Natural Born Killer
8 Persistência Inquietante
Notas iniciais
A primeira notícia boa é que eu vou postar três capítulos por semana.
A notícia ruim é que eu sei que vocês estão loucos pra ver sangue e morte, mas ainda têm uns nove capítulos pela frente até os assassinatos começarem :(
A segunda notícia boa é que antes a fic tinha 70 capítulos, e a maioria era sobre a rotina da Nora na delegacia e etc. Aí, hoje eu consegui reduzir a fic pra 60, ou seja, vão ter mais mortes e menos capítulos monótonos. Todas grita. Ah, eu também consegui adicionar uns capítulos que acho que vocês vão gostar, rsrsrsrsrs (6)
Enfim, é isso. Não vai ter música nesse capítulo por que eu estou com preguiça de colocar hehehe
Espero que gostem, beijossssss.
13 DE JULHO DE 2006
Nora olhou pela janela e viu o céu mais nublado do que o normal. Provavelmente, uma chuva forte cairia em poucas horas. Guardou apressada os papéis dentro da pasta bege e a colocou na gaveta da mesa de Katherine. Já havia perdido a conta de quantas fichas criminais já havia lido tentando descobrir alguma coisa que a levasse até o caso do assassinato. Perdeu a esperança quando outros policiais a olharam torto assim que decidiu perguntar o sobrenome da família. Não havia registro de nenhum Allan na ficha dos policiais e muito menos na lista de crimes. Propositalmente ou não, tudo havia sumido.
Katherine voltou com dois copos de café e entregou um para a garota. Puxou uma cadeira de rodinhas da mesa ao lado e sentou-se ao lado de Nora, tomando um gole do café quente.
- Achou o que estava procurando? – Katherine perguntou com curiosidade.
- Nada. – Nora respondeu decepcionada.
- Não vai mesmo me falar o que é?
Nora tomou um gole do café e se deu por vencida.
- Promete que não vai falar pra ninguém? Acho que a minha reputação já não está tão boa aqui... – Nora falou ao reparar o olhar desconfiado de um segurança.
- Prometo. – Katherine respondeu se aproximando de Nora.
- Estou procurando por um policial chamado Allan. – Nora sussurrou.
- Allan?
- É. A esposa dele foi assassinada... Não sabe? – Nora perguntou ao lembrar de que Katherine Law havia se mudado há pouco tempo para a Inglaterra.
- Sei, sei. Eu ouvi por cima algumas meninas comentando sobre isso... – Katherine franziu o cenho – Mas por que quer saber sobre isso?
- Elas comentaram? Então não é bem como Matt me disse... – Nora sorriu.
- Matt?
- Esquece. O que você ouviu sobre a história? – Nora perguntou curiosa.
- Primeiro me diz por que você está investigando isso. – Katherine pediu.
- É que eu acho que tem coisa errada aí. Acho que esse Allan matou a esposa e o filho viu tudo.
- Será? Coitado do menino... – Katherine respondeu enquanto tampava a boca com a mão.
- Pois é... – Nora deu de ombros.
- Eu as ouvi comentando que o policial havia sido transferido para os Estados Unidos e tinha levado o filho junto. Só isso que eu sei. – Katherine sussurrou.
- Por isso não tem nenhum arquivo aqui; foi tudo mandado pra lá. – Nora respondeu sorrindo – Tem como eu ver o arquivo de outras delegacias?
- Só se você tiver alguma ordem do juiz. – Katherine deu de ombros.
Isso era impossível. Se a própria cidade tinha esquecido, quais motivos Nora teria para pedir uma ordem ao juiz para que pudesse investigar um antigo chefe de polícia? Estava fora de cogitação.
- A minha única saída é esquecer isso. – ela respondeu bebendo o café.
- Concordo. Apesar de que eu seria capaz de fazer qualquer coisa só pra conhecer o filho deles. Já pensou se ele ficou louco? – Katherine arqueou uma sobrancelha.
- Bem capaz. Eu não sei o que eu faria no lugar dele... – Nora sentiu um aperto no coração ao lembrar-se de sua mãe.
O silêncio foi interrompido pelo toque do celular de Nora. Ela levantou e andou até a calçada. Olhou o número desconhecido e resolveu não atender. Voltou para a delegacia e ouviu seu celular tocar novamente. O mesmo número. Rejeitou a chamada e colocou o celular no bolso.
- O que foi? – Katherine perguntou preocupada.
- Um número desconhecido. Não vou atender. – Nora respondeu cruzando os braços.
Katherine deu de ombros e pegou a pasta para leva-la até a sala do Sr. Varghese. O celular de Nora tocou novamente.
- Atende. Deve ser importante. – Katherine falou antes de sair.
Nora pegou o celular e se deparou com o mesmo número desconhecido. Esperou mais um toque e finalmente atendeu.
- Está ocupada? – uma voz masculina perguntou do outro lado.
- Trocou de número de novo, Brian? – Nora perguntou pasma.
- Estou tendo problemas com meu celular... – ele respondeu baixo – Tenho que conversar com você. – ele continuou em um tom de preocupação.
- Aconteceu alguma coisa? – Nora perguntou.
- Você sabe de algum apartamento aí que esteja à venda?
- No meu prédio tem um ou dois... Mas por quê? Está pensando em morar aqui? – ela arqueou uma sobrancelha.
- Ainda não sei. Vou ter que sair mesmo do meu apartamento, mas não quero voltar pros Estados Unidos; ainda tenho umas coisas pra fazer na Inglaterra...
- Negócios? – ela perguntou irônica.
- Mais ou menos. – ele sorriu – Só espero que eu saia lucrando... – ele continuou.
Nora sorriu ao imaginar a possibilidade de rever aqueles olhos castanhos novamente.
- Vou procurar saber o preço e eu te ligo.
- Não, pode deixar que eu te ligo. – ele respondeu apressado.
-... Tudo bem. – Nora respondeu confusa.
- Então, até mais.
- Até. – ela respondeu antes que ele desligasse.
Nora ficou olhando o celular em sua mão, até ser acordada pela batida da porta da sala do Varghese. Katherine bufou e largou seu corpo na cadeira de rodinhas em frente à sua mesa.
- O que aconteceu? – Nora perguntou ao ver Katherine bater freneticamente os dedos na mesa cinza.
- Daniel Alden. – ela respondeu seca.
- Quem?
- Você vai conhecer. É o “chefe”. – Katherine fez aspas com a mão – Ele faz o interrogatório e decide pra qual penitenciária o preso vai ser transferido. Ele se acha o melhor só por que trabalhou com o FBI nos casos que envolviam serial killers. – ela deu de ombros.
- Serial killer? – Nora perguntou com curiosidade.
- É. Aquele cara que mata um monte...
- Eu sei o que é. – Nora interrompeu, rolando os olhos – Ele deve saber um monte de histórias interessantes. – ela mordeu o lábio.
- Não pense que ele vai ser legal e vai te contar todos os detalhes de todos os casos que ele investigou. Ele nunca coloca palavras demais numa frase. Nem tente puxar assunto com ele. – Katherine balançou a cabeça negativamente.
Nora sentiu uma pontada de decepção. Tudo estava se encaminhando para tornar a vida dela mais sem graça o possível. Nenhum caso, nenhuma história interessante pra contar depois. Mas só o fato de trabalhar com um investigador de serial killer já fazia Nora se sentir ansiosa. Talvez isso atraísse alguma coisa.
Fale com o autor