Notas iniciais
OII, não aguentei e corri postar o último capítulo da segunda fase da fic! Bom, algumas coisas têm que ser explicadas: a Nora já denunciou o Brian e ele foi preso. Eu tinha escrito um capítulo explicando isso, mas era MUITO chato e não tinha o Brian, então eu resolvi pular e partir logo pra parte importante. Acho que não vai atrapalhar... Bom, qualquer coisa é só me falar :) eu não vou poder postar o capítulo que eu tinha escrito, até pq eu apaguei, mas aí eu escrevo um rapidinho e posto :D

Espero que gostem!!!!!!!!! ♥ ♥ ♥

Musica do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=-KMpZaEF6g0 OUÇAM PFV!

01 DE MAIO DE 2008

- Não se sente culpado? – Nora perguntou séria.

- Se eu me sinto culpado? – ele sorriu irônico – Está perguntando para a pessoa errada. Pergunte aos alemães se eles se sentem culpados por jogarem milhões de judeus em câmaras de gás. Pergunte se alguns homens milionários sentiram dó quando mataram milhões de índios para construir usinas elétricas que só encheram a bunda deles de dinheiro. É como se falassem para mim “estou te condenando por ser responsável pelas nossas ações”. Eu não fiz nada de errado. As pessoas ignoram as leis todos os dias e não estão nem aí para isso, só querem achar um idiota em quem colocar a culpa. Adivinhe quem foi o idiota da vez. – ele sorriu enquanto balançava a cabeça – Eu já estou cansado Nora, já perdi a conta de quantas vezes me jogaram aqui e me acusaram de crimes que eu não cometi. Com o ódio que eu estou sentindo, se fosse pra eu matar pessoas, acredite, nenhum de vocês estaria aqui.

Nora sentiu um calafrio se espalhar por seu corpo enquanto sentia os olhos do Brian a olharem com uma intimidade invasiva. Algo naqueles olhos a fazia acreditar em sua inocência. As células do seu corpo pediam por ele, seus ouvidos pediam por aquela voz rouca sussurrando. Nora precisava tirar ele dali, precisava deixa-lo livre para ela. Mas, antes de tudo, precisava de provas que pudessem constatar a sua inocência. Não podia falar com a defesa, caso contrário, seria afastada do caso. Estava de mãos atadas, não podia fazer nada quando o Sr. Varghese pedia para ela revisar novamente o perfil criminal daquele que todos achavam ser um serial killer.

O contato dos dois foi quebrado quando uma campainha alta soou e a porta de ferro abriu automaticamente. Dois homens altos e fortes entraram e Alden entrou na sala por último. Ele colocou algumas pastas em cima da mesa de ferro que separava Brian e Nora, puxou uma cadeira do canto da sala clara e sentou-se. Abriu as pastas e algumas fotos em preto e branco caíam em cima da mesa. Nora passou os olhos rapidamente pelas fotos, antes que Alden pudesse pegá-las e empilhá-las cuidadosamente. Sentiu sua respiração falhar ao perceber o que ele estava planejando.

Brian colocou as mãos algemadas em cima da mesa e bufou, sem paciência.

- Emily MacCorkindale. – Alden começou a falar enquanto segurava a foto de um corpo de uma mulher – Lembra-se dela? Foi uma das suas primeiras vítimas, ou melhor, uma das primeiras que nós ficamos sabendo.

Brian olhava a foto atentamente.

Alden pegou a foto de Anne Tolkien. Nora sentiu seu estômago revirar e as lembranças voltarem ao ver os membros e o tronco empilhados no armário velho. Brian não demonstrou nenhuma reação assim que a foto foi colocada na sua frente.

- Anne Tolkien. Você cortou os braços e as pernas dela e amontoou tudo dentro do armário. – Alden pegou outra foto – Sara Parker, uma prostituta que você abandonou o corpo no Brixworth ao lado de cem dólares. – pegou outra foto – Ramirez González, um mexicano que você teve o trabalho de cortar a sua cabeça e arrancar dente por dente e pendurá-los em um belo colar no pescoço da vítima. – pegou outra foto a levantou na direção dos olhos inexpressivos de Brian – Michelle DiBenedetto, sua ex namorada. Desaparecida e seu corpo ainda não foi encontrado. O que você fez com ela, Haner? – Alden perguntou enquanto empilhava novamente as fotos.

- Muito esperto, devo confessar. Culpando-me por esses assassinatos... – Brian sorriu irônico – E quem você culpa por ter deixado a sua mulher transar loucamente com o primeiro cara que viu na rua? – Brian perguntou fingindo curiosidade.

- Seu filho da... – Alden levantou bruscamente fazendo a cadeira cair no chão. Jogou seu corpo em cima da mesa tentando avançar em Brian, mas logo foi segurado pelos dois vigias da sala.

Respirou enquanto ajeitava a gravata.

- Você matou essas pessoas, Brian. – Alden falou enquanto espalmava as mãos na mesa.

- Prove. – Brian falou com um tom desafiador.

- Eu vou provar. E ainda vou ter o prazer de ver esse seu sorriso irônico quando você for condenado à pena de morte. – Alden falou enquanto andava apressado até a porta – Mais dez minutos, Mayson. Tente arrancar alguma coisa desse psicopata, ou eu mesmo o faço falar.

Brian sorriu novamente enquanto Alden saía da sala e era seguido pelos dois seguranças.

- Por que eles acham que eu matei essas pessoas? – Brian perguntou calmo.

- A maioria delas estudou com você, todas elas riam e caçoavam de você. Você mentiu pra mim esse tempo todo, você mentiu quando disse que não conhecia Northamptonshire. Você viveu aqui, você cresceu aqui, e agora voltou e matou todos aqueles que infernizaram o seu passado. Quer mais motivos? – Nora falou rapidamente – Eu só não entendo porque você matou as outras pessoas... Você nem as conhecia, Brian, você não tinha o direito de tirar a vida delas!

- Eu não matei ninguém! – Brian levantou bruscamente da cadeira, fazendo Nora empurrar a cadeira para trás – Eu não matei, Nora, não matei. Acredita em mim. – Ele suplicava enquanto se apoiava na mesa com as mãos.

- Os crimes começaram depois que você apareceu aqui, Brian! Não negue isso! – Nora falou em um tom alto.

- Você não me entende... Eu também não entendo você e nem por isso te culpo pelo meu cigarro não acender ou por não ter gasolina no meu carro. Ninguém aqui tem o direito de me julgar, ninguém aqui tem o direito de me mandar pra solitária sem motivo nenhum. Eu estou lutando pra sobreviver todos os dias aqui. Você acha que eu iria continuar negando? Você acha que eu não iria preferir morrer de uma vez, ao invés de ficar aqui levando choques e ameaças? Vocês são burros, são vermes e me deixam doente. – Brian levantou mais seu tom de voz – Talvez eu tenha que morrer mesmo. Talvez daqui uns anos os verdadeiros criminosos desse mundo paguem por todo esse transtorno e por essa lavagem cerebral que a sociedade está sofrendo. Eu até autorizo um filme sobre mim. – ele respondeu dando de ombros.

- Você está levando tudo na brincadeira, né? Pra você tudo isso é uma colônia de férias onde você só precisa rir da cara dos policiais que estão correndo contra o tempo pra descobrir algum sentido nos seus crimes. – Nora falou com repúdio.

Brian sorriu e balançou a cabeça.

- Você nunca esteve presa. Não fale o que você não sabe. – ele respondeu com uma calma além do normal – E eles não têm o que temer. O assassino já está preso, né? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha.

- Então você assume? – Nora perguntou.

Ela realmente desejava que Brian fosse inocente. Era decepcionante para ela, era uma vergonha saber que havia convivido e confiado em alguém tão nojento, alguém que tinha a coragem e a crueldade de matar pessoas sem motivo algum.

- Eu fiz uma pergunta, não uma afirmação. – Brian respondeu rápido.

Nora se calou enquanto observava a mesa de ferro.

- Pode guardar um segredo? – Brian perguntou enquanto debruçava sobre a mesa.

Nora assentiu calada.

- Eu não matei aquelas pessoas. – Brian sussurrou enquanto a olhava nos olhos.

Nora sentiu seu rosto ferver com tamanha proximidade. Por um momento, se sentiu tentada a fugir com ele dali, mesmo sabendo que seria eternamente perseguida pela policia de vários países. Observou cada cor que formava o castanho dos olhos de Brian. Havia algo a mais ali; não era somente aquele mistério que sempre havia aguçado a curiosidade de Nora. Algo fez com que ela realmente acreditasse naquelas palavras que haviam saído dos lábios dele em um momento tão crucial. E se Brian fosse mesmo inocente?

- Tudo bem se não quiser pensar em mim, Nora. – ele quebrou o silêncio – Pense nas pessoas. Algumas podem estar sendo esfaqueadas nesse exato momento enquanto vocês brincam de gato e rato comigo. – Brian sussurrou como se as paredes tivessem ouvidos.

As paredes realmente tinham ouvidos, e Nora sabia. Ela não podia dar nenhuma pista de que estava pensando em algo que pudesse inocentar Brian. Segundo a ficha, ele era perigoso demais. Não podia andar mais do que cinco metros sem estar acompanhado por dois enormes vigias. Nora sentiu um frio na espinha ao lembrar-se de que poderia estar sendo manipulada por um assassino sem alma, mas logo esqueceu; sua mente estava ocupada demais tentando processar as últimas palavras de Brian.

Notas finais
E ai? Brian matou ou não matou?