Notas iniciais
Oi, aqui esta outro capitulo da fic. Esse e o ultimo capitulo da primeira parte, entao no domingo ja comecam as mortes =D E tambem e um dos meus capitulos preferidos, entao espero que gostem tanto quanto eu gosto.
E, como eu disse antes, as coisas tendem a ficar confusas agora.

Se alguem achar algum erro, me avisem. Eu dei uma lida rapida e por isso posso ter deixado passar alguma coisa.

01 DE SETEMBRO DE 2006

Perdeu a conta de quantas vezes havia ouvido a secretária eletrônica do celular de Brian. Bufou e passou a mão na nuca. Ela havia combinado de leva-lo para conhecer a cidade há uma hora, mas ele sequer deu sinal de vida. Discou novamente o número e percebeu que o celular estava realmente desligado; Brian provavelmente ainda estava bravo com ela. Sem motivos, aliás, mas Nora resolveu não discutir isso com ele; já estava cheia de brigas e problemas para resolver. Resolveu procurar por Matt e sentiu-se culpada por usá-lo somente como última opção. Saiu do apartamento e andou pela rua fria até chegar à porta da padaria. Abriu com cuidado a porta de vidro e entrou no lugar bem iluminado.


– Oi, Nora! – Lizzy falou animada atrás do balcão de doces.


– Oi, Lizzy... O Matt está? – Nora perguntou.


– Não, ele saiu cedo e não disse para onde ia. – Lizzy deu de ombros.


– Pode falar que eu procurei por ele? – Nora perguntou desanimada.


– Claro.


Nora saiu apressada da padaria e logo chamou um táxi. Tinha que arrumar alguma coisa para fazer; já estava cansada de passar dias trancada dentro de seu apartamento enquanto lia os livros enormes que havia alugado na biblioteca. Brian e Matt provavelmente haviam achado algo melhor para fazer, e ela iria fazer o mesmo. Entrou na delegacia e seguiu até a mesa de Katherine Law.


– Pode procurar uma pessoa para mim? – sussurrou assim que chegou perto da amiga.


– Claro. – Law deu de ombros.


– Matthew Sanders.


Katherine digitou rapidamente as palavras e logo achou o que Nora estava procurando.


– Aqui... Matthew Charles Sanders. A família Sanders é antiga na cidade e são proprietários da Sanders’ Bakery. Estudou em Kingswood até terminar o Ensino Médio. Seu pai teve um relacionamento com outra mulher e teve uma filha, Eliza Harrisson Sanders. Parece que o pai e a mãe de Matthew ainda são casados e moram com seus três filhos...


– Três filhos? – Nora interrompeu.


– Sim, é o que diz aqui... Ah não, espera... Aqui diz que o irmão mais velho, Kevin Sanders, foi assassinado dia dezoito de Abril de 2000. O caso foi arquivado porque a polícia não tinha os recursos necessários pra fazer uma investigação. O pai de Matthew luta até hoje na justiça.


– Assassinado... – Nora repetiu.


– Quem é esse Matthew, Nora? – Katherine perguntou confusa.


– Você pode procurar pela mãe da Eliza? – Nora mudou de assunto.


– Sim... – Katherine respondeu enquanto digitava algo – Aqui, Joddie Harrisson, mas não tem nada sobre ela aqui, talvez não seja da Inglaterra...


– Procure por algum histórico hospitalar. – Nora insistiu.


– Ok... Nada também.


– Procure alguma notícia de jornal, qualquer coisa!


– Vamos ver... Aqui, parece que tem um jornal de 1986 que tem uma notícia sobre ela... Joddie Harrisson encontrada morta em quarto de hotel em Londres, na Inglaterra. A polícia foi alertada assim que a camareira do hotel encontrou o corpo em cima da cama. Não havia sangue, sinais de arrombamento ou luta corporal, o que indica que a empresária morreu de causas naturais. Joddie Harrisson ficou famosa no mundo automobilístico assim que se tornou uma das patrocinadoras da McLaren, famosa equipe de automobilismo. Sem herdeiros, seu império construído no mundo da Fórmula 1 será leiloado no próximo mês.


– Sem herdeiros?


– Nossa, só tem morte nessa família... – Katherine ergueu as sobrancelhas.


– Se Eliza tem o sobrenome da mãe, porque ela não ficou com tudo o que era ela? – Nora perguntou curiosa.


– Não sei... Como foi algo extraconjugal, talvez a Joddie não quisesse que a impressa soubesse disso... – Katherine deu de ombros.


– Pesquise algo sobre Kevin Sanders.


– Vou cobrar por isso... – Katherine reclamou enquanto digitava novamente – Aqui, Kevin Sanders, ficha policial. Foi pego roubando carros, gasolina, pichando muros e... Eita...


– O que foi? O que? – Nora perguntou enquanto procurava algo na tela do computador.


– Aqui diz que ele ficou preso por três meses por causa de uma acusação de estupro, e a queixa foi feita por Eliza Sanders...


– Ele estuprou a própria irmã? – Nora ergueu uma sobrancelha.


– Eu não sei. O pai dele retirou a queixa alegando que Eliza sofria de transtornos de personalidade por causa da morte da mãe. – Katherine deu de ombros.


– É estranho isso... Primeiro ele é acusado de estupro, depois é assassinado... Eu conversei com Eliza, ela não me pareceu ser louca...


– Você os conhece? – Katherine virou-se para Nora.


– Eu moro perto da padaria deles. – Nora respondeu rapidamente.


– E por que está pedindo pra eu pesquisar tudo isso?


– Fiquei curiosa, eu nunca vi os pais do Matthew... – Nora deu de ombros.


– Ah, sei... – Katherine respondeu com descaso – Bom, é só isso que tem por aqui.


– Você acha que mataram Kevin por vingança?


– Está me perguntando se eu acho que a Eliza matou o Kevin? – Katherine perguntou.


– Não sei... Você acha?


– Bom, se ela sofre mesmo de transtorno de personalidade, eu não duvido...


– Não, se ela tivesse mesmo transtorno de personalidade, não iria conseguir fazer um trabalho tão bem feito... Ela deixaria pistas ou quem sabe se entregaria para a policia. Eles não conseguem ser organizados. – Nora deu de ombros.


– Só sei que é melhor você ficar longe deles, parece que a morte persegue essa família. – Katherine falou enquanto tomava um gole do café quente.


– Pode imprimir essas coisas pra mim? Acho que vou ficar um tempo por aqui...


– Claro.


Não demorou muito para que Katherine entregasse as folhas nas mãos de Nora. Ela seguiu até a sala da perícia e acendeu as luzes, abriu a janela e deixou um raio tímido de sol entrar na sala fria e vazia. Colocou as folhas em cima da mesa e começou a lê-las novamente, tentando prestar atenção em cada palavra e em cada detalhe que ela poderia estar deixando passar. Realmente, não havia nada demais ali. Apenas uma traição, uma morte por causa natural, um adolescente rebelde que acabou provando seu próprio veneno e uma família feliz, apesar de tudo. Mas algo dizia para Nora que havia mais história por trás disso tudo. Até mesmo a morte de Joddie poderia esconder mais do que estava escrito naquele jornal velho. A morte de Kevin poderia significar mais do que os policiais despreparados da época puderam descobrir. A família de Matthew podia não ser tão feliz assim.

Notas finais
Ainda acham que o Brian vai ser o assassino? Hhehehe.