New Life

17 Capítulo 16 - The old times


Notas iniciais
Heey gente, finalmente cheguei, mil perdões pela demora mas me enrolei toda com o vestibular, tive que viajar para fazer a prova e quando voltei teve o enem então já viram como eu tava, mas enfim, finalmente tô aqui e acho que os posts vão sair mais rápido porque já que eu passei no vestibular (êêê, me deem parabéns, obg), mas enfim, vamos falar sobre o capítulo... Ele ficou enooorme mas não tem nada demais, eu particularmente não gostei muito mas espero que vocês gostem.... Boa leitura :D

- Que história é essa de que a perua corna mansa foi te pedir desculpas, Elena? – Marcos me perguntou inconformado enquanto eu arrumava a mesa para jantarmos.

Depois de ter passado praticamente uma semana na casa de Damon e sem conseguir conversar com meu amigo direito, marcamos de fazer uma noite da pizza, como há tempos não fazíamos, e ainda aproveitamos o fato de Klaus estar viajando a negócios para chamar Caroline para passar aqueles dias conosco junto com Claire. Era como nos velhos tempos mas obvio em uma versão muito melhorada onde não precisávamos ir para a boate ou ter que aguentar as outras garotas do bordel se intrometendo em nossos assuntos.

- É isso mesmo, ela me procurou, se redimiu e ainda pediu para que voltássemos a ser amigas – dei de ombros explicando.

- E você a perdoou fácil assim sem falar absolutamente nada? – assenti e ele bufou alto em resposta – Não acredito que você desperdiçou uma chance como essa de falar poucas e boas para essa perua desqualificada que te humilhou, Elena! Francamente, cadê aquele seu lado vadia e vingativa que eu conhecia? Desaprendeu foi?

- Marcos! – reprimi balançando a cabeça negativamente e rindo de sua atitude – Para início de conversa, eu nunca fui vingativa, não invente coisas e outra que não é bem assim que funciona, obvio que fiquei com vontade de falar tudo o que estava engasgado em mim mas não valia a pena, iria ser algo momentâneo sabe? Sem falar que eu sei que iria ficar me culpando por tal atitude... Vê-la se redimindo, me pedindo desculpas e assumindo que o marido dela é um traste depois de tudo o que ela me disse foi ainda mais prazeroso e gratificante do que qualquer outra coisa, pode acreditar!

- Eu concordo com Elena, sem falar que ela iria abaixar o nível e perdoa-la foi a melhor escolha, Lena manteve a classe e ainda mostrou-se muito superior do que ela esperava – Caroline concordou enquanto dava de mama a Claire.

- Definitivamente nunca vou me esquecer da cena dela praticamente me implorando perdão! Mesmo que eu a tenha perdoado e que não guarde ressentimentos do que aconteceu, é sempre bom se sentir vitoriosa e ver uma pessoa assumindo que errou com você.

- Meu Deus, mas é vadia mesmo, digo, são vadias... Incrível como podem continuar as mesmas biscates de antes mesmo tendo enriquecido e com o bofe dos sonhos ao lado... – Marcos nos fuzilou com o olhar – Mas concordo com vocês, que pena que você não gravou essa cena, Leninha, mas aposto que as câmeras de segurança do prédio de Damon tenham sido mais eficientes que você. Pena que na sala de Bart não deve ter essas câmeras porque deve ter sido mais do que divertido a corna mansa pegando a vadia da Annabelle e o traste do marido no escritório dele...

- Somos dois, Marquinhos! – Caroline concordou rindo – Mas melhor que isso só a Annabelle se mostrando mais vadia que todas as garotas do Soho Dolls juntas... Sempre desconfiei que aquela mulher escondesse sujeira debaixo do tapete.

- Realmente, acho que o melhor disso tudo foi Annabelle implorando para que eu não contasse a Damon sobre ela e Bart. Pensei que fosse me sentir culpada por ter “quebrado minha promessa” mas para ser sincera estou muito mais do que aliviada, Damon está do meu lado dessa vez e pelo que parece as coisas estão complicadas para Annabelle, principalmente agora que Cristina sabe sobre ela.

Após ter contado a Damon sobre sua irmã, fora como se um peso equivalente a um piano tivesse sido retirado de minhas costas principalmente por ele ter acreditado em mim. Confesso que foi uma grande surpresa e felicidade ter Damon ao meu lado pela primeira vez e isso apenas provava o quanto nossa relação, o quanto nós dois estávamos amadurecendo, durante todos aqueles sete dias nós conseguimos bater o recorde de passar mais tempo sem brigar ou discutir mesmo depois de todos os acontecidos com Annabelle. Damon estava extremamente decepcionado com a irmã e a impressão que eu tinha era de que ele nunca fora tão meu como estava sendo naquele momento, principalmente em quesito confiança e companheirismo, era fantástico e ao mesmo tempo motivador a harmonia em que estávamos vivendo e mesmo que eu ainda temesse por alguma futura defesa de Annabelle, Damon me prometera que ficaria ao meu lado e que me defenderia da irmã, e por algum motivo eu acreditava nele.

- Já que comentou sobre isso, você não tem planos de contar a Cristina sobre quem é amante do maridinho dela? Não sei, só para se vingar um pouco mais da Annabelle... – Marcos riu de uma forma um tanto maléfica e sentou-se a mesa.

- Até cogitei essa possibilidade e confesso que é uma ideia bem tentadora, mas não faria sentido, além de me mostrar mais vadia e sem caráter do que Cristina me julgava, sei que em breve ela descobrira que Annabelle é irmã de Damon afinal está bem exposto seu sobrenome na porta da sala dela e será bem mais divertido vê-la se ferrar por si só, sem que eu ajude... – dei de ombros sorrindo com o mesmo tom maligno que Marcos utilizara.

- Damon falou alguma coisa sobre Cristina ter descoberto sobre Annabelle? – Caroline perguntou.

- Ele me agradeceu por eu não ter contado a ela sobre a irmã e eu mesma fiquei grata a mim mesma por não ter feito isso, não quero que Damon ou que Cristina pensem que eu sou vingativa como alguns acham... – fuzilei Marquinhos com o olhar evidenciando que falava sobre ele – E isso não é de meu respeito, briga de marido e mulher não se mete a colher...

- E tudo isso é muito irônico, não acha? Essa coincidência toda, até parece que moramos em uma cidade com cinco mil habitantes... – Caroline comentou.

- Querida, estamos falando de Elena Gilbert, já viu alguma coisa sendo normal e dando certo na vida dessa mulher? – Marcos respondeu com deboche enquanto colocava os guardanapos a mesa.

- Obrigada, Marquinhos, isso foi bem motivador! – disse com ironia o fazendo rir.

- Vai dar tudo certo, E., você vai ver...

- Assim espero porque da ultima vez que as coisas estavam se encaminhando para dar certo, tudo desmoronou e eu não sei se vou conseguir me reerguer mais uma vez – assumi suspirando fundo – Agora é só esperar a pizza chegar – adicionei ao terminar de colocar os copos ao lado dos pratos, tentando desviar o assunto. Não queria assuntos tensos naqueles dias, queria aproveitar ao máximo meus amigos e me divertir com ele, esquecer um pouco das coisas que estavam acontecendo.

- Calma Lena, o mais difícil, que era conseguir o amor de Damon, você já conseguiu... Nada vence isso... – Caroline sorriu para mim de forma encorajadora e eu me sentei ao seu lado para assisti-la dar de mama a Claire e ficar ao seu lado.

- As coisas realmente estão dando certo para você depois de tanto se ferrar, quem diria ein Dona Elena Gilbert – Marcos riu sentando-se a poltrona a nossa frente e sem conseguir me controlar, arremessei com força a almofada ao meu lado em meu amigo debochado – Caroline, se eu sumir você já sabe o que aconteceu; Elena me matou e escondeu meu corpo. Essa mulher é tão nervosa e estressada que nem parece que transa todos os dias, meu Deus.

- Quem transa todos os dois? Eu? – perguntei desentendida e ele afirmou – Eu não transo todos os dias, Marcos, de onde você tirou isso? Eu não tenho mais uma vida sexualmente ativa como tinha antes! – me defendi com um pouco de indignação e pude ver de relance meus amigos se entreolharem e começarem a rir de mim.

- Ai essa é nova, Elena! – Caroline disse em meio a risos.

- Elena, você é muito engraçada, sério! Tudo bem, concordo que sua vida sexual não esteja tão ativa como antes e isso é bom né, meu bem, porque cinco ou mais homens por noite não é fácil... – Marcos debochou me fazendo fuzila-lo com o olhar e prosseguiu com seu pensamento, ignorando a forma com que eu o olhava – Mas fala sério, querida, você passou sete dias na casa de Damon e você quer que eu e Caroline acreditemos que vocês não mandavam a ver naquela cama enorme de noite? – ele riu com malícia e piscou o olho para mim.

- Marcos Delago! – o repreendi corando vividamente – Céus, você não tem limites mesmo... – o repreendi balançando a cabeça negativamente – E não que isso seja do seu interesse, mas eu e Damon não transamos todos os dias e principalmente quando Emily está em casa!

- Ok, essa piada é ótima também, Elena! – Marcos disse ainda rindo de mim – Por acaso essa garota não dorme, não? Aquele apartamento não tem portas por acaso?

- Em que século vocês vivem? E quando vocês tiverem filhos, como vão fazer? – Caroline se intrometeu, ajudando Marcos a me deixar ainda mais encabulada.

- Não, ok? Nós não transamos quando ela está lá, Damon é cuidadoso com isso e eu não quero que Emily fique a par de quando e do que eu e o pai dela fazemos na cama... – me defendi mais uma vez.

- “Damon é cuidadoso com isso” ok, me conte outra porque essa desculpa fajuta realmente não funcionou, principalmente vindo de um casal que já foi pego no flagra duas vezes... – Marcos disse presunçoso me fazendo rir inconformada.

- Oh céus, o que aconteceu para vocês estarem de complô contra mim? – cruzei meus braços encarando os dois – Isso passou, ok? Damon está cuidadoso agora, trancamos muito bem trancada a porta do quarto, somos silenciosos e tomamos todo cuidado, ok?

- Viu só como vocês fazem! Por favor né Elena, eu te conheço, sei que parece ter mel ou algum tipo de doce nas regiões baixas e que você é insaciável... Qual é Elena, você sempre contou as coisas para nós, porque isso agora? – Marcos perguntou fingindo estar magoado.

Realmente não havia motivos para me envergonhar de falar sobre minha vida com Damon para Marcos e Caroline quando costumávamos a conversar abertamente sobre o assunto, mas com Damon era diferente... Com ele eu me esquecia do quanto costumava a ser promiscua, com ele o sexo era significativo enquanto que com os outros homens era apenas meu trabalho, algo costumeiro e sem importância então não me importava de dividir aquilo com eles e confesso que todo aquele assunto nos rendia muita risada, mas em compensação com Damon, eu não estava expondo apenas a mim mas a ele também.

- Porque com ele não é apenas sexo... – assumo encolhendo os ombros – Antes, o sexo era coisa do meu cotidiano mas agora não, é especial com ele e com Damon eu gosto... – mordi meu lábio sentindo minhas bochechas corarem levemente – Eu não sei explicar, de certa forma isso se tornou algo pessoal por ser com ele mas por exemplo, se fosse com Matt eu não ligaria, entende?

- Hmm... Não... – Marcos disse pensativo e suspirou fundo – Mas agora que você assumiu que tem vergonha que eu vou insistir em falar ainda mais sobre isso com você, afinal, amigos são para isso! – ele deu de ombros com indiferença fazendo Caroline rir baixo. Com a intenção de desviar o assunto, vou para o lado de Carol, que segurava Claire de uma forma segura para que ela não passasse mal após mamar e me agacho na altura do rosto de minha sobrinha para brincar com ela.

- Você viu o que esses dois bobos estão fazendo com a sua tia, Claire? Defenda a titia, pequena, porque os dois estão impossíveis! – forcei uma voz infantil para falar com ela sorrindo fraternalmente.

- Nem pensar! – Caroline riu – Ainda bem que ela não entende absolutamente nada do que vocês estão falando...

- Pode deixar que a tia tomará cuidado com o que fala quando você crescer, está bem, pequena? – eu ainda sorria para ela feito uma boba e antes que pudesse me afastar, Claire sorriu abertamente para mim fazendo meus olhos encherem-se de lágrimas e meu peito amolecer – Ela está sorrindo para mim, oh meu Deus... Você está sorrindo para a tia, meu anjo?

- Ah não acredito, estou com ciúmes! – Marcos saiu de trás do balcão da cozinha e veio até nós, assumindo a mesma posição que eu para ficar a altura de Claire – Você sorri para ela mas não sorri para seu tio palhaço que tenta arrancar um sorrisinho sequer de você? – choramingou inconformado.

- Oh, ela me ama! – provoquei de forma amolecida – Eu te amo também, pequenina... – sorri mais uma vez para ela, passando as costas de meu indicador delicadamente em sua bochecha gorducha.

- Claire, que tios mais bobos eu fui arrumar para você, minha filha... – Caroline riu e beijou demoradamente a bochecha dela – Agora será que algum dos dois pode pegar essa coisinha aqui para uma mãe desesperada poder ir ao banheiro esvaziar a bexiga?

- Eu pego! – Marcos disse primeiro me lançando um olhar presunçoso – Contente-se Elena, ela já sorriu para você!

- Olha, porque vocês não brigam para trocar as fraldas dela também? Deixa-la limpinha também é importante! – Carol interviu enquanto entregava Claire no colo de Marcos e se levantava para ir ao banheiro.

- Dá um sorriso para o titio, Claire, dá... – Marcos afinava ainda mais a voz para falar com Claire e eu apenas assistia aquela cena com um sorriso presunçoso no rosto.

- Acho melhor não balança-la muito, Marcos, sei que gosta dessa camisa... – ri baixinho ainda sorrindo para ele. Assim que acabei de falar, não pude conter um riso alto ao ver que Claire havia vomitado em sua camisa, sujando um pouco sua camisa.

- O que foi biscate, porque você está rindo? – ele olhou para ela e sua feição de nojo me fez rir ainda mais alto – Ah céus, porque fez isso com o tio, sua danadinha? Está de complô com aquela vadia da sua tia, não é? – ele afastou a bebê de seu colo, de forma que ele ficasse fora do alcance caso ela vomitasse novamente e a encarou sério mas ainda mantendo aquele tom brincalhão de sempre, corri rapidamente em direção a eles e a peguei mais que depressa em meu colo.

- E no fim ela acabou nos braços da tia que ela tanto adora, ah que triste – fingi lamentar enquanto passava o pano de boca para limpar a boquinha suja de Claire – Vá se limpar, Marcos, ouvi dizer que vômitos de bebês mancham e nunca mais saem – menti e ri ainda mais alto de seu desespero. Assim que ele correu para a lavanderia, me vi sozinha com aquela pequena e peguei sua mãozinha e sorri para ela mais uma vez – Ei princesa da tia, você fez arte no tio Marcos foi? Tudo bem, ele não liga, apesar de ser um pouco fresco... – disse para ela, usando uma voz doce e suave e assim que nossos olhares se encontraram, meus olhos encheram-se de lágrimas... Queria que fosse meu bebê em meus braços, na verdade, o sonho de ser mãe ás vezes me atingia ainda mais devido a Claire, via minha amiga realizada com sua filha e desejava ainda mais intensamente aquilo para mim, queria muito poder ter um filho mas minha consciência dizia que estava marcada para nunca ser mãe.

- Voltei, e acabei cruzando com Marcos desesperado lavando a camisa – Carol disse rindo – Queria que disputassem ela de noite quando ela berra de fome, dor ou com fralda suja...

- Sem problemas, mas o problema da fome obviamente eu não iria conseguir solucionar – sorri de forma boba para Claire e beijei sua bochecha demoradamente, mas acabei sendo interrompida pelo toque estridente do interfone.

- A pizza chegou! – Marcos gritou da lavanderia.

- Eu percebi, Marquinhos... – o respondi ironicamente – Vamos lá com a tia pegar a pizza, amor? – perguntei a Claire olhando para Caroline a pedindo permissão e fui concedida por um acenar positivo.

- Querida, como você vai levar Claire no colo e trazer a pizza? – Marcos voltou para a sala sem camisa.

- Eu peço para o entregador subir, ok? Me esquece, Marcos! – revirei os olhos e sai com Claire em meu colo para pegar a pizza.

Durante os três andares e os seis lances de escadas, desci com Claire em meu colo cantarolando uma música animada para ela e assim que abri a porta para o entregador de pizza, pedi para que ele levasse meu pedido até o apartamento e o guiei, não só na ida mas na volta também para que abrisse a porta de saída para ele ir embora.

- Obrigada, viu! – disse sorrindo educadamente e entregando a ele o dinheiro – Boa noite!

- Obrigado você, boa noite... E linda sua filha, por sinal, tenho uma pequena quase do tamanho dela também e sei como é gostosa essa fase, aproveite – ele sorriu gentilmente para mim e deu as costas antes que eu pudesse corrigi-lo, dizendo que ela era minha sobrinha e não minha filha, mas então um sorriso deslumbrado e breve apareceu em meu rosto por ter ouvido aquilo, porém aquele resquício de excitação logo sumira devido a triste realidade; eu sequer podia ter filhos. Suspirei fundo me sentindo ainda mais frustrada e Claire resmungou baixinho em meu colo, me tirando de meus devaneios melancólicos.

- Você quer a mamãe, não é? Tudo bem, a tia te leva até ela... – disse a ela com aquele tom infantil costumeiro e subi os três andares de volta ao apartamento.

Assim que chegamos, logo entreguei Claire a Caroline e então aproveitamos para jantar. Comemos os três conversando enquanto brincávamos com Claire e após comermos, ajudamos Carol a dar banho na pequena e nos juntamos no quarto de Marcos para conversar mais um pouco.

- Posso vesti-la? – perguntei a Caroline quando ela colocou Claire enrolada na toalha de banho sobre a cama de Marcos para vesti-la.

- Mas é claro que pode, se precisar de ajuda... – minha amiga sorriu e me deixou assumir seu lugar em frente a Claire.

Sequei aquele corpo pequenino com cuidado e então coloquei sua fralda, igualmente pequena, logo depois de protegê-la com a pomada para assaduras para começar a vestir seu pijama rosa claro. Confesso que não era muito fácil vestir um bebê praticamente recém-nascido porque além de ter medo de machuca-la, Claire não parava quieta e era um tanto difícil de vesti-la quando ela não parava de mexer seus bracinhos e pernas, obviamente não era tão difícil assim mas a minha falta de pratica tornava aquilo muito complicado.

Parte de mim tinha consciência de que não iria conseguir ter filhos e por mais que me doesse insuportavelmente ter que assumir isso, não podia continuar me iludindo, engravidando e perdendo meus bebês, então iria aproveitar ao máximo a filha de Caroline mesmo que ela fosse apenas minha sobrinha.

- E ai, tia Lena, quando você e o tio Damon vão fazer um amiguinho para mim? – Caroline perguntou assim que eu terminei de vestir sua pequena e ao perceber o quanto aquele meu momento com Claire havia me tocado.

- Um dia, quem sabe... – respondi forçando um sorriso para que eles não percebessem que havia algo de errado comigo e beijei a bochecha de Claire demoradamente – Pronto princesa, está vestida!

- Obrigada tia... – Caroline respondeu.

- Hm, sabem o que eu estava pensando? – Marcos manifestou-se após longos minutos em silêncio, sentado no canto de seu quarto – Em como a Annabelle consegue dar conta do Bart que é um velho enquanto não conseguia segurar nem aquele panaca do Jeremy... – ele disse pensativo e assim que concluiu seu pensamento riu alto do que havia dito me fazendo rir extremamente alto.

- Marcos! – disse em meio a risos – Mas você tem razão, isso é algo a se pensar... Não faço ideia do que aquela mulher fez para conseguir prender um velho, que obviamente já não é a mesma coisa na cama que um homem da idade de Jeremy.

- Você poderia provoca-la com esses argumentos, não é? Acho justo você se vingando dela da mesma forma que ela fazia com você, imagine só a cara daquela perua... – meu amigo gargalhou alto jogando a cabeça para trás – Por favor, lembre-se de gravar isso caso for fazer, ok?

- Marcos, você não presta! – Caroline o repreendeu e pegou Claire em seu colo.

- Mas é verdade, Carol – disse defendendo Marcos – Tudo bem que eu não gosto de Bonnie mas tenho que ser sincera, ela é muito melhor do que Annabelle fisicamente e aposto que em outras horas também, já que ele preferia pagar por sexo com uma prostituta do que aproveitar a namorada...

- Sabe o que eu acho? – Marcos disse mais uma vez pensativo – Eu acho que Annabelle dopa esse velho com aquele remédio azul, é a única explicação!

- E eu acho que nós devemos mudar de assunto, não quero mais falar sobre Annabelle, Cristina ou Bonnie! Marcos, você disse que tinha planos divertidos para essa semana e até agora a única coisa realmente divertida foi Claire vomitando na sua camisa preferida!

- Você não disse isso, sua vadia, me ofendeu ok? – disse de olhos cerrados e então se levantou de onde estava sentado – Eu ia esperar Claire dormir para colocar meus planos em pratica... Esperem que eu já volto!

Marcos saiu do quarto e após certo tempo preparando algo na cozinha e fazendo barulho com o que estava mexendo, ele voltou com seu cooler cheio de gelo e com garrafas de vodca lá dentro. Obvio, porque eu não imaginei que praticamente entrar em coma alcóolico estava entre os planos de diversão de meu amigo?

- Como nos velhos tempos! – exclamou presunçosamente e me entregou uma garrafinha da bebida para mim – E para você que não pode beber, trouxe isso aqui... – entregou a Caroline uma cesta cheia de chocolates e doces que ela gostava – E tem suco aqui também, não se preocupe!

- Definitivamente vamos ter que repetir isso assim que eu parar de amamentar Claire! – Carol respondeu com o cenho franzido e pegou a cesta com as guloseimas da mão de Marcos.

Sem esperar muito tempo tratei de abrir minha bebida e bebi um gole grande do conteúdo, fazendo cara feia ao sentir minha garganta queimar mas tomando outro gole grande em seguida.

- Vocês sabem como eu sou fraca para bebida então é melhor me controlarem... – comentei gesticulando com a mão que segurava a garrafinha.

- De jeito nenhum, você é muito mais divertida bêbada! – Marcos riu e bebeu um gole grande.

- Falando em Elena bêbada, me lembro de um de seus aniversários, Marcos, que saímos com seus amigos e um policial acabou nos parando... – Caroline e Marcos começaram a rir me fazendo revirar os olhos, lembrando-me direitinho dessa cena situação extremamente constrangedora – E a Elena, quando foi tentar se explicar, além de dar em cima do policial o chamando para ir ao Soho Dolls, acabou vomitando nele! Ele poderia ter te prendido, Elena, de certa forma você tentou suborna-lo, com sexo mas tentou.

- Vocês não se esquecem disso, não é mesmo? Em minha defesa, o policial era bonito e depois que eu disse o que eu era eles nos liberou! – me defendi.

- É claro que ele nos liberou, além de estar com a farda toda vomitada, nós não tínhamos feito nada de errado e só você era a bêbada do grupo... – argumentou Marcos.

- Olha, eu posso ter vomitado nele, mas uma semana depois quem estava no Soho Dolls procurando por mim? – sorri presunçosamente levando á boca a garrafa – E não foi uma vez só...

- Eu me lembro também da primeira vez que você ficou bêbada, tínhamos acabado de nos conhecer e você tinha poucos meses no Soho Dolls, seus colegas tinham descoberto sobre sua vida noturna e você acabou afogando as mágoas na bebida, me lembro de ter rido horrores com seu discurso feito aos prantos e em cima do balcão da boate, gritando em meio soluços que era vadia mesmo e que isso era problema seu... – meu amigo riu e Caroline tentou conter o riso enquanto ninava Claire em seus braços.

- Isso não foi engraçado, ok? Foi traumático ver os pais de minhas amigas com nojo de mim, os meus colegas me oferecendo dinheiro para que eu tirasse a virgindade deles e ainda não ter ido ao baile de formatura por que ninguém me convidara... Além do mais foi quando eu levei a primeira surra de Logan por ter bebido do bar da boate.

- Lena, estamos tentando ser divertidos, ok? Você bêbada em cima do balcão do bar da boate realmente foi engraçado, vamos esquecer os detalhes... – Caroline me reprimiu um tanto severa e eu encolhi os ombros como se pedisse perdão, enquanto terminava a primeira garrafa de vodca da noite.

- Me lembro também de quando tivemos que te buscar do outro lado da cidade porque um cliente te embebedou e acabou te largando no bar. Aquele dia realmente foi engraçado, você chorava em desespero, Elena, e ainda ligou para o cliente dizendo horrores para ele...

- Aliás, como deixou um cliente te embebedar, Elena? – Caroline perguntou inconformada e eu apenas dei de ombros.

- Ele era legal, ok? Tínhamos uma relação legal e durante a conversa acabei bebendo demais, sempre fui fraca para bebida então rapidamente um tanto alterada e ao perceber que aquela noite eu não iria conseguir atendê-lo, ele simplesmente me largou lá sozinha – expliquei enquanto me levantava para ir até o cooler pegar outra bebida para mim.

- Oh sim, percebo o quanto ele era legal... – Caroline ironizou.

- Hm acho bom vocês pararem de falar das minhas histórias porque não preciso nem comentar que tenho situações ainda mais constrangedoras de vocês bêbados... Por exemplo, se lembra Marcos de quando você fez um aniversario em uma boate gay e acabou bebendo demais e subiu no balcão do bar para fazer um strip-tease ao som de Beyonce? Ou então quando descobriu que foi traído pelo seu namorado? E aquele natal que você saiu cantando Jingle Bells pela rua?! – disse em meio a risos, olhando para Caroline.

Em meio a risos, conversas e lembranças, eu e Marcos já havíamos perdido as contas de quanto já havíamos bebido e enquanto meu amigo estava apenas dando indícios de embriaguez, eu já estava realmente alta, Caroline já havia feito Claire dormir e a colocado em seu cesto de vime, que ela havia levado, e então se juntara a nós enquanto acabava com os doces daquela cesta. Não fazia ideia do quanto estava precisando de momentos como aquele com os dois e mesmo que não fosse aconselhável beber daquele jeito em dia de semana, estava pouco me importando para a ressaca que teria no dia seguinte, queria apenas me divertir com meus amigos como há tempos não fazia.

- Costumávamos a nos divertir apesar de tudo, não é mesmo? – Carol comentou suspirando fundo.

- Ai meu Deus, vocês costumavam a ser muito mais divertidas, agora que estão quase casadas parece que desaprenderam a viver, credo, sinto falta dos velhos tempos!

- É claro que sente, não era você quem sofria na mão de clientes! – defendi – Definitivamente não sinto falta dos velhos tempos, ainda tenho vocês aqui, não é mesmo então nada me falta.

- Quer saber o que eu acho? Acho que você realmente sente falta mas não quer assumir... – Marcos provocou.

- Uh realmente sinto falta, principalmente daqueles clientes carrascos, de fazer sexo oral em homens que não conhecia ou então de ficar de quatro para eles... – ri sarcasticamente e bebi um gole grande da bebida.

- Oh sim, eu me lembro do quanto as duas sofriam com isso, era tão engraçado ver a dificuldade de vocês em sentar, fazer os exercícios na academia ou então ensaiar no pole dance...

- Cretino! – ri o reprimindo – Você ri porque não era contigo... Mas aposto que se fosse, você não iria sofrer tanto porque sei que gosta...

- Gosto mesmo, ok? – Marcos se defendeu dando de ombros.

Acho que as poucas e talvez única restrição que tinha, era sexo anal, detestava aquilo e era extremamente grata por Damon nunca ter tentado algo como aquilo. Mesmo que tivesse sido uma prostituta e que já tivesse ido para cama com diversos homens, não conseguia me sentir confortável fazendo tal coisa.

“Assim que entramos em meio a beijos no quarto, fui empurrada com força contra a cama e o homem que me acompanhava aproximou-se de mim, aproveitando que eu estava caída de bruços para abrir o zíper da calça. Ele parecia apressado e de certa forma aquilo me tranquilizava um pouco, presumia que ele não fosse querer algo muito elaborado devido a sua ansiedade e desespero então significava que aquele programa não iria se prolongar tanto e eu ficaria livre de mais um cliente naquela noite.

O cliente era bonito e um tanto atraente, conversamos um pouco antes de irmos para o quarto mas ele não falava muito, seu jeito sério e o sorriso sedutor era o que mais chamava atenção e provavelmente muitas mulheres sonhavam em tê-lo em sua cama, mas eu sequer sentia vontade de beija-lo, só queria que aquilo acabasse logo para que seguisse para o próximo cliente...

Ainda deitada na cama como ele havia me jogado, o ouvi se despir com rapidez e então se aproximou de mim, pegou com força meus quadris me forçando a ficar de joelhos e enlaçou os dedos em meus cabelos, os puxando com força para trás. O senti abrir meu sutiã para em seguida abaixar minha calcinha, e então me forçou a chupar seus dedos enquanto tentava forçar seu membro em um lugar totalmente inadequado em mim. Rapidamente ao entender sua intenção eu me afasto e me viro de frente para ele, de forma que esquivasse mas continuasse com aquele tom sedutor e vulgar que havia percebido que tanto gostava.

- Hey delicia, vamos com calma... Para que ter pressa? – passei a mão pelo seu peitoral nu – Sem camisinha não rola, são regras da casa... E essa posição fica muito melhor com uma lubrificação adequada, não acha? – com a voz suave e sexy, usando um tom persuasivo mas que o seduzisse ao mesmo tempo e fiz questão de sussurrar em seu ouvido e roçar nossos corpos para persuadi-lo ainda mais.

- Ande logo com isso, Nina, quero comer você logo! – ele disse de forma apressada e maliciosa mas logo tratei de me levantar da cama para pegar o gel lubrificante da gaveta e um preservativo da taça de vidro que ficava na mesa ao lado da cama.

Sem dúvida alguma, sexo anal estava em primeiro lugar na lista de coisas que eu mais odiava na cama, se já não conseguia me satisfazer com o sexo "convencional", o anal me afastava ainda mais do prazer e não conseguia imaginar em que mundo aquilo conseguia satisfazer uma mulher quando o que eu sentia era apenas dor e incomodo. Sempre que algum cliente tentava, o que era muito frequente, eu fazia de tudo para que ele mudasse de ideia, o agradava ao máximo, deixava que ele me tocasse e até fazia certo esforço para sentir prazer com seus toques, porque além de simplesmente odiar aquilo, eu prezava a ideia de me sentar sem dor. Achava um tanto humilhante ficar de quatro para um homem que sequer conhecia para sentir nada além de dor.

Ao pegar o que precisava, voltei para cama me ajoelhando no colchão de frente para ele para que pudesse colocar o preservativo devidamente em seu pênis e antes que ele se manifestasse, puxei seu rosto para mim para tentar mudar seu desejo.

- O que acha de aproveitarmos do jeito convencional, querido? – sussurrei em seu ouvido, roçando os lábios no lóbulo de sua orelha – Eu estou louca de desejo por você e seria covardia ignorar o quanto já estou pronta para te receber... – mesmo que aquilo fosse mentira, iria ter que me concentrar para conseguir sentir prazer com o que estava prestes a fazer, queria mostrar a ele que realmente estava excitada para tentar me livrar daquilo que mais odiava.

Enquanto acariciava sua nuca e mordiscava seu lábio, peguei uma de suas mãos que estavam em minha cintura e a levei a minha intimidade o fazendo me tocar e me concentrando, de olhos fechados para que conseguisse tirar algum proveito daquilo. Deixei que ele me tocasse e enquanto me esforçava, pensando em coisas que realmente me excitavam, o ajudava com os movimentos, guiando seus dedos para ele saber onde me tocar.

- Sente? Estou assim só para você, delicia... – sussurrei mais uma vez em seu ouvido ao sentir que eu realmente estava excitada, mas ele soltou uma gargalhada um tanto rouca e retirou sua mão de mim, me empurrando com certa agressividade na cama me fazendo cair no colchão praticamente a sua mercê.

- Se vire de uma vez, quero você de quatro para mim, Nina! – disse mais uma vez e eu fiz um beicinho manhoso, deixando minhas pernas abertas para que ele entendesse o que eu queria – Esse seu beicinho me deixa com mais vontade de te foder, anda logo, Nina... – ele estava relutante e já mostrava impaciência, não queria perder aquele cliente e muito menos levar uma bronca de Meredith então, sem escolhas e após ter feito nele o oral mais demorado que conseguia, me virei como havia sido ordenado e o senti me lubrificar devidamente.

Fechei meus olhos com força, agradecendo mentalmente por ele não conseguir ver minha expressão, e agarrei os lençóis de seda com mais força ainda, me preparando para o que meu cliente queria fazer. Sem nenhum aviso prévio, ele me penetrou com força e mesmo que estivéssemos devidamente lubrificados, aquela dor e o incômodo de sempre fizeram meus olhos encherem-se de lágrimas... O que custava ele ser gentil?

- Geme para mim, geme, grita para mim... – ele puxou meus cabelos estocando mais uma vez em mim e sem conseguir me controlar, acabo gritando e gemendo como ele havia pedido.”

- Eu definitivamente não sinto falta dos velhos tempos também... – Caroline balançou a cabeça negativamente – Estou muito bem com apenas um homem e por sinal, o homem que eu amo... Não tem nada mais nojento no mundo do que ter que fazer sexo oral em um homem que você não conhece, não concorda, Lena? – assenti franzindo meu cenho em uma expressão de nojo – aquele gosto horrível da camisinha e aquela sensação horrível de... – antes que Caroline pudesse concluir seu pensamento, eu fiz questão de interferi-la.

- Por favor, Caroline, não fale mais antes que eu vomite, por favor!

- Vou fazer de conta que vocês não colocam o amiguinho dos machos de vocês na boca e fazem loucuras com eles...

- Não preciso nem comentar a diferença entre as situações, não é mesmo, Marcos?

“Aquela era minha segunda noite no bordel ainda, a segunda noite que estava fazendo programas e mesmo que já tivesse passado, pelo que me diziam ser o mais difícil, ainda estava extremamente assustada e com medo do que aquela segunda noite me aguardava.

Meredith e outras garotas me ajudaram com dicas, me ensinaram o que fazer para agradar um cliente e como agir com eles, já que havia recusado a “oferta” do dono do bordel de tirar minha virgindade, e mesmo após quase uma semana de “curso” intensivo para conseguir fazer um programa decente, ainda me sentia extremamente insegura e sem saber o que fazer. Tinha muitas coisas que eu sequer imaginava ser possível de fazer na cama, umas me embrulhavam o estômago só de ouvir falar como se faziam e outras faziam meu corpo arrepiar, de um modo ruim, quando me explicavam como funcionava.

Confesso que não era muito ingênua e inocente então logo entendi na teoria o básico de tudo, já havia imaginado inúmeras vezes como seria quando perdesse minha virgindade, pensava em como era fazer sexo com alguém mas em minha mente aquilo iria acontecer com alguém que gostasse e confiasse, não com um homem que sequer conhecia, tinha planos de me guardar para um namorado que gostasse de verdade mas infelizmente tinha que me convencer de que aquilo não fora possível.

Na segunda noite, após ter conseguido lidar com o desafio de convencer o cliente a ir para o quarto comigo, me vi em uma daquelas situações descritas pelas meninas que fazia meu estômago embrulhar; estava em meio as pernas daquele homem e ele empurrava com força minha cabeça para certa parte de seu corpo que eu realmente não queria tocar.

- Estou esperando, não vai me chupar não? – ele perguntou impaciente arqueando seus quadris para mim e eu pensei em algo para dizer a ele, gaguejando um tanto hesitante e com vontade de chorar – Anda, me chupa vadia!

Eu não tinha escolhas, seria obrigada a fazer aquilo... Suspirei fundo e então voltei a encara-lo.

- Não sem camisinha... – forcei um sorriso a ele e me levantei para pegar um preservativo. Rapidamente voltei a posição anterior e logo após colocar a camisinha nele, segurei seu membro com as duas mãos e de olhos fechados o levei timidamente a boca. O gosto estranho do látex da camisinha e a sensação estranha do lubrificante em meus minha língua, invadiu minha boca me fazendo fazer um enorme esforço para não fazer cara feia pelo sabor daquilo e então segui os passos que haviam me ensinado para fazer o oral.

O homem gemia alto e eu o sugava, o acariciava com a mão e a língua ainda de maneira tímida e continuando a me esforçar para não larga-lo ali mesmo e sair correndo para tomar água, escovar os dentes ou até mesmo vomitar. Suas mãos se prenderam com força em meus cabelos e ele empurrou minha cabeça para baixo, obrigando seu membro a entrar quase que por completo em minha boca fazendo uma ânsia horrível me invadir por ele ter ido tão fundo.

- Faz isso direito! – ele disse exigente e forçou mais uma vez seu membro em minha boca, me deixando sem escolhas a não ser correr e me trancar no banheiro do quarto e vomitar no sanitário de tanto nojo que estava sentindo.”

- Falando em velhos tempos, sinto falta de quando a Elena era a mais desinibida e falava absolutamente tudo para nós, agora ela está toda certinha, envergonhada e não quer nem admitir que vai para cama com Damon... Até parece que não sabemos o que ela faz, não é Caroline?!

- Bom, se vocês sabem o que eu faço, então porque insistem em perguntar? – provoquei – Aliás, porque só pergunta para mim? Caroline mora com Klaus, aposto que a vida deles é muito mais interessante.

- Vida? Que vida? Depois que Claire nasceu é possível contar nos dedos de uma mão quantas vezes eu e Klaus transamos então tenho certeza que você e Damon estão muito mais ativos que nós!

- Viu só?! – Marcos disse presunçosamente – Fala ai para gente Leninha, como o Damon é depois do sexo?

- Meu Deus Marcos, como assim? – perguntei rindo para disfarçar o leve rubor que se formava em minhas bochechas.

- Se ele faz carinho, se ele te elogia, como ele age depois do sexo entendeu?

- E porque você quer saber disso?

- Porque eu quero, oras! Fala ai Lena, não é nada demais e nem é tão pessoal assim! – Marcos insistiu me fazendo revirar os olhos, me dando por vencida.

- Ele é carinhoso, ok? Dependendo do dia ele elogia, me abraça e então dormimos abraçados... Satisfeito?

- Não! – ele riu alto – E ele gosta que você comande ou ele gosta de comandar? Sinceramente, vocês na cama deve ser algo absurdo porque levando em consideração a personalidade dos dois...

- Chega Marcos, isso é pessoal demais! – disse incrédula sentindo meu rosto esquentar ainda mais – Céus, eu não quero saber da sua vida pessoal com Mike, quem comanda, quem fica por cima por baixo ou seja lá como é, isso é constrangedor, sabia?

- “Isso é constrangedor, sabia?” – Marcos me imitou afinando ainda mais a voz.

- Marcos, levando em consideração o histórico dela... Eu acho que os dois brigam para comandar... – comentou Caroline.

- Assim como você e Klaus então, mas tenho certeza que você gosta de comandar só para ouvi-lo gemer e chamar por você com aquele sotaque, estou certa? – cruzei os braços olhando desafiadoramente para ela e a fazendo corar vividamente com a minha suposição certa.

- Hmm gostei de saber disso, conte mais Caroline! – Marcos disse interessado e eu suspirei aliviada por ter deixado de ser o foco da conversa.

- Já falei que não vamos muito para a cama e quando vamos é algo rápido, se fomos discutir sobre quem vai comandar Claire já acordou então é melhor fazer do jeito convencional mesmo...

- Ai que sem graça! – Marcos lamentou – Mas já que a dona interessante não quer falar sobre o Doutor Salvatore, vamos conversar sobre os outros homens dela...

- Que outros homens meus? Meus clientes? Está maluco?

- Não qualquer cliente, mas sim aqueles clientes... – disse enfocando o “aqueles” que eu bem sabia sobre quem se tratava – Sempre tive vontade de saber como foi a primeira vez que você sentiu prazer...

- Foi com Jake o meu primeiro cliente fixo, eu tinha acabado de fazer dezessete anos e tenho que ser sincera, foi incrível... Todas as meninas no bordel me falavam como era ter um orgasmo e eu me sentia terrivelmente excluída por não sentir absolutamente nada, confesso que sempre pensei que nunca iria saber o que era isso – dei de ombros e sorrindo com a lembrança – Ele era querido, sempre tentava me agradar e parece que percebia minha falta de experiência sabe? Foi na quarta vez que saímos que aconteceu, costumávamos a sair todas as quartas-feiras e naquela noite ele decidiu que sairíamos para jantar antes de ir para o motel e durante todo o jantar ele fazia questão de me elogiar e ser sedutor...

- Uh, Nina foi seduzida, então?

- De certa forma acho que sim... Do restaurante ao motel ele me fez carinho, me provocou tocando minhas pernas e quando chegamos ao motel foi inevitável não deseja-lo...

“Suas mãos seguravam minha cintura com foça e mesmo que mal tivéssemos começado a nos tocar, já sentia seu membro ereto contra minha intimidade fazendo uma sensação estranha atingir meu centro, era como se pulsasse e certo desespero tomasse conta de mim devido aquilo, era uma necessidade de algo, um desejo intenso de senti-lo talvez... Aquilo estava me enlouquecendo aos poucos e eu já não conseguia me controlar mais, a necessidade de senti-lo era maior do que tudo e me deixei ser guiada pelos meus instintos e necessidades naquele momento.

-Jake, o que acha de irmos para cama de uma vez? – perguntei um tanto ofegante, sentindo meu corpo inteiro arrepiar com o contato dos lábios daquele homem em meu pescoço. Em desespero, acabo rebolando em seu colo e sentindo seu membro pressionar aquela parte pulsante de meu corpo, me fazendo ofegar e gemer baixinho para ele.

- Oh céus Nina, você está ainda mais deliciosa hoje... – Jake sussurrou em meu ouvido enquanto apertava com força minhas nádegas e pressionando mais uma vez nossas intimidades.

Sem conseguir aguentar mais, eu me levanto de seu colo e retiro meu vestido curto ficando apenas de lingerie e assim que me vi livre daquela roupa, Jake encarou meu corpo com um olhar que exalava malícia e desejo e umedeceu seus lábios com a língua, mordendo o inferior em meio a um sorriso. Em resposta, pisquei sedutoramente meu olho esquerdo a ele e então o puxei pelo colarinho de sua camisa, o levantando do sofá que tinha no canto daquele quarto do motel, e então o joguei na enorme cama com certa agressividade, montando em seu colo de uma forma que nunca havia feito.

- Nina você vai me enlouquecer com essa pressa toda! — sua voz era um tanto rouca devido a excitação e ele riu baixinho, me assistindo despi-lo com pressa.

Quando finalmenteestávamos inteiramente nus e que eu já havia o protegido com o preservativo, Jake me virou na cama ficando por cima de mim e então me penetrou com força, arrancando de mim um gemido alto e desesperado de prazer. Céus, era disso mesmo que eu precisava, era daquilo que o meu corpo tanto necessitava. A cada estocada era uma sensação única, ele ia fundo e rápido exatamente do jeito que eu ansiava e os gemidos altos, vindo de mim e dele, ecoavam pelo quarto conseguindo nos excitar ainda mais. A cada estocada eu era empurrada a um lugar totalmente desconhecido de prazer e aos poucos meu corpo era invadido por um desespero delicioso misturado com uma satisfação e prazer jamais provado...

Quando Jake sentiu que eu estava chegando ao ápice daquilo, ele foi diminuindo a velocidade e a intensidade daquilo querendo prolongar o momento, mas eu necessitava de velocidade e intensidade então mudei nossas posições, ficando por cima dele, montada em seu colo de novo.

- Nós temos a noite inteira, Jake, podemos repetir isso quantas vezes você quiser mas agora eu quero que você goze logo para mim... – disse autoritariamente e comecei a me movimentar do jeito que queria, praticamente cavalgando em seu colo.

Ele gemia extremamente alto e eu não ficava para trás, suas mãos agarravam meus quadris com força e aos poucos aquela sensação fora voltando e ficando cada vez mais intensa. Sem conseguir controlar, minhas pernas se tencionaram em volta dele assim como meu interior e com um gemido extremamente alto, o que eu julgava ser um orgasmo, me atingiu, me fazendo cair extasiada sobre ele.

- Uau... – proferi ofegante, escondendo meu rosto na curvatura de seu pescoço.

- Deliciosa! – ele sussurrou em meu ouvido, mordendo com certa força meu lóbulo da orelha.”

- Eu me lembro do quanto você ficou pervertida depois disso – Marcos riu alto – Jake te deflorou, Elena...

- Mas é verdade, ele era ótimo na cama e uma grande decepção foi quando ele teve que voltar para França, Jake era uma ótima distração! – assumi dando de ombros e antes que pudesse voltar a falar, meu celular começou a tocar em meu bolso do casaco de moletom. Rapidamente saquei o aparelho e olhei na tela para verificar de quem se tratava – É Damon...

- Hmm acho que certo Doutor acordou atordoado no meio da noite após ter tido um sonho agitado com a Nina... – Marquinhos comentou me fazendo revirar os olhos e levantar de onde estava sentada, cambaleando um pouco devido ao meu lado ébrio.

- Hm sexo por telefone! – adicionou Caroline, entrando no clima de Marcos... Oh céus, o que eu tinha feito para merecer isso?

Ignorando os comentários maliciosos atrás de mim, eu segui para a cozinha e então atendi a ligação em um lugar seguro, onde tinha certeza de que eles não iriam ouvir minha conversa e de que Damon não iria escutar os comentários indevidos dos dois.

- Boa noite, Doutor Salvatore, o que devo a honra de sua ligação a essa hora da noite? – disse mordendo o lábio inferior em meio a um sorriso.

-Elena? Você está bêbada? – perguntou em um tom divertido e eu franzi o cenho desconfiada... Estava tão evidente assim a minha embriaguez?

- Hm, acho que sim... Marcos comprou algumas bebidas para nós e eu acho que exagerei um pouco...

-Pois é, percebi! – ele riu do outro lado da linha me fazendo sorrir pelo som gostoso de sua gargalhada ­– Desculpe por te ligar a essa hora mas meu dia foi extremamente corrido, só conseguir parar agora...

- Tudo bem...

- Você se lembra de que amanhã é o aniversario de Emily, não é? – perguntou desconfiado. Eu me lembrava? Forcei meu cérebro lento e minha memória falha a pensar sobre o assunto... Oh sim eu me lembrava e por sinal, já havia comprado até seu presente...

- Mas é claro que eu me lembro, até comprei a coleção de livros daquele autor... Como é mesmo o nome dele? – franzi meu cenho forçando mais uma vez minha memória e Damon riu mais uma vez do outro lado da linha – Enfim, daquele autor que ela gosta...

- Acho que sei qual é, ela vai adorar... E eu comprei o dela hoje na hora do almoço, aquele celular que ela estava querendo – ele suspirou fundo e pude ouvi-lo bocejando um tanto cansado – Amanhã passaremos ás sete horas para te buscar para irmos jantar, ok?

- Pode deixar, estarei esperando vocês dois pronta...

- Hm, você precisa saber de uma coisa... Minha mãe vai estar, Emily pediu para que a avó fosse e eu não tinha como recusar... – ele disse em um tom sutil mas ouvir aquela notícia fizera todo meu corpo arrepiar e uma sensação estranha invadir meu estômago.

- A su... su sua mãe? – gaguejei um tanto hesitante.

- Sim – ele assentiu – Vai dar tudo certo, meu anjo, eu prometo.

- Damon, tem certeza que eu devo ir?

- Tenho! Emily te convidou e ela ficaria arrasada se você não fosse, já basta a desnaturada da Annabelle que a trocou pelo trabalho...

- Tudo bem, vou estar esperando vocês dois pronta – disse me dando por vencida.

- Ótimo... Vou te deixar voltar para Marcos e Caroline, se divirta ok?

- Pode deixar e bom descanso.

- Boa noite, meu amor, e pegue leve na bebida viu...

- Ok... – ri baixinho – Boa noite! – disse por fim e ele desligou a ligação.

- Sua sem graça, nem para nos deixar ouvir a conversa... – Marcos assim que entrei no quarto.

- Para a sua informação, nós não falamos nada demais...Ele só quis me dar boa noite e me lembrar de que amanha é o aniversário de Emily.

- Aniversário de Emily? Onde vai ser? – Caroline perguntou interessada.

- Em um restaurante que ela escolheu, vai ser algo pequeno, apenas nós três e... a mãe de Damon – respondi franzindo meu cenho, fazendo uma careta desconfortável.

- A mãe de Damon? Vai finalmente conhecer a sogra, Elena? – perguntou Marquinhos com certo deboche.

- Por favor, não vamos tocar nesse assunto porque não quero estragar a noite, só de pensar no que irei ter de enfrentar amanhã meu corpo se arrepia inteiro!

- Tudo bem, não falaremos, mas só vão vocês quatro? E Annabelle? – Carol perguntou mais uma vez.

- Ela não vai, pelo que eu entendi ela precisa trabalhar mas vai fazer alguma coisa com Emily na sexta-feira, Damon liberou a visita da tia pelo menos no aniversario dela... – respondi.

- E você acha que mesmo com Damon a ameaçando ela vai parar de sair com Bart?

- Obviamente não... Mas isso não vem ao caso, vamos mudar de assunto! – disse apanhando outra bebida para mim – Emily me disse essa semana que gosta de vocês e que era para convida-los para irem visita-la.

- Que querida! – Caroline sorriu.

- Porque não a trouxe para ficar conosco hoje, iriamos nos divertir muito mais! – Marcos resmungou.

- Oh sim, obviamente, ela iria adorar ouvir as conversas de vocês sobre minha vida sexual com o pai dela ou então como foi meu primeiro orgasmo... Francamente, Marcos! – ri o reprimindo – Mas pode deixar que em um dia em que Damon estiver de plantão, eu a trago para cá...

...

Como combinado, ás sete horas em ponto, Damon e Emily me esperavam em frente ao prédio de Marcos para seguirmos para o restaurante onde Emily escolhera celebrar seu aniversário. Não fazia ideia de onde era o lugar mas pelo que Damon havia me dito era um restaurante refinado que eles costumavam a frequentar em datas festivas quando Katherine estava viva ainda, segundo a ele, o local era especial pois além de ser o preferido da filha e da ex-esposa, os três comemoravam juntos os aniversários de casamento do casal.

Emily estava animada, apesar de lamentar-se um pouco por sua tia não poder comemorar aquele dia com ela, durante o caminho não parava de nos contar o que ela e suas amigas estavam programando para o final de semana e o quanto tinha adorado seus presentes, o celular que Damon comprara já havia substituído o antigo e os livros que eu dera estavam em seu colo como se cuidasse de uma joia.

Ela estava linda, como sempre, com os cabelos jogados para lado e com uma maquiagem fraca, ela usava um shorts desfiado com uma camiseta branca comprida com uma estampa em preto, uma jaqueta de couro marrom e uma bota cano baixo igualmente marrom com franjas, lembrava-me vagamente de termos escolhido aquelas peças juntas. Damon estava igualmente incrível, com um blazer preto que contornava perfeitamente sua silhueta e uma regata branca por baixo com uma gola em “v” que marcava seu peitoral, que estava ficando ainda mais definido nos últimos tempos, e para combinar uma calça jeans lavagem escura, seus cabelos bagunçados mas ao mesmo tempo arrumados o deixavam ainda mais lindo e irresistível, me fazendo amolecer por dentro... Era incrível que mesmo após ter passado uma semana junto a ele, eu ainda sentia saudades.

- Pai, minha avó vai estar lá, não é mesmo? – Emily perguntou impaciente no banco de trás, olhando pela janela do carro enquanto segurava o pingente de patins que eu havia comprado a ela e mais alguma coisa que eu não conseguia identificar o que era.

- Vai sim filha, fique tranquila! – Damon a tranquilizou sorrindo pelo retrovisor.

- Ela vai mesmo, Damon? – perguntei em um sussurro, olhando para ele um tanto agoniada. Desde ontem que ele havia me dado a notícia de que sua mãe iria jantar conosco, me esforcei ao máximo para manter a calma e ainda que meu dia tivesse sido um tanto agitado na loja me mantendo ocupada, naquele momento no carro fora impossível conter o frio na barriga devido ao nervosismo de conhecer minha sogra.

- Vai sim e acho que já está ate nos esperando por lá... Dona Pearl não costuma se atrasar – respondeu soltando um riso anasalado me fazendo olha-lo em desespero, esperava que ele negasse isso e acabasse me respondendo que sua mãe desmarcara de ultima hora o compromisso, mas minhas esperanças se esvaíram e aquele nervoso e insegurança inquietaram a boca de meu estômago.

- Damon... – grunhi entre dentes e levei minha mão discretamente a sua coxa para aperta-la.

- Fique tranquila, Lena, minha avó vai adorar você! – Emily disse ao perceber minha preocupação.

- Emily tem razão, minha mãe vai gostar de você – Damon sorriu pegando minha mão e levando até seu rosto para deixar um beijo nas costas dela e então deixou nossos dedos entrelaçados como se me acalmasse – Já estamos quase chegando...

- Que bom porque eu estou com fome! – comentou Emily.

"Minha mãe vai gostar de você!" "Minha avó vai adorar você!"

Porque isso não me convencia? Estava com a péssima impressão de que Pearl iria me detestar e em minha mente formava-se a imagem de uma mulher arrogante e perua, como aquelas clientes que costumava a atender na loja, que iria me tratar mal e fazer perguntas indiscretas sobre minha vida. O que me deixava ainda mais receosa era o fato de ter quase certeza de que ela sabia sobre mim, sobre o meu passado, tinha a leve impressão de que Annabelle já havia contado tudo o que acontecera a elae como uma mãe, obviamente não aprovaria o meu relacionamento com seu filho e o que eu menos precisava era mais uma pessoa, de peso diga-se de passagem, no time anti Elena.

A viagem demorou apenas mais dez minutos mas para mim fora como se tivesse durado o equivalente a apenas dez segundos, Damon segurava minha mão, a música no rádio era animada mas nada disso conseguia me distrair. Assim que chegamos, Emily avistou o carro da avó e seguiu até o restaurante primeiro para encontrar com ela, nos deixando para trás.

- Damon... – choraminguei baixinho, me apertando mais a ele.

- O que foi, anjo?

- Estou com medo... – respondi abaixando minha cabeça, um tanto envergonhada.

- De minha mãe? – assenti ainda de cabeça baixa e ele tocou meu queixo, erguendo meu rosto delicadamente – Elena, não precisa ter medo dela, você sabe que eu nunca te submeteria a uma situação ruim, eu já conversei com ela sobre você e posso afirmar que Dona Pearl está ansiosíssima para te conhecer... O que te aflige, meu anjo?

- Eu tenho medo quando ela descobrir sobre a prostituição e ficar contra nós...

- Isso não vai acontecer porque ela já sabe o que você fazia – ele respondeu com tranquilidade e eu o olhei ainda mais assustada.

- Damon, como assim? – perguntei em desespero.

- Annabelle fez questão de contar a ela sobre você – explicou revirando os olhos – No início ela foi contra, mas eu, Emily e Stefan conseguimos convencê-la de que Anna estava errada e que você era uma boa pessoa...

- Damon, por favor... – choraminguei mais uma vez sentindo todo aquele meu pavor me atingir novamente e fazer um nó se formar em minha garganta.

- Lena, olhe para mim – com cuidado, Damon segurou meu rosto com as duas mãos me forçando a olhar em seus olhos – Você confia em mim? – assenti – Ótimo, então tudo vai dar certo!

- Ela sabe sobre Annabelle?

- Ainda não, eu dei uma chance para Annabelle e se ela não desistisse dessa ideia ridícula dela, disse que iria contar a nossa mãe – explicou – Confesso que se isso não fosse angustiante, seu nervosismo para conhecer minha mãe seria até fofo, sabia? – ele e acariciou deliciosamente meu rosto.

- Isso não é nada fofo, ok? É horrível saber que uma pessoa não apoia o nosso relacionamento e não me acha boa o bastante para o homem que eu amo...

- “O homem que eu amo” espero que esteja falando de mim... – ele sorriu sedutoramente e desceu suas mãos a minha cintura para puxar meu corpo para si – Porque seria horrível saber que a mulher que eu amo gosta de outra pessoa... – um sorriso deslumbrado desgrenhou em meu rosto ao ouvi-lo dizer aquilo, mas eu ainda me mostrava resistente sobre aquela situação – Escute, Elena, eu amo você e mesmo que minha mãe, mesmo que Annabelle, seja contra nosso relacionamento, nada vai nos impedir de ficarmos juntos... Eu amo você, entendeu bem? – Damon disse enfatizando que me amava e encostou nossas testas, e eu fechei os olhos assentindo ao que ele havia me dito.

- Eu amo você também... – disse ainda de olhos fechados.

- Podemos entrar? – eu assenti.

Notas finais
Então gente, esse capítulo nao foi muito legal mas prometo que o proximo vai ser melhor... Hm, eu acho que vou ter que aumentar a fic em um ou dois capítulos porque o próximo, se eu fosse fazer como planejava, iria ficar gigaaante, então vou dividi-lo em dois ok? Outra coisa, como nao estou respondendo os comentarios, vou deixar meu ask (www.ask.fm/weheartnian) para caso vocês quiserem falar comigo, por lá é certeza que eu respondo... Duvidas, elogios, reclamações, sugestões e etc, são bem vindos então nao se acanhem em me procurar por lá. Enfim, não saiam sem comentar e iria amaaaaar se vocês recomendassem a história. Beijos beijos