Neighboring
17 Don't Say Goodbay
Notas iniciais
Estávamos no meu quarto, Britt ligou o rádio, tocava uma música qualquer, ao qual ela começou a dançar, Beth se juntou à ela, o que me fez rir. Rachel pegou minha mala azul, colocou em cima da cama e abriu o armário.
– Vamos fazer essa tarefa chata ficar legal.
– Vocês não precisam fazer isso, se não quiserem.
– Não queremos que você fique sozinha, certo Britt?
– Certo!
Britt me puxou para dançar, mas eu não estava com muita vontade, Beth segurou minha mão e sorriu.
– Você vai tirar fotos, Sant?
– Eu não sei, Beth. Não tenho câmera fotográfica.
– Como não? – Rachel perguntou.
– Eu nunca pedi aos meus pais, pois nunca achei que precisaria.
– Britt, vá pegar a minha câmera.
– Ok!
– Não precisa, Rachel.
– Precisa sim.
Beth subiu em cima da minha cama e começou a pular, Britt saiu do meu quarto e Rachel começou a tirar minhas roupas do armário.
– Deixe eu te ajudar, Rachel.
– Não precisa.
– Rachel, não estou achando! – ouvimos Britt gritar.
– Ela nunca acha as coisas. – Rachel resmungou.
– Eu vou até lá. – eu disse.
– Obrigada, Sant.
Desci as escadas, corri até a casa ao lado e vi Britt saindo do quarto da Rachel.
– Oh! Sant, você me assustou.
– Me desculpe. Vim lhe ajudar a achar a câmera.
– Ah... não precisa mais, eu já achei. – ela disse, levantando a câmera.
Eu sorri, peguei a câmera de sua mão e tirei uma foto dela.
– Assim eu me lembrarei de você todos os dias.
– Você precisa de foto?
– Não, mas quero olhar para esses olhos azuis sempre.
Ela sorriu, pegou a câmera da minha mão, se posicionou ao meu lado e tirou uma foto de nós duas.
– Para você saber que tem alguém te esperando voltar.
– Eu não preciso dessa foto, eu sei que você estará me esperando.
Britt me deu um rápido selinho, segurei sua mão e a puxei até seu quarto.
– Sant... Rachel deve estar nos esperando.
– Ela pode esperar mais um pouquinho.
Eu fechei a porta, peguei a câmera da sua mão e me aproximei, começando a beijar seu pescoço.
– Hum... Sant...
– Hum?
– Nós vamos...
– Oh, não! – olhei para ela e vi sua expressão de surpresa. – Eu só quero ficar um pouco com você.
– Ok. Explica da próxima vez.
Ela sorriu, eu empurrei-a até sua cama, que tinha um lençol de gatinhos, nos deitamos e eu fiquei sentada em sua cintura. Voltei a beijar seu pescoço, ouvi um pequeno gemido dela e sorri. Britt começou a subir meu vestido, eu parei de beijá-la, o que a fez me encarar.
– Britt, não faremos aquilo, lembra?
– Sim, me desculpe. Foi impulso.
Voltei a beijar seu pescoço, fui para sua boca e a beijei gentilmente. Quando eu beijava Britt, algo dentro de mim dizia para ir com calma, então assim eu fazia, ia o mais calma possível. Novamente senti Britt começar a levantar meu vestido, eu parei e ela suspirou.
– Me desculpe, não farei mais.
Lentamente comecei a tirar sua blusa, Britt segurou minha mão e negou com a cabeça.
– Eu deixo você levantar meu vestido, se você tirar a blusa.
– Não é por causa do vestido, Sant. Se nós começarmos, eu não vou conseguir parar.
– Você quer?
– A questão não é se eu quero, mas sim se você quer. Você quer?
– Não sei.
– Você sente algo, quando está assim?
– Eu... eu sinto que quero tocar seu corpo, sabe?
– Você quer tocar?
– Eu acho que sim.
Britt tirou sua blusa, pude ver pela primeira vez sua barriga fina com poucas sardas, os seios médios cobertos por um sutiã verde. Eu olhei em seus olhos, ela sorriu e segurou uma das minhas mãos.
– Se quer tocar, vá em frente.
Coloquei minha mão em sua barriga, ela fechou os olhos e suspirou, subi lentamente até seu seio esquerdo, ela soltou uma pequena risada, toquei o sutiã e tirei rapidamente minha mão.
– Eu não posso... – sussurrei.
– Por quê?
– Eu... isso é estranho.
Eu me sentei, Britt fez o mesmo e tocou minha barriga por cima do vestido, senti meu corpo tremer por dentro, fechei meus olhos e suspirei.
– O que você sente, quando faço isso? – ela perguntou, acariciando minha barriga.
– Não sei... meu corpo treme.
– E isso? – ela foi subindo sua mão.
– Cócegas. – respondi, soltando uma pequena risada.
– Agora... – Britt subiu sua mão até meu seio direito, senti um frio na barriga, minha respiração ficou pesada e senti que ia explodir por dentro. – O que você sente?
– É... é melhor pararmos agora, Britt...
– Está sentindo?
– O-o que?
– Excitação, desejo, vontade de fazer coisas...
– N-não sei...
– Você está gaguejando, Sant. Ao menos assuma que sente isso.
– Mas eu...
– Eu não farei nada.
– Está bem, eu estou sentindo tudo isso... mas...
– Você não quer avançar. – ela concluiu. – Isso é normal, Sant. Sentir não quer dizer que você deva fazer. Quando você estiver pronta, vai acontecer.
Britt sorriu, acariciou meu rosto e me deu um beijo na bochecha. Eu peguei sua blusa, lhe entreguei e sorri.
– Vamos voltar para o meu quarto.
Eu me levantei, Britt pegou a câmera e tirou uma foto dos seus seios e sua barriga, eu a olhei confusa, o que a fez sorrir.
– Para você se lembrar do meu corpo.
***
Quinn e Beth estavam na cozinha, Britt estava brincando com Polar e Rachel estava assistindo televisão. Eu estava apenas sentada no sofá, apreciando aquele momento. Britt sentou ao meu lado, acariciou meus cabelos, eu encarei-a e ela sorriu.
– Dorme comigo hoje? – ela perguntou, sussurrando em meu ouvido.
– Está bem.
Nós jantamos, eu avisei aos meus pais que dormiria na casa das meninas e fui me deitar com a Britt. Ela usava um pijama de verão rosa, era curto, ao qual eu pude perceber muito bem suas pernas. Me virei de barriga para cima, Britt parecia já estar dormindo, suspirei e olhei para minha barriga. Eu queria que Britt a tocasse novamente, pois eu tinha sentido uma sensação boa, mas tinha medo do que poderia acontecer em seguida.
– Sant? – ouvi Britt chamar, com a voz falhada.
– Hum?
– Está sem sono?
– Sim.
Olhei para ela, Britt mantinha os olhos fechados, me virei totalmente de frente para ela e acariciei seu rosto.
– Quer que eu faça algo, para te ajudar a dormir?
– Não precisa... apenas...
– Venha aqui.
Britt me abraçou, me deu um selinho demorado e suspirou. Seus olhos ainda fechados, seu corpo quente próximo ao meu, sua mão acariciando minhas costas, fechei meus olhos e logo a imagem da Britt sem blusa veio em minha mente.
– Britt... – a chamei, abrindo os olhos.
– Hum?
– Se eu não tivesse lhe parado, o que você iria fazer?
– Não sei... acariciar sua perna.
– Você ainda quer fazer isso?
– Você quer que eu faça?
– Não sei...
Ela sorriu, abriu os olhos e pude ver seus olhos ficarem um azul mais escuro. Britt desceu sua mão até minha coxa, eu fechei meus olhos e suspirei, o que a fez apertar de leve minha coxa.
– Isso é bom?
– Eu não sei...
– O que você sente?
– Vontade de te beijar.
Britt se aproximou, seu corpo agora tocava o meu, suas pernas roçavam as minhas, olhei para sua boca e depois para os seus olhos.
– Quer me beijar?
– Sim.
Ela parou de acariciar minha coxa e subiu sua mão até minha cintura, me puxando para mais perto. Comecei a lhe beijar, estávamos lentas, coloquei minha mão em um de seus seios, Britt parou de me beijar e sorriu.
– Eu vou sentir sua falta.
– Serão apenas três semanas. Passará rápido.
– Você vai ligar?
– Todas as noites.
Britt acariciou meu rosto, me deu um selinho e fechou os olhos, eu fiz o mesmo e suspirei.
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