Neighboring
34 First Time
Notas iniciais
Entrei no quarto já usando meu pijama, vi Britt sentada em sua cama com um livro nas mãos, me aproximei confusa e me sentei ao seu lado.
– Britt.
– Hum?
– O que está fazendo?
– Lendo.
– Desde quando você lê?
– Não sei... desde ontem.
– E por que começou a ler apenas ontem?
– Porque você disse que gosta de ler e...
– Britt, não precisa fazer isso apenas porque eu gosto.
– Mas...
– Sério. Eu gosto de você pelo que você é.
– Você disse à Quinn que amava ela, porque Quinn lê, assim como você.
– Sim, eu disse. E eu amo você, porque você gosta de dançar, assim como eu.
– Mesmo?
– Sim.
Ela sorriu, colocou o livro de lado e começou a me beijar, lentamente me deitei, fazendo-a ficar em cima de mim. Britt se afastou, nossos olhos se encontraram e eu sorri.
– Está calor... não acha? – ela perguntou.
– Sim, eu acho. – respondi rindo.
Britt começou a beijar meu pescoço, fechei meus olhos e abri um pouco minha boca, na tentativa de conseguir ar. Ela começou a descer seus beijos, desceu um pouco a alça da blusa e deu leves beijos em meu ombro, desceu os beijos até o começo dos meus seios, coloquei minhas mãos em seus ombros e ela suspirou, parando de me beijar.
– Me des...
– Deixe-me fazer isso primeiro? – perguntei, em sussurro.
– O que?
– Eu quero fazer primeiro.
– V-você...
– Sim.
Ela sorriu, troquei nossas posições e beijei-a. O beijo era tão lento, que eu poderia fazer uma história, enquanto apreciava aqueles lábios. Assim como Britt, desci meus beijos para seu pescoço, o beijando calmamente, ouvindo suspiros dela. Coloquei minhas mãos em sua cintura, levantei lentamente sua camiseta, ela levantou seus braços e deixou que eu fizesse o resto. Novamente vi seus seios, meus olhos brilharam, olhei em seus olhos e vi seu pequeno sorriso.
– Vá em frente, Sant.
Eu a sentei, coloquei minhas mãos em sua barriga e subi lentamente até seus seios. Britt fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, levei minha boca até seu seio esquerdo, o beijando freneticamente, dei uma leve mordida em seu mamilo rosado e sorri ao ouvi um gemido. Dei minha atenção para o outro seio, fazendo a mesma coisa, finalizei com a pequena mordida e Britt segurou meus cabelos, empurrando minha cabeça para continuar. Desci meus beijos até sua barriga, Britt colocou suas mãos em meus ombros e me puxou, começando a me beijar. Ela desceu seus beijos até o vão dos meus seios, levantou minha blusa rapidamente, mas não a tirou, começou a beijar um dos meus seios, colocou as duas mãos em minhas costas e me puxou mais para perto.
– Oh... Britt... – gemi baixo.
Britt desceu seus beijos para minha barriga, me ajoelhei, dando mais facilidade à ela, a mesma começou a descer meu short, junto com a calcinha.
– Hum... Perfeita... – ela sussurrou.
Ela se ajoelhou de frente para mim, tirou minha blusa e depois meu short, junto à minha calcinha. Me apoiei em seus ombros, Britt colocou suas mãos em minha cintura, me puxando para mais perto, nossos seios se chocaram e eu soltei um pequeno gemido. Voltamos a nos beijar, Britt desceu suas mãos até minha bunda, apertando-a em seguida, seus lábios desceram para meu pescoço, joguei minha cabeça para trás e suspirei.
– Britt...
Eu sentia que ia explodir naquele momento. Seus beijos eram tão bons, mas eu a queria dentro de mim. Senti-la ir para trás de mim, ela me abraçou e beijou minha nuca. Suas mãos foram para os meus seios, joguei minha cabeça para trás, apoiando-a em seu ombro, me apoiei segurando em seu pescoço, segurei uma de suas mãos e a desci até meu centro.
– Está pronta?
– Mais do que pronta...
Ela afirmou com a cabeça, tocou meu centro com seus dedos e eu senti o mundo girar, apenas com aquele toque. Britt começou a brincar com meu clitóris, eu arfei e apertei seus cabelos, avisando para parar com aquilo, ouvi ela rir, me apertou um pouco mais e penetrou dois dedos em mim.
– Oh! B-Brtitt! – quase gritei.
Seus movimentos eram lentos, mordi meu lábio inferior para evitar mais gemidos altos, mas aquilo não resolvia muito. Britt começou a ir mais rápido, minhas pernas ficaram mais fracas, coloquei minha mão em cima da sua e a incentivei a continuar.
– Você está me apertando... – ela sussurrou em meu ouvido.
Eu realmente comecei a apertar sua mão com minhas pernas, meu corpo tremia cada vez mais e eu sentia o mundo girar. Britt aumentou mais a velocidade, deu uma pequena mordida em meu ombro e arfou, apertei seus cabelos com todas as forças que eu ainda tinha e apertei sua mão.
– Ah! – gritei finalmente.
Meu corpo já não atendia meus comandos, Britt diminuiu a velocidade e lentamente tirou seus dedos de dentro de mim. Ela voltou a me abraçar, me deitou lentamente na cama, me deixando de bruços, deu pequenos beijos em minhas costas e deitou em cima de mim.
– Você está bem? – ela perguntou, com a voz rouca.
– Perfeitamente bem. – respondi, fechando meus olhos.
Ela começou a acariciar meus cabelos, deu um beijo em minha bochecha e dormiu, me fazendo dormir no mesmo instante.
***
Acordei com a luz do sol batendo em meu rosto, abri meus olhos lentamente e percebi que estava sozinha na cama. Me sentei, peguei uma camisa verde e grande que estava em cima da cama, a coloquei e me levantei, sentindo uma pequena tontura. Ao entrar na cozinha, vi Quinn preparando algo no fogão, Britt sentada no balcão e Rachel pegando algo na geladeira. As três olharam para mim ao mesmo tempo e com o mesmo sorriso, eu sorri de volta e me aproximei da Quinn, percebendo que ela fazia panquecas.
– Bom dia, meninas.
– Bom dia. – as três responderam em uníssono.
– O que faremos hoje?
– Hoje é domingo, você fica livre. – Quinn respondeu.
– O que vocês farão hoje?
– Eu vou para a lanchonete, estão precisando de mim hoje. – Rachel respondeu.
– Vou levar Beth até o parque, com Polar. – Quinn disse, virando a panqueca.
– Acho que vou voltar a dormir. – Britt disse.
Fiquei pensativa, olhei para as três e sorri.
– A ideia da Britt é bem chamativa. – eu disse.
Britt sorriu, desceu do balcão e se aproximou de mim, me deu um beijo na bochecha e saiu da cozinha, Rachel foi para a sala de jantar e Quinn olhou para mim.
– Como foi? – ela perguntou.
– O que?
– O sexo.
– Quinn!
– Qual é? Você está com esse sorriso bobo, eu não consegui dormir a noite toda, porque uma criança de seis anos ficou perguntando o que vocês estavam fazendo dentro daquele quarto, sem contar que você cheira a sexo.
– Deu para ouvir? – perguntei, corando.
– Se deu para ouvir? Você gritou no meio da noite, Santana.
– E a Beth...
– Ficou dando uma bronca na Britt, achando que ela estava te machucando. – eu a olhei assustada e ela sorriu. – Eu já expliquei que Britt não a machucava, mas ela não acreditou muito, porque eu não podia dizer o verdadeiro motivo.
Novamente corei, Rachel entrou na cozinha e deu um tapa em minha bunda, me assustando.
– Você precisa de um banho. – Rachel comentou.
– O que?
– Você está fedendo a sexo...
Revirei meus olhos, recebendo risada das duas, Britt entrou na cozinha pronta para correr, pegou um copo de suco e olhou para mim.
– O que foi? – perguntei.
– É melhor você tomar um banho.
Bufei, Rachel e Quinn riram, mas Britt ficou confusa. Fui até o banheiro, tirei a camisa, me olhei no espelho e sorri. Eu ainda tinha 17 anos, mas eu havia me tornado uma mulher, e naquele momento eu me sentia uma mulher.
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