Natural Born Killer
7 Não Diga Nada
Notas iniciais
Aí está mais um capítulo, espero que gostem ♥
Tá muito frio, então tá meio ruim pra digitar rs então bjs
11 DE JULHO DE 2006
Ela não sabia quanto tempo havia dormido até alguém tocar a sua campainha sem ser anunciado pelo porteiro. Levantou lentamente do sofá e foi correndo até o banheiro para escovar os dentes. A campainha parou. Correu até a porta e abriu bruscamente, colocando a cabeça para fora.
– Matt! – ela gritou antes de vê-lo apertar o botão do elevador.
– Oi, achei que tivesse saído. – ele falou voltando até o apartamento.
– Acabei pegando no sono. – ela se desculpou enquanto abria a porta para ele passar.
– Te acordei? – ele perguntou franzindo o cenho.
– Não, tudo bem, eu tinha que acordar mesmo. – ela sorriu sem graça.
– Eu vim aqui uns dias atrás, o porteiro disse que você não estava... – ele falou sentando no sofá.
– Fui ao Brixworth. – ela respondeu sentando do lado dele.
– Sério? Gostou do movimento? – ele perguntou irônico.
– Até que gostei. – Nora riu – Gostei mais da história que eu ouvi por lá.
– Ah, então você já sabe... – ele disse fechando a cara.
– O que? Por que você ficou assim? – ela perguntou curiosa.
– Por que eu lembro daquilo. A cidade inteira ficou com medo de sair na rua. Até hoje ninguém sabe quem matou aquela mulher. – ele falou olhando as mãos cruzadas em cima das pernas.
– Foi o marido, não foi? – Nora perguntou mordendo o lábio.
Matt sorriu irônico.
– Claro que não. Ele defendia a mulher e o filho de tudo e de todos. Ele os colocava em um pedestal. Pra ele nada era mais importante do que aqueles dois. Todo mundo diz que ele e o filho ficaram loucos, até que os dois desapareceram.
– Desapareceram? – Nora perguntou decepcionada.
– Sim. Eu não estudava no Pitsford, mas eu tinha amigos lá. Eles me disseram que o menino parou de ir às aulas e ninguém mais viu o pai dele. A polícia não quis dar detalhes sobre os dois, mas eles sabem de alguma coisa, Nora. Tem gente que até suspeita que eles se mataram.
Nora viu seus planos escorrerem entre seus dedos. Com o sumiço dos dois, ela não tinha nada a fazer. Nunca iria descobrir a verdadeira história por trás daquele assassinato que mudou a cidade.
– Ninguém sabe o nome do menino? Ou do policial? – ela perguntou com esperança.
– Na época todos comentavam sobre eles, mas hoje todo mundo prefere esquecer. Ninguém mais toca nesse assunto e se alguém pergunta, a pessoa fecha a cara e desconversa. Ninguém mais fala nem ao menos o nome da esposa. É como se fosse um crime tocar nesse assunto. – ele respondeu dando de ombros.
– Mas você sabe, não sabe? – ela perguntou erguendo uma sobrancelha.
– Eu lembro que o nome do policial era Allan. Só isso. – ele respondeu calmo.
– Tem certeza? – ela perguntou desconfiada.
– Eu juro, Nora. – ele respondeu com sinceridade.
Matt estava falando a verdade. Todos naquela cidade agiam como se tivessem apagado o fato de suas memórias. Ninguém mais tocava no assunto, ninguém ia ao parque, ninguém mencionava os nomes. Era algo que eles não queriam lembrar. Nora se sentiu vencida. Não havia mais saída e todas as suas chances haviam se esgotado. Teria que enterrar o assunto como todos os outros fizeram. Mas ela sentia que algo estava errado, e estava disposta e importunar todos os habitantes de Northamptonshire até descobrir o que era.
– Não se preocupa com isso. – Matt falou lendo a sua mente.
Nora sorriu fraca e levantou-se do sofá.
– Quer beber alguma coisa? – ela perguntou enquanto abria a geladeira – Não tenho muita coisa, mas tenho água.
– Pode ser. – ele sorriu enquanto ia até a cozinha.
Nora pegou um copo no armário e colocou água gelada, dando o copo para Matt logo em seguida.
– Você é importante pra mim, não quero te ver preocupada. – ele falou quebrando o silêncio.
– Você também é importante pra mim. – ela sorriu tímida enquanto fitava os próprios pés.
Matt colocou o copo na pia e aproximou-se de Nora, passando os dedos por seus cabelos longos. Passou os dedos gélidos na bochecha quente dela e beijou sua testa, enquanto fazia círculos com o dedo na pele quente. Nora ergueu seus olhos e se deparou com um sorriso sincero de Matt, sorriu de volta enquanto ele roçava lentamente o nariz no dela. Ele avançou com a cabeça e Nora recuou lentamente, assustada. Matt sorriu e levemente apertou a nuca de Nora, a fazendo aproximar. Curvou a cabeça para o lado e roçou os lábios nos dela.
Deu um selinho demorado, fazendo seus lábios se encaixarem perfeitamente. Nora abriu os lábios dando passagem para a língua quente de Matt, que logo se apressou em tocar a dela. Nora subiu os braços até o pescoço de Matt, enlaçando-o. O beijo começou calmo, mas se tornou agressivo assim que Matt empurrou levemente Nora até ela encostar seu corpo na pia. Ela sentiu seu corpo ser prensado no pequeno espaço que existia entre a pia gelada o corpo quente dele. Sentiu a mão dele sair da sua nuca e parar em sua cintura, a apertando devagar.
Nora empurrou Matt assim que sentiu seu oxigênio acabar.
– Nora... Des... Desculpa. – Matt falou sem fôlego.
Matt passou a mão na nuca e voltou rapidamente para a sala. Sentou no sofá e Nora sentou ao seu lado. Ficaram em silêncio por um tempo, enquanto fingiam prestar atenção em alguma coisa que estava passando na televisão. Matt levantou-se bruscamente, fazendo Nora levar um susto.
– Eu tenho que ir... – ele falou, quebrando o silêncio.
– Tudo bem. – ela respondeu acenando freneticamente com a cabeça.
Ele deu alguns passos de costas e acabou tropeçando sem querer na poltrona que havia no meio do caminho.
– Tudo bem? – Nora levantou preocupada.
– Tudo... Tudo bem. – ele respondeu enquanto colocava a poltrona no lugar – Então, tchau. – ele falou enquanto abria a porta do apartamento.
– Tchau. – ela respondeu depois que ele saiu.
Nora largou seu corpo no sofá e ajeitou o cabelo. Balançou a cabeça, tentando convencer a si mesma de que aquilo não era certo. Sorriu. Ela não podia negar, Northamptonshire estava ficando mais interessante com o passar dos dias.
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