Neighboring
26 Just The Two Of Us
Notas iniciais
Me sentei na cama e suspirei. Britt estava em minha frente tirando sua blusa lentamente, me deixando ver novamente sua barriga fina com poucas pintas e seus seios médios com os mamilos rosados. Ela sorriu ao olhar para mim, se aproximou e sentou em cima das minhas pernas, fazendo meu rosto ficar próximo aos seus seios.
– Britt...
– Sem sexo, eu sei... Mas isso não signifique que não podemos nos divertir um pouco.
Ela começou a me beijar, coloquei minhas mãos em sua cintura, a puxei para mais perto e a apertei. Britt desceu seus beijos até meu pescoço, fechei meus olhos e suspirei pesado, fazendo-a sorrir. Senti-la começar a tirar minha camiseta, levantei meus braços e a deixei fazer. Britt voltou a beijar meu pescoço, subi minhas mãos até sua barriga e senti-la se arrepiar. Lentamente me deitei, fazendo Britt se deitar em cima de mim, nossos seios se tocaram e eu sorri com o toque, fazendo Britt sorrir também.
– Seu corpo é tão macio... – sussurrei.
– O seu também. – ela sussurrou de volta.
Britt voltou a me beijar, coloquei minhas mãos em suas costas e a acariciei, percebendo seu corpo esquentar cada vez mais. Subi minhas mãos até seu pescoço, as arrastei até seus ombros e Britt se afastou, olhando em meus olhos. Desci minhas mãos até seus seios, o toquei calmamente, fazendo-a fechar os olhos, toquei seus mamilos com meus dedões, mordi meu lábio inferior e olhei para seu rosto.
– Britt... eu...
– Não fale nada...
Voltei a me sentar, deixando-a sentada em cima de mim, e deixando-a confusa, comecei a beijar seus seios e ouvi pequenos gemidos vindo dela. Aquela sensação era boa, mesmo para mim que a beijava. Parei um pouco e olhei para o seu rosto, ela olhou para mim e percebi seus olhos ficarem um pouco mais escuros, sorri e a beijei. De repente ela parou, me deitou e sorriu.
– O que você está tramando? – perguntei.
– Apenas o que você fez comigo.
– Como?
Antes que eu pensasse mais alguma coisa, senti-la começar a beijar meus seios, fechei meus olhos, abri um pouco minha boca e prendi minha respiração, não querendo me mover nem por um segundo. Britt começou a passar sua língua em um dos meus mamilos, mordi meu lábio inferior e soltei um gemido contraído, ao qual saiu um pouco alto.
– Sant, você vai acordar a Beth. – ela sussurrou.
– Oh... eu... me...
– Apenas fique calada...
– Ok...
Ela voltou a beijar meus seios, prendi ao máximo os gemidos, senti-la descer seus beijos até minha barriga e soltei uma pequena risada. Britt começou a tirar meu short, eu arqueei meu corpo e a deixei tirá-lo, junto ela tirou minha calcinha.
– Sant, você sabe que se não me parar, eu vou seguir onde você não quer.
– Eu... eu quero...
– Tem certeza?
– Não muita, mas tenho.
Britt sentou em cima de mim, fechei meus olhos e suspirei.
– Você precisa ter certeza, Sant.
Voltei a olhar para ela, mordi meu lábio inferior e ela sorriu.
– Eu...
– Está tudo bem, Sant. Eu quero mais do que tudo, mas o que mais quero é que você esteja pronta, para não se arrepender depois.
– Eu quero... não agora.
– Ainda não está pronta?
– Eu acho que estou. Mas Beth está dormindo e...
– Quer pensar até à noite?
– Sim.
– Ok. – ela saiu de cima de mim, me deu um rápido selinho e sorriu. – Eu estarei pronta, para qualquer momento que você quiser.
Afirmei com a cabeça e ela saiu do quarto, colocando sua blusa. Me sentei na cama, respirei fundo e olhei para a porta fechada. Por segundos, Britt e eu estaríamos em um momento íntimo, ao qual eu ainda não sabia se queria fazer. Na verdade eu queria, mas a minha dúvida era, com quem fazer primeiro? Coloquei minha roupa rapidamente, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e sai do quarto, encontrando-a entrando no banheiro.
– Britt, vou sair um pouco. – avisei.
– Está bem.
Coloquei meus tênis, sai e suspirei, começando a correr até a lanchonete.
***
Me sentei em uma mesa afastada, vi Rachel conversando com um dos clientes, e a conversa parecia estar boa, pois os dois riam juntos. Quinn apareceu no balcão, peguei o cardápio e me escondi.
– Boa tarde, o que a senhorita vai querer? – ouvi Sophia perguntar.
– Sou eu. – sussurrei.
– Santana? O que você está fazendo?
– Fale baixo, Sophia. – a puxei, fazendo-a se sentar ao meu lado e nos escondi com o cardápio. – Onde está Kimberly?
– Ela está na cozinha, lavando as louças, por quê?
– Eu preciso conversar com ela, mas Quinn e Rachel não podem saber.
– O que você quer com minha namorada, Santana?
– Eu só vou conversar com ela e... Ai meu Deus, finja que está me atendendo. – eu disse, a empurrando, depois de perceber Rachel olhando para nós duas.
– Está bem, o que vai querer?
– Hum... me traz uma torta de chocolate e um suco de laranja.
– Não quer o de sempre?
– Estou me escondendo, lembra?
– Me desculpe! Vou avisar à Kim que você quer falar com ela.
– Obrigada.
Ela se afastou, abaixei um pouco o cardápio e olhei para Rachel, que agora conversava com Katie, olhei para Quinn e sorri, ela separava alguns canudinhos e fazia uma careta quando separava errado. Me escondi novamente, Kimberly sentou ao meu lado e colocou meu pedido em cima da mesa.
– Ok, estou aqui. O que você quer?
– Eu preciso conversar com você, mas em segredo.
– Desde quando você...
– Kimberly, por favor...
– Está bem. Me segue.
Nos levantamos e fomos rapidamente até o depósito, ela se sentou em uma pilha de saco de farinha, eu permaneci em pé e olhei para ela.
– Tem certeza que ninguém nos achará aqui?
– Só Lucy entra aqui, Santana. Agora me diga, por que quer conversar comigo?
– Bem, além de Quinn, você é a única que conversou comigo por mais de dez segundos e...
– Ok, e sobre o que quer conversar?
– Eu... eu estou morando com Quinn e as meninas.
– E?
– Nós estamos juntas.
– Quinn e você?
– Quinn e eu, Rachel e eu, Britt e eu...
– Espere! Você está transando com as três?
– Não! Eu ainda não fiz... isso com nenhuma delas.
– Você gosta das três?
– Sim.
Me sentei em uma pilha de açúcar, Kimberly arregalou um pouco os olhos e suspirou.
– Bem, isso é estranho, ainda mais por as três ter aceitado isso, mas... no que posso lhe ajudar?
– Eu sinto que quero fazer...
– Sexo?
– Sim e... eu não sei com quem faço primeiro.
– Isso é realmente confuso.
– Eu amo as três, já disse isso à elas, mas não quero magoar as outras por fazer com uma delas primeiro.
– Você vai ter que escolher uma, Santana. Não pode fazer com as três de uma vez, ou...
– Ou o que?
– Você faz com as três.
– Isso não daria certo. Tem Beth e ela ainda é muito pequena para ouvir gemidos de quatro mulheres ao mesmo tempo.
– Então o jeito é você escolher uma delas.
– Isso eu sei, Kimberly. Achei que você iria me ajudar!
– Acalme-se, pequeno vulcão de hormônios! Você me joga duas bombas ao mesmo tempo e quer que eu raciocine rapidamente?
– Me desculpe.
– Me diga, qualidades da Quinn.
– Ela é incrível... bem protetora, sempre conversa comigo e tem as respostas certas para os meus problemas, além de cuidar de mim não só como amiga e namorada, mas também como filha.
– Qualidades da Rachel?
– Rachel é... quente! Sempre com os melhores beijos, me deixando sempre mais excitada e...
– Qualidades da Britt! – ela me interrompeu.
– Britt... é tão meiga, carinhosa, animada... sempre com um sorriso no rosto para melhorar meu dia, e só de olhar aqueles olhos eu...
– Ok... você tem pontos incríveis com as três.
– Então?
– Você deve escolher sozinha, Santana.
Fiquei em silêncio, ela se levantou e se aproximou.
– Britt e eu estávamos se agarrando no quarto dela antes de eu vir para cá.
– E?
– Ela parou e disse que esperaria eu ter certeza.
– Você tem certeza?
– Tenho.
Ela me abraçou e afagou minhas costas, me fazendo suspirar.
– Obrigada por ter se aberto comigo, Santana. Eu devia dizer algo do tipo “fique com a melhor”, mas eu não tenho esse direito, e as três parecem ser perfeitas para você.
– Não tem problema, Kimberly. Eu que agradeço por você ter me escutado e...
– Santana? – ouvimos Rachel da porta.
Kimberly se afastou de mim e nós olhamos para Rachel.
– Não é o que você está pensando. – Kimberly tentou dizer.
– Eu não estou pensando nada, eu estou vendo.
– Foi só um abraço, Rae. – eu disse. – Kimberly e eu estávamos conversando e...
– Não me chame de Rae.
– Eu vou voltar para a lanchonete, Santana. – Kimberly avisou, eu afirmei com a cabeça.
Ela saiu, Rachel olhou para mim e lágrimas começaram a cair de seus olhos.
– Rae...
– Katie tinha razão, como ela SEMPRE tem razão.
– O que?
– Ela veio aqui pegar um saco de farinha, porque Lucy pediu e...
– Ah, claro! Katie nos viu conversando e foi dizer à você que Kimberly e eu estávamos nos agarrando.
– Katie disse que viu você aqui sozinha com a Kimberly, mas não disse isso.
– Nós só estávamos conversando, Rachel.
– Sobre o que? Como você entrou aqui, se escondeu atrás do cardápio e veio se agarrar com Kimberly? Eu te vi atrás daquele cardápio, Santana!
– Eu não queria que Quinn e você me vissem, para não perguntarem o que eu estaria fazendo aqui.
– Então pediu à Sophia para se agarrar com a namorada dela?
– Nós NÃO estávamos nos agarrando!
– Rachel, você está demorando, e... Santana? – ouvi Quinn.
– Eu já estava indo. – Rachel disse, se virando de costas para mim.
– Rae...
– Não fale mais nada, Santana.
Rachel saiu, Quinn a olhou confusa e depois olhou para mim.
– Comece a explicar.
– Kimberly e eu estávamos conversando, Katie foi fazer fofoca à Rachel e ela acha que Kimberly e eu...
– Me diz que isso não aconteceu.
– Não! Nós estávamos conversando!
– E por que estavam escondidas aqui dentro?
Abaixei minha cabeça, me levantei e me aproximei dela.
– Eu apenas queria conversar com alguém e...
– Onde está aquela história de gostar de desabafar comigo?
– Eu não podia falar sobre isso com você, Quinn...
– Santana.
– Eu não quero brigar com você. Logo você, que sempre me entende e...
– Depois nós conversamos.
– Mas...
– Depois.
Ela saiu, eu saí atrás e me sentei à mesa que estava antes, sendo vista à todo momento por Rachel e Quinn.
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