Nem Todos São Iguais !!
18 Capítulo 18 - Malditos Pesadelos
Notas iniciais
# Julieta Narrando
Depois de respirar fundo várias vezes seguidas, finalmente consegui estabilizar a minha respiração
— Eu acho que nunca rir tanto em toda a minha vida — falou Matt com um sorriso nos lábios, lembrando — se quando estávamos à correr em cima do skate para o funcionário não nos pegar, ele não parava de rir um só minuto, a imagem cômica do cara gordo a correr atrás de nós me fez soltar uma gargalhada, foi Hilário o ver tentar nos acompanhar quando claramente se via que não iria conseguir, quer dizer ele não sabia nem andar sem tropeçar nos próprios pés
— Não, o mais engraçado foi ele correndo e mandando-nos parar — falou Matt as gargalhadas
— PAREM, PAREM, SUAS CRIANÇAS MAL CRIADAS, VOCÊ IRÃO SE ARREPENDER — falei enquanto corria de pernas abertas e as duas mãos levantadas pra cima imitando o careca de terno. Matt gargalhou
— Você não presta Julie — falou Matt ainda gargalhando segurando sua barriga como se essa fosse cair à qualquer momento — Já não sinto meus rins de tanto rir
— Ah, então quer dizer que antes você os sentia?! — perguntei maliciosamente
— Não — falou ele e voltou a rir. Apressei o passo Estávamos no meio da rua ( o sol à nos matar lentamente. Definitivamente eu não gosto do sol) andando pelas calçadas enquanto os carros passavam em toda as velocidades ao seu destino, depois de alguns minutos em cima do skate decidimos parar e andar um pouco à pé, estava um pouco cansada de tanto remar e rir ao meio tempo
— Julie — meus pensamentos e passos foram interrompidos pela voz rouca de Matt e o aperto da sua mão quente em volta dos meus pulsos
— O que? — perguntei virando — me para o encarar confusa. Me deparei com seus olhos a encarar o meu, porque seus olhos tinham que ser tão azuis e tão... Vivos? Desvie meu olhar para o seu pescoço me sentindo um pouco desconfortável
— Obrigado... sério, viver sem isso aqui já estava virando uma tortura — falou, sentia pelo canto dos olhos seu olhar em mim
— Não a de que — falei olhando em seus olhos enquanto me soltava do seu aperto em meu pulso, Observei — o engolir em seco
— Bem,assim você pôde aprender comigo — falei, fazendo-o sorrir
— Eiw seus comédia você estão aí — escutei a voz de Mark e girei no calcanhar seguindo o som
— Vamos crianças é pra hoje. Bora — falou Chris ( sempre paciente) , abri o carro ( só estava Mark e Chris. Estranho) e entrei no próprio, amém senhor, não aguentava mais o bendito sol me queimando
***
Cheguei ao apartamento e lentamente abri a porta
— AAi QUE MEDO — gritei levando a mão no coração
— Eiw eu não sou tão feia assim — falou Belle
— Tá Belle acredite nisso — falei zoando — a indo à cozinha
— Obrigada por me ajudar com a minha auto — estima — disse com sarcasmo
—Isso não é verdade Julie, a Belle é linda — falou Mark ( puxa saco)
— Até que enfim alguém sensato — falou Belle. Revirei os olhos
— Cadê a Jú ?! — perguntei enquanto levava o copo de água pra boca
—Saiu com Gabriel comprar algumas coisas pra social — falou Belle
— Mas isso só é depois de amanhã — falei, juntando as sobrancelhas em confusão
— Sim, mas é melhor prevenir do que remediar — falou ela dando se ombros. Revirei os olhos. Fui ao meu quarto deixando Mark e Belle conversando sobre coisa qualquer que não prestei muita atenção, fechei a porta e a tranquei peguei minha guitarra e conectei ao amplificador dessa vez não me importei de por o fone Bluetooth, queria o som alto e em bom tom
* * *
Mas uma vez, me acordo em sobressalto na cama, minha respiração ofegante como toda as outras vezes, meu coração tão acelerado, que consigo escutar suas batidas no silêncio da madrugada, engulo em seco e tento ajustar meus olhos a escuridão, porque? Porque esses fantasmas não me deixam em paz? Porque sempre que tento ser normal, algo vem e consegue sempre tornar as coisas ruins, porque não consigo ser feliz? Não sei porque pergunto, se já sei as respostas de todas essas inúteis perguntas. Às vezes eu me sinto perdida. na verdade dizer as vezes, é um tanto irônico pois á verdade é que me sinto sozinha o tempo todo. E isso me consome,me sufoca,me mata por dentro. por que tanto vazio,tanta infelicidade,tanta tristeza e angustia ? tudo esta tão perto mas parece tão longe de mim. sinto como se tudo estivesse em minhas mãos,mas ao mesmo tempo estivesse escorregando,rolando e eu tentasse pegar mas não conseguisse. eu sinto um frio, um frio na alma e tá congelando aqui. eu só queria me sentir livre e me sentir bem, pelo menos por alguns minutos, segundos. Sinto ódio se mim mesma por ser tão fraca, tão impotente. Lentamente estico o braço e acendo o abaju ao lado da minha cama, respiro fundo e olho o meu braço, cuidadosamente tiro a pulseira preta, que à dias atrás escondeu ( mais uma vez) minha cicatriz, estava cicatrizada, só se encontrava a pela pálida, sem cor, com uma leve marca branca sobre ela, passo o dedo pela mesma, e essa se encontra fria e gelada, o que pra vs mim não é novidade, já estava acustumada, elas sempre ficavam assim depois de algum tempo. Não gostava de ver assim, preferiria quando estava rosa, quando ainda se podia ver o sangue seco entre a abertura do corte. Tirei cuidadosamente a caixa contendo as minhas lâminas, abri a porta do quarto e observei, estava tudo quieto, frio e escuro, não encontrava — se nenhum baralho. ( lógico, a jú devia estar dormindo, as vezes, a invejo por dormir tão tranquilamente). Entro no banheiro frio, a passos lentos, fecho a porta e olho para minhas mãos e contra a solução para meus problemas. Cura para o ódio, ciúmes, tristeza, medos. Um remédio para os cortes aqui dentro, as mágoas, lembranças, saudades. Apesar de ser uma solução, uma cura, um remédio; é momentâneo. E sabe, pode até ser coisa passageira, mas de certa forma me afasta do que mais me faz mal, me alivia, me faz esquecer dos problemas, e por outro lado eu até que gosto... Sentir a ponta gélida da lâmina passando por entre minhas veias, me dá um sensação de adrenalina. Mas sabe ? De vez em quando eu não me corto por tristeza, ou algo assim, e sim por prazer, de ver aquele sangue. Parece que a cada dia minha frieza aumenta, e uma psicopata cresce dentro de mim.
* * *
Estava em mais um dia enfadonho de Aulas. Agora mais precisamente, estava tendo aula de Matemática. Existe matéria mais detestável do que essa? Bem.. Eu acho difícil. Depois de tentar ao máximo esconder — me e passar mais uma aula sendo invisível, sem que o professor me notasse e resolve — se me chamar ao quadro pra ensinar o que tinha aprendido sobre a fórmula de baskara ( agora me diz uma coisa. Pra que que é que serve a fórmula de baskara na nossa vida. Isso mesmo. Pra porra nenhuma) finalmente o sinal indicando de que a aula acabará se fez soar, mas ao invés de ficar feliz, ir saltitando que nem cabrita pra fora dessa sala e cantarolar vitória por me ver livre dessa tortura. Eu não me encontrava em tal animo. Porque? digamos que não sou fã de Aulas de educação física . Bem.... Não mais, levanto — me lentamente, afim de ganhar tempo, pego minha bolsa de ginásio e saio da sala onde ju e as meninas estão à minha espera. Ótimo
— Nossa Julie eu sabia que você era lenta. Mas aí já tá demais né criatura — falou Chris quando cheguei perto delas
—
— Não enche Chris... não enche — falei enquanto caminhávamos para o ginásio, quem sabe eu não poderia manipular a professora para deixar eu de fora hoje.
— Estão todos aqui? — perguntou a professora, conferindo com os olhos pela 3 vez. Até parece que se faltasse um, ela saberia, até porque não estava só uma turma. Tinha duas
— Acho que não — falou uma me uma menina de cabelos claros
— Legal. Então é o seguinte meninas. Vão se trocar e voltem o mais rápido possível okay? — falou nos despachando, todos iam caminhando enquanto eu ficava no meu quanto parada, chamando a atenção da professora
— Vamos senhorita torres, o que ainda faz aqui?! — perguntou gentilmente
— É que... Bem, eu estou com um pouco de dor de cabeça, e gostaria de saber se eu não posso só observar a aula por hoje — falei angelicalmente
— Infelizmente isso não poderá ser possível, torres, vá ao vestiário e se troque que eu tenho a certeza que logo essa dor de cabeça passará assim que começa a se exercitar um pouco — falou ela enquanto cruzava os braços . Cobra. Bufei internamente e fui a passos largos em direção ao vestuário onde as meninas fofocavam enquanto colocavam as suas roupas, eu não queira e não podia trocar de roupas com todas essas meninas olhando, era demasiado arriscado, encontrei um espaço reservado e assim que entrei fechei a pequena porta, tirei a blusa que tinha e pus a blusa de educação física, vulgo sendo da cor de rosa escuro ( eca. A culpa é da escola) o mesmo fiz com o short, substituindo por um legg eu que não seria estúpida o suficiente para sair com as pernas amostras depois de... Bem, depois de ontem à noite, assim de por tudo em ordem, e por uns esparadrapos em meus dedos ( confie me mim, se eu não o usassem enquanto fazia educação física, provavelmente, meus dedos seriam quebrados) sai do pequeno espaço e não encontrei nenhuma das meninas antes que aqui estavam, sai do banheiro e encontrei todas junto da cobra da professora. Essa professora era uma falsa, fazia — se de boazinha mas qualquer passo em falso ela atacava, essa vaca
— Bom meninas hoje faremos um exercício um pouco diferente — ouvi enquanto me aproximava mais do bando Como possui muitas meninas altas por aqui eu resolvi que hoje jogaremos voleibol — falou sorrindo. Ah claro. Porque tudo que uma pessoa como eu, que possui essa quantidade exuberante de altura quer, é jogar voleibol com um bando de girafas ao seu redor ( sintam a ironia), ouviu — se falas de empolgação, e logo depois ela professora começou dividindo o time e suas posições. Eu, Belle e polly (ótimo) no mesmo grupo, e com jú e Chris contra, assim que chegou minha vez na divisão de posição, a professora olhou pra mim é sorriu cordialmente, posso estar imaginado coisa, mas acho que ela estava claramente debochando de mim
— Julie, já que você não tem.... Bem, uma altura adequada. Você pode ficar na parte da defesa e bloqueio, o líbero — falou ela. Perfeito
No decorrer do jogo, bloqueie várias bolas, até as terrestres onde tive que literalmente me jogar no chão para poder a acompanhar, e assim ia fazendo outra vez quando sinto braços sendo puxado para trás e sinto — os prendidos em minha costa. Olho pra trás e vejo polly agarrada à mim. Tá legal, o que porra essa vadia tá fazendo tocando em mim?
_ Me solta vaca — falei me sacudindo, o que está cabra quer?
— Você está muito agitada Julie, mantenha a calma — falou rindo. Essa menina perdeu a noção do perigo. Única explicação
— ME. Solta — falei pausadamente, o que me fez lembrar de quando estávamos numa situação semelhante anos atrás
—Não. Falou simplesmente. Bem se ela não me soltar por bem, soltará por mal, levantei meu pé lentamente e lhe dei um coice, isso mesmo lhe dei um coice igual uma vaca leiteira faz quando chegamos muito perto de seus filhotes, mas dessa vez foi a vaca que levou o coice.
— Sua louca — falou ela ( gritou) chamando atenção de todos. Ótimo. Porque quando era eu que estava pressa nas mãos de polly ninguém se importou de ver
— O que se passa — falou a professora chegando até nois, olhei pra polly e lhe dei um olhar ameaçador, se essa galinha fizer como vez na última vez, arrancarei suas tripas aqui mesmo na frente de todo mundo
— Nada professora, é que eu atrapalhada cai sem querer e acabei me machucando um pouco — falou cabisbaixa. Cadela. Pra dizer que é santa, a cada dia que passa estou criando ainda mais ódio dessa puta
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