Notas iniciais
Buenas tardes, angelitos! Como estão?

Assim que terminaram a mudança, já era noite. Eu me sentei no sofá ao lado da Britt, que assistia televisão, Quinn disse que iria pedir uma pizza, mas Britt se recusou e pediu uma comida leve para ela. Rachel apareceu na sala usando uma saia preta e curta, uma camiseta rosa e os cabelos estavam soltos, ela havia acabado de sair do banho.

– Britt, Quinn mandou você ir tomar banho, antes que as comidas cheguem. – Rachel disse, sentando ao meu lado.

– Não quero.

– Quinn! – Rachel gritou.

Britt murmurou algo e se levantou, saindo da sala. Rachel pegou o controle da televisão e mudou de canal, eu olhei para ela, o que a fez olhar para mim.

– O que?

– Rachel, quantos anos você tem? – perguntei.

– 21, por quê?

– E Quinn?

– 22.

Ela desligou a televisão e virou de frente para mim.

– Quinn é o que exatamente, das duas?

– Que pergunta é essa? – ela estava rindo.

– Bem... Sempre que Britt e você brigam, quem está perdendo, pede ajuda à Quinn, então...

– Quinn é como nossa protetora, sabe? Desde pequenas, quando alguém mexia comigo, ou com Britt, Quinn nos defendia. Quando entramos na adolescência, Britt e eu começamos a brigar com mais frequência, então Quinn sempre acabava com a briga gritando com as duas.

– Ela é como uma irmã mais velha?

– Quase isso.

– E você?

– Eu o que?

– Em que parte desse trio você fica?

Rachel ficou pensativa, se ajeitou mais no sofá e sorriu.

– Eu sou aquela que adora ver a irmã mais nova gritar por qualquer coisa, sabe?

– Mas Britt é mais velha que você.

– Não se engane com a idade, Santana. Britt é mais velha, mas ainda tem a mente de uma menina de 12 anos.

– Então ela é infantil?

– Podemos dizer que sim, mas ela sabe se tornar uma adulta quando precisa.

Olhei para minhas mãos, voltei a olhar para Rachel e sorri.

– Quantos anos achou que eu tinha, quando me viu?

– 13.

– O que?

– Você estava com vergonha, chegou toda encolhida e ainda falou comigo em espanhol.

– Eu sou um pouco tímida.

– Eu também. – eu a olhei incrédula e ela riu. – Estou brincando.

Ficamos caladas, Quinn entrou na sala, pegou o controle da televisão e a ligou.

– Sobre o que estavam conversando?

– Nós. – Rachel respondeu.

– Disse à ela que você fez xixi na cama até os 12 anos?

– Quinn!

Ela riu, olhou para nós duas e ficou séria.

– Qual é o sabor do bolo que você trouxe, Santana?

– Morango.

Quinn revirou os olhos e voltou a olhar para a televisão. Rachel se aproximou mais de mim e sorriu.

– Quinn não gosta muito de bolo de morango.

– Hum... Desculpe?

– Não, melhor para mim.

Nós rimos, Quinn desligou a televisão e saiu da sala.

– Britt, quanto tempo vai ficar nesse banheiro! – ela gritou.

Ouvimos o som da campainha, Rachel se levantou e correu até a porta, em seguida voltou com uma caixa de pizza e um pequeno pacotinho.

– Santana, me ajude?

– Claro.

Fomos até a cozinha, Rachel colocou tudo em cima do balcão, abriu a caixa da pizza e olhou para mim.

– Pegue três pratos no armário?

– Sim.

Fiz o que ela pediu, coloquei os pratos em cima da mesa e Rachel colocou um pedaço de pizza em cada um. Quinn entrou na sala de jantar, sentou à mesa e abocanhou um pedaço de pizza, eu fiquei encarando ela, até ela perceber.

– Vai ficar me encarando, ou vai comer?

Me sentei rapidamente, peguei o pedaço de pizza e mordi. Rachel sentou ao meu lado, ficando de frente para Quinn, mordeu um pedaço e vimos Britt entrar usando um short azul e uma regata amarela, seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo.

– Por que não me esperaram?

– Estamos com fome, e você demorou demais no banho. – Quinn respondeu.

Comemos em silêncio, não tínhamos nada para dizer. Ao terminarmos, Britt foi lavar a louça, eu me ofereci, mas ela disse que eu já havia ajudado demais. Quinn foi tomar banho, Rachel e eu nos sentamos no sofá e eu percebi que já devia ter voltado para casa.

– Rachel, foi um prazer ter conhecido você. – eu disse, me levantando.

– Sim, eu também.

Ela se levantou e caminhamos até a porta da saída.

– Se precisarem de algo, por causa da mudança, minha casa é aqui ao lado.

– Obrigada, Santana.

Olhei em volta, Rachel sorriu e olhou para a porta da cozinha.

– Santana está indo para casa! – ela gritou.

– Até mais, Santana! – ouvi Britt gritar da cozinha. – E obrigada pela ajuda!

– De nada, Britt! Até mais! – gritei de voltei, Rachel e eu nos entreolhamos. – Nos vemos por aí.

– Sim, por aí.

Dei passos lentos para fora, olhei em volta, a rua estava vazia como sempre.

– Não se perca no caminho.

– Não me perderei.

Nós duas rimos, acenei para ela e me virei, em seguida ouvi o barulho da porta se fechando. Entrei em casa, vi meus pais assistindo televisão na sala, fui direto para o banheiro e tomei um longo banho, coloquei meu pijama de verão e me deitei, logo sendo vencida pelo sono.

***

Acordei ouvindo uma gritaria, abri lentamente os olhos, já era dia. Escondi meu rosto com o cobertor, ouvi um grito, que parecia ser da Rachel e me sentei.

– Essas três ainda vão se matar. – murmurei.

Me levantei, olhei pela janela e vi Britt saindo de casa para correr, desci as escadas e não achei meus pais. Era segunda, meus pais estavam trabalhando, mas eu podia ficar em casa, já que era férias de verão. Entrei na cozinha e peguei um copo de suco, fui até a sala e me joguei no sofá. Em segundos, ouvi a campainha tocar, me levantei, coloquei o copo em cima da mesinha de centro e fui até a porta, em seguida abrindo-a.

– Buenos dias, hermosa chica.

– Buenos dias, Rachel. – respondi sorrindo.

– Eu tive um probleminha com o bolo que sua mãe nos deu ontem.

– Qual?

– Eu não consigo comê-lo sozinho. Você poderia me ajudar com isso?

– Agora?

– Por que não?

Olhei em volta e suspirei.

– Espere eu trocar de roupa?

– Não precisa, Santana.

– Mas eu estou de pijama.

– Eu também estou. – ela disse, dando de ombros.

Rachel segurou minha mão e me puxou, tive tempo apenas para fechar a porta. Ao entrarmos em sua casa, vi Quinn fazendo yoga no meio da sala.

– Agora vamos fazer o Sukha Uttanasana. – a mulher da televisão disse.

Assim que Quinn fez a posição, pude ver seu decote, desviei o olhar para Rachel, que entrava na cozinha.

– Você quer comer de colher, garfo ou na mão mesmo?

– Tanto faz.

Nos sentamos à mesa, peguei um garfo que Rachel me ofereceu e começamos a comer. Minutos depois, Quinn entrou na sala de jantar, ela estava sorrindo, seu sorriso era lindo, ao qual não pude ver no dia anterior.

– Bom dia, Santana.

– Hum... Bom dia.

– Eu disse que você tinha assustado ela. – Rachel disse, fazendo Quinn rir.

– Não se assuste comigo. Apenas estava um pouco estressada, por causa da mudança.

Eu fiquei calada, Quinn pegou o garfo da mão da Rachel e pegou um grande pedaço do bolo, em seguida o colocando na boca. Rachel pegou o garfo de volta e sorriu.

– Ela é legal, apenas a dê um tempo para se acostumar com você.

Afirmei com a cabeça, Quinn entrou na cozinha e voltou com um garfo na mão, sentou ao meu lado e continuou comendo.

– Santana, agradeça à sua mãe por esse bolo, ele é realmente gostoso. – Quinn disse.

– Está bem.

– E me desculpe por Rachel ter te arrancado de casa logo cedo.

– Não tem problema.

Ouvimos um barulho da porta da frente, Britt entrou na sala de jantar com o corpo suado, sentou ao lado da Rachel e sorriu.

– Bom dia, Santana.

– Bom dia, Britt.

– Britt, vá tomar banho! – Rachel gritou.

– Eu já estou indo.

Britt se levantou e saiu, Quinn se levantou, pegou um último pedaço de bolo e saiu, Rachel olhou para mim e sorriu.

– Você se acostuma.

– O que?

– As gritarias, as risadas, os choros, meus monólogos... com o tempo você se acostuma.

Eu sorri, ela se levantou, pegou mais um pedaço do bolo e saiu, me deixando sozinha.

Notas finais
O que acharam de Cannonball? Eu viciei, literalmente! *--* Comentem. :-) Beijos, lindas.