Notas iniciais
Bom, gente, como sempre, depois do segundo *** Loki não será mais o narrador.

Esse capítulo é meio que um bônus porque vocês me deixaram MUITO feliz com os comentários no capítulo anterior.

PS: Esse capítulo foi mais uma explicação para o que irá acontecer no próximo, ok? Até pensei em fazer tudo nesse mesmo, mas já é tarde, então achei melhor deixar para o próximo.

Espero que gostem, ok? Muito obrigada pelos comentários e boa leitura!

O táxi chegou ao hospital rapidamente, para a minha infelicidade. Havia carregado a mortal estúpida até o carro e agora teria de levá-la até o quarto onde ela ficaria quando fosse atendida, além de ter que esperar não sei quanto tempo para que alguém nos atendesse.

– Isso demora assim normalmente? Se você estivesse morrendo, teria de ficar esperando também? — Perguntei enquanto tentava encontrar uma posição que fosse ao menos confortável.

– Se fosse algo mais sério, teria de entrar pela emergência. Felizmente, não é algo muito importante, então, teremos de esperar. — Ela sorriu. — Está cansado? Pode ir pra casa, se quiser.

– Não, vou ficar. Afinal, você já me acordou mesmo.

– Tem razão. Parece que nosso passeio de hoje terá de ser adiado, desculpe. — Ela resmungou com uma tristeza iminente em sua voz, fazendo com que eu me sentisse estranho. Não gostei de vê-la com sofrimento em seu tom.

– Está tudo bem. Teremos outras oportunidades. — Quando me dei conta do que disse, já era tarde demais. Ela estava olhando para mim e eu podia jurar que estava vendo seus olhos brilharem como uma tola.

– Algum bicho deve ter picado você.

– Por que? — Eu perguntei e ela riu.

– Nada, nada.

***

Ficamos algumas horas aguardando, até que finalmente alguns mortais vestidos de branco disseram para que eu a levasse até uma sala. Foi o que fiz, já que eu estava louco para ir embora o mais rápido possível. Aquele lugar me passava uma energia ruim.

Quando entramos no consultório, um homem de branco pediu para que eu deitasse Scarllet em uma cama comprida. Ele examinou seu tornozelo machucado e confirmou o que eu esperava, não era grave.

– Você torceu, não precisa se preocupar. Deve colocar um gesso apenas para imobilizar e em alguns dias, poderá andar normalmente. Evite fazer movimentos bruscos que possam piorar a sua situação. — Ele sorriu para ela, que fez o mesmo logo em seguida.

O mortal colocou uma mão em seu bolso, apalpando-o, como se estivesse procurando algo. Então, olhou para a mesa e pegou um objeto estranho para mim.

Ele colocou as pontas em seus ouvidos e, a parte redonda e preta, colocou no peito dela, mudando os lugares algumas vezes. Pedia para que ela respirasse fundo e soltasse o ar pela boca, sem nervosismo.

Notei que o mortal não estava muito preocupado com o tornozelo e sim com outras partes do corpo dela.

– Ela só precisa saber do tornozelo. — Eu disse, fazendo com que os dois olhassem para mim. Scarllet arregalou os olhos e o mortal pigarreou, saindo de perto dela.

– Sim, é claro. Como eu disse, não é nada grave. Leve-a para onde eu indiquei aqui no papel e eles cuidarão de todos os problemas. E você, é o que? Amigo? Namorado?

– Algo até mais importante que isso. — Passei por ele sem sequer olhá-lo e peguei-a no colo, assim como antes.

Ela deve ter percebido que havia algo errado, já que não reclamou muito quando fiz aquilo. Apenas peguei o papel das mãos dele e saí de lá rapidamente, sem falar mais nada. Entreguei o papel para uma mulher vestida de branco e ela nos levou até outra sala, dizendo para esperarmos novamente até a doutora aparecer e engessar a perna de Scarllet.

– Parece ter gostado do que ele fez.

– O quê? Ele quem?

– Não finja que não sabe.

– Do que está falando?

– Aquele homem colocou alguma coisa em seu peito. E ficou te olhando de uma forma estranha.

– Todos os médicos fazem isso com os pacientes, Loki! Ele aproveitou para fazer um exame rápido, já que eu estava lá. Ele apenas foi gentil, ué!

– Gentil, sei. Conheço esse tipo de "gentileza" pela qual os mortais se interessam. — Será que ela não compreendia que aquele olhar que ele havia lançado para ela estava repleto de cobiça?

– Isso é ciúme, Loki? Sério? — Ela colocou uma das mãos em meu braço que estava apoiado na cama em que ela se encontrava. — Você não gostou de quando ele abriu a minha blusa, é isso? — Ela sorria com os olhos semicerrados enquanto dizia aquilo.

Soltei-me bruscamente dela e saí de perto, impedindo-a de encostar em mim outra vez. Olhei para ela sem entender quais eram as suas intenções, e logo depois ela gargalhou.

– Não seja louca. Por que eu me importaria com isso? — Arqueei uma das sobrancelhas e voltei para a minha expressão fria, como de costume. Aquilo fez com que o sorriso em sua face desaparecesse rapidamente. Olhei-a nos olhos profundamente, orgulhoso de meu triunfo.

Scarllet iria falar alguma coisa se a mortal vestida de branco não tivesse interrompido. Ela falou algumas coisas banais com Scarllet, tentando distraí-la enquanto ela moldava o gesso no local onde ela havia torcido.

– Vocês devem esperar o gesso secar, depois podem ir embora.

– Esperar mais? — Rolei os olhos, fazendo a mortal me olhar.

– Você pode me carregar de novo, se quiser. — Scarllet olhou para mim e piscou, sorrindo logo em seguida.

– Que graça! O seu namorado te carregou no colo porque você não conseguia andar? — A mulher olhou para mim e colocou as duas mãos no rosto, enquanto fazia uma expressão tola e sorria como tal.

– Ele não é meu namorado. — Scarllet falou e eu desviei meu olhar para ela, que mantinha a cabeça baixa. Bufei e fui até ela, colocando um dos braços em minha nuca, como da outra vez.

– Vamos logo para casa. — Ajudei-a a levantar-se, mesmo que tenha resistido um pouco.

A mortal vestida de branco continuava olhando para nós dois como se fôssemos dois mortais apaixonados. Scarllet apenas dava leves risadas e quando eu tentava olhá-la friamente, ela desviava o olhar para qualquer outro canto da sala.

***

Ao sairmos do hospital, convenci Loki que queria voltar para casa caminhando, mesmo sem saber porquê. Eu estava precisando tomar um ar; precisava olhar para o céu estrelado.

– Vamos, tenho que levar você para a cobertura do prédio de Jane. O céu está lindo hoje.

– Você diz para ir logo porque não é você quem está carregando uma pessoa. — Ele resmungou, olhando torto para mim, fazendo-me rir baixo. — Por que pensa que quero ver o céu? Já estive mais perto dele do que você jamais esteve ou estará.

– Eu sei, e sinto imensa inveja de você por causa disso. — Olhei para ele, que parecia estar surpreso, e sorri.

Quando estávamos próximos ao prédio de Jane, notei que estava tudo bem deserto aquela noite. Quase não haviam pedestres, nem carros. Estranhei, apesar de passar da meia noite, as ruas nunca estavam tão vazias quanto agora em dias de semana.

– O que foi? — Loki perguntou e eu olhei em direção a seu rosto, mas meus olhos tomaram outro rumo quando notei alguns homens nos seguindo.

– N-nada. — Foi a única coisa que eu disse, antes de outros apareceram, cercando nós dois.

Loki olhou para todos com um olhar desconfiado, provocando alguns risos sarcásticos nos homens. Um deles veio pra cima de Loki, que acabou me soltando para poder se livrar de quem o atacara.

Quando fui cair no chão, senti alguém me segurar. Tentei gritar e espernear, mas o homem colocou uma das mãos em minha boca, impedindo-me de falar. Ele puxou-me para longe de Loki, que ainda brigava com vários outros homens.

Fui jogada dentro de um carro, e quando tentei fugir, o homem que antes havia me segurado, empurrou-me para deitar sobre o banco traseiro. Ele foi rapidamente para o banco do motorista e ligou o carro, chamando a atenção de Loki.

Sentei-me rapidamente e bati com força no vidro, tentando gritar alguma coisa para que Loki me tirasse dali. Conseguimos trocar olhares apenas por alguns segundos, antes que o homem acelerasse e fizesse com que a imagem de Loki sumisse de meus olhos.

– Por que está fazendo isso?

– Suas perguntas serão respondidas assim que possível, Senhorita Stonkovick.

– Como sabe meu nome? Achei que fosse um mísero ladrãozinho.

– Olhe como fala comigo, garota. Na hora certa, saberá de tudo. — Foi a última frase que ouvi antes de levar um forte soco na cabeça, fazendo com que tudo ficasse escuro.

***

Acordei com a luz do sol entrando pela pequena janela no alto do local em que eu me encontrava. Era tudo escuro e sujo, com um aspecto de porão. Tentei me mexer e notei que estava com as mãos amarradas à parede com algemas. Puxei-as com força, rezando para que se soltasse de onde quer que estivessem presas, mas isso não aconteceu.

– Acordou, belezinha? — Um rapaz aproximou-se lentamente e ajoelhou para ficar cara a cara comigo. Passou um dedo pelo meu queixo, levantando minha cabeça para que eu pudesse olhá-lo.

– Quem é você?

– Uma pessoa muito legal. — Ele piscou. — Apenas me responda: O que uma linda moça como você poderia estar fazendo com um inimigo tão perigoso quanto ele?

– De quem está falando?

– Não pense que não sabemos o que Loki fez. Ele estava proibido de voltar para a Terra, e Thor está ciente disso. Agora, quero saber porquê ele voltou.

– Quem é Loki? Como assim, voltar para a Terra? Você fumou, cara?

– Até quando vai mentir, Dasovic? Terei que usar todas as minhas cartas com você? — Ele se levantou, indo em direção a uma mesa. Abriu uma mala e pegou algumas fotos, jogando-as no chão em minha frente. — Vê? São seus irmãos e seu querido papai. Sabemos onde eles estão, sabemos quem eles são e podemos muito bem acabar com eles.

– Meu Deus...o quanto vocês sabem de mim? — Perguntei, horrorizada.

– Sabemos tudo sobre a sua vida. Agora, por favor, coopere conosco. Quais são os planos de Loki?

– Eu estou apenas de olho em Loki, ele não planeja nada contra a Terra. Thor e os outros precisaram ir até a base da S.H.I.E.L.D conversar sobre alguma coisa importante, mas Loki não podia ir. A ideia seria escondê-lo até que Thor resolvesse tudo, para poderem ir embora.

– Como acha que vou acreditar nisso, Senhorita?

– Não estou mentindo! Loki não fez nada de mal, ele estava voltando comigo do hospital porque eu machuquei o tornozelo e obriguei-o a me levar até o médico. — Apontei para meu tornozelo, que estava engessado.

O homem olhou desconfiado, mas acabou acreditando na história, para a minha sorte. Afinal, era a verdadeira.

– Deixem-me ir, por favor. Sou apenas uma estudante.

– Se o que diz é verdade, por que Thor escolheu justo você para cuidar do irmão criminoso dele?

– Eu conheço uma pessoa importante para Thor e, na verdade, ele pediu para essa pessoa cuidar dele. Ela não consegue suportar Loki, por isso pediu para que eu ficasse de olho nele.

– Quer dizer, Jane Foster? Sim, claro que me lembro dela. Ótimo, Senhorita Dasovic. Por hoje, você está livre de perguntas. — Ele se levantou e foi em direção a uma porta vermelha.

– Espere! Você vai me deixar aqui?

– Sim. Você provavelmente morrerá logo graças ao veneno que ingeriu mais cedo. — Ele sorriu. — Torça para o seu namorado criminoso conseguir salvá-la a tempo, Senhorita Dasovic.

Veneno?


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Notas finais
Não esqueçam de comentar! Espero que tenham gostado, beijos! ♥