New Life
10 Capítulo 9 - So don't go away
Notas iniciais
Bom gente, esse capitulo é dividido em duas partes, primeiro o pov da elena do dia anterior e depois o do damon no dia seguinte e eu realmente queria que vocês lessem o pov do damon ao som de mirrors do justin timberlake (ou de boyce av. com fifth harmony s2) ( https://www.youtube.com/watch?v=uuZE_IRwLNI ). Então é isso, boa leitura babys.
Nunca pensei que dizer adeus fosse algo tão difícil e doloroso... Digo, nunca imaginei que apenas cogitar a ideia de dar adeus fosse tão devastadora daquela forma...
Após ter aceitado a proposta de me mudar para Londres com Matt, tive a árdua missão de contar a Marcos sobre meus planos e os últimos acontecimentos de minha vida e posso afirmar que aquela fora a tarefa mais difícil que já fizera em toda a minha vida. Como já era de se esperar, Marquinhos teve uma síncope ao saber sobre minha mudança repentina me fazendo repensar por alguns instantes se eu deveria mesmo partir. No início sua reação foi pior que eu esperava mas felizmente com o passar dos dias, ele pareceu se conformar um pouco apesar de ainda estar relutante e emotivo com a minha partida.
Mas infelizmente aquele fora apenas o início do grande desafio que seria minha despedida... Por mais que tivera passado quase uma semana desde que recebera minha herança e que fizera a decisão de me mudar, ainda não havia contado a Caroline sobre o assunto e a cada dia que passava, mesmo que tivesse total certeza de minha decisão, ficava ainda mais receosa em contar a minha melhor amiga sobre aquilo.
Tentava ao máximo não pensar no assunto e para minha sorte, todos os trabalhosos processos da herança e a adaptação ao novo trabalho estavam sendo muito uteis em ocupar minha mente. Como Connor havia dito, o dinheiro passou para minha conta em pouco tempo, já que estava tudo encaminhado quando começaram a me procurar, mas isso não impediu de que os processos fossem longos e cautelosos, me rendendo um grande estresse e dor de cabeça, mas que foram rapidamente esquecidos ao ver tantos zeros em minha conta. Minha tia, Isobel, ao saber que haviam encontrado o fim certo para todo aquele dinheiro, não fizera menção em me procurar ou manter contato, mas eu realmente preferi daquela forma, até porque não saberia lidar com o reaparecimento repentino de um familiar, principalmente quando tinha conhecimento de tudo o que havia acontecido.
Assim que todos os processos da herança foram finalizados, dediquei cem por cento do meu tempo ao meu novo trabalho e essa era uma das grandes justificativas para não ter ido visitar minha amiga ainda. Embora Jeff fosse um chefe extremamente tranquilo, sua loja exigia cuidado e atenção em dobro por as mercadorias serem delicadas e precisarem de um manuseio mais cauteloso, então era algo valido eu falar que estava cansada e que precisava descansar após o trabalho.
Mas infeliz ou felizmente, não pude mais adiar aquela ocasião que tanto me deixava temerosa, além de Marcos e Matt insistirem a cada segundo que eu fosse falar com Carol, estava com uma tremenda saudade de minha amiga e minha pequena sobrinha, e assim que tive a oportunidade, fui até Caroline.
- O que?! – Caroline perguntou assustada após eu ter lhe contado, com precisão, os últimos acontecimentos.
- Quer que eu repita sobre a herança? É, eu sei que a história é complicada... – perguntei desentendida sabendo que ela se exaustara devido a historia de eu ir embora e não sobre a herança e a morte de Logan em si.
- Não, eu entendi que você está rica, mas o que não me conforma é o fato de você ir embora...
- Carol, eu preciso aproveitar essa oportunidade, vai que dá certo e que minha vida esteja em Londres? – falei cautelosamente e sem desviar o olhar da pequena bebê que dormia tranquilamente em meus braços.
- Você tem certeza que é isso que quer, Lena? Recomeçar do zero em um lugar totalmente novo e ao lado de Matt? É isso que vai te fazer feliz?
- Eu realmente não sei se é isso que vai me fazer feliz, mas estou confiante que vá dar certo e se caso não der, eu vou voltar... Eu só preciso arriscar um pouco...
- E., eu concordo que você tenha que arriscar, aproveitar a oportunidade e fico feliz por ti, de verdade, estou muito feliz por todas suas novas conquistas e que finalmente sua vida está se ajeitando, mas tem certeza mesmo que é isso que quer? E quanto a Damon? Você já o superou? É com Matt que você quer ficar? – aquela palavra que começava com D fizera meu coração se contorcer em meu peito... Desde que eu decidira me mudar, Damon era o assunto que eu mais me privava de pensar pois sabia que se me deixasse pensar nele por um segundo sequer, todos os meus planos iriam por água a baixo e eu não sairia de Nova Iorque com esperanças de que pudéssemos ficar juntos.
- Carol, eu sempre vou amar Damon, ele sempre vai ser uma ótima lembrança apesar de todo o sofrimento e sei que meu coração sempre vai guarda-lo, mas do que adianta eu me apegar a um homem que não me ama? Não posso viver minha vida presa a ele... O que vai ser de mim quando ele encontrar uma mulher propícia e que realmente a ame? Eu não iria aguentar vê-lo com outra, C...
- Como você pode ter tanta certeza de que ele não te ama? Depois de tudo o que ele fez nesses últimos meses você ainda acredita que ele não sente nada por ti?
- Seria ilusão demais pensar isso e eu prefiro me conformar de que não há sentimento porque seria frustrante demais dar a ele mais uma chance e no final de tudo ele falar coisas piores do que ele disse para mim... Eu ainda tenho a impressão de que Damon está ligado a Katherine e sei que para sempre vai estar, os dois tiveram uma filha juntos e entendo que mesmo que ela já tenha morrido, algo muito forte prevalece... Prefiro não pensar sobre ele porque isso é um assunto que acaba comigo...
- Tudo bem, eu entendo o seu lado e se é isso que você acha certo a fazer então eu vou te apoiar, apesar de ficar muito triste em saber que minha melhor amiga está prestes a se mudar de país...
- Prometo vir sempre quando puder e você tem que me prometer que vai me visitar...
- Eu juro! – ela disse sorridente.
- Titia vai morrer de saudades de você, princesa... – afinei minha voz e falei baixinho para Claire – Prometo vir ver vocês duas, todos os dias antes de ir embora! – eu aproximei Claire de meu rosto e inalei o cheirinho delicioso de neném que ela tinha para depois depositar vários beijos em seu rostinho – Te amo pequenina...
- Também amo você, tia... – Caroline respondeu com o mesmo tom infantil na voz que eu me fazendo rir baixinho e depositar mais alguns beijos nela.
- Carol, eu realmente tenho que ir, amanha eu preciso chegar mais cedo a loja e eu estou exausta... Prometo que nos vemos novamente no final de semana, ok? – eu coloquei Claire em seu carrinho e me levantei para dar um abraço forte em minha amiga.
- Obrigada por vir... – Carol disse me abraçando forte – E, por favor, pense direito ok? Não faça nada por impulso, Elena Gilbert.
- Pode deixar Caroline Mikaelson...
- Oh céus, acho que posso me acostumar com isso! – ri baixinho a abraçando mais forte.
- Vou chamar Matt para irmos embora, ok?
- Claro, claro...
Nós nos despedimos rapidamente e eu segui para o escritório de Klaus, onde ele e Matt estavam conversando enquanto eu e Caroline ficamos na sala.
Damon Salvatore Narrando
Depois de uma semana extremamente estressante, eu mal acreditava que estava indo para casa para finalmente poder ter um final de semana decente... A única coisa que eu realmente queria fazer era chegar em casa, tomar um longo banho e dormir até que conseguisse colocar em dia meu sono atrasado e acordasse renovado. Era de se esperar que estivesse exausto daquele jeito depois de ter passado o sábado passado, o único dia da semana que eu teria para descansar, me recuperando de uma tremenda ressaca por ter bebido exageradamente na sexta-feira e de noite, ter que entrar em uma cirurgia de emergência, além de ter um plantão na UTI de vinte e quatro horas.
Emily não estava em casa e provavelmente eu iria vê-la apenas no sábado de tarde, então iria aproveitar e descansar tudo o que precisava para poder passar um final de semana decente com minha filha. Depois de Annabelle ter passado a semana inteira telefonando, deixando caixas de bombons com pedidos de desculpas em nossa porta, minha filha, mesmo que relutante, decidira dar mais uma chance a sua tia e passar o final de semana com ela para que as duas tentassem se entender. Eu realmente esperava que elas se entendessem, mesmo que Emily julgasse o que a tia fizera ser imperdoável, não era nem um pouco agradável ter sua irmã todos os dias na porta de sua casa implorando por atenção e perdão.
Sai da sala dos médicos carregando meus pertences e me despedi rapidamente de meus colegas devido a pressa de chegar em meu carro, mas antes que pudesse pegar as chaves para destravar as portas, uma mulher loira correu até mim, entrando em meu caminho.
- Caroline?! O que faz aqui? Aconteceu alguma coisa? – perguntei confuso.
- Hey, Damon... Não aconteceu nada ainda, ou aconteceu ou está acontecendo, não sei... – ela disse franzindo o cenho confusa – Olha, eu não tenho muito tempo então eu vou ser rápida, ok? Klaus está com Claire no shopping e daqui uma hora mais ou menos é a próxima mamada dela, mas eu não pude deixar de vir aqui te procurar...
- Fale logo o que está acontecendo, Caroline... – a apressei nervosamente.
- Damon, Elena está indo embora para Londres com Matt... – “Elena está indo embora para Londres com Matt...” embora... Elena está indo embora com Mat...
- O que?! – perguntei em choque – Como assim ela está indo embora com Matt?
- É uma longa historia mas basicamente, ela recebeu uma herança de sua avó materna de dois milhões de dólares e não sei se ficou sabendo, mas Logan morreu então ela está livre daquela dívida absurda e com isso, Matt propões a ela que eles fossem morar juntos em Londres para que ela recomeçasse uma nova vida em um novo lugar e ela aceitou sem pensar duas vezes...
- Não... Não pode ser, Elena não pode ir embora, ela não... – disse agoniado, olhando em desespero para a mulher que estava em minha frente. Aquela combinação de palavras havia me feito entrar em um estado de negação ainda pior do que quando Katherine morrera... Elena não podia partir, eu não podia perdê-la.
- Damon, sei que provavelmente esteja pensando que eu sou uma interesseira egoísta que não quer se despedir da amiga, mas eu juro que não é isso e que a situação é completamente outra... Damon, Elena é minha melhor amiga e eu só quero o bem e a felicidade dela e por isso estou aqui... Mesmo que ela e Matt sejam amigos, você é o homem que ela ama, é ao seu lado que está a felicidade dela e eu sei disso porque convivi com a Elena pré-Damon e acredite, você mudou minha amiga de uma forma que eu nunca pensei que alguém fosse conseguir mudar... Sabe, eu sei que você errou, sei que ela errou também em alguns aspectos, mas sei que além dos erros e magoas, vocês se amam demais e não é certo deixar um sentimento como esse passar dessa forma – eu escutava o que ela tinha a me dizer calado, apenas assentia e apenas pensava em algo que pudesse fazer para impedir Elena, ou então que pudesse fazer para acordar daquele pesadelo, já que me recusava em pensar que aquilo era realidade.
“Se você a ama de verdade, como consigo ver em seus olhos, não a deixe partir... Corra atrás dela, lute por ela, diga o que sente... Eu sei que a historia de vocês não termina agora e por favor, não me faça pensar ao contrario... Pense em Elena, pense em você... É com outra mulher ao lado que você quer envelhecer ou é com ela? É com Matt que você acha que minha amiga deve ficar? Porque sinceramente, eu só consigo vê-los como amigos...”
Meu lábio inferior tremulou com tudo o que Caroline havia dito e eu o mordi com força para controlar o choro. Não! Não era com Matt que Elena deveria ficar, era comigo, ela era minha e de mais ninguém! E senão fosse para envelhecer ao lado dela, preferia morrer sozinho...
- Onde ela está agora?
- Agora ela está trabalhando mas provavelmente já deve estar fechando a loja e indo embora...
- Ótimo! – disse apressadamente – Muito obrigado Caroline, de verdade!
- Sem problemas... – ela sorriu levemente – Mas agora eu realmente preciso ir porque senão as pessoas que estão no shopping ficarão surdas quando Claire começar a chorar de fome... – disse rindo baixinho – Adeus, Damon... Sei que vai tomar a decisão certa...
Nós nos despedimos com um breve beijo na bochecha e antes que Caroline pudesse ir embora, eu abri meu carro, deixei minhas coisas lá dentro e corri apressadamente para a saída de pedestres do estacionamento do hospital.
Para minha sorte, Elena trabalhava do outro lado da rua do hospital e eu não iria precisar dirigir naquele transito caótico para chegar até ela. Andei o mais rápido que consegui no meio da multidão esquecendo completamente da exaustão que sentia e tendo apenas um pensamento em minha mente; eu não iria deixar Elena ir embora, independente do que fosse preciso fazer, eu iria ter minha morena de volta.
Eu não podia perdê-la, já havia perdido Katherine, que fora uma dor insuportável, e perder Elena seria três vezes pior... Ela era minha e tinha certeza que estávamos predestinados a ficarmos juntos.
Atravessei a rua correndo e ao chegar em frente a loja de decoração, encontrei Elena abaixando a enorme porta de ferro e a trancando com as chaves. Ela virou-se lentamente para seguir seu caminho, mas antes que nos afastássemos, segurei seu braço a impedindo de continuar a andar.
- Damon, o que faz aqui? Elena me perguntou surpresa e confusa.
- Eu vim aqui para não te deixar ir embora... – disse sem delongas a fazendo me olhar séria e de cenho franzido – Você não pode ir para Londres, Elena!
- Como soube que eu vou embora?
- Caroline me contou... – respondi – E na mesma hora, vim correndo te impedir e te fazer mudar de ideia.
- Sinto muito, você perdeu a viagem, nada vai me fazer mudar de ideia – ela respondeu friamente, desviando o olhar de mim.
- Elena, é isso mesmo que você quer? Quer ir embora e deixar para trás tudo o que vivemos? Quer ir embora, me esquecer e agir como se nada tivesse acontecido, como se o que passamos juntos não significou nada? – eu perguntei em um quase desespero, já sentindo minhas lágrimas arderem em meus olhos devido a grande angustia que tomava meu peito – Elena, eu sei que errei, sei que fui um arrogante, estupido e tudo o que estiver pensando no momento, mas estou arrependido e não teve um dia durante todos esses meses que eu não tenha sentido sua falta, que eu não tenha me martirizado e me odiado por ter dito aquelas coisas, você não faz ideia o quanto eu me odeio por ter te feito sofrer, mas aqui estou eu, te implorando perdão, te implorando para que fique comigo e me dê mais uma chance – eu conseguia ver de relance as lágrimas rolarem pela face de Elena e a escutava chorar baixinho com a cabeça baixa e braços cruzados.
Acabava comigo vê-la naquele estado, chorando por mim, mas eu precisava dizer tudo o que estava sentindo para ela e ela precisava saber disso antes de tomar qualquer decisão. Não me importava com o fato de estarmos no estarmos no meio da rua e que eu chorava como uma criança desamparada e perdida dor pais, pois sabia que iria me arrepender se não estivesse fazendo aquilo.
- Eu quero que olhe para mim e me diga se é realmente isso que quer, se Matt é o homem de sua vida e que quer seguir em frente, deixar tudo para trás e se mudar para Londres, porque eu juro que se você me disser isso, eu sumo de sua vida para sempre e te deixo ser feliz sem mim...
- Damon, por favor... – ela disse baixinho e ergueu a cabeça para me olhar – Você acha que está sendo fácil para mim tudo isso? Você acha que foi fácil tomar a decisão de me mudar e deixar para trás as pessoas mais importantes de minha vida para você vir aqui e me dizer tudo isso? Damon, eu lutei demais por nós dois, fiz tudo o que estava ao meu alcance pra que déssemos certo, eu me entreguei a ti de corpo e alma para então ouvir que meu passado, o fato de eu ter sido uma prostituta, era um fardo pesado demais para você aguentar... Me dê um bom motivo para que eu te dê uma nova chance e para que eu fique...
Cause I don’t wanna lose you now, I’m looking right at the other half of me, the vacancy that sat in my heart is a space that now you hold. Show me how to fight for now and I’ll tell you, baby, It was easy comin back into you once I figure it out you were right here all along. It’s like you’re my mirror, my mirror staring back at me, I couldn’t get any bigger with anyone else beside me and now it’s clear as this promise that we’re making two reflections into one, cause it’s like you’re my mirror, my mirror staring back at me…
- Porque eu te amo, Elena... Eu te amo! – disse olhando em seus olhos e a impressão que tive fora que, para Elena, o mundo havia parado e evidentemente, ela não esperava que eu dissesse aquilo. Sem me importar que ela ainda estava captando o que tinha acabado de ouvir, eu continuo a falar tudo o que aparecia em minha mente – Eu te amo do jeito mais sincero e intenso que possa existir, eu te quero da maneira mais egoísta e possessiva que alguém possa querer. Por favor, Elena, me perdoe... Não faça isso comigo, não vá embora, eu não quero te perder, eu não posso te perder! – suspirei fundo retomando o folego para continuar a falar – Eu e amo, Elena, eu amo você, eu amo quem é, quem você foi e obviamente amarei ainda mais quem você vai ser, amo o que você faz, a pessoa, o Damon que existe quando estamos juntos. Eu nunca poderia ter mudado se não fosse por ti...
“ É para Londres que você quer ir? Ótimo, então vamos para Londres, para China, Brasil, qualquer lugar que queira para por favor, não me deixe. Eu te quero comigo todos os dias da minha vida, te quero ao meu lado ao acordarmos, quero ser o pai dos seus filhos, quero colocar uma aliança no seu dedo e poder te chamar de minha, quero ser o motivo de todas suas futuras felicidades e estar presente contigo em todas suas conquistas e fracassos, eu quero ser seu ponto de paz, seu porto seguro e aquela pessoa a quem você recorre quando precisa de apoio... Por favor, Elena, só me diga o que eu preciso fazer para que você mude de ideia... Se quiser eu me ajoelhe aqui aos seus pés, grite para todo mundo ouvir que “você é a mulher que eu amo”, eu faço, eu faço o que quiser, apenas me diga o que fazer para que você fique...”
Aren’t you somenthing, an original cause it doesn’t seem really as simple and I can’t help but stare, cause I see truth somewhere in your eyes. I could ever change without you, you reflect me, I love that about you and If I could, I would look at us all the time.
Cause with your hand in my hand and a pocket full of soul I can tell you there’s no place we couldn’t go, just put your hand on the glass I’ll be trying to pull you through you just gotta be strong.
- Apenas me abrace… — Elena pediu baixinho em meio a lágrimas e sem pensar duas vezes eu vou até ela e envolvo seu pequeno corpo em meus braços, no abraço mais forte e intenso que já dera em alguém.
Elena se aconchegou em meu peito e passou seus braços em volta de minha cintura, escondendo seu rosto na curvatura de meu pescoço enquanto seu choro se intensificava. Era inexplicável a sensação de tê-la em meus braços daquela forma... Um sentimento de completude, uma felicidade absoluta, uma paz de espirito tomava conta de meu ser ao pensar que ela seria minha novamente. Sim, Elena era minha novamente e daquela vez nada a tiraria de mim. Eu iria ser o mais chato dos namorados mas iria ama-la cada dia que passássemos juntos.
- Eu te amo, Damon, e não vou mais a lugar nenhum sem você... – ela disse ainda chorando e em meio a soluços.
Ela era minha, somente minha.
Elena se afastou levemente para me olhar e sem mais delongas, aproximei nossos rostos e lhe tomei os lábios em um beijo extremamente intenso e repleto de paixão e amor. Elena aceitou de bom grado o meu beijo e levou suas mãos até minha nuca, ficando na ponta dos pés para dar mais intensidade e comodidade ao beijo, me fazendo passar meu braço em volta a sua cintura para puxa-la mais para mim.
Seu corpo pequenino encostou-se totalmente ao meu fazendo todo meu ser sucumbir, agitar-se de felicidade. Toda aquela sensação de paz e tranquilidade que me atingira ao abraça-la e multiplicaram, me deixando ainda mais certezas da intensidade do amor que sentia por ela e de que ela seria, para sempre, meu porto seguro. Enquanto a mantinha colada ao meu corpo, levei minha mão ao seu rosto, a colocando em sua nuca por debaixo de seus cabelos, a fazendo estremecer por inteiro e entrelaçar seus dedos em meus cabelos.
Nós demonstrávamos todo o amor que sentíamos um pelo outro através daquele beijo, nos entregamos aquele contato e mesmo que tivéssemos nos beijado duas vezes durante todo aquele tempo separados, estávamos sedentos de tantas saudades e aproveitando aquilo para suprimir a falta imensa que sentíamos daquilo. Não sei ao certo quanto tempo ficamos nos beijando, mas isso obviamente não era um problema, poderia ficar por horas com ela ali em meus braços, aproveitando da sensação única de seus lábios nos meus e de seu cheiro invadindo minhas narinas e inebriando meus sentidos.
Elena se afastou levemente de mim para retomar folego, mas a vontade e a necessidade que sentíamos pelo outro era muito maior que a necessidade que tínhamos de oxigênio, e sem conseguirmos ficar muito tempo separados, Elena me puxou para si novamente pela gola de minha jaqueta e eu, com as duas mãos dessa vez, a puxei para mim, segurando com força sua cintura, dando inicio a um beijo muito mais urgente e intenso que o anterior.
- Vamos para outro lugar... Vamos sair para jantar, vamos ao cinema ou para qualquer lugar, mas eu não quero sair do seu lado nem por um segundo sequer... – eu disse entre seus lábios acariciando seu rosto com meus polegares. Não me importava para onde iriamos, não me importava o que faríamos, mesmo que aquele beijo tivesse incendiado todo meu corpo e me deixado ainda mais sedento por ela, eu só queria sua companhia...
- Vamos para o meu apartamento... – Elena disse ofegando, inclinando sua cabeça em minha mão para se deleitar com o carinho.
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