Neko...?!

7 3#Quarta-feira: Neko Ciumento.


Notas iniciais
Yo minna~
Gomen a demora, mas é que eu estou tentando adiantar ao máximo as minhas fics antes de começar as posta-las já que minhas aulas já se iniciaram (que merda, não?). E como agora é terceiro ano, e eu vou ficar entalada de estudo até a tampa, é bom dar uma adiantada no meu caderninho de fics. (Doce ilusão de quem pensa que largo minhas leitoras no nyah... muhahah).
Enfim, espero que gostem~

Suspirei pesadamente observando o meu estado no espelho do banheiro onde eu tinha me trancado para fugir da fúria do gato psicopata. Eu estava muito, mas muito ferrado.

Tudo começou quando resolvi levar Kanda para passear na praia, e por opção do próprio foi na forma de gato, mas acontece que no meio do passeio encontramos uma ex colega minha de faculdade com que eu tive um breve caso.

Porém não foi isso que pareceu durante a nossa conversa em um quiosque à beira da praia. O problema era que a Lou Fa levava tudo muito a sério, mesmo sabendo que eu não me sentia da mesma maneira, e se lembrava de tudo muito de uma maneira muito mais colorida do que realmente era em minha opinião. Então o que foram apenas alguns bons pegas escondidos pelas dependências da faculdade, ficou parecendo um tórrido romance proibido entre um veterano e uma caloura.

Nem preciso mencionar que Kanda ficou muito puto, afinal ele estava lá durante a conversa toda (que foi recheada de indiretas nada discretas que ela não cansava de me mandar).

E por um impulso estúpido, eu acabei sendo a última gota de água para desencadear a fúria do moreno. Acontece que não existe nada mais lindo na face da terra do que um Kandinha enciumado. E eu, idiota, fui cutucar o gato com vara curva e... Bem, pela quantidade de arranhões espalhados pelo meu corpo no momento já dá pra entender a merda que deu.

– Kanda era brincadeira! – Berrei quando o gato começou a bater furiosamente na porta.

– EU VOU ARRANCAR SEUS OLHOS! AI EU QUERO VER COMO VAI REPARAR NAQUELA VADIA! – Gritou de volta enfurecido, batendo com força o suficiente para começar a arrebentar a tranca da porta.

Ah meu Deus...

Isso tudo por quatro palavrinhas idiotas: “Ela continua muito linda”.

Quer dizer, eu nem sabia se isso era verdade já que eu nem cheguei a reparar mesmo em suas feições em algum momento, afinal estava mais preocupado com o gato que eu tinha no colo. Pensando em coisas como “Será que Kanda surtaria se visse algum cachorro?” ou “Que tipo de peixe devo fazer para o jantar?” ou ainda “Será que ele se irrita quando uso perfume?”.

– KANDA SE ACALMA!! – Gritei desesperado quando a porta veio abaixo em um estrondo ensurdecedor.

– Entããão... Prefere perder o olho esquerdo ou o direito primeiro...? – Falou em um tom que ia muito alem do psicótico.

– K-KANDA ESPER... AAAAHHHHHHHHHHH!!! – Sem mais nem menos, aquele gato maluco pulou em cima de mim, derrubando nós dois dentro da banheira enquanto eu segurava suas mãos como se minha vida dependesse disso.

E realmente dependia.

– ME SOLTAA DESGRAÇADO!! – Praticamente rosnou com os caninos afiados a mostra, tentando me morder ao mesmo tempo em que trabalhava para soltar as mãos.

Em um ato de desespero, abri o registro do chuveiro com o pé, fazendo um jato de água bem gelada cair diretamente sobre a cabeça de Kanda, que miou assustado, pulando para trás e se encolhendo no canto da banheira.

Me salvei da morte por um fio dessa vez.

– S-Seu... IDIOTA FILHO DA MÃE! EU TE ODEIO! – Saiu da banheira puto da vida, pisando com força, indo em direção a sala.

Respirei fundo.

É Allen, fez a merda, agora conserte.

Mas e o medo de tentar falar com ele e o gato surtar de novo?

Sai do banheiro e fui até o meu quarto colocar uma roupa seca, aproveitando para pegar uma toalha bem grossa para secá-lo e desci para sala, visualizando duas orelhinhas trêmulas no sofá.

Tomei coragem e dei a volta no móvel, me sentando na ponta oposta á que ele estava encolhido.

– Kanda, você precisa se secar. – Falei calmamente fazendo menção de me aproximar, mas ele me lançou um olhar tão psicótico serial killer que eu fiquei quieto por um momento.

Droga, o que eu faço?

Comecei a pensar nas possíveis abordagens para conseguir a atenção do neko e cada nova sugestão que a minha mente dava parecia pior que a anterior.

Kanda, você está sendo infantil...”

Eu ia levar um arranhão na cara.

Kanda, não precisa levar tão a sério assim

Eu iria levar um belo arranhão na cara.

Kanda, pare já com isso.”

Ok, isso já é suicídio.

A sala estava mergulhada em um silêncio sepulcral e extremamente tenso. A aura maligna que envolvia o pequeno parecia contagiar todo o lugar, transformando uma simples sala decorada com cores claras e médias em um cenário mórbido.

Observei-o mais atentamente, percebendo que ele abraçava os próprios joelhos e tremia a ponto de quase bater os dentes, ainda parecendo muito irritado. E com razão, gatos são bem sensíveis ao frio.

Sem mais nenhuma palavra, apenas me levantei de onde estava, indo para trás dele e começando a secar suas orelhinhas bem devagar — mais acariciando do que realmente secando — deslizei a toalha suavemente pelas suas orelhinhas que estavam voltadas para trás, e depois peguei algumas mechas do seu cabelo e as secando bem devagar, tomando cuidado em cada movimento para não estressar o bichano.

À medida que a tensão se dissipava do seu corpo, eu começava a tocá-lo mais livremente, tocando os dedos na sua nuca enquanto trazia o resto do seu cabelo para trás, fazendo-o se arrepiar, e acariciando suavemente suas orelhas que ainda continuavam tremendo.

– Então... Era brincadeira. – Comentou ele, depois de muito tempo naquele silêncio insuportável.

– Exatamente. – Respondi me controlando para não suspirar no final. Não era isso que eu vinha dizendo esse tempo todo?

– Então não acha aquela barata tonta bonita? – Indagou com uma vozinha emburrada, me olhando de canto com aquelas suas orbes vibrantes e eu não consegui segurar um risinho quando vi o ciúme estampado nas suas feições.

Era dessa carinha fofa que eu estava falando.

– Barata tonta? – Repeti ainda secando seu cabelo e tentando não rir da cara mal humorada e das bochechas coradas do pequeno.

– É isso que ela parece, mas você não respondeu a minha pergunta. – Falou voltando a me encarar, balançando suavemente a cauda.

Pelo fato de ter mudado de forma logo que entramos em casa e ter começado a me atacar, Kanda não tinha vestido roupa alguma. E o físico do moreno era algo que realmente valia a pena se admirar.

Tinha um corpo magro e esguio, bem como um gato, mas com alguns músculos suavemente definidos, como no abdômen. Suas pernas eram bem torneadas, suas coxas roliças e suas costas cobertas pelos longos cabelos negros pareciam um verdadeiro convite a perdição.

Agora imagine tudo isso molhado e sentado no seu sofá.

Por todos os santos, como meu cérebro ainda funciona?

– Não Kanda. Não dá simplesmente para comentar se alguém é bonito ou não quando eu simplesmente não consigo tirar os olhos de você. – Sussurrei na sua orelhinha, vendo-a se agitar por causa do meu hálito quente enquanto o moreno se encolhia no sofá.

– N-N-Não fale besteiras. — Resmungou ficando da cor de uma pimenta e virando o rosto, expondo a pele alva e suave da sua nuca, me fazendo ter inveja das gotículas de água que desciam por ali.

– Não estou mentindo. – Sussurrei bem próximo do seu pescoço, deslizando a toalha pelos seus ombros.

– Falando nisso... A barata tonta bem que falou uma verdade: Você é muito bom de cama.

Não há palavras para expressar o meu choque naquele momento.

Dei uns dois passos para trás, me engasgando com a minha própria saliva enquanto o gato me olhava curioso.

– E c-como sabe disso?! – Indaguei alterado, ainda surpreso com a afirmação.

– Simples, por que eu durmo com você idiota. E é quentinho, e aconchegante... Ah, e você me faz cafuné e carinho na minha orelha e... – Comentou como se a resposta fosse bem óbvia.

Por deus... Como pode existir uma criatura tão inocente no mundo?!

– Nyaammm... Tá frio. – Murmurou se levantando do sofá e vindo na minha direção, onde eu permanecia estático depois de ter caído de bunda no chão, e sentou no meu colo. – Me leva pra cama? – Continuou com uma carinha pidona e eu quase senti meu cérebro morrer naquele segundo.

– Te... Levar... Para a cama?

Por favor mente, não pense no duplo sentido dessa frase...

– Uhum, ai você me esquenta. – Falou deitando a cabeça no meu ombro, deixando o nariz encostar na minha nuca.

– Te... Esquentar...?

Oh Kanda... Se você fizesse alguma ideia do rumo que as suas palavras estão tomando na minha cabeça.

– Sim... – Respondeu em um sussurro meio ronronado, se encolhendo mais contra mim.

– Tudo bem. – Falei me levantando com meu neko em meus braços. – Eu vou te esquentar a noite todinha... – Murmurei mais para mim mesmo, só que mesmo assim ele ouviu.

– Meow! – Deu um miado comemorativo, acompanhado de uma suave lambidinha no meu pescoço que me arrepiou dos pés a cabeça.

Ah Kanda... Você ainda me mata desse jeito...

Notas finais
Sério, esses especiais estão começando a ficar mais pervertidos (o próximo pelo menos vai ser).
Amo essa inocência do Kanda, consegue ser tão sexy e tão fofo... Nyah....
Enfim, gostaria de me desculpar pela demora em responder os reviews, mas eu estou seguindo a ordem de 1- responder as MPs, 2- responder os reviews das one-shots, 3 - responder os reviews de AYHS, 4 - responder os reviews de MGA,5 - responder os reviews de TSBYE e 6- responder os reviews de Neko...?!.
Tá brabo o negocio aqui, mas saiba que li todos e amei cada palavra de incentivo e cada elogio.
Por que se eu tiro uma tarde para digitar e postar meu cap é porque eu tenho as leitoras mais lindas do planeta e que merecem todo meu esforço.
Vejo vocês nos reviews ou no face, ok?
KIssus