Notas iniciais
Oie, aqui tá o terceiro capítulo da noite! ACHO que mais tarde vou postar mais um, pra poder terminar a segunda fase da fic e ir logo pra terceira e última :'( tá acabandoooooo!!!!!!!!

Enfim, obrigada pelos reviews ♥ e até depois, espero que gostem!

21 DE ABRIL DE 2008

Nora bocejou mais uma vez antes de olhar novamente para a foto. O corpo jogado no chão exibia os inúmeros símbolos que ela havia desistido de tentar entender. As letras pareciam ironicamente íntimas para ela, ela se via em cada traço, se reconhecia na força e na profundidade dos cortes contra a pele. Ela conhecia cada gota de sangue que dali havia escorrido. Fechou os olhos e massageou levemente as têmporas, desejando que aquele minúsculo momento de descanso pudesse ajuda-la. Nada. Suas mãos continuavam atadas e seu cérebro já se recusava a trabalhar naquilo. Bufou mais uma vez e empurrou as fotos para longe. Encostou as costas no encosto da cadeira e sentiu seus músculos reclamarem por conta das horas desperdiçadas em vão. Levantou-se e caminhou até seu armário, desejando relembrar os velhos tempos e arejar sua mente. Retirou uma pequena caixa colorida, onde guardava todas as fotos e os bilhetes dos tempos de escola, e sentou-se na cama macia. Alguns papéis embolorados ainda guardavam as mensagens carinhosas e as letras desenhadas calmamente com canetas coloridas. Os corações desenhados enfeitavam as páginas e emolduravam os segredos que ali estavam escritos. Alguns papéis pequenos chamaram a atenção de Nora. Estavam tão dobrados que a fizeram sorrir. Ao finalmente abri-los, seu coração gelou. Nas linhas quase apagadas dos papéis mofados, haviam os símbolos que Nora e suas amigas usavam para escrever mensagens secretas e esconder segredos.


Nora segurou firme os papéis enquanto saía do quarto e caminhava até a mesa da sala, onde as fotografias ainda estavam jogadas. Colocou os papéis na mesa e puxou uma das fotos, onde era possível enxergar nitidamente os símbolos milimetricamente desenhados no corpo nu. Comparou os símbolos e seus ossos tremeram. Iguais.


Apanhou uma folha de papel em branco e começou a vasculhar seu cérebro para lembrar-se do significado de cada símbolo. As consoantes invertidas, a letra K com os riscos... Lembrou-se de cada um e, quando percebeu, todos os significados estavam escritos no papel. Olhou com atenção a primeira foto e escreveu no papel todos os símbolos visíveis. Depois de algum tempo, desembaralhou os símbolos e os traduziu para seu real significado. Piscou os olhos ao ler com atenção a frase que havia sido formada no papel.


“Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas.”


Suspirou pesadamente e pegou outra foto. Novamente, transcreveu os símbolos para o papel e, com dificuldade, os traduziu.


“Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?”


Mais uma foto. Mais símbolos.

“Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los.”


Apertou os olhos e bateu levemente o lápis contra a madeira da mesa, enquanto apanhava mais uma foto.


“E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens.”


Pegou outra folha em branco. Já havia perdido a conta de quantas folhas rabiscadas se misturavam com as fotos em cima da mesa.


“Enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.”


Finalmente, apanhou a última foto. Os símbolos não estavam tão embaralhados quanto os das outras fotos. Nora copiou pacientemente todos os símbolos e, depois de pouco tempo, a última frase estava formada. Tão perturbadora quanto as outras.


“Porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

Suspirou pesadamente enquanto observava todos os papéis escritos em cima da mesa. Franziu o cenho ao notar algo estranho na última foto; alguns símbolos pequenos estavam escondidos. Aproximou a foto e, conseguindo enxergar melhor, copiou com dificuldade os símbolos. Assustou-se e largou o lápis em cima da mesa. O mesmo rolou por cima das folhas e caiu no chão, causando um barulho baixo e oco. Os olhos de Nora ainda estavam estaticamente direcionados para a última folha escrita em cima da mesa, onde a sua última tradução havia acabado de ser feita.


“Que a vingança seja eterna. Haner.”

Notas finais
Alguém além de mim escreveu com esses símbolos? Nossa, na quinta série eu só conversava através disso UHAUHAUHA

As frases (menos a última, NÉ) eu retirei de um site religioso e fazem parte do Apocalipse (não sei se é assim que fala, eu não leio a bíblia) então, se tiver errado, corrijam pfv.