Neighboring
25 Back To School!
Notas iniciais
Acordei sentindo meu corpo mais leve, abri meus olhos e sorri ao ver Rachel se sentando.
– Bom dia. – eu disse.
– Bom dia, Sant. – ela se aproximou e deu um beijo em minha bochecha. – É melhor se apressar, ou perderá a carona para o colégio.
Ela se levantou, eu me sentei e a vi abrindo a porta. Me levantei, peguei uma calça preta, uma camiseta verde e fui tomar banho. Ao entrar na sala de jantar, as três olharam para mim, seus olhos começaram a brilhar, eu sorri, me sentei ao lado da Britt e peguei um pouco de panqueca.
– Espero que não esteja linda desse jeito para impressionar na escola. – Quinn disse.
– Não estou linda.
– Está sim. – Britt respondeu.
Novamente sorri, bebi um pouco de suco e dei uma garfada na panqueca.
– Comem rápido, se quiserem carona. – Quinn disse, se levantando.
Ela saiu, Rachel pegou um pedaço da minha panqueca, eu a olhei seriamente e ela sorriu.
– Bem vinda.
– Meninas, rápido! – Quinn gritou, indo para a sala.
Terminei de beber meu suco, me levantei e corri até o quarto da Rachel para pegar minha mochila, corri para a sala, encontrei Rachel com um saquinho de papel na mão, ela sorriu.
– Eu não sabia o que fazer para você levar, então peguei um bolinho que tinha na geladeira, uma latinha de refrigerante e um biscoito que tinha sobrado.
Eu a olhei torto, ela sorriu e deu de ombros, Quinn apareceu na porta, olhou para o saquinho na mão da Rachel e revirou os olhos.
– Pegue Santana. – ela disse, estendendo um dinheiro.
– Não precisa, Quinn.
– Você não vai passar fome na escola.
– Mas...
– Pegue isso logo.
Rachel jogou o saquinho em cima da mesa de jantar, eu peguei o dinheiro da mão da Quinn, elas correram para o carro e senti Britt segurar meu braço.
– Boa sorte, Sant. – ela disse, em seguida me dando um selinho.
– Santana! – Quinn gritou.
Eu corri até o carro, me sentei ao lado de Beth, que estava em sua cadeirinha, coloquei minha mochila em cima das minhas pernas e suspirei. Essa foi a corrida mais cansativa que eu tive. Essas mulheres eram bem corridas, não perdiam tempo algum. Quinn parou em frente à escola da Beth, eu lhe dei um beijo na bochecha e ela sorriu, em seguida Quinn a levou para dentro.
– Não se preocupe com Quinn. – Rachel disse.
– Como?
– Ela é sempre apressada desse jeito, você vai se acostumar.
Quinn entrou no carro, olhou para mim pelo espelho retrovisor e voltou a olhar para a estrada.
– Você está bem?
– Sim.
– Se quiser ir para casa, eu posso voltar.
– Não, estou bem.
Ela sorriu, parou em frente à escola e se virou para mim.
– Lembre-se do que eu te falei.
– Olhares... eu sei.
– Palavras. – Rachel completou.
– Se acontecer algo, peça para ligarem para a Britt.
– Ok.
Eu abri a porta, saí do carro e me posicionei na frente da escola.
– Sant. – Rachel me chamou.
Parei ao lado da Quinn e me abaixei.
– Nós te amamos. – Quinn disse.
– Eu também amo vocês.
As duas sorriram, me afastei do carro e o vi se afastar, olhei em volta, respirei fundo e entrei.
– Conseguiu carona? – ouvi Sophia perguntar.
– Quinn me trouxe.
– Vantagens...
– Não sou amiga dela por isso.
– Eu sei, só estava brincando.
Me aproximei do meu armário, o abri e coloquei algumas coisas dentro.
– Já sabe o seu horário? – perguntei.
– Ainda não.
– Bom dia meninas. – Kimberly disse.
– Bom dia. – respondi.
Fechei o armário, as duas sorriram uma para a outra e se beijaram, eu revirei meus olhos e me afastei, mas logo sendo seguida pelas duas.
– Você veio de carro, Santana? – Kimberly perguntou.
– Quinn me deu uma carona.
– Legal.
Entramos na sala da secretária do diretor, pegamos nosso horário e fomos para nossa primeira aula. Ficamos juntas na aula de literatura, me sentei sozinha no final, percebi alguém se aproximar e torci para que não fosse uma pessoa chata.
– Posso me sentar com você? – ouvi Marley perguntar.
– Pode sim.
Ela sorriu, se sentou e olhou em volta.
– Você viu aquela Katie na escola?
– A que trabalha na lanchonete?
– Sim. Ela está no último ano.
Revirei meus olhos, o professor entrou na sala de aula e Marley olhou para mim.
– O que?
– Você está bem?
– Sim, por quê?
– Parece um pouco abatida.
– Só estou cansada.
O professor começou a anotar coisas no quadro, eu olhei para Marley, ela percebeu e olhou para mim.
– O que?
– Me desculpe pelo que aconteceu outro dia na lanchonete. Você sumiu e não te vi na lanchonete ontem.
– Você estava lá ontem?
– Sim.
– Eu estava na cozinha.
Eu sorri, peguei meu caderno e o abri.
– Então... me desculpa?
– Está tudo bem, Santana. Eu conheci a Rachel antes de conhecer você, e percebi que ela era um pouco ciumenta.
– Por quê?
– Quinn havia dito sobre você uma vez, que era cliente antiga e morava ao lado de sua casa.
– Quinn disse?
– Sim. Eu estava entediada e ela começou a conversar comigo, sabe? Então Rachel entrou na cozinha e começou a dizer que Quinn não podia falar sobre você para mim, porque não queria que você se afastasse delas, ou algo parecido.
– Ah... Nós...
– Eu entendo sua amiga, porque eu tinha uma amiga assim, antes de me mudar para cá na semana passada. Mas você devia avisar à ela que, se ela continuar dramática como é, vai causar uma confusão.
Ela sorriu, eu fiz o mesmo e me virei para o professor.
***
Saí da escola com Kimberly e Sophia ao meu lado, vi Quinn parada com seu carro na frente da escola, sorri e me aproximei rapidamente.
– O que está fazendo aqui? – perguntei.
– Te esperando para levá-la para casa.
– Mas... eu posso pegar o ônibus, Quinn.
– Para que pegar ônibus se você pode ter uma carona de carro?
Entrei no carro, olhei para trás e vi Beth sentada em sua cadeirinha, Quinn entrou no carro, olhou para mim e sorriu, em seguida dando a partida. Nós paramos em frente à sua casa, Quinn tirou Beth da cadeirinha e a colocou no chão, que correu para dentro, Quinn voltou para o carro, olhou para mim e eu sorri.
– Obrigada pela carona.
– Você a terá todos os dias, então se acostume.
Ela se aproximou, acariciou meu rosto e me beijou. Naquele momento eu não ligava mais se alguém estava olhando, apenas queria beijá-la. Nos afastamos, ela sorriu e mordeu seu lábio inferior.
– Acho que nunca me acostumarei. – sussurrei.
Novamente ela sorriu, eu abri a porta do carro, dei uma última olhada para ela e sorri.
– Te vejo à noite, Sant.
– Até lá.
Entrei em casa, vi Beth contando à Britt tudo o que fez na escola, coloquei minha mochila no chão, fechei a porta e sorri.
– Depois nós escrevemos o i. – Beth terminou de contar.
– E você fez direitinho? – Britt perguntou.
– Sim.
– Que bom. Agora vá para o banho, eu vou pedir algo para comermos e depois você irá dormir.
– Não estou com sono.
– Mas vai tirar um cochilo.
Beth foi para o banheiro, eu me sentei no sofá ao lado da Britt e ela sorriu.
– Como foi seu dia? – perguntei.
– Foi bom. O seu?
– Entediante, como todos os dias de aula.
Ela riu, se aproximou e deu um beijo em minha bochecha.
– Vou dar banho em Beth e já volto.
Afirmei com a cabeça e ela se levantou.
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