Neverland

24 Extra 7 - Regina x Evil Queen


Notas iniciais
Então minha gente, eu tive essa ideia meio louca pra esse capitulo, espero que vocês gostem.

– O que está fazendo? – Emma se aproximou da mesa do escritório que a rainha tinha em casa. No lugar do monte de papel de costume a mesa estava repleta de frascos com líquidos de todas as cores. – Ate parece um daqueles personagem de Harry Potter preparando uma poção... – A xerife parou abruptamente, porque se deu conta de que era exatamente o que a rainha estava fazendo. A vida tinha sido tão normal nos últimos meses que Emma ate as vezes esquecia toda a magia que a envolvia, Regina No entanto não tinha esquecido por um segundo que havia varias coisas em Storybrooke que não poderiam ser vistas por outras pessoas. Agora que a cidade estava oficialmente no mapa as preocupações da rainha haviam aumentado, pois qualquer um poderia simplesmente aparecer.

– Bom, não sou um personagem de Harry Potter, mas sim estou fazendo uma poção.

Emma segurou um vidrinho com um liquido azul quase brilhante. – E o que essa poção vai fazer? – Ela disse sacudindo o vidrinho.

– Emma, não faça isso. Você quer explodir a casa? – Regina disse tirando o ingrediente da poção da mão da xerife. – A poção... – Ela disse acrescentando cuidadosamente o liquido azul no pequeno caldeirão que estava sobre a mesa. – vai dividir Storybrooke em duas.

– O que? Como assim dividir em duas?

– Bom, basicamente vai ficar igual para nós, mas quem vier de fora vai ver uma pequena ilusão. A mesma cidade, mas como se não houvesse magia nela.

– Quer dizer que se a pessoa vir algo de anormal, tipo uma garota se transformando em lobo, ela não vai ver realmente isso?

– Exato. Bom... pelo menos é isso que eu estou tentando fazer. Faz dias que eu trabalho nisso... mas ainda tem algo faltando. – Regina disse meio frustrada. – O livro não é muito especifico sobre como fazer essa poção do paralelo. Mas ela foi a melhor coisa que me ocorreu para o nosso problema... eu não sei se vai funcionar, mas não custa nada tentar.

– Poção do paralelo. – Emma encarou o livro como se ele fosse saltar sobre ela e atacá-la. – O que mais tem nesse livro? Ele parece meio perigoso.

– Hum... não se preocupa, eu não vou usá-lo para mais nada. – Regina disse tentando diminuir a tensão que viu no rosto da xerife. Ela sabia que mesmo com tudo que tinha acontecido Emma ainda tinha uma certa aversão por mágica, o que era irônico pois Regina podia sentir claramente o quanto a xerife era poderosa.

– Então me deixe guardar uma amostra dessa. – Regina transferiu um pouco da poção do caldeirão para outro vidrinho. – Ate agora foi o melhor que eu consegui...

– Agora que você terminou suas... experiências. Podemos ir para o nosso quarto? Já está tarde. – Emma disse se colocando entre Regina e a mesa.

A rainha sorriu. – Eu sabia que você não tinha vindo apenas ver o que eu estava fazendo.

Emma segurou a rainha pela cintura e a puxou contra si. – Você me conhece bem, prefeita. – Emma a beijou e quando as duas estavam rompendo o beijo a xerife acidentalmente acertou o frasco da poção com o cotovelo, o frasco teria ido ao chão se não fosse o reflexo de Regina, que o alcançou, evitando que a maior parte do liquido derramasse.

– Essa foi por pouco. – Emma disse aliviada.

Regina encarou por uma estante sua mão úmida por causa da poção, mas ela não sentiu nada, então recolocou o frasco sobre a mesa. – Você é um desastre sabia xerife? Vamos sair daqui. – Ela puxou Emma a guiando para fora do escritório.

***

Emma sentiu as mãos da rainha deslizarem por sua cintura, a respiração da morena contra seu pescoço. – Amor? O que faz aqui, você não devia estar no trabalho?

– Eu achei que podíamos tirar a manhã de folga. – Regina sussurrou contra a orelha da loira.

– Você sabe que eu não posso deixar a delegacia sozi... – Emma interrompeu a frase quando se virou para encarar a rainha. Regina usava uma blusa preta justa com um generoso decote, acompanhada por uma calça de couro que marcava bem as suas curvas e botas que iam ate o joelho com saltos enormes. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto, estava mais longo também, os olhos bem marcados pelo delineador e para fechar o batom vermelho vibrante de costume. – Wow, definitivamente você não saiu de casa vestida assim, eu me lembraria. – Emma sorriu ainda em meio ao espanto.

– Você esquece que sou uma feiticeira, querida. – Regina segurou o queixo da xerife, parecendo de alguma forma examiná-la. – Então, gosta do que vê?

– Pode apostar que sim.

– Então não discuta e venha comigo.

– Pra onde?

– Pra nossa casa. – Regina pareceu se divertir com a frase.

– Tudo bem, só me deixe... – Emma foi interrompida pelo dedo da rainha sobre os seus lábios e depois se viu ser envolta em uma fumaça roxa.

***

Regina chegou apressada em casa, tinha esquecido alguns documentos que iria precisar. Ela subiu as escadas e seguiu para o seu quarto. Um barulho a fez parar diante da porta. “Emma deveria estar no trabalho” ela pensou. – Em, você... ? – Ela disse entrando no quarto e parou abruptamente. Emma estava na cama e aparentemente nem tinha notado a presença de Regina, pois estava muito distraída com a morena de longos cabelos castanhos que estava sobre ela. A rainha ficou congelada onde estava, mil coisas passaram por sua mente, a raiva já começava a se instalar nela quando voz que ela conhecia bem, bem demais, disse:

– Tenho que admitir que fiquei um pouco surpresa por você estar com uma garota, mas ate que é divertido. – A morena de cabelos longos se virou, deixando uma Emma confusa, e encarou Regina.

Regina deu alguns passos pra trás. Não seria possível ver o que ela estava vendo. Aqueles olhos castanhos, perigosos, que a encaravam agora, aqueles olhos eram os seus olhos.

– O que é você? – Emma disse se afastando da Regina que estava com ela na cama e se cobrindo com os lençóis.

– Eu sou Regina. – A morena disse com divertimento. – Sua namorada.

– Não, não é! – A Regina que estava perto da porta se colocou entre sua copia e Emma.

– Você tem razão. Eu sou a rainha Regina.

– A poção... – A mente da Regina original dava mil voltas. – você é o meu paralelo... a poção era pra pessoas e não pra lugares... porque isso não vinha especificado?

– Porque Gold gosta de se divertir. – A rainha disse fazendo pouco caso. – Você não devia confiar em um livro que ganhou dele.

– Deixe eu adivinhar, meu paralelo sou eu pouco tempo antes de lançar a maldição... – Regina disse incrédula. – minha pior época.

– Sua melhor época! – A rainha a corrigiu.

– Eu tenho que desfazer isso... – Regina tinha um tom preocupado, ela não tinha realmente certeza se podia desfazer o feitiço. Nem tinha certeza de como tinha acontecido.

– Você pode desfazer? – Emma disse ao lado dela.

– Creio que sim... mas talvez eu precise de ajuda. Acho que vou ter que falar com Gold.

A rainha sorriu com desdém. – Ele não vai te ajudar, não depois do que você fez. Você tomou a garota do precioso filhinho dele.

– Calada! – Regina vociferou para a rainha.

– Vejo que uma parte de mim ainda esta latente nessa pobre versão. – A rainha andou despreocupada pelo quarto, ainda sem roupa alguma.

– Emma, você tem que ficar aqui e impedir que ela... eu faça alguma coisa. Eu vou falar com Gold. Não a deixe sair... – Regina andou apressada ate a porta e então parou. – E... coloque suas roupas.

– Roupas? – A copia disse ultrajada. – como foi que eu virei essa estraga prazeres?

***

– Você não é ela, ok? Então tire suas mãos de mim. – Emma estava agora bancando a babá da copia Evil Queen. As duas estavam na sala e a xerife tentava manter distancia. Ela tinha conseguido com muito esforço fazer com que a rainha recolocasse suas roupas.

– Você sabe que não é traição se você está ficando com sua própria namorada não é? – Regina deslizava o dedo pelo rosto da xerife, provocando-a.

– Bom... – Emma tinha que admitir que aquilo tinha alguma lógica.

– Viu, ate você admite que estou certa! E estávamos nos divertindo tanto antes da prefeita chegar. Ela é meio mandona.

– E você não é? – Emma ergueu a sobrancelha.

– Sou, mas de um jeito divertido. Do tipo tire suas roupas agora ou eu mesma faço isso!

Emma não segurou a risada. Era interessante conviver com a Regina de antes da maldição. A verdadeira Evil Queen. – Você é incrivelmente engraçada para alguém má.

– Má? Eu? É isso que você acha de mim? Sua Regina certinha não ficaria nada feliz em saber que você despreza o passado dela.

– Não foi isso que eu quis dizer. – Todo o humor sumiu do rosto de Emma.

– Bom, então você se apaixonaria por ela... por mim desse jeito?

Emma levou um tempo para avaliar a pergunta. Se ela tivesse conhecido apenas a Evil Queen e não a mãe do seu filho, ela teria se apaixonado por Regina? – Eu...

– Pensei que o amor verdadeiro era incondicional. – Regina a interrompeu. – Talvez eu esteja enganada, afinal o que eu sei sobre amor verdadeiro quando o meu foi tirado tão cedo. – a rainha disse com o olhar vago.

– Você sabe muito sobre amor. Ela sabe... quem você se tornou. Ai Deus como isso é confuso.

– Então responda pergunta Emma. Você seria capaz de me amar assim? – Os olhos da rainha a encararam cheios de expectativa. Ela quase parecia a Regina a qual Emma estava habituada.

– Sim. – Dessa vez Emma não hesitou. – Eu te amaria de qualquer jeito, porque você é meu amor verdadeiro e mesmo que eu te conhecesse como a rainha má eu provavelmente acabaria dando um jeito de ficarmos juntas, porque não importa em qual mundo ou realidade eu conhecesse você, eu sempre acabaria me apaixonando, porque meu coração não resistiria a ideia de não ter você.

A rainha piscou para Emma, como se tivesse se concentrando muito pra conseguir dizer a próxima frase. – Como você é adorável, pena que eu não me deixo levar por palavras doces ha muito tempo.

– Não são só palavras doces, são verdadeiras!

– Então prove isso, Emma! Me beije.

A xerife considerou recusar o pedido, mas quando a rainha segurou se rosto entre as mãos e colocou o rosto diante do seu, tão próximo que ela consegui sentir a respiração dela contra seus lábios, a xerife soube que não teria chance de recusar.

– Me beije, Emma. – Regina sussurrou e seus olhos castanho queimavam de desejo. Emma não resistiu.

***

Quando a xerife atingiu o orgasmo seu corpo desabou sobre o da rainha. Sexo com a Evil Queen era definitivamente diferente, em vários níveis. Emma com certeza sabia que aquilo ia deixar marcas. – E você tentando resistir... – Regina sussurrou contra a orelha xerife e então seus lábios desceram para o pescoço da loira, traçando o caminho com a ponta da língua, para ao final depositar um mordida que não foi nada delicada, mas muito sensual.

– Você está tentando marcar território ou o que? – Emma a provocou.

Regina deu uma sonora gargalhada. – Pode se dizer que seja isso. – Ela alcançou os lábios da xerife em mais um beijo voraz, suas mão já começavam a deslizar pelo abdômen da xerife quando foi interrompida.

– Emma! – Regina original estava para diante do sofá.

Emma levantou apressada e desconcertada, lutando para vestir suas roupas o mais rápido que podia.

– Você de novo... – A rainha disse com desdém. – você não vê que estamos ocupadas.

A expressão de descrença logo foi substituída por raiva no rosto de Regina. – Não vejo a hora de me livrar de você! – Ela disse para sua copia e então se virou pra Emma. – Você vem comigo ate meu escritório.

Emma terminou de vestir a camiseta e começou a seguir Regina, que de repente parou e encarou a copia. – Não saia daqui.

– Você sabe que eu não sou muito boa em seguir ordens. – A rainha deu um sorrisinho provocador para Regina. – Mas quem sabe se Emma me pedir com jeitinho. – Ela estava adorando provocar.

– Por favor, fique aqui. – Emma disse tentando soar seria.

– E eu não ganho nenhum um beijinho por obedecer? – A rainha disse e Regina rolou os olhos e saiu resmungando em direção ao escritório sem esperar um desfecho.

***

Emma entrou no escritório para encontrar Regina folheando o livro de magia. – Você não podia ter se mantido longe dela não é? – Regina disse sem dirigir seu olhar para a xerife.

– Dela? De você, você quer dizer, não é?

– Foi isso que você pensou, que eu não ia me importar de te ver com outra pessoa porque ela é minha duplicata?

– Bom... foi. Você está com ciúmes de você mesma? – Emma não reprimiu um sorrisinho.

– Eu não estou com ciúmes. – Regina se virou para a xerife.

– Não é o que parece. – Emma a provocou, ela estava se divertindo, pois a ciumenta era sempre ela.

– Afinal por que você quis ficar com ela? – Regina ignorou o sorrisinho presunçoso no rosto da loira.

– Porque ela é você, isso não é obvio? Uma você diferente, mas é você. E... – Emma parou considerando se deveria dizer o que aconteceu.

– O que?

– Ela me perguntou se eu a amaria se a tivesse conhecido daquele jeito, como Evil Queen. Se eu te amaria...

Regina foi pega de surpresa por isso. – E o que você respondeu? – ela perguntou com um pouco de receio da resposta.

– Você precisa mesmo que eu responda? – Regina acenou afirmativamente para ela. – É claro que eu te amaria. Não importa como nós nos conhecêssemos, nosso destino é estar juntas. – Emma andou ate a rainha e segurou suas mãos. – Você não consegue a encarar porque ela é uma parte do seu passado que você quer esquecer. Mas eu me apaixonei por você sabendo exatamente quem você foi e isso nunca me fez te amar menos.

– Emma... – Regina tinha um sorriso no rosto e uma lagrima silenciosa o percorrendo. – você realmente não se importa?

– A única coisa que eu me importo é em estar com você, te amando. O passado faz parte de nós mas ele não nos define, nos podemos sempre fazer novas escolhas. E você fez, você escolheu o amor, amor por Henry, por mim, por Harry. Essas escolhas foram te mudando e te transformando na mulher por quem eu sou apaixonada hoje. Mas nunca duvide de que eu lutaria pra ficar com você mesmo que eu te conhecesse como Evil Queen, assim como eu lutei por você Regina.

– Meu amor... – As lágrimas corriam livremente no rosto de Regina. Ela puxou Emma para um beijo longo, cheio de carinho.

– Mas que cena mais adorável. – A rainha estava parada na porta do escritório.

Regina se separou de Emma e ficou diante dela. Era como olhar um espelho que refletia o passado. – Ok, eu sei que você faz parte de mim, mas você é completamente irritante. – Regina disse para a copia.

A rainha soltou uma longa gargalhada. – Tem certeza que você é meu eu do futuro? Porque você parece mais comigo quando era uma garotinha inocente e acreditava no amor.

– Quem você está querendo enganar? – Regina a encarou mais de perto. – você sempre acreditou no amor, mesmo nessa pior versão. Minha pior versão. Quando eu fiz de tudo pra conseguir minha vingança.

– Eu não... – A copia recuou um passo.

– Você só queria ser feliz, mas buscou isso no lugar errado, rainha. A felicidade não estava na vingança e sim no amor. Eu demorei demais pra descobrir isso, mas agora que eu sei, o amor vai ser sempre minha força, para tudo. Inclusive para mandar você de volta. – Regina alcançou a mão da copia. – Eu te aceito como parte de mim. – Ela disse como contra feitiço. A copia passou a ser uma imagem destorcida e em seguida se desfez em uma nevoa roxa.

– Ela se foi? Simples assim? – Emma se aproximou de Regina.

– Por que? Você queria desfrutar um pouquinho mais da minha copia?

– Amor, desculpa... eu não estava pensando direito. Ela era você afinal. E você sabe que eu não resisto a você.

– Para futuras referencias você está proibida de ficar com qualquer outra versão de mim que não seja essa, ok?

– Ok. – Emma sorriu.

– Por que esse sorrisinho, Swan?

– Nada, é que você é engraçada com ciúmes.

– Eu não estava com ciúmes, ela era eu Emma, por que eu ficaria com ciúmes?

– Não sei. Por que está franzindo a testa então?

– Você esta se divertindo com isso não está xerife?

– Um pouco.

– Eu devia castigar você por isso.

– Me castigar ao estilo Evil Queen?

Regina ergueu a sobrancelha para a provocação da xerife. – Se é o que você está pedindo. – Regina empurrou Emma contra a parede e a beijou.

Notas finais
Iai gostaram? Tentei reafirmar que o destino das duas sempre foi ficar juntas. E que o amor delas é incondicional.

Ficou um pouco grandinho, mas foi necessário :)

PS: Feliz dia do escritor pra todo mundo que escreve fics tbm :)