New Life With Aliens
14 Carnival with Luke and Sophie.
Notas iniciais
Depois do primeiro *** Loki é o narrador.
Enjoy!
Ambos fomos interrompidos por Luke, que mantinha aquela expressão confusa enquanto olhava para nós. Loki olhou-o por cima dos ombros e rolou os olhos, fazendo-me rir discretamente de sua reação.
– O que aconteceu?
– Nada, Luke. Devemos ir, né? — Perguntei, virando todo o meu corpo de frente para ele.
– Seria adequado.
– Certo, vou me arrumar rapidinho. — Respondi e corri em direção ao quarto para procurar uma roupa que não estivesse tão amassada quanto a que eu estava usando naquele momento. Não demorei muito, já que iríamos à um parque de diversões. Com certeza, iria me despentear e amassar toda a roupa, podendo até mesmo molhá-la, dependendo do brinquedo em que fossemos.
***
Scarllet subiu correndo para arrumar-se; porém, Luke ficou bem ali, parado ao meu lado, com uma expressão arrogante. Deveria estar completamente enciumado por saber que a mortal sequer notava-o enquanto estivesse ao meu lado.
– Divertindo-se com o quê, Loki?
– Está com muito ciúme, querido irmãozinho? Deve ser péssimo ser rejeitado. — Voltei a dar-lhe as costas.
– Olhe só para você, cheio de arrogância! Não me sinto surpreso. — Ele deu uma leve risada. — Logo nós veremos, Loki. Veremos quem será o vencedor.
– É muito confiante, irmãozinho. Achas mesmo que é capaz de fazer com que ela se apaixone por você?
– Aguarde e verá.
Arqueei uma sobrancelha e continuei olhando para ele. Por um momento, senti uma profunda raiva tomar conta de mim e tive que controlar-me para não matá-lo, porém, logo depois de respirar por alguns segundos e acalmar-me, quase pude sentir pena.
Nunca conseguiria fazê-la se apaixonar por você, meu caro.
– Estou pronta. — Scarllet falou enquanto descia as escadas, chamando nossa atenção.
Luke foi rapidamente em sua direção e fez questão de olhá-la de cima a baixo só para me irritar.
Não que eu me importasse com tais coisas fúteis.
– Você está radiante. — Luke sorriu enquanto ridiculamente galanteava-a; pegou sua mão e beijou as costas da mesma, fazendo Scarllet dar um riso baixo.
Achei que poderia vomitar.
– A beleza está nos olhos de quem vê, hoje eu entendo isso. — Ela riu. — Bem, vamos indo, então?
– Mas é claro, Millady. — Ele, então, largou sua mão e foi até a porta, abrindo-a e fazendo um gesto para que Scarllet passasse por ele primeiro. A velha tática de ser um cavalheiro.
Típico de Asgardianos tolos.
– Até mais, meu irmão. — Olhou para mim e piscou, fechando a porta atrás de si.
Luke estava provocando-me de uma forma que eu não podia surportar. Embora fôssemos rivais no momento, ele ainda era um maldito pirralho comparado à mim e, mesmo assim, possuía a audácia de provocar-me e insultar-me desta maneira.
Era o fim.
Rapidamente comecei a raciocinar o quê poderia fazer em um momento como aquele. Deveria seguir ambos primeiro, antes que eles sumissem de minha visão. Afinal, se não fizesse isso, poderia perder todo o dia apenas procurando os dois. Não sabia exatamente onde estaria esse tal parque que combinaram ir e também não sabia se havia apenas um.
Fui em direção ao quarto da mortal de Thor e vasculhei as gavetas do móvel de madeira que guardava vestimentas humanas. Peguei algumas roupas que Scarllet costumava usar e que eu pensava que eram normais.
Tive dificuldade de tentar colocar aquelas vestimentas estranhas. Quando finalmente coloquei a vestimenta que tinha o estranho nome de saia, senti-me completamente desconfortável graças ao frio em minhas partes.
Precisava transformar-me logo antes que alguém aparecesse, e foi o que fiz. Transformei-me em uma bela Midgardiana. Estatura alta, magra, cabelos compridos bem escuros e olhos azuis esverdeados. Não preocupei-me em mudar todos os detalhes, já que ninguém estaria comigo durante a minha arriscada missão.
Logo que saí do apartamento de Jane, corri por alguns minutos pelas ruas que levavam até o centro da cidade. Imaginei que eles pegariam algum tipo de transporte rápido o suficiente que pudesse levá-los até o parque sem muita demora.
Bingo.
Eu sequer sabia o que significava esta expressão, mas já havia visto Darcy dizer isso inúmeras vezes quando tinha alguma suposição que estava correta, portanto, concluí que esta seria uma ocasião perfeita para usar tal palavra.
Assim que aproximei-me dos veículos de quatro rodas, avistei Scarllet e Luke saindo de um restaurante. Eles estavam sorrindo como dois amantes comuns. Logo entraram em um veículo e apressei-me para poder pegar um transporte também. Para a minha sorte, havia um disponível logo atrás deles.
– Siga aquele veículo. — Entrei no veículo e disse ao mortal que estava sentado logo à minha frente.
– Sim, senhorita. — Ele respondeu e fez o que mandei.
Demoramos um pouco para chegar ao local, já que haviam inúmeros carros parados nas rodovias que usamos para chegar até lá. O mortal estacionou do lado de fora do parque e quando saí do carro e comecei a caminhar para longe do veículo, ele chamou minha atenção.
– Você precisa me pagar! Volte aqui! — Gritou, chamando a atenção dos mortais que estavam em volta.
Voltei rapidamente até o veículo e abaixei-me até que chegasse bem perto do rosto do maldito mortal.
– Escute aqui, mortal imundo, eu não irei pagá-lo.
– Como assim, vagabunda? É bom você me pagar ou eu acabo com a sua raça!
– Não vai querer fazer isso, meu caro. — Estiquei meu braço para dentro do veículo e segurei seu pescoço com uma de minhas mãos, apertando-a miseravelmente contra o frágil pescoço mortal. — Deveria matá-lo aqui mesmo, mas não o farei, pois terei problemas. Apenas vá embora pensando que lhe paguei. — Olhei-o nos olhos enquanto falei e ele concordou balançando a cabeça. Soltei-o e ele sumiu rapidamente do local, deixando-me só.
Vasculhei todo o lugar procurando por Scarllet e Luke, notando que não era como eu esperava. Este tipo de parque era diferenciado; não era como aquele que eu e Scarllet costumávamos ir, era imensamente maior. Haviam construções enormes por todos os lados. Em uma delas, haviam veículos que corriam em alta velocidade com mortais acomodados dentro deles.
Nunca conseguirei entender os humanos. Qual era a graça disto?
Comecei a andar lentamente, vasculhando todos os cantos que meus olhos eram capazes de enxergar. Às vezes, notava alguns mortais olhando-me de uma forma incomum, como se estivessem hipnotizados, assim como o mortal do veículo que havia me trazido aqui. Era só uma impressão, logicamente, pois eu era o único que era capaz de fazer tais coisas com os mortais.
– Nossa...aí sim, hein? — Ouvi alguém dizer muito alto e assoviar logo em seguida.
Franzi as sobrancelhas e virei a cabeça para o lado direito, encontrando o dono da inútil voz. Quando notou que eu o vi, sorriu da mesma forma que eu sorria para Scarllet.
Às vezes.
– Vem cá, gata. Vamos trocar umas ideias aqui, o que acha?
– Acho péssimo. — Sorri ironicamente e continuei a andar.
Mal sabe você quem sou, mortal estúpido.
– Qual é, gata. Você 'tá sozinha aí, e eu 'tô sozinho aqui. Vamos nos fazer companhia, sem compromisso.
Deixei de caminhar e fechei os olhos, respirando fundo. Precisava encontrar alguma forma de acalmar-me antes que eu assassinasse aquele animal quadrúpede.
– Vou fazer com que você veja estrelas, delícia. — Falou o grande animal enquanto colocava aquela inútil mão mortal em um péssimo lugar.
Não deveria ter feito isto. Ah, não mesmo.
Antes que pudesse esquivar-se, soquei-lhe com apenas um pouco de minha força. O mortal logo caiu no chão, gemendo de dor, enquanto mantinha suas duas mãos em seu nariz, que agora sangrava.
– Suas mãos ficam bem mais úteis onde estão nesse momento.
– Que merda foi essa? Você é tipo o Hulk mulher?! — Ele gritou.
– Pior. — Sorri e ameacei socar-lhe novamente, fazendo-o gritar de desespero. Eu sorri e ele levantou-se rapidamente, correndo para longe de mim.
Andei por mais alguns minutos e quando cheguei perto de um local que estava lotado de água, consegui encontrar quem procurava. Scarllet estava entrando em um grande barco e Luke estava ao seu lado. Continuei a observar o que aconteceria e então, o barco começou a mover-se. Continuou em linha reta e de repente, começou a subir. Subiu alguns metros naquela linha de ferro e quando olhei um pouco mais a frente, notei uma grande queda.
Pelo que percebi, a graça seria aquela. A queda. Talvez a sensação fosse boa, imaginei.
Logo mais, o barco chegou à queda e despencou, fazendo uma grande quantidade de água voar para todos os lados, molhando inúmeros mortais que passavam ao lado no momento. Ouvi gritos e risadas quando todos saíram do barco.
Que estupidez.
Caminhei até onde eu imaginava ser a saída e notei que havia perdido Scarllet de vista. Continuei procurando-a e de repente, esbarrei em alguém com força, fazendo-a reclamar.
Virei-me em direção ao mortal e notei que era Scarllet. Fiquei um tempo sem saber o que dizer, paralisado. Ela semicerrou os olhos e continuou fitando-me.
Não poderia deixar que ela conseguisse reconhecer-me.
– Oh, me perdoe, moça. Estava distraída. — Sorri alegremente — falsamente– para que ela não desconfiasse.
– Não tem problema...Nossa, você me lembra muito alguém.
Senti como se meu coração tivesse dado um grande salto, assim como têm acontecido inúmeras vezes ultimamente.
– É mesmo? Que coincidência! Você também me lembra muito alguém. — Continuei a sorrir bobamente como os mortais costumavam fazer.
– Não me diga! — Ela faltou alto. — E quem seria?
– Uma grande amiga minha. — Por um momento, deixei-me levar pelas emoções e acabei esquecendo de continuar sorrindo e de afinar a voz. Percebi que minha voz havia saído rouca e meu sorriso estava mais parecido com o que eu fazia normalmente enquanto estava com ela.
Estaria tornando-me um animal quadrúpede também?
– É mesmo? Que legal. Você me lembra meu namorado. — Ela sorriu e eu notei que Luke rolou os olhos.
– Esse aí que está ao seu lado? Não vejo como podemos ser parecidos. — Respondi com desprezo assim que ele olhou para mim.
– Não, esse aqui é um amigo meu. — Ela sorriu. — Meu namorado ficou em casa hoje.
– Vocês estão brigados? Que pena.
– Não, não brigamos. Apenas passamos por alguns problemas complicados. Ele é bem ciumento, sabe? É meio psicótico também e é um pouco frio por fora, por isso muitos o julgam. Eu sou uma das únicas que consegue ver o que ele realmente é. — Ela sorriu e eu não pude deixar de corresponder da mesma forma, mas desta vez, não era um sorriso irônico, nem falso. — Ele é lindo, mas não deixa de ser um pouco maluco.
– Maluco?
– Sim. Acho que se ele pudesse, seria capaz de se transformar em uma garota para poder ter sempre os olhos em mim para me vigiar. — Ela soltou uma gargalhada que chamou a atenção de Luke, que não prestava atenção na nossa interessante conversa. — Bem, querida, devo ir. Adorei conhecê-la! Qual é o seu nome?
– S...Sophie, e o seu?
– Scarllet. Que nome lindo, Sophie. Bem, nos vemos por aí. — Ela piscou para mim e eu sorri, balançando a cabeça, concordando silenciosamente.
Scarllet deu-me as costas logo em seguida e voltou a andar pelo local com Luke. Pelo resto do dia, eu os vigiei. Foram em inúmeros...brinquedos, como os mortais estavam dizendo. As horas pareciam arrastar-se e não pareciam mais horas, pareciam séculos.
Quando anoiteceu, eu estava sentado em um dos bancos do local e já não haviam muitos mortais pelas redondezas. Pelo que ouvi, hoje seria a "Noite do Terror". Todos haviam dirigido-se à um tipo de grande cabana, fazendo com que os outros brinquedos ficassem vazios.
Imaginei que Scarllet e Luke também estariam lá, portanto, decidi esperar sentado ali mesmo até que eles saíssem. Era possível enxergar a saída da cabana de onde eu me encontrava descansando, por isso estava despreocupado de perdê-la de vista outra vez.
– Como você é cara de pau, Loki.
Ouvi a voz de Scarllet enquanto mantinha meus olhos fechados e meu pescoço jogado para trás, enquanto eu sentia uma briza gelada passar pelo local no momento. Aquela combinação gelada com a linda e aveludada voz de Scarllet fez com que meu coração se aquecesse parcialmente.
– Como disse? — Perguntei sem me mexer ou abrir os olhos.
– Achou que eu não seria capaz de reconhecer você? Como você é idiota, Loki. — Ela disse e eu sorri da forma que ela já conhecia, confirmando suas suspeitas.
– Luke também percebeu? Onde está ele?
– Claro que não, ele é completamente desligado. — Ela riu. — Está na cabana me esperando. Eu disse que ia ao banheiro.
– Mentindo para seu pretendente, é? Que coisa terrível de ser feita, mortal.
– Cale essa boca. — Ordenou e eu senti que havia aproximado-se um tanto, pois agora, eu era capaz de sentir seu cheiro. — Mesmo que esteja nessa forma, ainda posso calá-la pra você, se quiser.
– Como desejar. — Debochei.
Scarllet, logo em seguida, surpreendeu-me. Veio rapidamente até mim e jogou seu corpo sobre o meu, que no momento, não era muito menor que o dela, apesar de ainda estar forte o suficiente para jogá-la à Asgard apenas com um lance.
Passou suas pernas em volta de minha cintura e colocou uma das mãos em um dos meus seios, levando a outra até minha nuca, puxando meu rosto para perto do dela. Sorri por sua investida e pela surpresa, e essa foi a inspiração que ela precisava.
Scarllet grudou seus lábios e cruzou sua língua com a minha; com as mãos, traçava um caminho feroz por todo o meu peito; numa confusão entre tocar-me e levantar-me a vestimenta humana feita de um tecido bem leve.
Desceu as mãos até meus quadris, tateando-o sem decência enquanto tentava tirar minha blusa, mas eu impedi, afinal, não estávamos em um lugar apropriado. E pior, éramos mulheres no momento. Ela mordeu-me o lábio inferior e, sem cerimônia alguma, colocou as mãos por dentro de meu sutiã. Senti meus cabelos sendo puxados e, graças à isso, minhas costas se arrepiaram.
Ela pressionou sua mão ainda mais contra o meu seio, apertando-o alucinadamente. Oh, como aquilo era bom. Ela interrompeu o beijo e sorriu travessa, fazendo com que eu sorrisse da mesma forma.
– Enlouqueceu? — Perguntei enquanto tentava controlar-me para não continuar o que ela havia começado.
– Por você, viro lésbica. — Ela sorriu e eu também. — Até como mulher você é uma coisa, cara. Assim não dá.
– Saia de cima de mim e volte para Luke. — Bufei.
– Não quero voltar...quero ficar com você.
– Eu sei que quer, mas não pode.
– Que merda! E ainda terá amanhã...Eu não quero mais isso.
– Hoje é só o primeiro dia, mortal. — Respondi enquanto abaixava a vestimenta humana, colocando-a no lugar.
Scarllet não respondeu, apenas olhou-me e fez um grande bico, como uma criança mimada. Sorri e apertei-lhe os lábios com meus dedos, que agora eram pequenos, assim como os dela.
– Sentiu muito ciúme?
– É claro que não.
– Não, é? Eu duvido. Se não sentiu, por que veio fazer isso?
– Só...Não confio nele. — Eu disse e fiz com que ela voltasse a ficar de pé, levantando-me logo em seguida. Deixei de olhá-la nos olhos para que ela não percebesse o que eu realmente estava sentindo.
Nem parecia que era eu quem lia mentes agora.
– Você não consegue mais mentir pra mim, Loki.
Não respondi e ela repetiu sua frase, ficando sem resposta outra vez. Scarllet, então, deu uma leve e baixa risada enquanto passava a ficar de frente para mim novamente. Aproximou-se de mim lentamente e beijou-me carinhosamente, como se não estivéssemos fazendo nada errado; como se tivéssemos o tempo que queríamos para fazer o que quiséssemos.
– Eu preciso voltar agora. Nos vemos em casa.
– Você não vai passar a madrugada com ele?
– Não, direi que estou cansada. Vá para casa e descanse, pois vou querer a sua companhia quando eu chegar.
Scarllet voltou correndo até a cabana escura e eu continuei sorrindo como um grande tolo. Gostaria de esperá-la e voltar para casa ao seu lado, mas decidi aceitar seu conselho e voltei para casa rapidamente para poder descansar.
Quando cheguei, fui direito ao banheiro. Precisava refrescar-me com aquele objeto que os mortais chamavam de chuveiro. Em um momento como aquele, precisaria relaxar.
Deuses dificilmente cansavam-se, mas meus pés formigavam naquele momento graças ao sapato alto que eu estive usando durante todo o dia.
Assim que saí do banho, fui para o quarto de hóspedes e deitei-me na cama antes de fazer qualquer coisa e até de vestir-me. Sentia um calor absurdo e aquilo estava fazendo com que eu me sentisse estranho. Afinal, não suportava muito calor por ser um...
– Voltei mais cedo.
Assim que a ouvi, levantei parcialmente minha cabeça pela surpresa, sem sequer mexer-me. Sorri para ela que agora sorria maliciosamente.
– Você...já está pronto pra mim? — Zombou e gargalhou logo em seguida.
– Oh, isso. — Olhei para meu corpo e sorri da mesma forma que ela. — Bem, senti muito calor o dia todo. Principalmente quando nos encontramos há pouco tempo.
– Pervertido.
– Não foi você quem me agarrou?
– Você estava muito linda, não pude me conter. — Ela riu.
– Prefere aquela forma?
– Nunca. Não há nada melhor do que eu estou vendo agora. — Scarllet baixou seus olhos e eles agora não estavam mais fitando os meus.
Achei melhor não perguntar para onde ela olhava.
– Quer só olhar?
– Por enquanto, sim. Só por enquanto. Não estamos sozinhos. — Ela apontou para baixo, dando a entender que Luke ainda estava lá.
Rolei os olhos e levantei-me para começar a procurar minhas vestimentas que eu havia jogado em algum canto do quarto. Havia começado a usar vestimentas humanas sempre, já que não sabia quando teria de sair ou não.
Quando peguei a roupa de baixo, olhei para o lado e notei que Scarllet ainda estava lá parada, olhando-me atentamente. Assim que notou que eu estava olhando para ela, sorriu.
– Eu já estou indo, já...Só me esp...Oh.
Antes que ela pudesse falar outra baboseira, joguei a toalha que usava em cima da cama, vestindo-me lentamente para que ela não perdesse nenhum detalhe. Olhei-a discretamente e ela estava com a boca entreaberta, os olhos arregalados e as sobrancelhas arqueadas. Sorri e logo depois coloquei a calça, também bem devagar. Por último, coloquei uma camisa sem mangas da cor preta, já que estava muito quente por ali.
– Você. Não. Deveria. Ter. Feito. Isso.
– Feito o quê? — Falei inocentemente e ela saiu do quarto, batendo a porta atrás de si.
Sorri vitorioso e logo desci até a sala.
– Ora, ora. Vejo que já voltaram. Divertiram-se? — Perguntei com falso interesse.
– Muito, para sua informação. Scarllet é encantadora. — Respondeu Luke. — Você gostou, não é, Scar?
Luke olhou diretamente para ela, que estava ao seu lado. Scarllet, diferente do que ele imaginava, não o respondeu. Ela olhava para mim cheia de ódio pelo que eu havia feito há alguns segundos antes e eu só conseguia sorrir.
Pensando melhor, talvez não fosse ódio. Talvez fosse outra coisa.
– Scarllet...? — Ele perguntou outra vez, colocando sua mão no ombro dela, fazendo-a acordar do pequeno momento de distração que eu havia lhe proporcionado.
Oh, como é gratificante ser extremamente maravilhoso e majestoso.
– Sim, Luke. Eu me diverti bastante. — Ela sorriu falsamente para ele, que retribuiu sinceramente. Pobre irmãozinho.– Por favor, vá agora, Luke. Eu preciso descansar, pois quando acordar terei de sair com Anakin. Você me deixou muito...- Ela olhou para mim discretamente e eu voltei a sentir meu corpo queimar. — Muito cansada.
– Sim, sem problemas, Scar. Nos vemos daqui dois dias. — Luke beijou-lhe o rosto e acenou para mim, saindo do apartamento.
Ambos seguimos seus passos com os olhos até que ele fechasse a porta. Assim que ele o fez, Scarllet correu para trancá-la, impedindo que qualquer outro voltasse ali pelas próximas horas, imaginei.
– Onde estávamos? — Perguntou e eu sorri.
– Você eu não sei, mas eu pretendia comer alguma coisa. — Ironizei e fui em direção à cozinha, mas ela impediu-me entrando na frente, bloqueando o caminho.
– Você têm me provocado muito, Loki...eu não sou mais uma garotinha.
– Não? Eu acho que é sim. Anda cheia de ódio de mim por qual motivo, afinal?
– Não é ódio, meu querido...é vontade de matar você.
– Me matar?
– Vontade de matar você com beijos.
Oh, agora compreendo.
Notas finais
A propósito, já estou começando a pensar em um final para a fic. Ehehehe. Vocês vão me bater muito pelo que está por vir K
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