New Life
1 Prólogo
Notas iniciais
Essa história é um projeto em andamento que tou fazendo (bem grandinho até), inclusive pretendo transformá-la em um mangá quando eu acabar (com personagens diferentes, obviamente).
Enfim, espero que gostem. o: Também tou postando no Fanfiction.Net, então se alguém notar alguma coincidência não é porque eu sou uma ladra de textos. lol
Kagome fez menção de bater a porta ao sair do escritório do diretor. Estava furiosa. Por quê, afinal, não podia desligar-se da gravadora?
Ela segurou o braço esquerdo, apoiando delicadamente o lugar que fora marcado por seu pai na noite anterior. Quando dissera-lhe que não queria mais cantar apenas por dinheiro, ele havia dado-lhe uma surra maior do que as outras; mas, obviamente, não tocou em seu rosto. Não era besta. Se descobrissem que batia em sua filha a seu bel-prazer, seria preso e não teria mais acesso à sua fonte de dinheiro.
Kagome, de cabeça baixa, percorreu rapidamente as ruas de Tokyo. Por onde passava, viam-se outdoors e propagandas com seu rosto sorridente estampado neles. Mas ela não prestou atenção, não importava se a reconhecessem: o que mais queria, naquele momento, era sair dali e ir para casa. Não agüentava mais aquela vida. Queria fazer o que gostava... Não o que dava-lhe dinheiro.
A garota foi diminuindo o passo lentamente, até parar na frente de uma vitrine de uma loja de brinquedos. Estava para fechar: a movimentação dentro da loja era mínima, indicando que não haviam clientes, e luzes eram apagadas uma a uma. Na vitrine, um pequeno urso de pelúcia fitou-a tristemente.
Voltar para casa...
Como poderia fazê-lo, se não havia uma casa que realmente pudesse chamar de lar? Talvez, um dia, pudesse ter tido uma – lembrava-se vagamente de sua mãe e seu irmão, que haviam morrido em um acidente de carro quando ainda era muito nova – mas não acreditava que sua vida de agora pudesse ser chamada de agradável. Era infeliz...
Kagome devolveu o olhar ao urso de pelúcia. Ele sorria docemente, confortando-a. Parecia entendê-la perfeitamente... Suas dores, suas aflições, suas tristezas.
E foi então que teve uma idéia. Aflita, apalpou o bolso de trás... E encontrou o que procurava: seu cartão de crédito. Ela fitou-o por alguns instantes, o coração palpitante, e voltou o olhar para o bichinho de pelúcia que continuava a observá-la da vitrine.
Por que não?
Sem pensar duas vezes, ela adentrou a loja. Alguns minutos depois, voltou à rua; seu olhar direcionou-se à vitrine, agora vazia.
Era o começo de uma nova vida. Kagome deixaria de existir.
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