Neko...?!
8 4#Quinta-feira: Colocando as garrinhas de fora.
Notas iniciais
Suspirei pesadamente fechando o notebook e apoiando os cotovelos sobre ele.
– Kanda, por favor. Eu preciso trabalhar. – Falei sério, encarando o moreno que brincava com um novelo de lã vermelho.
– E eu estou impedindo? – Respondeu erguendo uma sobrancelha e depois voltando sua atenção para o novelo.
– Sim, está. – Respondi mais sério ainda.
Sinceramente, é impossível trabalhar com um Kanda deitado em cima da mesa bem na sua frente, usando apenas uma camisa social branca que ficava meio transparente.
Simplesmente não dá.
– Não estou não. Nem tô me mexendo. –Respondeu virando-se de costas para mim, se acomodando como se fosse dormir.
Desnecessário dizer que passei os próximos dez minutos babando as suas coxas expostas a centímetros dos meus lábios sedentos, fantasiando todo tipo de situação, das mais pervertidas ás mais castas, onde eu pudesse sentir sua textura macia e viciante.
A cauda negra e felpuda se mexia suavemente em cima da pele alva, enquanto o mesmo se encontrava adoravelmente distraído em desenroscar as mãos do novelo carmim, produzindo hora ou outra um muxoxo de impaciência por não conseguir realizar a tarefa.
Completamente adorável.
– Ah, desisto. – Anunciei me levantando da mesa, dando a volta pela mesma até ficar de frente para si.
Incrível como ele ficava ainda mais irresistível dessa forma.
– Não era importante? – Perguntou virando as orbes vibrantes na minha direção.
– Depois eu termino. – Respondi com um sorriso de canto.
Sim, aquele clássico sorriso de quem tem várias ideias na cabeça.
Segurei gentilmente um de seus pezinhos, começando a beijar seu dorso suavemente, subindo pela sua canela, mordiscando o joelho com um olhar provocante na sua direção, observando seu rosto corar adoravelmente.
– O q-que pensa que está faz... – Começou com uma carinha assustada devido a ação inédita da minha parte.
– Beijando você. – Respondi simplesmente, roçando os lábios pelas tão cobiçadas coxas roliças do meu neko. – Gosta? – Perguntei sem conseguir impedir o sorriso que se desenhava em meus lábios.
– Uhummm... – Ronronou, mordendo o lábio inferior para conter um gemido um pouco alto quando comecei a mordiscar suavemente sua pele sensível.
Seus olhos me encaravam em um misto de receio e desejo, seu rosto estava ainda mais corado, suas orelhinhas estavam abaixadas, seus dentinhos deslizavam tortuosamente pelos seus lábios avermelhados — meu mais novo objeto de desejo- e sua respiração era pesada e suavemente entrecortada.
Eu ainda paro no hospício desse jeito...
Puxei seu corpo para a beirada da mesa, envolvendo-o com meus braços e tomando seus lábios calmamente, em um beijo inexperiente e inocente até certo ponto, e logo a língua atrevida do garoto em meus braços deslizava junto a minha em uma dança prazerosa enquanto suas mãozinhas equipadas com garrinhas que poderiam ser usadas tanto para arranhar quanto para acariciar deslizavam pelo meu corpo deixando rastros de calor por onde passavam.
Mas como tudo que é bom dura pouco, a porcaria do celular tinha que tocar justo nesse momento.
– Nyuuu desliga esse troço. – Sussurrou mordiscando meu lábio inferior.
– Nem precisa pedir duas vezes. –Voltei a beijá-lo, jogando o maldito celular contra a parede, fazendo a bateria sair pulando e acabar embaixo de algum móvel.
Ele passou as pernas em volta da minha cintura, juntando mais nossos corpos e eu aproveitei para intensificar o beijo, subindo minhas mãos pela sua perna até sua cintura. Acho que nunca tinha visto o meu não tão doce gatinho sendo tão ousado.
Adorando a sua disposição e tirando total proveito da situação, comecei a descer as mãos pelas suas costas, acariciando levemente a base da sua calda, fazendo-o gemer baixinho e arquear o corpo contra mim...
E agora foi a porcaria do telefone que tocou.
– Desliga essa porcaria. Me dói o ouvido. – Reclamou com a boca colada na minha orelha, me arrepiando até o último fio de cabelo.
– Só se for agora. – Levantei-o da mesa onde estávamos, voltando a sentá-lo na mesa do telefone e puxando o fio que o prendia a parede. – Prontinho. – Sussurrei contra seus lábios, admirando o sorriso completamente malicioso que surgia em seu rostinho inocente.
– Acho bom... – Murmurou naquele tom meio falado, meio ronronado. Completamente sexy.
Acariciei a parte inferior das suas costas, fazendo-o se mexer inquieto, enquanto roçava os lábios nas suas orelhinhas deliciosamente sensíveis, provocando arrepios pela sua pele macia.
– Nyuuu... – Gemeu baixinho, arranhando suavemente minha nuca, me tirando do sério.
– Ah não faz isso... – Alertei me sentindo no limite da minha sanidade.
– Isso o que? – Perguntou com uma carinha travessa, balançando a cauda enigmaticamente, para então descer as mãos arranhando minhas costas, me fazendo morder o lábio com força para conter um gemido vergonhosamente alto.
– Isso. – Assinalei e ele apenas sorriu de canto.
– E por quê? – Indagou com um sorrisinho de quem ia aprontar.
– Deixa que eu te mostro. – Sussurrei em seu ouvido, levando-o até o sofá, mas no meio do caminho a maldita porcaria do interfone começa a tocar.
Puta que pariu, é uma conspiração?!
– Meow! Vai atender! Vai logo! – Resmungou me chutando em direção ao aparelho com as mãozinhas puxando as orelhinhas para baixo. Tão fofo...
Maldito interfone.
– Allen Walker falando. – Atendi de péssima vontade enquanto Kanda me observava atentamente com o dedo indicador sobre o lábio, como se estivesse me analisando.
– Allen você tem até hoje á tarde para entregar os documentos que eu te pedi. – Falou a voz de Cross do outro lado da linha parecendo irritada.
M-Mas o quê? Hoje?
– Que? Enlouqueceu? – Indaguei, mas fui ignorado. Apareceu outra pessoa e ele me deixou no vácuo na linha enquanto falava com seja lá quem fosse.
Oh merda, tô ferrado. Se ele está ligando do interfone só pode estar aqui no prédio, e provavelmente já deve estar prestas a subir... Ai meu deus e agora?
– Algum problema...? – Perguntou Kanda, puxando uma cadeira até onde eu estava e subindo em cima dela para ficar na mesma altura que eu.
– Acho que meu tio vai aparecer por aqui. – Falei com uma expressão de quem vai a um enterro e ele trancou a cara.
– Nyuu... Que saco. Eu queria continuar como tava antes... – Sussurrou no meu ouvido com uma vozinha manhosa, passando a língua levemente pela minha orelha, mordiscando no final, e quase me fazendo perder completamente a cabeça.
– Kanda... – Praticamente gemi seu nome, puxando-o pela cintura e o prendendo em um beijo de tirar o fôlego, sentindo-o suspirar em deleite e me perdendo em suas reações.
– Alô? Allen?
– Awwn... Kan... P-Peraí! C-Cross?! – Voltei ao interfone, me afastando do moreno que ficou emburrado.
– Tem alguém ai com você?
Provavelmente Kanda deveria estar ouvindo a conversa, por que o sorriso maligno que ele deu nesse momento foi de arrepiar os ossos.
– Não! Não tem nin... AAhhh! Paar... – Fui completamente surpreendido quando o gato afastou o tecido que cobria meu pescoço,mordendo lenta e sensualmente a região enquanto escorregava as mãozinhas pelos botões da minha camisa, tirando um por um da suas casas.
– Não tem ninguém ai, é? Hehehe – Comentou Cross em um tom completamente malicioso.
Merda.
– Não é nada disso que vo... ainnn....E-Esta pensan... Awnnn espera eu desligar par... – Tentei falar com o ruivo do outro lado da linha, mas era simplesmente impossível fazer isso com um certo neko chamado Kanda decidido a me provocar a todo custo, e que agora brincava de passar a cauda felpuda suavemente pela minha barriga ao mesmo tempo em que mordiscava minha orelha.
Assim é muita sacanagem.
– E ai? Ela é gata? – Indagou completamente safado já.
Gata? Sério, isso foi muito irônico.
Encarei meu neko com um olhar devorador por alguns segundos antes de responder.
– Você não faz ideia do quanto... – Sussurrei ofegante enquanto Kanda mordiscava meu queixo com uma carinha de “quero mais” que estava me matando por dentro.
– Olha, aproveita ai, eu deixo você entregar os documentos amanhã. Mas eu vou querer saber os detalhes, viu? – Falou o pervertido do outro lado da linha.
– Tchau. – Desliguei o telefone quase na cara dele, atacando insanamente os lábios do meu neko o mais desesperadamente possível, fazendo-o passar as pernas em volta da minha cintura, colando nossos corpos e lhe arrancando um breve, mas delicioso, gemido.
– Ah Kanda, agora você me paga...
Notas finais
Espero que tenham gostado~
Sério, sou só eu, ou realmente esses especiais estão ficando cada vez mais pervos?
Até a próxima minna-san~
Kissus
Fale com o autor