Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii meus psicopatas favoritos ♥ tudo bom com vcs? Bom, aqui está outro capítulo recheado de coisinhas maravilhosas, e esse também é o último capítulo narrando a pegação do Brian e da Nora :( chorem

ENFIM, obrigada pelos comentários ♥ como sempre vcs estão me fazendo feliz demais, sério

A MÚSICA DO CAPÍTULO É: http://www.youtube.com/watch?v=WPpDyIJdasg pfvr escutem, bjsssss

12 DE JUNHO DE 2008

– Eu vou gozar... – ele disse apertando os olhos.


– Espera... – ela sussurrou com dificuldade.


Brian mordeu o lábio com força e apertou mais ainda a cintura de Nora, que intensificou mais os movimentos. Ela podia sentir os espasmos chegarem ao seu corpo, quando finalmente sentiu a onda de prazer tirar seus sentidos. Ela podia ouvir os gemidos altos do Brian se misturando com os seus. As unhas dela arranhavam os braços fortes que a seguravam pela cintura. Brian encostou sua cabeça no ombro dela e gemeu seu nome, derrotado. Ela sorriu satisfeita e passou seus braços em torno do pescoço dele. As respirações ainda estavam aceleradas e os músculos dos dois estavam fracos.


Permaneceram na mesma posição até que conseguissem sentir o sangue correndo por suas veias novamente. Nora sentiu medo do que pudesse vir agora. Por um momento, ela havia esquecido que estava algemada ali há algumas horas atrás. Provavelmente, Brian voltaria a ser o mesmo louco de antes. Ela não queria sair dali, não queria se mover e fazer com que Brian voltasse à realidade. Mas, como se ele tivesse lido seus pensamentos, ele lentamente desfez o abraço em que os dois estavam e olhou para ela. Ele sorriu calmo, como se pudesse ler os olhos de preocupação dela. Ela sentou-se no sofá enquanto ele vestia a calça jeans. Ele pegou o short claro e a regata e jogou na direção dela. Ela vestiu rapidamente, depois colocou os pés no sofá e abraçou os joelhos desejando que algo quebrasse aquele silêncio insuportável.


– Você vai se entregar? – ela perguntou percebendo que ele não iria quebrar o silêncio.


Ele sorriu irônico e balançou negativamente a cabeça.


– Você não pode fazer isso! – ela gritou incrédula enquanto gesticulava com as mãos.


– Olha aqui... – Brian falou entre os dentes enquanto apoiava as mãos no sofá, prendendo Nora – Eu faço o que eu quiser. – ele falou como uma criança birrenta.


Ele andou até o centro da sala e pegou a blusa que estava jogada no chão, vestindo-a. Arrumou os cabelos bagunçados e andou até a cozinha. Nora ainda estava incrédula quando decidiu levantar do sofá e seguir Brian. Ele tirou um pacote de bolacha de dentro da sacola e abriu. Pegou uma bolacha e esticou para Nora. Ela não acreditava naquilo; ele havia acabado de confessar ser um assassino e agia como se nada tivesse acontecido. Ela se sentia suja e arrependida por ter se entregado para ele achando que aquilo poderia mudar alguma coisa. Ela olhou a bolacha sem mexer nenhum músculo.


– Não vai querer? Eu como. – ele falou dando de ombros e colocando a bolacha inteira dentro da boca.


Nora tinha vontade de bater nele. Tinha vontade de enfiar aquele pacote de bolacha em um lugar que faria Brian se arrepender de tudo o que ele havia feito. Tinha vontade de trancá-lo naquela casa e atear fogo. Aliás, tinha vontade de atear fogo naquela cidade inteira. Se possível, no planeta. Sentiu seus olhos queimarem ao perceber o descaso de Brian e sentou-se calmamente na cadeira da cozinha. Respirou fundo e começou a bater os dedos na mesa.


– O que foi? – ele perguntou comendo outra bolacha.


– Você está brincando, né? Está brincando de controlar a vida dos outros. Brincando de manipular todo mundo como fossemos bonecos.


– Vocês já estavam sendo manipulados antes do meu nascimento. – ele falou sério – Eu poderia ter cortado a garganta de uma dúzia de pessoas ao invés de fazer você gemer.


Nora ficou em silêncio e abaixou os olhos. Brian puxou uma cadeira e sentou-se na frente da garota.


– Eu não sou um louco assassino que mata sem razões. Eu gostei, admito. – ele deu de ombros – Matar alguém não é como você vê nos seriados; quando bastam dois tiros e a pessoa está morta. Quanto mais tempo, melhor. A coisa demora dez, quinze minutos. Se você soubesse o quanto eu me diverti... – ele sorriu – Mas eu não sou esse monstro que todo mundo diz. Eu matei quem tinha que morrer. Mesmo depois que a Emily estava desacordada eu ainda a ouvia rindo de mim. No começo, eu não queria levar a coisa adiante. Eu só queria dar um susto, mas ela não ficava quieta. Eu não conseguia fazê-la parar de rir de mim. E aí, eu enfiei a faca na barriga dela. Eu não ouvi mais a voz dela depois disso. Depois foi o Conan, Virginia... E aí, eu já tinha pegado o gosto pela coisa. Depois eu cortei a Anne em pedaços e, quando eu vi, eu havia matado um monte de gente que eu nunca tinha visto. – ele deu de ombros.


– Você podia ter parado. – Nora respondeu depois de um tempo – Você não era assim.


– Assim como, Nora? Eu não me arrependo do que eu me tornei. Não tenho saudades de quando eu era um idiota que era piada na escola. Eu cresci vendo todos apontarem para mim, eu ouvia os risos durante a noite. Eu vi os olhos da minha mãe quando meu pai atirou na cabeça dela. – ele falou entre os dentes – Se eu tivesse mudado antes, talvez nada disso teria acontecido. Se eu tivesse parado de bater nas professoras e começado a cortar as cabeças de alguns alunos, tudo seria melhor.


– Você sabia desde o começo que tudo era errado. – ela continuou.


– A única coisa da qual eu posso ser acusado é por ter transformado isso aqui em um cemitério sem ter autorização pra isso. – ele deu de ombros.


– Por que, Brian? O que se passa na sua cabeça quando você mata? O que faz você gostar disso? – Nora perguntou tentando descobrir mais segredos.


– Sabe, a arte de matar é dada para poucos. Nós somos superiores, Nora, nós somos inteligentes. Nós somos muito mais do que está escrito naqueles seus livros. Nós somos mais complexos do que vocês pensam. Vocês acham que nos entendem, acham que sabem como driblar a nossa mente e nos fazer confessar. – ele sorriu.


– Você confessou pra mim, Brian. E eu não precisei de nenhuma técnica para isso. – ela falou com um ar superior.


– Você está certa. Confessei... Por que eu sei que você não vai ter coragem de me entregar. – ele falou cerrando os olhos e sorrindo de canto – Você está muito mais preocupada em estudar a minha mente e matar essa curiosidade que você tem desde criança. Eu estou aqui, Nora. – ele falou enquanto erguia os braços – Estou aqui, pode me examinar a vontade. – ele falou erguendo uma sobrancelha.


Nora sentiu um frio no estômago e o medo tomar conta de seus nervos. Ele estava certo. Não havia pensado em fugir dali e entrega-lo para a polícia; o tempo todo ela estava interessada em saber os detalhes de todos os pensamentos que rondavam aquela mente sórdida. Estava mais ocupada em tê-lo aos seus pés do que em salvar sua própria vida. Brian tinha voltado a ser o assassino louco que havia prendido ela ali. Respirou fundo e fitou os olhos castanhos e misteriosos dele enquanto ele colocava um cigarro na boca. Ela estava realmente vivenciando tudo aquilo; não era mais um episódio de seriado ou fruto da sua imaginação. Ela estava na frente de um homem que podia cortar seu pescoço a qualquer momento.


– Me deixa ir. – ela sussurrou tentando manter a calma.


– Pode ir. – ele deu de ombros.


Nora piscou tentando assimilar as palavras ditas por ele.


– Como assim? – ela perguntou.


– Você quer ir, pode ir.


Ou ele confiava demais nela, ou ela era idiota demais. Ele sabia que ela não contaria nada para a polícia, sabia que ela trairia todos os seus companheiros. Mas Nora não queria ir embora; alguma coisa dentro dela a pedia incansavelmente para ficar ali, mesmo com todo o risco que aquela atitude poderia oferecer. Ela levantou calmamente da cadeira e passou por Brian que ainda estava parado. Andou até a sala, pegou suas roupas íntimas que estavam jogadas no chão e as colocou dentro da mochila. Pendurou uma alça no ombro e olhou para Brian. Ele não havia movido um músculo sequer. Ainda estava de costas para ela, fitando alguma coisa em cima da pia enquanto soltava a fumaça pelos lábios finos. Não havia olhado para trás nem para, pelo menos, ter a certeza de que ela estava indo embora. Ele não se importava. Nora sentiu uma pontada de decepção e arrependimento ao perceber que ele não estava ligando; ele não fazia questão de que ela ficasse. Brian havia conseguido o que queria: ela.

Notas finais
E agora? Nora vai entregar o Brian? Brian vai matar a Nora? Nora vai matar o Brian? Brian vai sumir??????