Natural Born Killer
11 Primeiro Conflito
Notas iniciais
Enfim, gostaram da capa nova? Bom, eu pedi pra vocês escolherem e cada pessoa escolheu uma capa, o que me deixou meio sem saber o que fazer por que cada capa ficou com um voto USAHUASIOR Aí pedi pro pessoal da minha familia escolher, e meu vô e meu tio acabaram escolhendo essa ai (as mulheres da minha familia não conseguiram escolher uma só hahah). Espero que tenham gostado, quando eu tiver uma ideia melhor pra capa eu troco!
Espero que gostem do capítulo!
08 DE AGOSTO DE 2006
– Não, é sério pai. Eu estou bem. – Nora afirmava pela terceira vez.
– Tudo bem, confio em você. – ele pareceu se conformar – Mas me conta, como está o trabalho? – ele perguntou com esperança.
– A mesma coisa de sempre. Estou indo mais na delegacia, a sala da perícia finalmente ficou pronta e estão me dando coisas pra fazer. – ela respondeu animada.
– Coisas?
– Sim. Organizar pastas, separar relatórios... Essas coisas. – ela deu de ombros.
– Então quer dizer que eu paguei sua faculdade de psicologia pra você organizar pastas? – ele perguntou incrédulo.
– Pai... – ela não pôde deixar de rir – É só por enquanto, só até eu arrumar um caso.
– Se sua mãe estivesse aqui, com certeza falaria “eu falei pra você fazer engenharia”. – ele respondeu.
– É, eu sei. Mas você sabe que eu odeio engenharia. – ela respondeu balançando a cabeça.
– Eu sei. Foi por isso que eu não concordei com ela.
– Pai, eu preciso desligar. Vou almoçar com um amigo. – ela falou enquanto arrumava os cabelos.
– Amigo? – ele perguntou desconfiado.
– É, pai, amigo. Agora tchau. – ela disse apressada.
– Tudo bem, tchau Nora. – ele respondeu simpático.
Nora desligou o telefone e olhou no relógio. Em quinze minutos Matt estaria subindo pelo elevador e tocando a campainha do apartamento. Ele iria apresenta-la a um famoso restaurante japonês no centro da cidade. Calçou rapidamente os sapatos e sentou no sofá, tomando cuidado para não amassar a roupa. Ligou a televisão e mudou sem interesse os canais, até que ouviu a campainha. Andou até a porta e a abriu, vendo um Matt sorridente e arrumado segurando uma garrafa de vinho.
– Ahm... Oi. – Nora perguntou, estranhando o vinho.
– Eles fazem um desconto se você levar a bebida. – ele falou se explicando.
– Ah. – Nora riu – Vamos?
– Claro.
Nora trancou a porta atrás de si e acompanhou Matt até o elevador. Desceram em silêncio até a calçada e seguiram até o carro dele que estava parado na frente do prédio. Matt abriu a porta para Nora, que entrou e sorriu. Ele deu a volta no carro e sentou-se ao seu lado. Não demorou muito e já estavam parados na frente do Jiro Japanese Food. Nora olhou a decoração japonesa do lugar e observou as pessoas que sorriam enquanto esperavam para fazer seus pedidos. Ele abriu a porta e Nora desceu do carro, parando em sua frente.
– Está bonita hoje. – ele falou sorrindo.
– Só hoje? – ela ergueu uma sobrancelha.
– Você entendeu. – ele sorriu.
Matt acompanhou Nora pelo restaurante enquanto eram guiados até uma mesa vazia no canto. Assim que se sentaram, o celular de Nora tocou. Olhou no visor e não reconheceu o número estranho, mas mesmo assim ela sabia quem era.
– Licença. – Nora pediu levantando-se da mesa e andando até o jardim japonês.
– Oi. – ele falou do outro lado da linha.
– Achei que você tivesse morrido. – ela falou séria.
– Eu tive alguns problemas com o apartamento e não tive tempo para ligar. – ele se explicou.
– Hum... – ela virou os olhos.
– Viu os apartamentos pra mim?
– Você ainda quer vir? – ela perguntou curiosa.
– Eu tenho que ir, não quero voltar para os Estados Unidos.
– Você ainda não me explicou o que aconteceu aí. – ela falou.
– Eu aluguei um apartamento de um cara que tinha alguns problemas na polícia. Aí eles descobriram e pegaram tudo o que estava no nome dele. – ele falou depois de um tempo.
– E quando você vai vir?
– Amanhã.
– Amanhã?! – ela respondeu incrédula.
– Você viu os apartamentos ou não? – ele perguntou.
– Vi... Tem um no meu prédio que tem um preço bom. É simples, mas é legal. – ela respondeu ainda sem acreditar.
– Ótimo. Você pode me encontrar no aeroporto? Meu voo chega às nove da manhã. – ele perguntou.
– Cla-Claro. – ela gaguejou.
– Tem problema? – ele perguntou percebendo o tom de voz dela.
– Não... – ela olhou para Matt – Não tem problema.
– Vou desligar, tchau.
– Tchau. – ela falou depois que Brian desligou o telefone.
Nora voltou para a mesa e sorriu fraca.
– Aconteceu alguma coisa? – Matt perguntou notando a preocupação no rosto dela.
– Um amigo meu vai chegar amanhã. Vou busca-lo no aeroporto. – ela respondeu temendo a reação dele.
– Hum... – ele falou sem prestar atenção. – E ele vai ficar em algum hotel?
– Não. Ele vai alugar um apartamento no meu prédio...
– Onde você o conheceu? – ele perguntou franzindo o cenho.
– No aeroporto, quando eu estava vindo para cá.
– Pouco tempo... E ele já vai morar no seu prédio?
– Não vai morar, só vai passar uns tempos. Ele estava em Londres, mas teve um problema com o apartamento. – ela deu de ombros.
– Estranho. – ele falou enquanto olhava o cardápio.
– O que é estranho? – ela perguntou curiosa.
– Nada. – ele apertou os lábios.
– Fala, Matt. – ela insistiu.
– Você conhece ele há alguns meses e ele já vai morar com você. – ele falou rápido.
– Ele não vai morar comigo, Matt, eu já falei. – ela respondeu.
– Mas vai morar no seu prédio. – ele insistiu.
– Ele só vai passar uns tempos. Poxa, o que tem de errado nisso? – ela perguntou erguendo as mãos.
– Ele namora?
– Que eu saiba não. – ela respondeu erguendo uma sobrancelha.
– Hum... – ele bufou.
– Aonde você quer chegar? – ela perguntou.
– A nenhum lugar, só estou curioso. – ele respondeu seco.
Matt fez o pedido e não falou com Nora pelo resto da noite. Às vezes lançava alguns olhares curiosos tentando desvendar o que passava pela cabeça dela. Nora também não se preocupou em puxar assunto; ela não devia nada a ele. Não iria pedir desculpas e também não falaria para Brian procurar outro lugar para ficar. Sentiu a raiva brotar em seus nervos assim que Matt pediu a conta e se levantou da mesa sem falar nada. Nora apenas o seguiu até a calçada. Aquele silêncio estava acabando com o encontro dos dois.
– Não vai falar mais nada? – Nora perguntou quebrando o silêncio.
Matt deu a volta no carro e entrou. Nora abriu a porta e sentou-se ao seu lado.
– Vai ficar assim só por causa daquilo? – ela insistiu – Você tem que me agradecer por ter te contado.
– O que?! – ele perguntou finalmente quebrando seu voto de silêncio.
– É, isso mesmo. Eu não te devo explicação sobre quem eu coloco ou não coloco dentro do meu apartamento. – ela respondeu sem pensar.
– Então você vai mesmo colocar ele dentro do seu apartamento. – ele sorriu sínico.
– Você entendeu, Matt. – ela bufou – A questão é que você não tem motivos pra me ignorar. Ele é só um amigo, que saco!
– Eu não falei nada, Nora. Você que está se exaltando. – ele respondeu enquanto ligava o carro.
– Por que isso mesmo que eu estou me exaltando; você não falou nada. Você não falou mais comigo depois daquele telefonema e você sabe como eu odeio quando me ignoram. – ela respondeu brava.
– Vou te levar pra casa, você precisa descansar. – ele falou sem olhar para ela.
Nora bufou e cruzou os braços como se fosse uma criança mimada. Matt parou o carro na frente do prédio e cruzou as mãos em cima do colo.
– Não vai subir? – ela perguntou em um sussurro.
– Não. – ele respondeu seco.
– Boa noite, então. – ela falou enquanto abria a porta.
Matt não respondeu e arrancou com o carro assim que ela fechou a porta do passageiro. Nora ficou parada na calçada enquanto observava o carro virar à esquerda e sumir. Suspirou e entrou no prédio.
Notas finais
E no próximo capítulo o Brian chega, EEE
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