brava que não consegui mais escrever o que realmente queria nesse. Deixarei para o próximo, ok? Desculpem mesmo, mas eu tô muito brava agora q
Espero que tenha agradado pelo menos um pouco. Não esqueçam de comentar, ein? Beijinhos e boa semana! ♥