Notas iniciais
Boa noite, gatinhas e gatinho!

As meninas saíram do carro primeiro, eu suspirei e saí atrás. Vi minha mãe saindo de casa, ela olhou para mim e se aproximou, o que me fez aproximar dela.

– Buenas noches, Santana.

– Madre...

– Mi marido y yo hablamos y…

– Él es mi padre.

– No más. – ela respondeu, eu senti uma dor em meu coração ao ouvir aquilo. — Si desea volver a lo que éramos antes, dejar que esas mujeres sucias y volver a casa.

– Elas não são sujas! Eu as amo e não quero deixá-las.

– Você tem sua escolha, Santana. Tem uma semana para pensar nisso.

Ela se afastou e entrou em seu carro, meus olhos se encheram de lágrimas, ouvi alguém abrir a porta e rapidamente me abraçar.

– Não ouça ela, Sant. – ouvi Britt dizer.

Nós entramos, me sentei no sofá e vi Quinn sair de seu quarto e entrar na cozinha.

– Elas não te contaram? – perguntei.

– Rachel entrou gritando, mas eu não acredito, eu não quero acreditar. – Britt respondeu.

– Não é verdade... nós realmente apenas conversamos.

– Você disse isso à elas?

– Sim, mas parece que ninguém conhece a palavra confiança aqui.

– Não as culpe, Sant.

– E a culpa é minha? Eu estou confusa, não tinha à quem conversar e procurei por uma pessoa que entende o meu lado.

Quinn passou novamente e entrou em seu quarto, abaixei minha cabeça e suspirei.

– Deixe-as pensando um pouco. Tenho certeza que amanhã tudo ficará bem.

– Espero.

Britt deu um beijo em minha bochecha e sorriu.

– A porta vai estar aberta, para quando você for deitar, está bem?

Afirmei com a cabeça, ela foi para o quarto e eu me deitei no sofá, voltando a chorar. Se Britt estivesse certa, eu poderia conversar com as meninas no dia seguinte, sem gritarias, xingamentos e acusações.

***

Acordei com dor no pescoço, abri os olhos e me vi deitada no sofá. Me levantei, tomei um rápido banho e coloquei um short jeans, uma regata vermelha e um All Star velho, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e fui até a cozinha, encontrando Rachel preparando o café.

– Buenos dias, Rae.

Ela me ignorou, pegando uma xícara, enchendo-a de café e indo para a sala de jantar. Eu a segui, vendo todas sentadas, Britt olhou para mim e sorriu.

– Bom dia, Sant!

– Bom dia Britt. – respondi sem ânimo.

Fui até a sala, peguei minha mochila que estava no chão e sai, sem nem ao menos comer. No caminho vi o carro da Quinn parar ao meu lado, eu parei e olhei para dentro, nenhuma das duas olharam para mim, então continuei andando, sendo seguida por Quinn.

– Entre no carro, Santana! – ouvi Quinn gritar.

Parei no ponto de ônibus, vi Kimberly e Sophia abraçadas, sorri para elas e me aproximei.

– Bom dia, Santana. – Sophia disse.

– Bom dia, meninas.

– Vai mesmo me fazer te seguir até a escola? – Quinn perguntou.

– Não precisa me seguir, pode ir embora. – respondi, olhando para o ônibus da escola que chegava.

– Entre nesse carro, Santana Lopez!

– Não precisa gritar, Quinn. Você não é minha mãe.

O ônibus parou, as meninas entraram, eu me aproximei da porta e vi Quinn olhando seriamente para a estrada, com a respiração pesada e o rosto vermelho de raiva, entrei no ônibus e me sentei ao lado da Marley.

– Bom dia, Santana.

– Bom dia, Marley.

Olhei pela janela, o ônibus passou pelo carro da Quinn e a vi chorar silenciosamente. Talvez eu devesse ter entrado no carro, mas não queria vê-la gritar comigo novamente.

– Vocês brigaram, Santana? – ouvi Kimberly perguntar do banco do lado.

– Elas não querem me ouvir, não confiam em mim.

– Sinto muito.

– Não tem problema.

***

Saí da escola e vi o carro da Quinn parado em frente à escola, suspirei e olhei para Sophia.

– Me esperem?

– Não vai ir com a Quinn? – ela perguntou, apontando para o carro.

– Não.

Ela afirmou com a cabeça, as meninas foram para a fila do ônibus e eu me aproximei do carro, olhei para dentro e vi Beth brincando com o ursinho de pelúcia que eu havia comprado para ela na viajem.

– O que está fazendo aqui? – perguntei, olhando para Quinn.

Ela não me respondeu, fechei os olhos e respirei fundo. Me afastei, olhei para o ônibus que já estava quase cheio, segurei mais forte minha mochila e sai de perto do carro.

– Santana, entre no carro. – ouvi Quinn dizer.

– Para você ficar me ignorando o dia todo? – perguntei, já de longe.

– Entre no carro.

– Não, obrigada.

Entrei no ônibus, me sentei sozinha na frente, abaixei minha cabeça e suspirei. Quando o ônibus parou, Sophia, Kimberly e eu descemos, me despedi delas e fui para casa. Vi o carro da Quinn parado, revirei os olhos e fui até a porta, entrei e vi Quinn sentada no sofá, ao lado da Rachel e da Britt.

– Bem vinda de volta, Sant. – Britt disse.

As meninas não olharam para mim, coloquei minha mochila no chão, Britt se levantou e me puxou para mais perto.

– Por que você fez isso? – Rachel finalmente perguntou.

– Eu só estava conversando com Kimberly. – respondi, novamente.

– Mas eu as vi sozinhas lá dentro, Santana...

– Quer saber? Achei que um relacionamento era baseado no amor e na confiança, mas acho que vocês não sabem o que é isso.

– Sant... – Britt disse.

– Não posso continuar com pessoas que não me ouvem e não confiam em mim. Vou voltar para casa.

– Mas seus pais te expulsaram. – Quinn disse.

– Minha mãe me chamou para voltar, se eu não vesse mais vocês.

– É o que você quer? – Rachel perguntou, agora olhando para mim.

– Não, mas vocês não estão me dando outra escolha.

Fui até o quarto da Rachel, peguei minha mala e voltei para a sala.

– Não faça isso, Sant... – Britt pediu. – Eu te amo...

– Eu também te amo, Britt. Amo as três, mas não posso ficar em uma casa aonde irão me ignorar e achar que eu as traí.

– Eu não acho isso, Sant...

– Me desculpe, Britt...

– Deixe-a ir, Britt. – Rachel disse. – Assim ela pode agarrar a Kimberly.

– E assim você pode agarrar a Katie, não é? – perguntei, ironicamente.

– Depois diz que eu não confio em você.

– Mas eu confio em você, só não confio na Katie, que até agora, fez de tudo para te ver longe de mim!

– Katie é minha amiga! – ela gritou.

– Oh, sim! Assim como éramos quando vocês se mudaram para cá? Porque eu posso ter certeza que Katie quer te agarrar e te jogar em cima daquele balcão da lanchonete para te fazer gemer, coisa que eu não fiz até agora, porque eu não sei com quem eu faço o maldito sexo pela primeira vez! – gritei.

– Sant... – Britt choramingou.

– Você não sabe, Rachel. Não sabe o quanto é difícil ter que escolher entre três mulheres lindas, as três mulheres que eu AMO, com quem fazer sexo, porque não quero ver as outras magoadas, por eu não ter as escolhido primeiro! Acha que se eu quisesse fazer com qualquer uma, já não teria feito com a Britt ontem? Porque eu estava excitada, Rachel. Deus, como eu estava excitada! Mas não queria que Quinn ou até mesmo você se sentissem magoadas por eu ter escolhido a Britt primeiro! Eu fui sim, na lanchonete e me escondi sim, porque não queria dizer à vocês que havia ido lá para perguntar à uma pessoa que não é minha amiga, com quem eu faria esse maldito sexo que é tão importante para vocês!

Peguei minha mochila e abri a porta, ouvindo Rachel começar a chorar.

– Mamãe? – ouvimos Beth da porta do quarto da Quinn.

Nós olhamos para ela, Quinn se levantou e a pegou nos braços, levando-a de volta para o quarto, olhei para Rachel e depois para Britt, fechei meus olhos e saí, começando a deixar que minhas lágrimas saíssem.

Notas finais
Beijos, lindinhas e lindinho!