New Life
11 Capítulo 10 - Three words, eight letters
Notas iniciais
Assim que chegamos ao apartamento, Damon mal esperou que eu trancasse a porta e me puxou com posse pela cintura deixando minhas costas grudadas ao seu abdômen e nossos corpos inteiramente em contato, o cheiro másculo e unicamente dele invadiu minhas narinas inebriando meus sentidos daquela forma que apenas ele fazia. Um arrepio intenso e conhecido percorreu minha espinha, me fazendo ofegar quando a boca de certo moreno começou a salpicar beijos úmidos e demorados pelo meu pescoço, deixando meu corpo a mercê do que seus lábios carnudos e suas mãos másculas causavam em mim.
Fechei meus olhos em puro deleite e derrubei minha cabeça para trás enquanto guiava cegamente o homem grudado em minhas costas até meu quarto, que além de acariciar com força meus seios por cima da roupa, contornava a região em volta de minha orelha e mordiscava meu lóbulo, deixando-me ainda mais fora de si.
- Eu quero você... – Damon sussurrou em meu ouvido mordendo de leve meu pescoço.
- No quarto... – respondi fraco e me virei de frente a ele para selar nossos lábios. Mesmo que tivéssemos passado os últimos vinte minutos nos beijando e que iriamos manter aquele contato pelo resto da noite, apenas decidi adiantar aquilo e toma-lo mais uma vez para mim. Estava sedenta por ele, meu corpo implorava pelo nosso contato intimo e eu tinha absoluta certeza de que nunca havia desejado um homem tão intensamente como estava o desejando naquele momento.
Damon nos guiou até meu quarto e ao fechar a porta do cômodo, me prensou contra a parede com força, deixando nossos corpos mais uma vez grudados um no outro. O beijo que trocávamos era algo extremamente novo para nós, mesmo que fosse evidente a costumeira urgência e desejo entre os deliciosos movimentos de nossas línguas, conseguia perceber algo a mais, algo mais que apenas desejo reprimido e que uma saudade imensa, era muito mais que isso, era um sentimento recíproco, algo que fazia nosso beijo e aquele contato ficar ainda melhor... Era amor, amor da forma mais verdadeira e intensa que havia... Durante tanto tempo reprimimos e escondemos aquele sentimento, mas finalmente estávamos ali dividindo aquilo sem nenhuma restrição. Meu ser estava tomado de vontade, meu corpo estremecia em um desejo desconhecido e a única coisa que realmente me importava, era os lábios e o corpo de meu moreno grudado ao meu, inteiramente a minha disposição durante o resto daquela noite... E esperava que durante o resto de nossas vidas também.
As mãos de Damon desceram para minhas coxas e só então percebi que estávamos ambos nus da cintura para cima quando ele pegara impulso para me pegar em seu colo, deixando minha pele arrepiada de uma forma que julgava ser impossível pelo reencontro de nossas peles nuas. Fui deitada com delicadeza em minha cama e Damon se colocou sobre meu corpo no mesmo momento em que me aconcheguei no colchão de solteiro, distancia entre nós era algo totalmente dispensável principalmente quando ansiávamos insanamente pelo contato de nossas peles e quando estávamos quase nus, prestes a consumar nosso outro jeito de nos entender. Minhas mãos percorriam as costas de Damon com vontade, eu aproveitava cada centímetro de seus músculos e os arranhava levemente sem perceber, sua pele fervia sob meu toque e a cada nova região que meus dedos alcançavam era um arrepio que percorria sua espinha. Ele beijava minha boca com paixão e mesmo que já estivéssemos aconchegados sobre a cama, ele insistia em se mover no meio de minhas pernas para encontrar melhor posição para me beijar e me provocar com sua ereção já perceptível.
Nossas roupas já estavam me incomodando, não queria nada entre nós, desejava nosso contato mais intimo e prazeroso naquele momento, minha pele sentia falta do contato integro com a dele e cada célula de meu corpo, cada partícula do meu ser imploravam para que eu acabasse com aquela agonia. Meu corpo tremia de desejo abaixo ao dele e sem aguentar mais, eu nos viro com cuidado na cama e fico sobre ele, de modo que conseguisse me livrar de seus jeans e sua boxer. Damon sorri para mim e sem desviar o olhar do dele, me coloco entre suas pernas e desabotoo cegamente seu jeans, o zíper sequer foi preciso abaixar já que o volume do que aquela calça guardava conseguiu abaixa-lo sozinho devido a pressão feita sobre ele, então com um pouco de ajuda de Damon, eu consegui me livrar das duas peças de roupa que tanto queria no chão de meu quarto.
No mesmo instante que o tive completamente nu em minha cama, fora impossível não percorrer o olhar pela a imagem que tanto amava ver diante de meus olhos novamente e sorrir com o que via... Minha perdição, meu homem, ali comigo mais uma vez e naquela ocasião estava tudo mais intenso e gostoso por saber que ele realmente me amava, que havia amor naquilo e não somente desejo, mas muito amor, e não só de minha parte mas da dele também, além de estarmos nos desejando insanamente naquele momento, nos amávamos em proporções iguais e saber daquilo me deixava ainda mais extasiada. Me sentei em seu colo ainda de calça e Damon sorriu para mim, da mesma forma que eu sorrira para ele, enquanto levava minhas mãos até o fecho de meu sutiã e o abria com pressa, ansiosa para ir logo com tudo aquilo. Ao me ter completamente nua da cintura para cima em seu colo, ele se senta na cama me fazendo abraçar sua cintura com minhas pernas e me deita novamente sobre o colchão, colocando-se mais uma vez entre minhas pernas para dar o mesmo fim a minha calça.
As mãos dele tremiam e mesmo que estivesse acostumado a abrir botões de meus jeans em diversas posições, foi preciso que eu o guiasse com os três botões daquela calça para que logo ela se juntasse a sua, no lugar onde deveria estar desde que entramos naquele apartamento. O ajudei a retirar aquela peça balançando os quadris e puxando minhas pernas para fora dela e assim que ambos estávamos nus, o recebi entre minhas pernas novamente e o puxei para que uníssemos nossos lábios. Nosso beijo era faminto, Damon se recusava a deixar meus lábios por um segundo sequer e mesmo que quisesse ter seus lábios percorrendo cada parte de meu, como ele estava acostumado a fazer, e que eu mesma quisesse beijar toda a extensão de sua masculinidade como que por meses ansiei, aquele nosso “novo” beijo me fazia repensar se realmente queria separar nossos lábios para saciar meus desejos, sabia que teríamos a noite toda para fazer o que quiséssemos então não me importei em assumir o controle ou em apressar aquilo, mesmo que eu estivesse enlouquecendo para tê-lo dentro de mim.
Meu moreno se apoiava com uma mão na cama para não derrubar todo seu peso em mim e enquanto guiava os beijos para o meu pescoço, sua outra mão percorria meu corpo me deixando em êxtase com a combinação de seus toques firmes e de seus lábios beijando meu pescoço com vontade. Ele tocava meu seio, o apertando levemente e contornando minha aureola com o polegar para então brincar com meu mamilo de forma atrevida que me fazia gemer baixinho e arquear meu tronco para ele, seguia para minha cintura e a apertava deliciosamente com vontade me fazendo crer quer no dia seguinte teria a marca de seus dedos naquele lugar e então continuava até meus quadris, onde me impedia de movê-los a meu favor para que conseguisse aliviar um pouco a agonia que sentia para tê-lo dentro de mim e tirar proveito de seu membro ereto que tocava minha intimidade.
Damon continuou a descer pelo meu busto e enquanto apertava minha coxa com a mesma força aplicada em minha cintura, eu levei minhas duas mãos até seus cabelos e puxei sua cabeça para mim, para que pudesse beija-lo com todo o desejo que sentia e fazê-lo entender, pelo menos um pouco, do quanto necessitava dele. Céus, eu precisava dele mais do que qualquer coisa naquele momento, meu corpo precisava daquilo e eu mais ainda, Damon era minha única necessidade, minha urgência.
Sem que fosse preciso um apelo verbal para que ele finalmente me fizesse dele novamente, ele abriu mais minhas pernas e se aconchegou entre elas de forma que estivesse prestes a me penetrar, mas antes que ele finalmente fizesse o movimento, eu o paro por uns instantes para pegar em minhas gavetas de cabeceira um preservativo e assim que consegui o proteger devidamente, Damon volta a sua posição e eu abro o máximo que consigo minhas pernas para recebê-lo.
Com um pequeno impulso ele se arremete lentamente para dentro de mim me fazendo suspirar alto e arranhar levemente suas costas e sem esperar muito mais, começa a se mover com lentidão dentro de mim. Será que ele fazia ideia o quanto aquilo era bom? Mesmo que não fosse nosso ritmo, mesmo que aquele não fosse o sexo que estávamos acostumados a fazer, eu estava amando cada segundo daquela nova experiência. Não me importava com o levíssimo desconforto de início ou com a vontade de tê-lo mais intensamente que viria a aparecer, queria prolongar aquilo ao máximo e aproveitar cada descarga de prazer que ele mandava para o meu corpo ao mover-se com precisão para dentro de mim. Eu não tinha forças para gemer, não tinha forças nem para abrir meus olhos ou puxar seus cabelos e arranhar sua pele, minha cabeça estava arqueada para trás e com os olhos fechados e a boca aberta, eu não emitia nenhum som, a não ser por gemidos baixíssimos que saiam sem força de minha garganta.
Desde o inicio nós dispensamos qualquer distancia entre nossos corpos e naquele momento não estava sendo diferente, estamos colados um no outro, Damon ainda se segurava na cama com a outro braço mas nos deixava o mais próximo que conseguia e assim como eu, não tinha forças para gemer, já que sua concentração estava centrada nos movimentos de seus quadris.
- Eu digo primeiro, ok? – quebrando o “silencio” entre o ato, Damon sussurra baixinho em meu ouvido, de forma sedutora que me fizera arrepiar ainda mais – Eu te amo, meu amor... – ele sussurrou novamente em meu ouvido fazendo meu corpo e minha mente contorcerem-se em um prazer desconhecido e extremamente intenso, formando um sorriso extasiado em meu rosto contorcido em uma feição de prazer – Sua vez...
- Eu... Eu... – eu não tinha forças para proferir aquelas palavras, tentava encontrar fôlego para dizer aquilo mas não conseguia, senti Damon sorrir presunçoso contra meu pescoço ao perceber o que estava causando em mim e com isso investiu com força me estimulando a dizer o que ele queria ouvir – Oh céus! – gemi alto o recebendo mais uma vez com a mesma intensidade e em um gemido desesperado, eu sussurro, extasiada e ofegante, também em seu ouvido o que sempre quis dizer a ele – Eu te amo, Damon, te amo demais!
Ele sorriu com minhas palavras puxando entredentes o lóbulo de minha orelha e sem querer nos torturar, continuou com as investidas firmes que estavam me direcionando mais depressa a chegar a um ponto que bem conhecia. A rua estava fria, o cômodo estava frio, mas para nós, a temperatura ambiente era irrelevante, nossos corpos escorriam suor e o calor que tomava conta de nossos corpos obviamente era o suficiente para a calefação de um apartamento como o de Marcos. Minhas mãos ainda estavam em suas costas e enquanto ele gemia baixinho em meu ouvido, conseguindo me enlouquecer ainda mais, eu beijava e mordia de leve seu pescoço e a curvatura de seu ombro, tirando proveito de seu corpo pela primeira vez na noite.
Eu já não aguentava mais, Damon estava tomando conta de todo o meu ser novamente e meu corpo já sofria leves espasmos pelo que estava chegando, mesmo que quiséssemos evitar aquilo, ambos já estávamos sofrendo e sem aguentar mais, meu corpo convulsionou em prazer e Damon atingiu junto comigo, o orgasmo mais intenso que lembrava ter tido.
...
- Eu realmente posso ficar assim por muito tempo... – Damon quebrou aquele silencio que havia se formado entre nós e sorrindo com sua habitual voz rouca pós-orgasmo, me movi lentamente na cama, me aconchegando melhor em seus braços e peitoral, fazendo a estrutura da cama ranger alto abaixo de nós.
- E eu acho que minha cama não aprovou nossa agitação... – ri baixinho franzindo meu cenho e ergui a cabeça para olhá-lo, Damon riu alto e me puxou mais para si e aquele seu movimento, fizera minha cama ranger ainda mais alto do que antes.
- O que acha de irmos para o chão? – ele perguntou percorrendo os dedos pela minha espinha em um tom convidativo, mas eu apenas neguei me abraçando mais a ele e escondendo meu rosto em seu peito – Eu coloco o colhão para nós dois... E creio que Marcos não vai gostar muito se quebrarmos a cama do quarto de hospedes dele... – adicionou sussurrando em meu ouvido ainda tentando me convencer e criou uma leve trilha de beijos na curvatura de meu ombro e pescoço, me fazendo ofegar baixinho por sua caricia certeira.
- Vamos antes que eu mude de ideia... – sorri me dando por vencida e enquanto Damon colocava o colchão de minha cama, junto com o cobertor e travesseiros no chão, eu o esperava enrolada ao sobre lençol no canto do quarto e antes que ele se deitasse, me coloquei no centro do colchão de solteiro, o obrigando a deitar sobre mim.
- Espertinha você... – Damon franziu o cenho fingindo me reprimir e ao deitar sobre mim, suas mãos desceram pelo meu corpo de forma que ao invés de prazer ou arrepios, fizeram me contorcer de cocegas e me debater até que conseguisse o mínimo de espaço ao meu lado para que ficássemos deitados juntos, da mesma maneira que estávamos antes.
- Melhor assim, não?!
- Muito... – assenti sorrindo e acariciando seu rosto, deixando que sua barba por fazer pinicasse a palma da minha mão.
- Agora que matamos um quarto das saudades, o que acha de me contar sobre essa sua decisão repentina de ir embora com Matt? Olha, se sua intenção era me assustar, me deixar em desespero e ainda me dar um ataque do coração, confesso que conseguiu ser muito bem sucedida... Ah, e por favor, não ouse em fazer isso comigo de novo, anjo – Damon estreitou seus braços em minha volta me reprimindo de forma leve, mas ainda deixando claro que ele falava a verdade, seus olhos eram sérios e a agonia, o medo eram perceptíveis em seu lindo olhar azul.
- Hey, eu estou aqui, não estou? – acariciei seu peitoral nu tentando acalma-lo e levantei minha cabeça para olhar em seus olhos – Eu não vou a lugar algum, não mais... Depois que eu recebi a herança de minha avó e que Logan morrera, Matt me propões de ir embora com ele para Londres para que pudesse recomeçar em um lugar novo e como eu estava desesperada, sequer pensei direito e aceitei no mesmo momento... Eu estava tão descrente, tão... tão... – eu tentava encontrar alguma maneira de explicar meu estado de fragilidade quando Matt me convidara para me mudar, mas não conseguia formas de não parecer tão submissa e dependente de Damon – Eu estava tão frágil e perdida sem você que não via outra saída... Eu não sei, achei que tivesse tomado a decisão certa, para mim era o certo a se fazer, ver todo aquele dinheiro em minha conta me deixou meio deslumbrada e a ideia de recomeçar em outro lugar era tão tentadora... – confessei me sentando em súbito no colchão devido a tanta agonia por confessar aquilo a ele – Mas te ver em frente a loja, chorando daquele jeito, praticamente implorando por mim, me desarmou, me deixou sem defesas, principalmente com o... com o... – minha voz fora perdendo a força até que eu não conseguisse mais falar por falta de coragem de assumir aquilo.
- Com o... – ele me incentivou a continuar, acariciando meu rosto com cuidado.
- Com o “eu te amo”... – assumi baixinho, desviando meu olhar.
- Hey Elena, olhe para mim... – Damon pegou com delicadeza meu rosto, forçando-me a olhar para ele – Não quero que pense que eu disse tudo aquilo da boca para fora, para te confundir ou algo assim... É verdade cada palavra que eu te disse e mesmo se você quiser ir embora, depois de tudo o que eu falei, depois do que fizemos aqui, eu juro que te deixarei ir, ficarei triste, muito triste, mas vou te deixar ir... – Damon falou cabisbaixo acariciando minha mão enquanto falava e eu apenas fechei os olhos, sorrindo com o que ele havia dito.
- Qual a parte de “eu não vou a lugar algum sem você” que ainda não ficou claro, Doutor Salvatore? – olhei dentro de seus olhos, segurando seu rosto enquanto acariciava seus cabelos da nuca – Eu confio em você, sempre confiei e você sabe disso, é você quem eu quero, é ao seu lado que eu quero ficar...
- Bom, já que confia tanto em mim, poderia me dizer o que fez para receber tanto dinheiro assim em uma herança? – Damon perguntou inocentemente me fazendo rir alto com a sua pergunta.
- Você é um bobo! – o repreendi entre risos voltando a me aconchegar em seu peito – Mas para ser bem sincera, nem eu sei direito, é uma historia longa e bem complexa, que acho que nem saberia te contar agora com precisão, mas teoricamente, envolve uma grande briga de família... Eu ainda estou um pouco afoita em ver aquela quantia em minha conta, afinal, são dois milhões de dólares, nunca imaginei ter tanto dinheiro assim... – dei de ombros humildemente.
- Eu estou tão feliz por você, meu amor... – Damon sorriu com sinceridade, olhando em meus olhos para falar aquilo. “Meu amor...” eu definitivamente poderia me acostumar aquilo...
- Tem certeza de que isso não é um sonho? – perguntei deslumbrada a ele. Tudo aquilo era surreal demais para ser verdade...
- Bom, se você ainda acha que é um sonho, eu tenho uma forma para te mostrar, ou melhor, de te fazer sentir, que é realidade... – ele sorriu maliciosamente livrando-se do lençol que me cobria e se colocou sobre meu corpo e entre minhas pernas novamente. Damon descia pelo meu corpo com seus lábios roçando minha pele e enquanto ele fazia um caminho um tanto descoordenado que estava me fazendo arrepiar, eu o olhava sorrindo maliciosamente.
- E o que você pretende fazer para me provar isso? – perguntei já ofegante ainda encarando seus olhos maliciosamente enquanto ele abria minhas pernas e se agachava entre elas. Os olhos de Damon transbordavam desejo e excitação e só de encara-los daquele jeito, meu coração batia mais forte me excitando.
- O que acha disso... – Damon perguntou com um sorriso debochado nos lábios e raspou seu rosto com a barba para fazer no interior de minha coxa me fazendo ofegar alto e em seguida, fez questão de sugar com certa força uma região extremamente perto a minha intimidade.
- Damon... – ofeguei baixinho fechando os olhos e tombando a cabeça em meu travesseiro. Ele sorriu presunçosamente com aquilo e subiu devagar, fazendo movimentos com a língua pela parte interna de minha coxa em direção a minha intimidade até chegar a região que já pulsava novamente por ele e repetir, com mais intensidade que antes, o chupão que havia deixado em minha coxa me fazendo gemer alto e abrir mais minhas pernas para lhe dar mais passagem.
O fato de não estar esperando que ele fizesse aquilo, por incrível que pareça, conseguiu me deixar ainda mais fora de si... Damon começou a percorrer minha intimidade com precisão e usava apenas a ponta de sua para me provocar, ele apertava com força minhas coxas e abria ainda mais minhas pernas para conseguir fazer o que queria; enlouquecer-me e de fato realmente estava conseguindo, apesar de ter acabado de começar. Eu gemia baixinho e continuamente, contorcia meu rosto em prazer e ao mesmo tempo em insatisfação por ele estar me provocando e me torturando tão injustamente, meus gemidos eram como se fossem um ‘por favor’ manhoso e não verbal e me ouvir gemer daquela forma, fazia o homem com a cabeça entre minhas pernas sorrir contra mim.
Damon subiu suas mãos até minha cintura e assim que fez isso, sua língua começou a mover-se integra e intensamente em minha intimidade, percorrendo cada partezinha dela e fazendo leves e fortes sucções em meus pontos sensíveis. Minha cabeça girava, meu corpo tremia em prazer com a habilidade de sua língua, ele passava em partes que simplesmente me enlouqueciam e a forma bem aberta que fazia aquilo apenas contribuía para me enlouquecer. Céus, ele obviamente tinha a intenção de acabar comigo naquela noite! Ao abrir meus olhos, o vi de relance em meio de minhas pernas, mas obviamente não consegui me manter de olhos abertos por muito tempo e acabei levando minhas mãos ao lençol em busca de algo para aliviar tamanho prazer, porém, nem praticamente rasgar meu lençol ou gemer era suficiente para aquilo.
Damon continuava empenhado com seu trabalho e senti-lo sugar meu clitóris com força e em seguida guiar sua língua até minha entrada fora o meu auge, me fazendo levar uma de minhas mãos até seus cabelos e puxar seus fios com força enquanto movia meus quadris a meu favor.
- Damon, pelo amor de Deus! – tudo aquilo era algo que eu sentia muita falta, sentir sua língua, os movimentos circulares em minha intimidade, me entregar a ele daquela forma e deixa-lo me possuir... Céus, eu estava fora de meu corpo e se ele continuasse com aquilo obviamente não iria aguentar por muito tempo. Era possível desejar tanto um homem como eu estava desejando naquele momento? Eu a recém havia o tido dentro de mim e o necessitava como se fosse a primeira vez...
Ao perceber meu descontrole, Damon foi parando lentamente com o que fazia e então se colocou sobre mim novamente, mas eu fiz questão de inverter nossas posições e me colocar em minha dele, sentada, montada em seu colo. Sem sequer me importar por onde sua boca estava, eu entrelaço meus dedos em seus cabelos e o puxo para mim para beijar seus lábios com o máximo de desejo que conseguia, sua língua entrou em contato com a minha e eu comandei o beijo mais avido daquela noite, colando nossos corpos da maneira que ele havia feito e esfregando o meu ao dele, para provoca-lo. Minhas mãos percorriam seu peitoral e braços com vontade, eu o apertava e sugava seu lábio instantaneamente o fazendo sorrir com aquilo e deixava que o desejo, que minhas necessidades e urgências mais primitivas me comandassem naquele instante.
Nós já nem nos beijávamos mais, não tínhamos mais forças ou fôlego para aquilo, de nossas gargantas saiam leves murmúrios e grunhidos de prazer e excitação enquanto eu beijava seu pescoço e acariciava seus cabelos da nuca. A pele de Damon já escorria a suor e enquanto o beijava e realmente me aproveitava de seu corpo, conseguia sentir meu cheiro misturado ao dele, meu perfume em perfeita harmonia com o seu criando um aroma que tanto senti falta de sentir... Por quantas noites imaginei o tendo para mim novamente? Quantas vezes em todos aqueles meses desejei ter pelo menos uma noite como aquela? Sinceramente eu não fazia ideia e estar realizando aquilo era mais que surreal para mim. Damon era meu, somente meu, inteiramente meu, como sempre desejei e sem duvida alguma eu iria aproveitar e abusar daquilo.
Damon me segurava pela cintura com força, me deixando aproveitar dele e apenas me tocando de uma forma que me excitava ainda mais. Desci uma de minhas mãos pelo seu peitoral até chegar ao seu abdômen e nos afastei levemente, para que pudesse olhar em seu rosto o que iria lhe causar, dedilhei o relevo de seus músculos abdominais até chegar a parte rija de seu corpo que era meu destino, mas antes de começar a toca-lo da maneira que queria e deixa-lo entregue para fazer o que tinha em mente, Damon levou sua mão a minha, me impedindo de continuar.
- Sua noite, meu anjo, não se preocupe comigo...
- Eu quero... – relutei tentando mexer minha mão em volta dele.
- Eu sei que quer, mas apenas aproveite ok? – ele disse olhando dentro de meus olhos e eu apenas assenti. Damon afastou nossas mãos de seu sexo e me puxou novamente para si, para mais um beijo intenso, me fazendo me colocar melhor em seu colo de forma que estava prestes a nos encaixar para que pudesse fazer ao menos algo com ele.
Nossas intimidades se tocavam novamente e senti-lo cru e duro contra meu sexo pulsante, me fazia rebolar em seu colo de forma que ele me estimulasse deliciosamente com seu próprio membro. Eu o deixava estimular meu clitóris e ficar na entrada de meu sexo, ameaçando me penetrar mas logo voltando com meus movimentos de vai e vem para tortura-lo como havia feito comigo, mas quanto mais fazia isso, mais me excitava e mais fundo ia na “entrada” de meu sexo.
- Elena, camisinha! – Damon sibilou em desespero segurando meus quadris para longe dele até que eu conseguisse pegar novamente um preservativo em minha mesa de cabeceira. Com as mãos trêmulas em desejo, eu abri a embalagem do preservativo e o protegi novamente para só então nos encaixarmos deliciosamente mais uma vez.
Damon segurou meus quadris novamente e como aqueles macaquinhos fazem nas pernas das pessoas, me agarrei, me enganchei nele, só que em seu colo, sob suas pernas flexionadas de forma que minhas pernas ficassem entrelaçadas em suas costas dispensando, como sempre, qualquer distancia entre nossos corpos durante o ato. Ele começou a guiar nossos movimentos e enquanto ele o guiava para dentro de mim, eu gemia baixinho em seu ouvido e rebolava em seu colo o ajudando com o aquilo, minhas unhas estavam fincadas em seus ombros e eu estava totalmente entregue, Damon aproveitou da forma que eu estava colada em seu corpo e me deitou no colchão de novo me fazendo gemer em reluta ao sentir a posição em que ele colocara.
- Me deixe ir por cima... – gemi em reluta baixinho.
- Essa noite não, anjo – ele riu baixinho de minha frustração e como da primeira vez, ajeitou-se entre minhas pernas – É a sua noite... – Damon sussurrou sedutoramente em meu ouvido me fazendo arrepiar por inteiro e rapidamente desistir de querer outra posição.
Ele começou a se mover da mesma forma de quando havíamos começado em minha cama e querendo limitar e apressar aquilo, eu entrelaço minhas pernas em suas costas, de forma que ele tivesse pouco espaço para mover seus quadris devido ao perímetro que minhas pernas formavam em volta dele e com isso, suas investidas começaram a ser mais intensas. Mais uma vez eu estava grudada a ele e pela terceira vez naquela noite Damon me enlouquecia de prazer, ele sabia exatamente o que fazer e estava fazendo exatamente do jeito que eu gostava. Era definitivamente a “minha noite” e eu mal esperava para que pudesse agradecer a ele em outro dia, fazer a noite dele...
Damon desceu com a mão até meu corpo novamente e enquanto se movia dentro de mim, inclinou-se levemente e agarrou meu seio com força, o levou até sua boca e eu simplesmente gritei ao sentir sua língua quente e áspera contornando o local e puxando meu mamilo com vontade. Eu definitivamente estava delirando de prazer e gemer não fora o suficiente para aliviar o que a combinação de suas investidas e a sua boca enlouquecedora em meu seio causava em mim. Céus, ele ia acabar comigo...
- Hey... – suas investidas foram ficando menos intensas e eu já não o sentia tão perto de mim como antes – Lena, olhe para mim, meu anjo, abra os olhos... – sua voz era doce e com ele falando daquela forma apenas aumentava meu deleite me dificultando a fazer o que ele me pedia – Eu te quero de olhos abertos, te quero olhando para mim... – eu não tinha forças para abrir os olhos, não queria abrir os olhos, estava extasiada demais para fazer aquilo.
- Damon, eu não... Eu não consigo... – disse ofegante e fraca, mordendo meu lábio para conter um gemido.
- Consegue sim, abra os olhos, Lena – ele disse ainda suavemente mas com um tom autoritário e eu me obriguei a abrir os olhos, o encontrando me encarando com o maxilar tensionado, em uma expressão de puro controle, e com os olhos transbordando prazer e desejo – Isso, os mantenha abertos agora, ok? – Damon investiu forte daquela vez e sem conseguir me controlar, eu acabo revirando os olhos com aquilo – Não os feche, quero olhar em seus olhos quando chegar ao orgasmo.
Ele se certificou de que eu não iria voltar a fechar meus olhos e então voltou a se mexer ainda mais intensamente que antes, apoiado com as duas mãos no colchão, uma de cada lado de minha cabeça, Damon fez um movimento extremamente novo com o quadril de forma que seu membro entrasse em mim com força, chegando a um ponto em meu sexo que somente ele conseguia chegar me causando um prazer descomunal.
- Céus, Damon! – gemi alto sem conseguir me aguentar e fiz o máximo de esforço para não fechar meus olhos.
- Ainda quer ir por cima? – neguei rapidamente olhando dentro de seus olhos.
- De novo, por favor! – implorei baixinho e ele repetiu o que havia feito, me fazendo gemer ainda mais alto.
Eu conseguia ver nos olhos azuis de Damon todo o prazer e tesão que ele estava sentindo, suas pupilas estavam dilatadas de desejo e era desconcertante o quão excitante encara-lo com aquela intensidade durante o ato era. Eu realmente não aguentava mais, meu corpo já sofria leves espasmos pela segunda vez naquela noite, sentia que estava prestes a chegar ao clímax daquela relação e assim que Damon decidiu investir mais forte, eu simplesmente não controlei e olhando dentro dos olhos de meu homem, meu corpo caiu naquele delírio, se entregando ao total prazer que sentia mais uma vez naquela noite.
Minha intimidade latejava e meu corpo inteiro estava sensível, o cheiro de Damon perto de mim me fez ter certeza que ali era meu lugar, em seus braços, com ele... Meu homem continuava a olhar para mim, ainda estávamos conectados, não só fisicamente mas também pelo o olhar, e sua respiração se coincidia com a minha, ofegante e cheia de prazer.
- Isso foi incrível, meu anjo – foi tudo o que Damon conseguiu proferir, seu peito se movimentava revelando cansaço e ele caiu sobre meu corpo, colocando seu rosto em meu ombro.
...
Um arrepio leve percorreu minha espinha e conforme ia voltando a consciência, sentia alguém acariciando o vão de minhas costas e subindo até minha nuca, me fazendo sorrir por aquela caricia deliciosa e me mexer preguiçosamente em uma superfície que obviamente não era o colchão de minha cama, apesar de também ser macio e aconchegante. Meu corpo estava eleve, leve mas ao mesmo tempo dolorido, dolorido de uma forma gostosa, é claro, nunca iria reclamar de ter aquela sensação em meu corpo...
- Bom dia... – Damon me cumprimentou animadamente afagando meu cabelo.
- Bom dia! – respondi preguiçosamente levantando minha cabeça para olha-lo. Eu estava literalmente deitada em cima de Damon mas a única coisa que eu me lembrava de antes de cair na inconsciência, era de ele ter me puxado para si e me aninhado em seu peito enquanto acariciava meus cabelos para dormirmos.
- Tudo bem que o mais ideal seria “boa tarde”...
- Que horas são?
- Já passa do meio dia – Damon respondeu com descaso.
- Wow! – disse assustada e me deitei ao seu lado, o fazendo gemer alto de prazer e alivio assim que meu peso saiu de cima dele – Isso por acaso foi uma indireta de que eu preciso emagrecer? Porque se foi, eu me ofendi, ok? – o fuzilei com o olhar, fingindo estar brava, mas ele apenas revirou os olhos rindo de minha piada infame.
- Ugh, como é bom poder me mexer! – ele grunhiu alto mexendo-se e respirando de leve.
- Você deveria ter me acordado ou me colocado no colchão de volta. Eu dormi a noite inteira em cima de ti – Damon assentiu de olhos fechados, virando-se para ficar de frente para mim.
- Mas obviamente isso não foi um problema, já que eu adoro dormir contigo nua em meus braços – sorriu maliciosamente e inverteu nossas posições, colocando-se sobre mim. Damon sorriu para mim acariciando delicadamente meu rosto e roçou nossos narizes em um carinho manhoso até fazer a mesma coisa com nossos lábios e me beijar carinhosamente no local, mas rapidamente eu desviei, deixando seu rosto cair em meu pescoço e o fazendo me olhar confuso.
- Acabei de acordar, amor... – o reprimi baixinho – Nem escovei os dentes, lavei meu rosto...
- Como se isso fosse um problema – ele revirou os olhos e segurou meu queixo, me impedindo de desviar o rosto para que realmente conseguisse me beijar da forma mais lenta e preguiçosa que conseguia, me fazendo sorrir em meio ao beijo. Damon se ajeitou em cima de mim e antes que pudéssemos dar mais intensidade aquele beijo, ele foi descendo com os lábios pela minha mandíbula para chegar ao meu pescoço, seguir pelo meu busto e meus seios para parar na altura de meu umbigo, me contorci levemente abaixo dele, sorrindo em deleite pelo arrepio delicioso que ele causara em meu corpo. Ao olhar para baixo, Damon me encarava sorrindo, ainda com a boca um pouco abaixo ao meu umbigo e vê-lo naquela posição, me olhando daquela forma, me fizera questionar quais eram os planos de meu Doutor... Mais sexo?
- O que está fazendo, Damon? – perguntei um tanto ofegante encarando seus olhos azuis.
- Algo que deveria ter feito todas as manhãs durante treze semanas, quando te tinha em minha cama todos os dias... – Oh... Treze semanas... Um nó se formara em minha garganta ao entender o que ele queria dizer com aquilo, era de nosso bebê que ele estava falando! Sorri ternamente com lágrimas nos olhos e acariciei seus cabelos bagunçados, deixando que ele curtisse meu ventre vazio e que eu aproveitasse os mimos que tanto quis ter quando estava grávida, mas que infelizmente não tive.
- Quero te mostrar uma coisa... – disse secando a umidade que se formava no canto de meus olhos e me levantei até meu armário para pegar uma caixa que queria mostrar a ele.
Procurei entre minhas roupas de cabide uma grande caixa enfeitada que costumava a chamar de “caixa das lembranças”, nela eu guardava fotos antigas, diários, cartas e obviamente, as únicas lembranças que tinha de meus bebês. Enrolei meu corpo no lençol e Damon se sentou no colchão, cobrindo-se com o cobertor mesmo, e enquanto procurava as scans de minha ecografia, me encostei ao seu peito, recusando qualquer distancia entre nós.
- Olhe só... – peguei com cuidado aquela scan e enquanto ele segurava, deslumbrado com aquilo, lhe entreguei a roupinha branca com bege, que ele havia dado, junto com o par de sapatinhos vermelhos que fora presente de Marcos. Eu não tinha coragem de me livrar daquilo, não tinha forças o suficiente para rasgar as scans e doar as roupinhas, que mesmo que por um curto período de tempo pertenceram aos meus bebês.
- Você ainda guarda isso? – Damon perguntou ainda deslumbrado, olhando com carinho para o ultrassom de nosso bebê.
- Eu não consigo me desfazer, essas são as únicas lembranças, provas concretas de que ele existiu... Não sou frio o bastante para me livrar delas, iria doer demais não ter nada que fora dele – respondi com sinceridade o fazendo sorrir torto e pegar a roupinha dobrada de minhas mãos – Foi você quem deu, não sei se lembra...
- É claro que eu me lembro... – ele sorriu com lágrimas nos olhos. Damon estava emocionado ou era impressão minha?
- Mesmo que você não acredita que ele era seu filho, eu tenho certeza de que era, então nada mais justo que guardar a primeira roupinha dada pelo papai dele... – disse timidamente, colocando meus cabelos para trás da orelha e aproveitando para secar discretamente as lágrimas que queriam escorrer.
- Hey Lena – Damon me chamou sutilmente e segurou meu rosto para que eu o olhasse – Sinto muito por isso, nunca vou conseguir me perdoar por ter dito aquilo, por ter duvidado de você... Céus, eu não sei nem te dizer o quanto tenho vergonha de mim, o quanto me odeio por ter recusado um filho... – suas palavras eram proferidas em tom de agonia, ele sufocava-se com aquele sentimento de culpa e era evidente seu arrependimento perante o assunto. Vendo seu estado, eu apenas balanço minha cabeça e encosto levemente nossas testas.
- Se ele estivesse aqui ainda... – coloquei sua mão sobre meu ventre – Não teria sido fisicamente possível termos feito tudo aquilo noite passada – mantive nossas mãos unidas onde meu bebê deveria estar e sorri com certa malícia pelo meu comentário, tentando amenizar o clima pesado que havia sido formado.
- Iriamos ter dado um jeito... – ele adicionou sorrindo igualmente malicioso e me puxou para seus braços, para que pudéssemos olhar juntos para imagem de nosso filho.
- Eu sempre achei que ele fosse menino!
- É claro que era um menino! – Damon exclamou com obviedade me fazendo olhar com mais atenção para foto, para ver se eu encontrava algum sinal que mostrasse o sexo do pequeno – Mesmo com treze semanas já era possível ver que ele exalava masculinidade como o pai! – comentou de forma convencida me fazendo olhar para onde ele apontava – Mesmo desse tamanho, já tinha potência... – não conseguia definir se ele falava sério ou se brincava comigo, até porque conseguia ver certo volume entre as perninhas dele, mas com certeza não era o sexo de meu bebê. Ainda em duvida, peguei o scan de minha outra gravidez com o mesmo tempo gestacional e comparei.
- Sempre achei que os dois fossem meninos... – franzi o cenho olhando para os dois bebês.
- Sinto muito, Lena, mas é claro que é uma menininha... – Damon riu zombeteiro mas de forma carinhosa – E se fosse menino iria ser bem pequenininho, não acha? Aposto que era igual ao do pai... – revirou os olhos convencido e eu o repreendi com um tapa no braço.
- Damon Salvatore! Olhe lá como fala de meu filho!
- Desculpe meu anjo, era brincadeira! – ele riu alto me puxando para si novamente – Não posso perder a oportunidade de zombar com a cara do homem que quase te tirou de mim...
- Sabe, eu não sei se saberia criar uma menina... Talvez seja por isso que sempre me imaginei grávida de um garotinho...
- Porque diz isso, Lena?
- Um pouco por causa de meu passado... Não saberia coo dizer a ela que sua mãe era uma prostituta, não saberia dar conselhos sobre meninos ou lidar com tudo o que a adolescência de uma garota trás consigo.
- E eu realmente não concordo com isso... – Damon comentou – Olhe só o que você fez com Emily, ela te adora, sabia disso? Sem falar que confia em você, tenho certeza de que será uma incrível mãe para qualquer criança, Lena, isso são apenas inseguranças normais e obviamente estaria, como sempre estarei, aqui para ajudar... Carol te ajudaria, Emms iria ajudar, Marcos... Não tema o futuro, anjo, viva seu presente e esqueça as coisas ruins do passado...
- Você está certo... – suspirei fundo e pensativa pelo que ele havia me dito, não iria mais pensar em meu árduo passado ou questionar meu futuro incerto, iria apenas aproveitar meu maravilhoso presente e esperar ansiosa pelo que me aguardava.
- E isso aqui é o que? – Damon perguntou pegando um álbum grande de fotografias de dentro da caixa.
- É um álbum de fotos que meus pais me deram de quinze anos para que pudesse completa-lo como se fosse uma linha do tempo... – respondi ajeitando o grande álbum em meu colo.
- Posso ver?
- Claro! – assenti e ele abriu a capa.
A primeira foto era de minha mãe grávida no quarto do hospital, prestes a me dar luz, e na legenda estava escrito em rosa na caligrafia mais caprichada que já havia visto; “Mamãe e papai ansiosos pela sua chegada, pequena”. A segunda foto era uma minha de recém-nascida nos braços de minha mãe e com meu pai ao lado, eu estava toda suja e enrolada em uma manta cor de rosa claro no colo de minha mãe, que parecia exausta, mas radiante por me ter em seus braços e meu pai estava emocionada com o braço ao redor dela e de mim, na legenda estava escrito; “com apenas alguns segundos de vida e já nos enchendo de alegria”. E assim o álbum prosseguiu como uma linha cronológica, mostrando os fatos mais importantes de toda minha vida; meu primeiro banho, primeira papinha, primeiros passos, quando engatinhei, primeiro ano, segundo e assim por diante...
- Eu realmente espero que o nosso próximo filho seja uma menina. Elena, você era a coisa mais fofa, olha só essas bochechas rosadas, esses dentinhos pequenos e olhos bem redondos... Elena, fala sério, olha esse sorriso malandro! – Damon me apertou em seus braços e apontou a uma foto em que eu tinha cinco anos e sorria de forma sapeca para minha mãe, com as duas mãos abertas e sujas de tinta vermelha, assim como ponta de meu nariz, meu queixo e minha bochecha esquerda – Você era uma criança bem agitada, huh? – comentou conforme as fotos de minha infância foram passando, minha mãe costumava a viver com a câmera na mão e como um de seus grandes hobbies era a fotografia, o que não me faltavam eram fotos de quando era pequena.
- Sim, eu era terrível! Tenho dó de meus pais... Eu me lembro de que não parava quieta um segundo, queria sempre estar pulando, brincando, correndo...
- Então era de se esperar que isso acontecesse... – Damon riu alto ao ver uma foto minha com sete anos de idade e o braço engessado – Como fez isso?
- Eu cai da cama elástica... Fui inventar de ir junto com crianças maiores e acabei me dando mal.
- Elena! – ele me repreendeu rindo alto.
- O que?! Não foi minha culpa! – me defendi – Eu sempre fui muito pequena e acabaram se aproveitando disso na hora de pular!
- E eu sempre achei que você fosse uma criança calma, daquelas meninas que passavam o dia brincando de casinha, boneca, chazinho... Agora entendo de onde vem tanta disposição – riu maliciosamente em meu ouvido enquanto via as fotos por cima de meu ombro.
A partir dos oito anos as fotos foram ficando mais “calmas” e ao chegar aos doze, o constrangimento por aquela idade começou a aparecer e obviamente Damon fez questão de fazer piada com a minha fase viciada em Backstreet Boys e rir alto de minhas fotos com a camisa da banda e junto com os integrantes. Eu realmente deveria ter escondido aquele álbum...
Após a sessão constrangimento, as fotos passaram para os meus últimos aniversários com meus pais e no ultimo deles, no de quinze anos, fiz questão de colocar não somente uma mas três fotos daquela data tão importante para mim. Nas três fotografias eu estava com meus pais e no meio deles, na primeira os dois me beijavam no rosto ao mesmo tempo, na outra apenas sorriamos normalmente e na terceira os dois me carregavam no colo me fazendo rir alto.
- Com todo o respeito, sua mãe era muito linda... – Damon comentou após passar um tempo significativo encarando aquela foto – E você é a cara de seu pai...
- Sim... – assenti sorrindo – E esse era um de seus grandes orgulhos; ter sua filha parecida com ele... E minha mãe, bom, minha mãe era incrível, de verdade, a mulher mais incrível que já conheci... – na verdade minha mãe era mais que apenas incrível e saber de tudo o que ela havia passado me deixava mais orgulhosa ainda de ser filha de uma mulher tão forte e independente como ela.
- Então já sei por quem puxou...
- Obrigada... – sorri levemente me ajeitando em seu colo, após o álbum ter acabado.
- E você não tem mais fotos? De sua adolescência, seus dezesseis...
- Tenho, mas está em outro álbum, preferi deixar esse aqui “limpo”, entende? Queria deixar esse aqui como uma recordação de meus pais mesmo... Quem sabe outro dia te mostre minhas fotos de meus primeiros anos em SoHo Dolls... – sorri enquanto guardava tudo o que havíamos tirado de dentro da caixa – Eu estou ficando com fome, pensei em fazer algo para comermos, o que acha?
- Ótima ideia! – ele sorriu animado.
- E o que quer que eu faça para você comer?
- Hm, o que acha de uma omelete?
- Eu faço, mas você vem comigo! – sorri para ele e me levantei do colchão, ficando de pé e o chamando com a mão.
Rapidamente Damon se colocou de pé e nós nos vestimos apenas parcialmente para irmos comer, coloquei minha calcinha e a camisa que ele usava no dia anterior enquanto Damon ficou apenas de boxer preta, e enquanto estava na cozinha preparando o que iriamos comer, meu Doutor ficou o tempo todo ao meu lado me fazendo companhia.
- Eu não sabia que cozinhava... – ele comentou após passar um longo tempo me encarando – E sabia que você fica incrivelmente sexy vestida apenas com a minha camisa enquanto cozinha? – Damon se aproximou lentamente e se colocou atrás de mim – Eu realmente vou querer que você faça isso lá em casa... – ele sussurrou sedutoramente em meu ouvido e salpicou leves beijos em meu pescoço, me fazendo jogar a cabeça para trás e fechar os olhos em deleite.
- Isso seria uma fantasia, Doutor Salvatore? – perguntei ofegante e desligando o fogo.
- Com você eu tenho várias... – ele assentiu mordendo o lóbulo de minha orelha e levou as mãos que estavam em meus quadris até meu abdômen e cintura – Já falei como amo quando me chama assim?
- De Doutor? – sorri maliciosa perguntando a ele de forma sedutora com uma voz fina e sexy.
- Uhum...
- Então porque o Doutor não me conta quais são suas outras fantasias comigo? – perguntei ainda no mesmo tom e levei minha mão até sua nuca.
- A principal delas é aquela que você sobe em um pole dance e dança especialmente para mim, sabe? Aquela que eu posso gemer baixinho em seu ouvido e te chamar de “minha Nina”... – ele disse ainda com meu lóbulo entre dentes e eu sorri abertamente em ouvir aquilo.
- Bom, o pole dance eu não tenho aqui, mas posso realizar metade desse seu fetiche agora mesmo... – virei meu rosto para falar baixinho aquilo e o mais perto dele possível, sorrindo presunçosa ao sentir o que estava causando nele.
Damon segurou minha cintura com força e quando percebi, em meio ao nosso beijo ávido mesmo, já estava pegando impulso para me sentar no balcão da cozinha e abraçando a cintura do meu homem com as pernas, que aproveitava de minha posição para tocar e apertar minhas coxas com vontade e subir com os toques por dentro de sua camisa larga que eu usava, até chegar aos meus seios.
- Damon... – gemi baixinho seu nome, o sentindo crescer contra minha intimidade e massagear meus seios com aquela vontade conhecida.
- Aaaah! – antes que eu e Damon pudéssemos dar continuidade ao que fazíamos, um grito fino e estridente fez nos separar no mesmo momento e eu desci do balcão rapidamente, sendo puxada para esconder algo que dera sinal de vida na hora errada – Que pouca vergonha é essa na minha cozinha?! – Marcos perguntou exaltado e atrás dele, conseguia perceber Mike tentando controlar o riso com o que havia visto e com chilique de seu namorado.
—Elena sua... Aghr, meu balcãozinho onde eu corto meus mantimentos!— eu ri e Damon puxou a camisa para cobrir meu corpo, como se fosse algo demais para dois gays em nossa frente e como se Marcos já não tivesse me visto nua inúmeras vezes, mordi os lábios para não rir alto e Damon colocou a cabeça em meu ombro, escondendo o rosto— Ah que nojo, transa "hetero" na minha cozinha, e faça mil favores né Elena sua biscate, cubra esses bicos atrevidos e acesos, se controle... Ah céus— ele colocou a mão na testa e Mike riu alto puxando nossa risada ainda mais alta — O que é que vocês estão rindo? Eu peguei dois atrevidos no meu balcão, na minha cozinha, eu... Ah céus, eu não vou dormir essa noite... Não vou!
—Amor, eles estão fazendo algo que estávamos fazendo em casa – Mike nos defendeu e eu olhei para Marcos de forma convencida.
—No meu balcão— ele se virou para Mike gritando estridente.
—Marcos, você não está feliz em me ver com a Elena?— Damon perguntou sorrindo e eu beijei sua mão.
—Olha querido, depois do que eu vi, eu posso pensar em ficar feliz se ela sair da sua frente para me deixar ver algo que deve estar devidamente grande e que obviamente agradaria meus olhos... – meu amigo disse com descaso, olhando para suas unhas em um gesto tipicamente feminino.
—Ei— Mike disse bravo e eu ri ainda mais alto quando Damon me puxou ainda mais para si de forma que ele não visse nada.
—Estou brincando, bobinho! — Marquinhos sorriu para Mike e o mandou um beijo no ar— Vocês dois... Sumam da minha cozinha e peguem essa roupa espalhada pelo corredor, ah céus esse apartamento está cheirando sexo... Isso foi para compensar quatro meses?— ele estava inconformado e nós apenas riamos alto...— Pega sua cueca Damon Salvatore e os dois tratem de sumir daqui... Ah céus agora sei o que a Emily sentiu, pobre menina... Uma coisa era ouvir vocês transando atrás da porta do quarto da Elena no bordel, outra é pegar os dois no flagra, meu Deus, vou até ligar para Emily para pedir o terapeuta dela depois de ter visto o que viu... Menina de ouro essa! – ele comentava para si mesmo revirando os olhos e caminhando pela sala.
- Hm, Marcos, eu estava fazendo omelete, vocês querem? – perguntei mudando totalmente de assunto.
- Sei bem que tipo de omelete você estava fazendo, minha filha! – meu amigo me fuzilou com o olhar falando com sarcasmo.
- Estou falando sério, sua besta! Vocês querem?
- Eu quero! – Mike disse alto enquanto ligava a televisão da sala – Amor, é o omelete da Elena...
- Eu quero, mas – fez uma breve pausa ao falar seu “mas” comprido e bem enfocado – Antes de tocar na minha comida, lave bem essas mãos, os dois, e desinfete meu balcão, Dona Elena! E mantenha seu foco nos ovos de galinha, por favor! – Marcos me fuzilou com o olhar e foi em direção ao seu quarto, tendo que passar em frente ao meu que estava com a porta aberta – Meu Deus do céu o que aconteceu com esse quarto?! Que coisa horrível, seus selvagens! Não sou obrigado a ver essa zona... – a porta do quarto fora batida com força e eu apenas ria da brincadeira exagerada de meu amigo. Sabia que não era sério, mas Marcos nunca deixaria de me envergonhar quando tivesse oportunidade e aquela em especial, era perfeita.
Enquanto cortava o bacon e o queijo e separava mais uns adicionais que costumava a colocar em meus omeletes, ouvi de longe a porta de outro cômodo ser fechada e Mike esperou alguns segundos, certificando-se de que Marcos não iria voltar para a sala e veio até o balcão da cozinha, para conversar comigo e Damon.
- Não é por nada não, mas foi bem difícil consolar aquele cara ali ontem a noite, ele estava desolado porque o dia de sua partida estava chegando, Lena... – Mike comentou sutilmente e roubou um pedaço de queijo da tábua onde eu o cortava – Ele pode não demonstrar agora, mas acredito que esteja radiante por ter visto vocês dois juntos de novo...
- Não acredito Mike... – disse com pêsames – Ele estava tão chateado assim?
- Bastante, afinal, foi você quem o ajudou quando ele mais precisou, Lena, você ajudou Marquinhos a se “descobrir”... Imagine como seria para ele te perder – eu sentia tanto por ter feito meu amigo sofrer em vão, me odiava por não ter pensado nele um segundo sequer quando decidi ir embora, Marcos e Caroline definitivamente eram mais que meus amigos e era mais que egoísmo e ingratidão deixa-los para trás.
- E ai, do que tanto cochicham? – Marquinhos saiu em silencio de onde estava e apareceu ao lado de Mike, intrometendo-se na conversa.
- Sobre o quanto você não vive sem minha companhia, morre de amores por mim e é dependente de meu omelete com bacon – respondi a Marcos carinhosamente mas com um tom zombeteiro, o fazendo revirar os olhos entediado e abraçar Mike por trás, da mesma forma que eu e Damon estávamos.
- Oh sim, realmente, não vivo sem você mesmo! – respondeu com sarcasmo – Não vivo sem sua falta de vergonha, sem o jeito que você deixa meu apartamento quando transa loucamente com seu namorado... Ah e se não fosse por o seu jeito de biscate eu até casaria com você, tranquilamente.
- Viu só?! – pisquei maliciosamente para ele – Aposto que você adora meu jeito de biscate, já disse que devemos casar... – ainda sorrindo maliciosa para ele, eu passo a ponta da língua em meus lábios e o mordo sedutoramente, o que fez Marcos revirar os olhos mais uma vez.
- Ow ow, roubou meu bofe e eu fico com o seu, querida! – Mike interviu, me reprimindo com um tom desafiador me fazendo olha-lo incrédula e fingindo estar ofendida.
- Bom, eu acho que vou arrumar a mesa para nós... – Damon disse sutilmente e mesmo sem olha-lo pude imaginar o quão corado ele estava com o comentário de Mike.
Nosso inicio de tarde se passou sem muitas eventualidades, eu terminei nossos omeletes e enquanto nós quatro comíamos, ficamos conversando e rindo durante todo o tempo. Damon havia se enturmado rapidamente com Mike e quando menos esperava, ele já estava a vontade com eles, conversando deliberadamente e agindo como se os três fossem amigos de longa data. Era ótimo vê-los daquela forma, ver que Damon era bem aceito entre minha “família” e que eles estavam felizes por eu finalmente estar com alguém que amava, mesmo depois do que acontecera, era mais do que reconfortante. Marcos não parava de falar um segundo, era evidente o quanto meu amigo estava feliz e Mike estava tão satisfeito quanto eu por vê-lo daquele jeito, fazia tempos que Marquinhos não era o nosso Marquinhos e definitivamente naquela manhã pudemos perceber que ele estava de volta e ainda mais afiado do que antes.
Após arrumar a bagunça que fizera na cozinha e deixar o meu quarto da forma que havia encontrado, eu e Damon tomamos banho juntos e decidimos ir para o apartamento dele, para que deixássemos Mike e Marcos um pouco mais sozinhos e para que pudéssemos ficar sozinhos também.
- Sabe o que eu realmente quero fazer agora? – Damon sussurrou em meu ouvido abraçando-me por trás e me conduziu para fora do elevador de seu apartamento.
- Colocar uma roupa leve, me deitar na cama com você e passar o dia assistindo filme... – um dos motivos de termos ido para o apartamento de Damon era que ele estava exausto por ter tido uma semana realmente agitada e cansativa, então iria passar o dia descansando para que pudéssemos sair de noite ou até no dia seguinte mesmo.
- Eu acho uma ótima ideia, contanto que você descanse, ok? – me virei de frente a ele, caminhando de costas pela sala do enorme apartamento que era bem familiar e disse acariciando as olheiras escuras e fundas que circulavam aqueles meus lindos olhos azuis.
- Pode deixar, juro que em algumas horas estarei novo! – ele sorriu para mim e aproximou nossos rostos para me beijar.
- Pai?! Elena?! – uma vozinha conhecida vinda de trás de nós nos separou lentamente e assim que me virei de frente, encontrei Emily no inicio do corredor olhando para mim e o seu pai sorridente.
- Hey filha! Não sabia que ia estar em casa, como foi com a sua tia?
- Foi bem... – ela franziu o cenho um tanto hesitante e coçou sua sobrancelha mostrando-se incomodada com o assunto e no mesmo instante que senti Damon enrijecer atrás de mim, vi Annabelle surgir atrás de Emily no corredor. Nós nos cumprimentamos com um acenar de cabeça e eu apenas desviei o olhar dela, sentindo-me igualmente incomodada com a presença dela, não fazia ideia do que dizer aquela mulher e como agir com ela, sequer havia pensado e definitivamente não estava preparada para reencontra-la.
- E então, está tudo bem? – Damon perguntou tentando agir normalmente, como se aquela situação não fosse extremamente constrangedora.
- Está sim, Emily pediu para vir para casa então a trouxe, mas já estou de saída... – Annabelle respondeu rápida e desajeitadamente, evitando olhar para mim da mesma forma que eu evitava contato visual com ela.
- Tudo bem, obrigado por trazê-la e por ter ficado com ela – Damon disse educadamente sem insistir para que a irmã ficasse mais algum tempo ou para se sentir a vontade enquanto ficávamos juntos no quarto e eu fiquei extremamente grata por isso.
- Sem problemas... – Annabelle respondeu e então passou por nós – Tchau, meu anjo, qualquer coisa me ligue – ela deu um beijo na testa de Emily, que se despediu com certa frieza da tia e da mesma forma que me cumprimentou, ela se despediu; com um acenar de cabeça.
Assim que Annabelle saiu de nosso campo de visão, Emily olhou para mim sorridente, como se olhasse para um presente na manhã de Natal e mesmo que sua tia ainda não tivesse entrado no elevador, ela começou a falar sobre o que havia visto.
- Eu realmente não acredito que vocês estão juntos! – Emms disse batendo a mão em excitação, me fazendo sorrir por esse costume lembrar-me muito de minha melhor amiga.
- Eu disse que eu iria trazê-la de volta para nós, não disse? – Damon disse em um tom cumplice, estreitando seus braços em minha volta e Emily piscou para o pai.
- Então vocês voltaram mesmo? – a garotinha perguntou ansiosa e nós nos entreolhamos, sorrindo e assentindo com cumplicidade – Eu sabia que vocês iriam voltar, sabia! – exclamou alto – Posso te dar um abraço? – Emily perguntou para mim timidamente e eu simplesmente a olhei em choque.
- Mas é claro que pode! – disse me soltando de Damon e recebi um abraço apertado de certa garotinha, que por tanto tempo quis conquistar. Aquilo realmente só poderia ser um sonho...
- Obrigada por voltar para ele, Lena, de verdade!
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