Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiii, bom dia ♥ esse vai ser o único capítulo do dia :( tô na casa da minha vó e vou embora de ônibus, então meu notebook vai ter que ficar aqui até amanhã. Mas prometo que amanhã eu posto dois capítulos o/

Espero que gostem desse, é o meu menos favorito dessa terceira parte da fic, mas é importante :D

E, contando com esse, falta exatamente dez capítulos pra fic acabar :(

22 DE JUNHO DE 2008

Nora sentiu novamente uma tontura atacar seu corpo e a fazer sentar no sofá. Luce estava na cozinha preparando algum tipo de peixe e o cheiro fez com que Nora sentisse uma vontade incontrolável de vomitar todos os seus órgãos. Colocou a mão na boca e correu para o banheiro, sendo acompanhada por Luce.

- Você está bem? – Luce perguntou preocupada, assim que Nora abriu a porta do banheiro.

- Estou enjoada... – Nora respondeu enquanto se sentava na tampa da privada e limpava o rosto com as mãos.

- Você está pálida, quer um médico? – Luce perguntou enquanto abaixava para olhar o rosto da amiga mais de perto.

- Não, estou bem. – Nora balançou a cabeça.

- Tem certeza? – Luce insistiu.

- Tenho, mas obrigada mesmo assim. – Nora sorriu fraca.

Luce deu de ombros e voltou para a cozinha. Nora passou a mão pela testa e secou o suor frio. Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e se apoiou na pia para tentar levantar, mas o banheiro ficou totalmente branco e ela sentiu seu corpo cair com força no chão. Acordou e sentiu seus olhos reclamarem por causa da luz clara demais. Franziu o cenho tentando limpar as vistas embaçadas. Lentamente abaixou a cabeça e viu um cobertor azul e fino que certamente não era dela. Olhou para os lados e percebeu que estava deitada no sofá da sala enquanto um homem desconhecido estava ao lado de Luce.

- O que aconteceu? – Nora perguntou com dificuldade.

- Você desmaiou e eu chamei o Dr. Madison. – Luce explicou com calma.

- Desmaiei? – Nora perguntou tentando sentar.

- Não, você está fraca demais. – o médico falou enquanto a empurrava para deitar novamente – Sua pressão está baixa e você vai ter que fazer alguns exames de sangue. Tem comido normalmente?

- Sim... – ela respondeu confusa.

- Menstruação normal?

- Sim.

- Está grávida?

- Não estou grávida. – ela respondeu perplexa.

- Bom, então eu não sei dizer a causa do desmaio. Somente vou ter certeza depois que fizer todos os exames. – ele falou colocando as mãos no bolso do jaleco branco.

- Eu estou bem, sério. – Nora falou – Não preciso de nenhum exame.

- Você caiu com tudo no banheiro, eu acho que você não está bem. – Luce falou.

- Perdi o equilíbrio, só isso.

- Não seja teimosa, Nora. – Luce falou ficando nervosa.

Nora deu de ombros enquanto o Dr. Madison ainda a olhava com atenção. Se sentiu desconfortável e se mexeu um pouco em cima do sofá.

- Aconselho você a ficar de repouso, pelo menos pelos próximos três dias. – ele falou.

- Eu preciso trabalhar. – Nora teimou.

- Eu explico tudo na delegacia. Não vou deixar você sair de casa nesse estado. – Luce respondeu.

Às vezes Nora preferia que Luce simplesmente calasse a boca.

O médico se despediu de Nora e Luce e seguiu até a porta do apartamento enquanto segurava sua maleta metálica. Nora finalmente se sentou assim que ouviu a porta se fechar atrás dela.

- Você é teimosa demais! Sabe que não está bem. – Luce falou agitando as mãos.

- Estou bem agora, que droga! – Nora respondeu elevando o tom de voz.

- Tá bom, tá bom! – Luce respondeu indo até a cozinha.

- Por quanto tempo eu fiquei aqui? – Nora perguntou.

- Quarenta minutos, por aí. – Luce perguntou enquanto misturava alguns temperos.

- Quarenta minutos?! – Nora repetiu incrédula.

- Achei que você tivesse morrido. – Luce falou com calma.

Nora balançou a cabeça tentando desviar todos os pensamentos que teimavam em rondar sua mente. Bufou, sendo vencida.

- Luce, preciso de um favor. – Nora falou baixo.

- O que foi? – Luce perguntou indo até a sala.

- Preciso que vá na farmácia comprar uma coisa pra mim. – Nora respondeu passando a mão na nuca.

- Absorvente?

- Não.

- Remédio? – Luce tentou acertar.

- Um teste de gravidez. – Nora respondeu rápido.

- Um o quê? – Luce perguntou piscando rapidamente os olhos.

- Um teste de gravidez. – Nora repetiu com a mesma velocidade de antes.

- Nora, você acha que...

- Eu não sei. – ela interrompeu Luce – Por isso quero que você compre um pra mim.

- Quer conversar sobre isso? – Luce perguntou inocentemente.

- Não.

- Tudo bem... – Luce suspirou – E agora?

- Não! – Nora respondeu rapidamente.

Luce bufou e deu de ombros.

- Quem é o pai? – ela levou as mãos até a boca aberta em sinal de surpresa.

- O-O que? – Nora perguntou confusa.

- O filho!

- Eu não estou grávida, Luce! Eu... Eu não sei ainda, preciso do teste, tá? – Nora respondeu agitada.

- Quem é o pai? – Luce insistiu.

- Eu não sei. – Nora respondeu depois de um tempo.

- Como assim não sabe? – Luce perguntou gritando.

- Luce, por favor, só compre o teste! Estou confusa, por favor... – Nora pediu enquanto colocava as mãos na cabeça.

- Tudo bem...

Luce abriu a boca para falar, mas desistiu assim que percebeu que Nora não estava disposta a responder suas perguntas curiosas. Pegou o dinheiro dentro da bolsa e saiu rapidamente do apartamento. Nora esfregou as mãos e as passou na nuca. A pergunta de Luce ainda passava rapidamente em sua mente.

- Não estou grávida. Não estou. – Nora repetiu para si mesma enquanto andava até o banheiro.

Olhou sua pele pálida no espelho e um arrependimento começou a surgir em seu peito. E se estivesse grávida? E se tivesse que cuidar de alguém? Nora não sabia nem cuidar de si mesma; todos os dias ela se metia em encrencas que não fazia ideia de como sair delas. Ela não sabia controlar seus instintos e nem medir suas ações. Ela errava todos os dias. Se assustou assim que ouviu a porta do apartamento bater. Luce correu até o banheiro e entregou uma pequena sacola. Nora olhou a amiga parada na porta.

- Luce...

Luce percebeu o que Nora queria dizer e saiu rapidamente do banheiro. Nora trancou e porta e encostou na parede fria enquanto olhava a pequena caixa rosa. Seu destino seria traçado por aquilo, sua vida seria mudada em um segundo. Sentiu vontade de jogar a caixa pela janela e não saber o resultado. Mas ela tinha que fazer isso, ou então ela não iria conseguir dormir pelo resto de sua vida. Ela tentava convencer a si mesma de que não estava grávida enquanto abria devagar a caixa. Tirou uma fina fita e sentiu sua mão tremer. Fez o teste e fechou os olhos enquanto tentava manter a calma. Quando finalmente criou coragem, abriu os olhos e viu uma linha azul escuro surgir no espaço em branco da fita, acompanhada por uma linha vermelha quase imperceptível. Ouviu duas batidas fortes na porta e abriu.

- E aí? – Luce perguntou quase desesperada.

- Não estou, só tem uma linha. – Nora respondeu tentando recuperar sua respiração normal.

- Tem duas linhas, Nora. Tem uma linha vermelha aqui. – Luce falou séria.

- Está apagada, não estou grávida. – Nora respondeu sorrindo de nervoso.

- Não, a linha está aqui. Você está grávida, Nora. – Luce falou pausadamente.

Nora sentiu o chão sumir em baixo dos seus pés. Era como se sua vida tivesse sido pausada e somente sua respiração podia ser ouvida. Encarou os olhos de Luce e pôde perceber que ela estava certa. Nora estava grávida de Brian.

Notas finais
Faz de conta que dá pra saber gravidez só 10 dias depois ok? lkasdkljasdhkljad