Notas iniciais
Desculpem por ter atrasado, gente. Esse meu fim de semana foi muito corrido, perdoem-me. E desculpem novamente se o capítulo não ficar muito grande K fiz meio que de última hora. (Hoje na aula q).

Boa leitura!

De acordo com Thor, o desafio entre os três começaria naquele dia mesmo. A semana seria divida igualmente entre eles; cada um teria 24 horas para passar ao meu lado e fazer o que bem entender, contanto que eu estivesse de acordo também.

Senti como se eu fosse alguma mercadoria.

O primeiro dia foi na companhia de Anakin. Ele levou-me para passear consigo na cidade, como se eu fosse a turista. Pensei que o dia passaria muito rápido — era o que eu queria — mas não foi bem assim. As horas pareciam se arrastar, e eu apenas pensava em voltar para casa logo.

Não que não estivesse sendo divertido, pois estava; mas eu só conseguia pensar em alguém que não deveria. Foi neste dia que comecei a dar-me conta do que estava acontecendo comigo. Se eu continuasse com aquela situação, talvez meu sonho se tornasse realidade. Por mais que eu tivesse medo, o que eu menos queria era que aquilo realmente acontecesse.

Era eu quem deveria casar com Loki, não aquela mulher. E o pior de tudo era saber que eu não podia e não deveria pensar nesse tipo de absurdos. Eu sabia que era impossível para mim, mas não queria acreditar nisso. E se...por algum milagre, tudo desse certo? Não daria. Mas...

...E se?

Essa mínima possibilidade era a esperança que eu levava comigo dentro do meu coração. Em muito tempo, esse era o sentimento mais sincero que já havia me permitido sentir, e talvez por isso, não gostaria de ter que desistir.

Sempre que era possível, mesmo sem perceber, eu acabava saindo da realidade e voltava a pensar em Loki; no que ele poderia estar fazendo naquele exato momento. Divertindo-se, talvez? Não. Ele não poderia estar se divertindo sem mim.

Atazanar e provocar a vida das pessoas à sua volta era bem mais provável.

– No que está pensando? — A voz de Anakin fez com que eu voltasse para a realidade, que nesse momento, era ao lado dele, no centro da cidade.

– Em nada. — Sorri levemente, lembrando-me do que era o "nada" em minha mente naquele momento.

– Deixe-me reformular a pergunta. — Pigarreou, limpando a garganta. — Em quem está pensando? Em qual dos meus irmãos?

– Em nenhum!

– Você é uma péssima mentirosa. Olhe aí. — Ele apontou diretamente para o meu rosto. — Lembro bem do que significa essa cor rosada no seu rosto. Você não consegue mentir.

Quando percebi a comparação, fiquei em silêncio. De início, pensei em retrucar, mas achei que não seria prudente.

– Claro que consigo. Tão bem quanto seu irmão. — Sorri.

– Talvez com outros assuntos, mas sobre Loki...- Ele baixou o braço, sem deixar de olhar-me. — ...Não consegue.

Eu sabia que ele estava certo, como ele também sabia. Baixei o olhar para fitar o chão e voltei a andar em direção à casa de Jane. Logo que chegamos, Anakin foi sentar-se ao lado de Thor no sofá, enquanto Darcy e Luke estavam juntos no outro.

Lembrei-me parcialmente do sonho quando vi os dois juntos. Era tão estranho pensar neles casados. Simplesmente parecia ser impossível aos meus olhos.

Maneei a cabeça para espantar tais pensamentos e vasculhei rapidamente a sala e a cozinha, procurando-o. Quando aproximei-me da cozinha, encontrei Jane. Ela notou minha expressão surpresa e sorriu docemente, surpreendendo-me.

– À procura do Senhor-Número-Um? — Ela falou calmamente.

– Sim...- Ousei olhá-lá nos olhos e ela sorriu.

Não tinha certeza sobre minha amizade com Jane depois do tapa que havia lhe dado. Ela parecia estar bem com isso, apesar de estar muito mais quieta do que de costume.

– Ele foi para o quarto agora há pouco. Ficou meio nervoso com um comentário do Luke. — Ela abriu um sorriso enorme.

– Que comentário? — Perguntei, cheia de curiosidade.

– Ele disse que você e Ani deveriam estar muito ocupados por estarem demorando tanto.

– Ah...- Pigarreei. — Estou cansada, Jane. Vou me deitar. — Respondi mas sem olhá-la nos olhos desta vez.

– Antes, deixe-me avisar. Voltarei para a casa de Darcy com Thor e os outros. Você pode ficar aqui enquanto estiver passando por esse desafio idiota. — Jane bufou.

– Loki terá de ir embora também? — Perguntei e sem ao menos perceber, minha voz saiu com um tom choroso.

– Não sei. Imagino que sim, já que ele é rival dos irmãos. Ou os três ficam, ou os três vão. — Ela sorriu divertida. — Quem sabe você possa convencer Thor. — Jane piscou e voltou a dar atenção para a panela que parecia estar preparando algo ótimo.

Sem mais perca de tempo, subi as escadas rapidamente. Olhei primeiro para a porta do quarto de Jane e andei — praticamente corri — até ela. Tentei girar a maçaneta, mas parecia estar trancado. Jane sempre trancava o quarto quando não estava nele. Achava essa mania um tanto quanto estranha, mas fazer o quê?

Dei as costas para a porta e então notei que, no fim do corredor, a porta do quarto de hóspedes estava entreaberta. Meu coração deu um salto grandioso e então, decidi andar lentamente até o quarto.

Abri a porta por completo com um empurrão. O quarto estava escuro e apenas uma parte dele estava iluminada pela luz do corredor. Andei lentamente para dentro do quarto e fui até a janela que estava aberta.

– O céu está nublado hoje...- Resmunguei para mim mesma.

– Pensei que não voltaria antes de amanhecer.

Pulei pelo susto e virei-me rapidamente em direção à escuridão do quarto. Ele estava ali, olhando para mim, eu podia sentir; sentia o peso de seu olhar sobre mim e apenas por esse sentimento, senti um arrepio tomar conta do meu corpo.

– Ah, pois é. Ani quis aproveitar muito bem o dia...e a noite também.

– É, eu notei. Como aproveitaram a noite?

– Não da forma que você está pensando. — Expliquei e ele bufou. — Mas foi divertido, apesar de tudo. — Sorri torto enquanto olhava para a figura que estava completamente tomada pela escuridão do local.

Eu sabia onde ele estava. Podia senti-lo ali. Poderia dizer que quase fui capaz de ouvir seu coração bater descompassado.

Loki veio em minha direção muito rápido; tão rápido que para mim parecia ter sido apenas um borrão. Empurrou-me contra a parede e segurou meus braços com força, colocando-os acima de minha cabeça, enquanto segurava ambos os pulsos com apenas uma das mãos.

Reclamei da sua ação graças ao susto, fazendo-o apertar com mais força meus pulsos que se tornavam frágeis contra sua força, impedindo-me de tentar fazer qualquer movimento que ele não aprovasse naquele momento. Aproximou o rosto lentamente, até que seu nariz gelado tocasse na pele do meu pescoço quente.

– Calada, não diga absolutamente nem um palavra ou sou capaz de matá-la. — Ele rangeu os dentes depois de falar. — O que pensa que está fazendo? Acha que pode provocar-me de tal maneira, mortal estúpida? — Ele sussurrou, cheio de raiva, fazendo-me tremer.

Isso não é hora de ficar animada, Scarllet. Por favor, controle-se.

– D-do que está...falando? — Respondi bem pausamente, em um sussurro, assim como ele. Tal resposta fez com que ele sorrisse vitorioso por perceber o poder que exercia sobre mim.

– Sabe muito bem do que estou falando.

– Ora, Loki, como eu poderia saber? Você não me diz nada!

– O que diabos quer que eu diga?

– Quero que diga tudo que está pensando. Diga o que sente! — Falei mais alto e ele fez uma expressão surpresa, esquecendo de apertar meus pulsos com força. Rapidamente virei o jogo e soltei-me dele e, com ambas as mãos, empurrei-o para longe de mim.

– Sabe que isto não é possível.

– Então pare de reclamar. — Falei.

– Deveria enfeitiçá-la, controlá-la ou até matá-la por tamanho atrevimento...

– Deveria mesmo, mas você não vai. E sabe porquê? — Aproximei-me dele e quando quase encostei os lábios nos dele, parei e olhei-o nos olhos. — Porque você não pode.

Enquanto falava a última frase, passei a olhar os lábios dele. Falei bem devagar em um sussurro, para que ele pudesse sentir minha respiração bater contra seus lábios. Loki apenas abriu a boca em resposta, esperando que eu o beijasse, mas eu não o fiz. Assim que terminei de falar, dei-lhe as costas e saí do quarto rapidamente, batendo a porta atrás de mim.

Desci as escadas e voltei para a sala, olhando discretamente para todos, que estavam sentados nos sofás. Fui capaz de notar sorrisinhos que Luke mandava para Anakin e foi assim que eu soube que eles haviam escutado tudo que havia se passado entre Loki e eu há alguns momentos antes.

Parece que Loki não era o único filho da puta dessa família.

– Do que estão rindo? — Falei com desdém, como se não soubesse o que estava acontecendo.

– Nada. — Ambos disseram ao mesmo tempo e eu rolei os olhos.

– É claro. O que poderia ser, não é? — Falei, com tom cínico.

– A propósito, Sra., quando será o meu dia? — Perguntou Luke.

– Amanhã, irmão. Aguarde mais algumas horas. — Respondeu Anakin.

Pensei em reclamar, mas pensei novamente e concluí que não era uma boa ideia. Luke olhou para Thor com o intuito de combinar tudo, enquanto o mais velho parecia se divertir muito com toda aquela situação ridícula em que haviam me colocado.

Só eu me sentia desconfortavelmente ignorada por todos ali.

– Não, amanhã é a minha vez.

Todos olharam em minha direção e eu sorri, virando-me de frente para às escadas. Loki estava parado bem no meio dela e ainda faltavam alguns degraus para descer. Sua expressão mantinha-se séria e fria, mas ainda era capaz de fazer com que meu coração ficasse completamente cheio de sentimentos quentes e maravilhosos.

Eu era completamente incapaz de parar de sorrir.

– Loki! Finalmente você apareceu. — Disse Thor, olhando diretamente para Luke depois de cumprimentar o irmão. — Luke, vamos dividir assim, como Loki disse. Primeiro, Ani. Depois, Loki. E, por fim, você.

– Mas eu quero ir primeiro! — Luke reclamou e olhou nervoso para Loki, que continuava sem expressão.

– Não importa o que você deseja, irmãozinho. Amanhã será a minha vez e isto não é uma discussão. — Loki praticamente cuspiu as palavras que soaram mais como um belo soco na cara de Luke, que apenas discordou e olhou para Thor pedindo apelo.

O mais velho negou-se a ajudá-lo. Não queria intrometer-se em outra briga dos irmãos e, claro, para ele, tudo aquilo era divertido demais. Por que deveria acabar com a diversão?

Luke bufou desgostoso e foi em direção à porta do apartamento, sendo seguido por Anakin. Thor gargalhou alto e chamou Jane, que veio correndo da cozinha. Ele deu-lhe um beijo na testa e abraçou-a pela cintura.

– Devemos ir, Jane. Já está tarde. — Disse Thor.

– Esperem! Loki...poderá ficar aqui? — Perguntei, fazendo todos olharem diretamente para mim. Tentei controlar-me e não ruborizar, pois seria ainda mais constrangedor.

Aquilo soava como um fique, vamos fazer sexo.

– Se você quiser, ele pode. Afinal, hoje é o seu dia com ele. — Thor sorriu e puxou Jane para a saída do apartamento.

Olhei para Loki e sorri ao vê-lo desviar o olhar e fitar o chão. Segui Darcy e Jane e quando ambas estavam quase fora do apartamento, Darcy assoviou para chamar a minha atenção.

– Manda ver, gata. — Darcy sussurrou e piscou para mim, fazendo Jane sorrir enquanto olhava para mim.

Não pude deixar de rir e percebi que apesar dela ter sussurrado, Thor e Loki com certeza tinham ouvido. Afinal, eu sabia que a audição deles era muito aguçada perto da dos mortais.

Ignorei e pensei em fingir que não sabia que Loki havia escutado aquilo e fechei a porta rapidamente, sem dizer mais nada para evitar perguntas desnecessárias dele.

Ainda sem tirar a mão da maçaneta, respirei fundo. O que deveria fazer quando virasse de frente para ele? E por quê eu me sentia tão...acanhada? Nós já havíamos nos beijado e quase...no sofá...

Oh, céus. Que constrangedor!

– Pensando na aventura do sofá, é?

Olhei para trás com os olhos arregalados, completamente surpresa e amedrontada. What The Hell? Era a segunda vez que ele falava exatamente a mesma coisa que eu estava pensando.

– Como faz isso?

– Isso o quê? — Ele deu um meio sorriso.

– Ora, como pode adivinhar o que eu estou pensando? Essa é a segunda vez.

– Querida...Esqueceu com quem está falando? Eu sou um deus.

– É, já 'tô sabendo disso. E daí?

– Sou um mago também.

– ....E magos leem mentes! — Levantei o indicador como se tivesse descoberto a América sozinha.

Bem, poderia não ser a América, mas era uma coisa muito importante.

– Isso quer dizer que você pode ler tudo que se passa na minha cabeça?

– Exato.

Loki sorriu maliciosamente ao dizer aquilo e foi então que minha ficha caiu.

Já havia pensado coisas absurdas com ele diversas vezes enquanto nos beijávamos. Era por isso que ele sempre me beijava no momento certo! Ele sabia exatamente o que eu queria e quando queria.

Fiquei boquiaberta enquanto meu cérebro processava aquela informação que para mim, era como um bicho de sete cabeças.

– O que você leu?

– Não vai querer saber. — Ele riu.

– Diga. Eu preciso saber. — Baixei a cabeça e fitei meus próprios pés, tentando parecer mais segura.

– Por onde começar? Oh, sim. Lembro-me bem daquele brinquedo estranho que você manteve no guarda-roupas por muito tempo. Você gostaria que eu usasse-o em você. — Ele voltou a sorrir da forma mais suja que eu já havia visto. — Não posso esquecer da vez em que você imaginou três amantes possuindo-a ao mesmo tempo. Um dentro de seus pequenos lábios; um outro por trás de você, judiando do seu frágil corpo; e um terceiro deitado abaixo de você, dentro do seu corpo. — Ele gargalhou. — Eu admito, essa ideia me animou muito. Como você sabia que eu posso fazer clones meus?

Aquelas palavras me deram uma impressão de que já havíamos feito amor inúmeras vezes. Nunca havia tremido e suado em tão pouco tempo antes.

– Pare. Eu já entendi.

– Mas eu nem citei a melhor parte ainda.

– Guarde-a pra você. Eu sei muito bem o que eu já fantasiei...

– Não precisa envergonhar-se. Diga-me, como pensa que seria a sensação de fazer amor com um deus? Sei que aceitaria de bom grado, mortal.

– Por favor, pare de dizer essas coisas.

– Por que? Não finja ser inocente, pois é óbvio que não é. Sempre pensa essas coisas, eu posso ver. Até mesmo enquanto dorme. Posso ver através de seus sonhos. Seu próprio subconsciente a trai, mortal. — Loki cruzou os braços e eu maneei a cabeça.

Sentia-me traída por mim mesma, assim como ele estava dizendo. Merda! Como eu poderia ter esquecido que ele era capaz de ler mentes? Eu era mesmo uma grande idiota. Talvez...Jane e Darcy estivessem certas o tempo todo, sobre tudo.

– Não diga isso. Elas não estão certas.

– Pare de ler minha mente! Saia da minha cabeça, Loki! — Gritei e puxei meus cabelos enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro.

– Não posso. Simplesmente sou incapaz de sair de sua mente. Não consigo passar mais um dia sequer sem lê-la; sem saber como se sente sobre mim e sobre meus irmãos.

– Por que simplesmente não me pergunta? Não pode confiar em mim?

– Eu confio; mas é tão mais fácil ler do que perguntar...

– Realmente, é bem mais fácil pra você, mas e pra mim? Não é justo! Você pode saber de tudo e eu não posso saber de nada? Eu não quero isso.

– Eu sou um deus. Eu faço o que quero!

– Sim, você é um deus. Mas eu te amo como um mortal. Amo como um deus, também; e amo como Jotun, caso tenha esquecido...mas eu ainda sou mortal e nem por isso devo ser injustiçada. Se quer ler minha mente, diga-me o que sente!

– O que mais eu preciso dizer à você? Já não está claro?

– Não! Eu nunca sei o que você está pensando, Loki. Fico insegura e tenho medo que enjoe de mim. Tenho medo que fuja e se case com aquela mulher...ah, eu penso nisso todos os dias. Tenho tanto medo...Se soubesse, diria o que sente. Se ao menos se importasse...

– Acha que se não me importasse, estaria aqui ouvindo esse monte de baboseiras e absurdos que está dizendo agora?

Deixei de fitar o chão e olhei fundo em seus olhos. Era verdade, ele não era o tipo de pessoa que costumava se expressar demais e eu mal percebi que essa era a forma dele de mostrar que se importava, por pior que fosse.

Sorri de canto e andei em sua direção lentamente. Passei meus braços em volta de seu pescoço, enlaçando-o. Pousei minha cabeça em seu peito e fiquei assim por alguns segundos até que ele juntasse nossos lábios.

Fiquei surpresa, mas muito mais tranquila. Aquele sentimento quente invadiu-me outra vez e eu sentia-me imensamente alegre. Sorri quebrando o beijo, enquanto massageava sua nuca com uma das mãos.

Loki ainda olhava para mim e eu pude ver afeição em seu olhar.

Durante todo o nosso primeiro dia juntos, ficamos em casa. A ideia de estar sozinha com ele já não era mais pervertida, mas sim, muito inocente. Obriguei-o a assistir filmes comigo durante todo o dia. Ele reclamou no começo, mas assim que encostei em seu peito, ele pareceu ter aceitado a sugestão, já que passou seus braços em volta do meu corpo e abraçou-me carinhosamente.

Vez ou outra, quando eu levantava para trocar de filme, ele reclamava e endireitava-se, preparando-se para reclamar novamente do próximo filme que assistiríamos.

– Não vai colocar mais romance, vai?

– Pensei em colocar Titanic.

– E o que é isso?

– É em fatos reais. Depois desse filme, você aprenderá a dar muito valor ao seu amor aqui. — Virei a cabeça para ele com os olhos fechados e com um sorriso que ia de orelha à orelha.

– Ah, romance outra vez? Não, eu lhe imploro. — Ouvi-o dizer com um tom brincalhão e não pude deixar de rir.

– Só esse, juro. Depois você pode escolher! Por favor! A história é linda.

Loki não respondeu e eu olhei para ele, esperando que ele me xingasse ou algo do tipo, mas ele apenas ergueu as sobrancelhas e bufou derrotado. Comemorei com gritinhos e aplausos, colocando o filme rapidamente antes que ele mudasse de ideia.

Corri outra vez para os braços dele e assistimos o filme. Como sempre, eu chorei quando Jack, interpretado pelo Leonardo DiCaprio, morreu congelado.

– Não é triste? — Eu disse assim que o filme terminou.

– É uma bela história. Aconteceu mesmo?

– Sim! Viu? Aproveite enquanto pode. Logo vou envelhecer e morrerei, seu imundo. Não poderá mais me beijar. — Falei em tom brincalhão, mas Loki não respondeu.

Ele olhava para mim com a expressão séria outra vez e, sem mais nem menos, puxou-me contra seu corpo, apertando-me em um abraço. Beijou minha cabeça algumas vezes, sem deixar de apertar-me forte.

– Não diga isso outra vez.

– Desculpe. Não direi, prometo. Ainda tenho que te atormentar muito nessa vida...e você também precisa me atazanar por muitos anos mais, ouviu? — Continuei falando em tom brincalhão, para tentar acabar com o clima tenso que aquela situação havia ocasionado.

Levantei-me e peguei alguns outros filmes que Jane tinha por ali. Loki havia se interessado muito por ficção. Quando expliquei sobre vampiros e lobisomens guerreando, ele parecia ter ficado curioso. Acabei colocando Underworld para assistirmos, já que era o único filme sobre o assunto que estava ao nosso alcance no momento.

– Eu quero ver mais. — Ele disse quando o filme terminou.

– Temos o dois e o três também, meu bem. Topa?

– Certamente. — Ele sorriu.

E foi assim que passamos nosso dia. Vimos muitos filmes e nos divertimos. Contei-lhe histórias sobre meus filmes preferidos e disse que ele deveria me prometer que iria assistir comigo. Loki sorriu e concordou rapidamente depois que contei do que se tratava o filme Tróia, que era meu filme preferido.

Assistiríamos mais, mas fomos interrompidos pela campainha. Levantei-me enquanto ele ficou no sofá, assistindo Cruzada. Abri a porta e Darcy cumprimentou-me alegremente, entrando no apartamento, sendo seguida por Jane, Thor e os outros.

Eles entraram sem falar nada e ficaram surpresos ao verem Loki atento à televisão. Darcy ficou boquiaberta, assim como Jane, Luke e Anakin. Thor apenas sorriu e olhou para mim, que sorri em resposta.

– Vejam só, parece uma criancinha. — Falei baixo, mas Loki ouviu, já que voltou a possuir sua expressão séria e arrogante, fazendo com que todos ríssemos discretamente. Ele fechou os olhos e bufou, percebendo que não adiantaria esconder.

– E então, se divertiram? — Disse Thor, tirando seu casaco.

– O que está insinuando? — Perguntou Loki, levantando-se do sofá.

– Nada, irmão. Nada mesmo. — Thor sorriu e baixou a cabeça, evitando olhar para Loki que parecia estar incomodado, diferente de mim.

– Tenho uma pergunta à fazer, Thor. — Disse Luke. — Por acaso, é permitido fazer sexo com a Scarllet enquanto estivermos competindo aqui? Acho que não, certo?

– Já conversamos sobre isto, Luke...- Thor resmungou e olhou para Loki logo em seguida.

– É, mas Loki não estava ouvindo. Diga novamente o que disse para mim! Diga que ele não poderia ter feito nada com ela!

– Escutem, parem de dizer que isso aqui é uma competição. Eu não sou um prêmio, não. E outra, acho que eu posso dormir com quem eu quiser. — Falei e fui em direção à cozinha. Peguei um copo e enchi-o de água, bebendo-a calmamente.

– Então...você realmente dormiu com ele? — Disse Anakin.

– Não. Mas estou dizendo que se eu quiser, vocês não têm que se meter. Agora saiam daqui, o meu dia com ele ainda não acabou.

Os dois irmãos fizeram uma expressão de indignação e eu fui em direção à Loki, puxando-o para fora do apartamento enquanto ouvia Thor rir.

– Onde vamos?

– Pra qualquer lugar bem longe daqui. Bem que você poderia voar para Asgard, né?

– Não é tão fácil assim. — Ele sorriu. — Sabe que se fosse possível, eu a levaria.

– Sim, eu sei. Não se preocupe, eu irei com você quando der. Você quer que eu vá, não quer?

– Logicamente. Querendo ou não, a levarei comigo.

Loki segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos. Olhei para ele e sorri enquanto começava a correr, obrigando-o a me acompanhar, indo para longe do prédio de Jane novamente.

***

Quando Loki e eu voltamos para casa, já era de madrugada. Dormimos e logo que acordei, Luke já estava me esperando na sala com Loki sentado no sofá ao seu lado.

Ambos estavam em silêncio, parecendo muito entretidos com a televisão. Assim que Luke me viu, sorriu e levantou-se rapidamente, vindo ao meu encontro. Deu-me um beijo no rosto e por cima de seu ombro pude ver Loki torcer os lábios, fazendo-me sorrir.

– Bom dia, princesa.

– ...Bom dia. — Respondi com um sorriso que Loki sabia que era falso. Mas apenas ele era capaz de compreender isso.

Às vezes, sentia-me imensamente cruel por estar fazendo isso com Luke e Anakin; mas eu sentia que não deveria enganá-los nem uma vez. Não deveria sorrir e brincar com ambos e depois correr para os braços de Loki. Eu deveria deixar claro qual seria a minha escolha desde já.

– Onde quer ir?

– Não sei, Luke. Você quem decide. — Dei-lhe as costas, indo em direção à cozinha para beber um pouco de suco que havia feito no dia anterior.

– Que tal...parque de diversões? Parece ser demais. Mortais gostam muito disso, não é? Eu vi na TX.

– Viu onde? — Franzi o cenho e olhei para ele, que sorriu brincalhão.

– No aparelho que produz imagens. Não é TX o nome?

– TV, Luke. — Corrigi-o e sorri graças ao erro. Loki, logo em seguida, bufou, mostrando estar caçoando o irmão mais novo.

– Oh, isso mesmo. Quase acertei. — Ele piscou para mim e deu um tapa em sua própria testa, sem deixar de sorrir.

Ele era um fofo, mesmo. Sua esposa com certeza seria muito sortuda.

– Se acha isso dele, por que você mesma não se torna a esposa dele? — Ouvi a voz de Loki e lembrei.

Oh, céus. Meus pensamentos.

Luke não estava entendendo nada; nem minha expressão, nem Loki dizendo aquelas palavras. Assim que abri a boca para falar alguma coisa, Loki dirigiu-se à varanda rapidamente e quando notei, já estava correndo atrás dele.

Empurrei a porta de vidro para que ela abrisse, fazendo com que eu fosse capaz de chegar perto de Loki. Ele estava de costas para mim, parado e em silêncio.

Eu queria que ele lesse minha mente naquele momento e entendesse que por mais que eu achasse que a esposa de Luke seria sortuda, eu não queria ser essa pessoa sortuda. Afinal, eu tinha alguém psicótico, nervoso e frio que precisava desesperadamente dos meus cuidados.

Abracei-o por trás e encostei meu rosto em suas costas largas, entrelaçando minhas mãos em sua cintura para que eu pudesse ficar ainda mais perto dele.

– Me desculpe. Eu não quis dizer aquilo.

– Sei que não. — Ele respondeu depois de respirar fundo e eu me senti aliviada.

Logo, soltei-o e fui para seu lado esquerdo; assim, eu era capaz de ver seu lindo rosto e seus olhos claros que estavam ainda mais claros graças ao sol que iluminava toda a varanda. Sorri por estar vendo toda aquela beleza divina tão de perto. Eu parecia estar hipnotizada outra vez.

– Vai continuar olhando-me dessa forma? — Ele comentou e sorriu torto, ainda sem olhar para mim.

– Não consigo resistir. — Respondi sem sequer piscar. Não poderia desviar minha atenção agora que ele estava tão lindo.

Loki não respondeu, apenas olhou-me de canto de olho e eu sorri levemente. Ele, então, riu. Abriu um sorriso imenso e riu deliciosamente. Aquilo fez com que eu sorrisse também, mas diferente dele, eu sorri porque ele era lindo. Sorri porque gostei de tê-lo feito sorrir. Sorri porque amei saber que ele estava mesmo se divertindo comigo. Sorri porque eu realmente....

O amava.

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Notas finais
Desculpem os erros, eu sequer li o capítulo porque queria postar logo. Assim que for ler novamente e encontrar erros, irei arrumando. Desculpem o atraso também, gente. Espero que tenham gostado um pouco, pelo menos. E gente, quem puder, recomende a história, viu? Eu iria amar TAAAAAAAAAAAAAANTO, sabe? :( sejam bonzinhos comigo ♥

Beijinhos!