Neighboring
5 Quinn's Pancakes
Notas iniciais
Acordei um pouco confusa, a noite anterior foi cansativa. Tudo se resumiu em, Britt e Rachel brigarem novamente, Quinn gritar com as duas novamente e eu resolver ir para casa, antes que elas me matassem, por estar no meio da guerra. Ouvi meus pais saindo de casa, indicando que eu havia acordado cedo demais. Fechei meus olhos tentando dormir novamente.
– Sua vadia! Volte aqui! – ouvi Rachel gritar.
Me sentei resmungando, coloquei minhas mãos em minha cabeça e deduzi que a mesma estava a ponto de explodir.
– Brittany S. Pierce! Se eu for atrás de você, não haverá mais unicórnios nos seus sonhos! – novamente Rachel gritou.
Me levantei, fui até a janela e vi Britt se alongando na calçada. Sorri ao pensar em seu corpo perto do meu, mas logo desviei esse pensamento da minha cabeça.
– Bom dia, Sant! – a ouvi dizer.
– Bom dia, Britt. Rachel está bem?
– Está sim, só caiu da cama durante a noite.
Eu ri, acenei para ela, que começou a correr. Depois do café da manhã, tomei um banho, coloquei uma saia jeans e uma blusa branca, prendi meus cabelos em rabo de cavalo e fiquei descalça. Corri até a casa das meninas, bati na porta e Rachel apareceu sorridente.
– Buenos dias, chica.
– Buenos dias, Rachel.
– Entre!
Eu entrei, Rachel fechou a porta e nos sentamos no sofá.
– Quinn! Sant está aqui! – ela gritou.
– Vocês não cansam?
– De que?
– Gritar.
Ela riu, ligou a televisão e começou a procurar por um canal agradável.
– Somos assim, desde pequenas. Eu avisei que você iria se acostumar, mesmo que demorasse.
– Acho que nunca me acostumarei.
– Se acostuma sim.
Eu sorri, olhei para a televisão e uma Quinn descabelada, suja de farinha de trigo pelo rosto e pelo pescoço, com uma colher de pau na mão, apareceu na porta com um sorriso.
– Bom dia, Sant.
– Hum... Bom dia, chefe!
– Como?
– Você está toda suja, Q. – Rachel disse, rindo.
– Ah! Estou fazendo panquecas. Vocês querem?
– Se você for parte delas, acho que quero. – respondi rindo, mas fazendo Quinn ficar corada.
Rapidamente ela voltou para a cozinha, Rachel olhou para mim e sorriu.
– Você se importaria, se eu lhe abraçasse?
– Por que eu me importaria?
– Então posso?
– Por que não?
Ela sorriu novamente, se aproximou e me deu um abraço aconchegante. Senti seu perfume invadir meu nariz, fechei meus olhos e sorri.
– Você é quente... – ela sussurrou em meu ouvido.
– E você é cheirosa. – respondi no mesmo tom.
Nos afastamos, Rachel desligou a televisão e segurou minha mão.
– Vamos ver quem está ganhando na cozinha.
Ao entrarmos na cozinha, vimos o balcão totalmente sujo de ovo, farinha e leite, Quinn estava parada em frente ao fogão, ainda não havia nos percebido ali.
– Acho que as panquecas ganharam. – sussurrei no ouvido da Rachel.
– Eu tenho certeza.
Nos aproximamos do balcão, Rachel pegou um pouco de farinha com seu dedo indicador e passou em meu nariz.
– Rachel! – gritei, assustando Quinn.
– É apenas farinha, Sant!
– Mas eu acabei de tomar banho!
– E está descalça? Quem toma banho e fica descalça?
– É uma mania que tenho desde pequena.
– Devia parar com ela, pois vai acabar pegando um resfriado.
– Santana Lopez nunca fica doente!
– Oh! Diga isso para Santana Lopez, quando estiver de cama.
– Eu não vou ficar doente!
– Qual é o problema de vocês? – Quinn gritou, nos fazendo encará-la.
– Rachel que começou. – eu resmunguei.
– Não é verdade! – Rachel gritou.
– Calem a boca, as duas! – Quinn novamente gritou. – Sentem-se à mesa, logo servirei as panquecas!
– Mas eu já tomei café da manhã. – respondi.
– Está rejeitando minhas panquecas, Santana? – ela perguntou, com a testa franzida.
– Não! Só estou dizendo que...
– Cale a boca, Sant. – Rachel disse. – Antes que ela jogue a frigideira em você.
Rachel me puxou para a sala de jantar, nos sentamos, Rachel ficou de frente para mim. Quinn apareceu com a gigante pilha de panquecas, uma calda de chocolate e dois pratos. Só ela sabe como conseguiu carregar tudo aquilo sem deixar cair.
– Está com um cheiro bom, Q. – Rachel comentou.
– O gosto é melhor ainda. – Quinn disse, colocando os pratos em cima da mesa.
– Não tenho dúvida.
Eu me servi, coloquei calda nas panquecas que peguei e peguei o garfo. Quinn e Rachel me encaravam, como se esperassem a resposta. Dei a primeira garfada, mastiguei apreciando o bom gosto da panqueca e... Deus! Quinn sabe realmente cozinhar.
– Está ótimo. – comentei.
– Ótimo? – Quinn perguntou.
Respirei fundo, dei outra garfada e olhei para ela.
– Quinn! De onde você veio? – gritei, com a boca cheia. – Isso está maravilhoso! Nem minha mãe consegue cozinhar desse jeito.
– Essa era a resposta que eu esperava. – Quinn respondeu, com um sorriso lindo no rosto. – Agora, Rachel coma. Vou preparar mais, se vocês quiserem.
Quinn voltou para a cozinha, Rachel olhou para mim e riu.
– Gostou mesmo?
– O que? Isso está...
– Delicioso?
– Isso. Delicioso!
– Isso é bom.
Em segundos Quinn voltou com mais uma pilha de panquecas, sentou ao meu lado e se serviu.
– Fico feliz que tenha gostado, Sant.
– Acho que virei todos os dias para comer suas panquecas.
– Não sei fazer apenas panquecas.
– Isso é verdade. – Rachel disse. – Você precisa experimentar os brownies dela.
– Rachel... Eu não sou tão boa cozinheira.
– Eu vou querer comer. – eu disse, me servindo de mais panquecas.
– Tome cuidado, Santana. – ouvi Quinn dizer. – Assim você vai explodir.
– Não importa. Por tanto que eu exploda de felicidade, depois de ter comido essas panquecas.
As duas riram, ouvimos o barulho da porta e Britt entrou, ainda dando pulinhos.
– Oh! Panquecas da Quinn! – Britt gritou.
Ela sentou ao meu lado, pegou um pedaço das minhas panquecas e a inalou rapidamente.
– Britt... e a sua dieta? – Rachel perguntou.
– Que se dane! É a panqueca da Quinn!
Nós três rimos, Britt pegou as minhas panquecas e começou a comê-las, limpei minha boca com o guardanapo e olhei para Quinn, que parecia feliz.
– Estava realmente delicioso, Quinn.
– Obrigada, S.
– Eu vou querer experimentar os brownies.
– Um dia os farei para você.
Eu sorri, Rachel se levantou, pegou seu prato e foi para a cozinha, em seguida voltou, sentou onde estava e olhou para Britt.
– Acho que só essas panquecas, para deixar Britt louca desse jeito.
– Parem... – Quinn disse, ficando corada.
– Ela nunca acreditou que suas comidas são ótimas. – Britt disse.
– Terei que experimentar todas, para confirmar. – brinquei.
Quinn se levantou e saiu, em seguida Rachel também saiu, Britt continuou comendo, me levantei e a vi me encarar com os olhos azuis vibrantes.
– O que foi?
– Você está descalça? – ela perguntou, olhando para os meus pés.
– É apenas uma mania.
– Tome cuidado, ou ficará doente.
Revirei meus olhos, fui até a sala e me sentei no sofá, ao lado da Quinn, que estava jogada, assistindo televisão.
– Estou cheia... – ela disse.
– Também.
Olhei para ela, sorri e aproximei minha mão de seu rosto, fazendo-a se afastar.
– T-tem... tem calda aqui...
Lambi meu dedão, limpei o canto de sua boca e novamente lambi meu dedo. Quinn se aproximou lentamente, olhou para minha boca e em segundos, senti seus lábios tocarem os meus. Assim que ela se afastou, sorriu e apontou para mim.
– Tinha calda na sua boca.
Eu me virei de frente para a televisão, minha respiração estava pesada. Rachel entrou na sala e sentou ao meu lado.
– Você está bem, Sant? Parece pálida.
– Eu... eu preciso ir.
Me levantei rapidamente e corri para a porta, Quinn segurou meu braço, olhei para ela e sem perceber, prendi minha respiração.
– Me desculpe, eu não devia ter lhe beijado.
– E-eu...
Rapidamente segurei seu pescoço e selei nossos lábios novamente, fechei meus olhos e senti a língua da Quinn tocar meus lábios, me afastei rapidamente e corri para casa.
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