Notas iniciais
Capitulo bem dramático, porque esse final de semana eu to dramática heuehue

Daniel tocou gentilmente o rosto de Regina. – Você é mais linda do que eu ousei me lembrar. – ele disse fixando seus olhos nos dela.

– Daniel... – a rainha disse em um sussurro. – como?

– Isso importa? – Ele sorriu.

– Não... – Regina se jogou nos braços de seu amor perdido. Seus lábios encontraram os dele e então nada mais era necessário ser explicado. A única coisa que realmente importava era que ele estava ali.

Daniel tinha o sorriso mais lindo que a rainha lembrava ter visto e ela estava perdida nele quando uma nova voz a tirou de sua contemplação.

– Regina. – A voz da xerife era fria. Ela andou ate a rainha e a afastou de Daniel. Regina queria protestar, mas continuou imóvel, incapaz de dizer ou fazer alguma coisa. – Ela é minha! – Emma vociferou e então sem dar tempo para Daniel reagisse ela o atacou com sua espada.

– Daniel, nããoo... – Regina gritou e então se viu despertar em sua cama. Ela sentou assustada, seu corpo coberto de suor. Ainda estava escuro, mas o dia já se aproximava.

– Amor, o que foi? – Emma disse preocupada ao seu lado e então fez menção de tocar o rosto da rainha, mas essa se afastou.

– Nada... volte a dormir. – Regina disse com uma voz tremula.

– Nada? Olhe pra você, está completamente transtornada. Você teve um pesadelo, mas agora está tudo bem, amor, me deixe cuidar de você. – Emma quis acolher a rainha em seus braços e a confortá-la, mas Regina mais uma vez se afastou. Emma a encarou sem saber o que fazer, ou o que dizer. Não era a primeira vez que Regina acordava daquele jeito nessa semana, mas ela sempre tinha sido capaz de acalmá-la. – Você sonhou com ele de novo? – A morte de Daniel tinha sido o motivo dos pesadelos da rainha ultimamente.

– Sim... – Regina disse em uma voz fraca. – mas foi diferente. — De fato, dessa vez tinha sido diferente, Emma tinha matado Daniel. Na semana que passara a rainha tinha sonhado com seu primeiro amor varias vezes, mas Emma só sabia das vezes em que o sonho terminava de maneira ruim, quando Regina revia a morte do namorado e acordava assustada. Mas a verdade é que tinham havido sonhos bons também, sonhos onde ela quase podia jurar que Daniel realmente tinha voltado para ela.

– Amor, o que eu posso fazer? – Emma tinha um olhar aflito que apertou o coração da rainha, mas ainda assim Regina não conseguia se forçar a encará-la, a memória do sonho ainda estava vivida em sua mente. “Que tipo de jogo doentio minha mente está fazendo comigo?” ela se questionou ainda em silencio.

– Volte a dormir, Emma, eu vou ficar bem. – Ela levantou da cama. Não conseguiria mais dormir.

***

– Eu não sei o que fazer. – Emma disse frustrada. Ela estava sentada em uma das mesas do Grannys com Mary e Ruby. – não posso lutar contra um fantasma, mas não posso deixar ela continuar sofrendo todos os dias.

– Eu acho que isso está fora do seu controle, Emma. – Ruby disse sabiamente.

– As vezes não podemos salvar as pessoas, por mais que as amemos. As vezes a própria pessoa precisa se salvar. – Mary completou. – A morte de Daniel é um dos demônios que atormenta Regina, um dos demônios que nós compartilhamos.

– Cora realmente simplesmente o matou na frente dela?

– Sim... – Mary franziu o lábio. – talvez ela se culpe por isso também. Talvez ache que se ela tivesse lutado contra sua mãe antes, nada disso teria acontecido.

– É, talvez. – Emma refletiu. – mas porque os sonhos vem agora? Justo agora quando tudo estava tão bem?

***

– É muito tentador não acha? Oferecer tudo que a pessoa sempre quis, em troca de... bom, em troca da vida real. – Gold contemplava o aparador de sonhos. – Ela está quase pronta para a proposta. Todos os sonhos que ela teve ate agora a fizeram lembrar o quanto era feliz com Daniel e como um bônus o ultimo sonho fez ela criar um certa repulsa por Emma.

– Eu ainda não sei se esse é o melhor caminho. – Neal encarou seu pai.

– Claro que é! Regina vai ter o que quer. Você vai ter o que quer.

– É, mas vai ser uma ilusão. Ela vai ficar presa no mundo dos sonhos.

– Mas vai estar feliz, não é isso que todos querem? Um final feliz. – Rumple tinha um sorriso afetado no rosto.

***

– Oi Em! – Regina tentou usar o seu melhor tom normal, ela não queria deixar transparecer o quanto o ultimo sonho tinha a abalado.

– Oi amor. – Emma beijou rapidamente a rainha, quase hesitando com medo de que ela se afastasse de novo. Já era tarde a xerife tinha perdido a noção do tempo conversando com Mary e Ruby, ou talvez inconscientemente estivesse tentando evitar a volta pra casa.

– As crianças já dormiram.

– Eu sei, passei para dar um beijo neles.

Um silencio estranho pairou sobre as duas. Elas sempre tinham o que falar, alem de amantes tinham se tornado boas amigas. Mas naquele momento de algum modo elas se sentiram estranhas na companhia uma da outra.

Emma não disse mais nada e seguiu para o banheiro. Um banho talvez tirasse a tensão que ela estava sentindo.

– Foi só um sonho. – Regina disse baixinho. – Você a ama... e Daniel não vai voltar. Nunca mais... – a rainha recostou sua cabeça contra o travesseiro e contemplou o silêncio no quarto. Ela estava quase se entregando ao sono quando sentiu o braço da xerife em sua cintura, o corpo de Emma se encaixando ao seu. Então Regina relaxou sentindo que estava fazendo tempestade em um copo d’agua por causa do sonho. Ela amava Emma, amava estar ali em seus braços.

– Vou dormir assim juntinha de você para te proteger dos sonhos ruins. – Emma disse contra a orelha da rainha.

Regina sorriu e se aconchegou mais contra a xerife, se sentindo protegida.

***

– Você sente minha falta, não sente? – Daniel tinha seus braços em volta da rainha, os dois estavam sentados em baixo da enorme arvore que ficava no topo da colina.

– Todo os segundos.

– Mesmo quando está com ela?

Regina se virou para encará-lo. Será que Daniel tinha noção do que estava perguntando. Ela o examinou e seu semblante parecia calmo, não com ciúmes como ela esperou que estivesse diante da pergunta. – Eu disse todos os segundo, não foi? – ela deu um leve sorriso para ele e voltou a se recostar contra o seu peito.

– É bom saber que não fui esquecido.

– Eu não poderia te esquecer, nem que tentasse.

– Eu te amo, Regina.

– Eu também te amo, Daniel.

***

Regina acordou e por um segundo se pegou triste por não ser os braços de Daniel que a envolviam, mas logo ela se repreendeu mentalmente. “São só sonhos Regina” ela repetiu mais uma vez. Mas eles eram tão reais e aconteciam todos os dias. Era quase como ter Daniel de volta.

A rainha olhou para Emma ao seu lado e se sentiu mal por desejar outra pessoa em seu lugar. Lentamente ela desvencilhou dos braços da xerife e foi sentar na cadeira próxima a janela. O sou estava nascendo e Regina contemplou o inicio de mais um dia.

***

– Amor, eu não te vi sair hoje de manhã e você não me ligou o dia inteiro. – Emma disse quando chegou em casa para o jantar.

– Desculpe, tive um dia agitado. – Regina disse servindo o jantar de Harry.

Emma, Henry e Harry conversavam animadamente, enquanto a rainha parecia estar em outra dimensão.

***

– Regina, o que está acontecendo? – Emma disse sentando na cama ao lado da rainha. – você está diferente. E não diga que não está, Alice também acha. Até Henry percebeu sua mudança.

Regina pressionou levemente sua têmpora. Como ela podia dizer a Emma que estava diferente, porque passava os dias ansiando por seu mundo de sonhos? O quão ridículo isso iria parecer? Mas ainda assim era necessário falar, então ela contou a Emma sobre todos os sonhos.

Emma a ouviu em silencio e por fim disse. – Eu não posso competir com ele, Regina. Você tem a melhor versão dele nesse mundo, enquanto que aqui você tem a mim, uma versão cheia de defeitos por acaso.

– É isso? Você não vai dizer que é bobagem eu querer um mundo de sonho?

– Não, é o que todo mundo quer afinal, não é? Eu só achei... que no seu mundo perfeito dos sonhos eu estaria lá. – Emma disse com o tom da voz diminuindo a cada palavra.

– Emma... – Regina começou, mas ela não tinha o que dizer e Emma percebeu isso. A xerife deu um ultimo olhar a Regina e saiu do quarto.

Pela primeira vez em dias Regina lutou contra o sono, ela não queria mais sonhar com Daniel se aquilo estava machucando Emma.

***

– Você veio! – Daniel correu em direção a Regina e a tomou em seus braços e a beijou.

– Daniel... – Ela disse quando se afastaram. – isso é um sonho.

Ele a encarou em silencio. – Você está aqui. Eu estou aqui. O que faz isso menos real do que a realidade? – Regina não tinha uma resposta para isso, então ele continuou. – Você é feliz quando está aqui comigo não é?

– Sim.

– Então, agora seremos felizes para sempre.

– O que você quer dizer com isso?

***

– Regina, por favor... meu amor... acorde... – Emma tinha Regina em seus braços. A rainha estava inconsciente sobre a cama quando a xerife chegou e tentou acordá-la e nada aconteceu. – Regina... – As lagrimas corriam livremente pelo rosto da xerife e agora ela praticamente gritava o nome da rainha, ainda imóvel, sem vida.

Henry apareceu na porta assustado, logo seguido por Harry. O garoto mais velho logo entendeu o que estava acontecendo e tratou de tirar seu irmão dali.

– Henry, Emma está chorando. – Harry disse aflito.

– Não é nada, ela vai ficar bem. – Ele disse com um nó na garganta. – Vamos, eu vou te levar na escola hoje. – A escola de Harry era perto de casa e logo que o garotinho menor seguiu com a professora o irmão saiu em disparada de volta a casa. As lágrimas queimando o seu rosto.

– Mãe... – Ele disse voltando a entrar no quarto. Emma ainda chorava sobre o corpo da rainha. – Henry recuou alguns passos se encostando contra a parede e deslizando ate o chão. Todo o peso do que estava vendo caindo sobre suas costas. Ele ficou paralisado por um tempo, assim como Emma estava, então se deu conta de que não podia lidar com aquilo sozinho. Henry enfiou a mão no bolso tirou o celular, discando para Snow. – Eu preciso de você aqui... agora... – Ele não conseguiu explicar, mas não precisou Snow disse que já estava a caminho.

***

Snow esperava o pior, mas aquilo era muito pior do que o pior. Era uma família devastada. Ela sentiu a mão de David em seu ombro tentando passar força.

– Vamos descer garoto. – David se agachou ao lado de Henry. O garoto tinha um olhar vazio e não protestou. Apenas seguiu o avô.

– Emma... filha... – Snow se aproximou da cama. – o que aconteceu?

– Eu não sei... eu não ouço o coração dela... – a voz de Emma era só um sussurro. – eu cheguei aqui e ela estava assim... quase como se estivesse dormindo...

***

– Eu não posso ficar aqui. – Regina se afastou de Daniel. – Eu tenho uma família... eu tenho Emma.

– Você ama mais a mim do que a eles. – Daniel disse andando em direção a rainha. – fique comigo e seremos felizes para sempre, como deveria ter sido.

Regina o encarou e só então se deu conta de que aquele não era o seu Daniel. Daniel não era egoísta, não pediria que ela abandonasse sua família. – Quem é você?

– Como assim, quem sou eu? Sou eu, Regina, Daniel. O amor da sua vida.

– Não, não é! Me deixe acordar! Isso não é um simples sonho. – Regina disse se afastando.

– Você tinha que descobrir não é? – A voz de Daniel tomou um tom agudo. – Não podia simplesmente ser feliz pra sempre e deixar os outros que ficaram no mundo real serem felizes sem você?

– O que? Eu... eu estou...

– Amaldiçoada! – Daniel, não era mais Daniel. – Existe mais de um jeito de lançar uma maldição do sono. – Gold sorriu.

– Seu desgraçado! Como ousa brincar com a memória de Daniel! – Regina avançou sobre ele esmurrando seu peito.

– Eu dei tudo que você sempre quis. – Gold disse com desdém e afastou Regina.

– Não! – Ela disse reorganizando seus pensamentos. – Tudo que eu sempre quis foi ser feliz e eu sou feliz com Emma! Mais ate do que eu mereço ser...

– Sinto muito se você só foi perceber isso agora que já é tarde. Está presa aqui Regina e Emma vai seguir em frente.

– Tudo isso é por ele não é? Pelo seu filho. Emma não vai ficar com ele mesmo que eu fique presa aqui, ela não o ama. Ela me ama!

***

– Emma... – Snow disse com cuidado, não queria das falsas esperanças. – e se ela não estiver morta. E se for uma maldição.

– Uma maldição? – Pela primeira vez Emma tirou seus olhos de Regina.

– A mesma da qual seu pai me despertou e eu o despertei.

– Mas quem...? Gold! – Emma se levantou da cama. – Eu vou matá-lo!

– Emma! – Snow a seguro pelo braço. – você devia acordá-la primeiro.

Emma parou perto de Regina, indecisa. – Ela tem que querer acordar para o meu beijo funcionar não é?

– Suponho que isso não seja um problema.

– Talvez seja. – Emma contou a Snow sobre os sonho de Regina com Daniel, que Emma concluiu que tinham arrastado a rainha para a maldição.

– Gold joga com as piores armas. – Snow concluiu. – Mas Emma, vocês se amam... o beijo deve funcionar.

– E se ela não quiser?

– Você só vai saber se tentar. Embora eu tenha quase certeza de que ela não escolheria uma ilusão.

– Ilusões podem ser tão boas.

– Mas não são reais Emma, não vale a pena viver de sonhos e esquecer de viver. Regina deve saber disso e você também.

***

– Emma vai me salvar!

– Você tem muita fé nela não é?

– Sim, mas você não entenderia tal confiança em outra pessoa.

– O amor não vai te salvar, Regina. Você é a vilã dessa historia e vilões não são salvos por amor.

– Acreditar nisso é o seu erro. O amor é a mágica mais poderosa de todas, ele pode fazer tudo. – E como se fosse uma deixa o sonho se desfez.

***

– Regina... – A rainha abriu os olhos para ver o rosto aflito da xerife debruçado sobre ela. – você acordou... você voltou pra mim.

Regina sorriu. – Seu amor me trouxe de volta, minha Emma. – Regina tocou gentilmente o rosto da xerife, que se inclinou para beijá-la mais uma vez.

Notas finais
Então gostaram? Eu nem ia postar hoje, pq ja postei quinta, mas me veio essa ideia, não podia desperdiçar né?

Enfim, proximo capitulo vou juntar umas sugestões e ele vai ser mais leve e divertido, envolvendo as crianças provavelmente.

Então, bom domingo e ate o dia que eu tiver tempo de escrever haha