Natural Born Killer

21 Mentiras e Perversões


Notas iniciais
Mais um dos meus capítulos preferidos, espero que gostem!

01 DE DEZEMBRO DE 2006

Sara Parker era uma prostituta de Northamptonshire, uma das únicas que não havia se mudado para Londres. Sempre passava as noites esperando por seus fiéis clientes na frente de um bar não muito movimentado em uma das ruas escondidas da cidade. Naquela noite, Stephan Trevena, o dono do bar, sentiu falta da chamativa presença da prostituta na frente do estabelecimento. Imaginou que ela tivesse finalmente cedido aos encantos e às promessas de Londres.


Sara não conseguia abrir os olhos; um pano grosso estava amarrado com força em sua cabeça. Seus pulsos estavam machucados por causa da corda grossa que cortava a sua pele. Sentiu o carro parar e logo seu corpo foi bruscamente arrastado para fora do veículo. Sentiu a grama molhada passar rapidamente por baixo de seu corpo e supôs que estava sendo arrastada para alguma floresta. Logo, o homem puxou seus braços com força, fazendo Sara ficar em pé. Com rapidez, ele pegou seu corpo e a colocou no ombro forte. Subiu pela escada da casa e jogou o corpo de Sara no chão assim que entrou no quarto velho. Ela soltou um gemido de dor enquanto tentava livrar – sem sucesso – as mãos presas. Ele tirou a fenda dos olhos dela e ela pôde finalmente observar o rosto de quem estava fazendo aquela covardia. Lembrou-se dele; aqueles olhos tristes jamais seriam esquecidos por ela. Lembrou-se de todas as vezes que riu e que colocou o pé no caminho dele só para ele tropeçar. Lembrou-se de todas as piadas e de toda a vergonha que o fez protagonizar. Ele riu. Inverteram-se os papéis; ela estava presa e submissa a ele. Ele ria do desespero e do medo estampado nos olhos dela.


– Olá, Sara. – ele falou com a voz rouca – Sou seu novo cliente.


Ele ajoelhou e olhou nos olhos claros dela.


– Seja uma mulher boazinha e faça tudo o que eu mandar. Entendeu?


Ela assentiu com a cabeça enquanto segurava as lágrimas.


– Caso contrário, terei que cortar esse seu pescoço lindo. – ele continuou enquanto sorria e passava os dedos gelados na pele dela.


Ela apertou os olhos e se encolheu.


– Pensando bem... Acho que vou cortar de qualquer maneira. – ele sorriu enquanto se levantava.


Sara tremeu e suspirou. Estava com medo e isso o instigava mais. Cada suspiro de dor e cada lágrima que escorria pelo rosto claro dela fazia com que ele se sentisse no controle. E isso era mais perigoso do que ela podia imaginar.


Ele soltou calmamente a corda que prendia as mãos da prostituta.


– Sabe, eu sempre achei que você iria ser uma mulher feia. – ele falou enquanto tirava uma mecha de cabelo do rosto dela – Mas vendo você agora, eu até fico na dúvida se devo te matar ou não. – ele sentou na frente dela – E aí eu me lembro de tudo o que você me fez passar, e eu fico imaginando como seria esse seu lindo corpo cortado aos pedaços. – ele deu de ombros.


Ela abaixou a cabeça e apertou os lábios.


– Eu lembro que você sempre se interessava por arte. Pena que você não vai estar viva pra apreciar a minha obra. – ele falou erguendo uma sobrancelha.


Ele colocou uma mão na nuca de Sara e puxou o cabelo dela com força, a fazendo apertar os olhos e soltar um suspiro de dor. Ele sorriu. Passou a língua pelo pescoço quente dela e subiu a boca até o lóbulo da orelha, dando uma mordida forte.


– Não tem muita graça você ser prostituta. – ele sussurrou – Preferiria que você fosse uma virgem. Seria mais... Divertido. – ele sorriu irônico.


Ele levantou e puxou Sara pelo cabelo até a cama suja e velha do quarto. Ela não conseguia mais segurar as lágrimas. Ele a jogou na cama com força e deitou seu corpo forte por cima dela, prendendo seus braços em cima da cabeça. Sugou com força o lábio inferior dela e a viu fechar as mãos com força. Sorriu vitorioso. Ela estava com medo e ele gostava disso. Ele gostava de vê-la implorando para ele parar. Ele não tinha dó; o que ele sentia passava muito longe disso. Ele tinha prazer em ver lágrimas e ouvir os gritos desesperados. Ele se sentia vivo quando sentia a faca atravessar a carne e o sangue jorrar em seus dedos. Ele não podia impedir, ele havia nascido com aquilo. Seu coração já havia sido ferido demais para ele se importar com as pessoas. Ele soltou os braços dela e sentou em cima de suas pernas. Ela avançou nele com suas unhas e ele segurou seus pulsos enquanto ela tentava arranhá-lo. Ele sorriu divertido.


– Vou ter que cortar os seus braços se você não parar. – ele falou enquanto segurava com força os pulsos dela.


Ela suspirou e parou de mexer os braços. Ele soltou os pulsos dela com calma.


– Muito bom... – ele sussurrou enquanto ela colocava os braços na cama.


Ele pegou uma pequena faca no bolso da calça jeans e cortou a blusa dela.


– Eu poderia fazer um desenho bem grande aqui. – ele falou enquanto fazia desenhos com o dedo na barriga dela.


Ele ajeitou a faca nos dedos e cortou o sutiã de Sara, deixando seus grandes seios a mostra. Ele lambeu os lábios enquanto observava as lágrimas escorrerem no rosto dela e molharem o colchão fino. Ele ficou em pé ao lado da cama e tirou a calça jeans dela com rapidez, a fazendo sentar e abraçar os joelhos. Ele bufou, nervoso. Novamente puxou os cabelos dela com força, fazendo Sara levantar a cabeça e olhá-lo.


– Só está dificultando as coisas pra você, Sara. – ele falou enquanto a olhava.


Ele secou o rosto dela com as costas da mão e puxou seus tornozelos, esticando as pernas dela. Ele pegou as mãos dela com cuidado.


– Posso ser cavalheiro se você merecer. – ele falou sorrindo.


Ela torceu os lábios tentando impedir que mais lágrimas escorressem por seus olhos.


– Eu quero ver você chorar. – ele sussurrou segurando o rosto dela – Eu posso deixar você viver... – ele ergueu uma sobrancelha.


Sara o olhou e sentiu seu corpo tremer. Ele a deitou com cuidado na cama enquanto abria o botão da calça. Rasgou a roupa íntima de Sara com força a deixando completamente nua. Ele olhou seu corpo e imaginou o quão prazeroso seria fazer seus desenhos ali. Levantou as pernas de Sara e a penetrou com força, a fazendo soltar um grito de dor. Observou cada expressão de desespero no rosto dela enquanto fazia rápidos e agressivos movimentos de vai e vem. Suas mãos apertavam as pernas dela com força, como se seus dedos fossem capazes de abrir buracos na pele clara. Cada gemido de dor que ela dava e cada lágrima que molhava o colchão o faziam ficar mais excitado. Ela agarrou o colchão enquanto soluçava; não havia prazer. Seria melhor se ele tivesse cortado a garganta dela de uma vez por todas. Mas ela tinha que arriscar, tinha que tentar ficar viva. Ele mordeu o lábio enquanto os espasmos atravessavam o seu corpo. Jogou a cabeça para trás e a penetrou pela última vez com toda a força que ainda lhe restava, enquanto atingia o orgasmo.


– Para... – Sara sussurrou enquanto soluçava.


Ele gemeu fraco e jogou seu corpo em cima do corpo dela, ainda ofegante. Sara permaneceu imóvel enquanto sentia que já não havia mais lágrimas. Ele saiu de dentro dela e vestiu a calça jeans, deixando seu tórax forte a mostra. Ela o olhou e puxou a blusa rasgada, cobrindo os seios. Ele andou até a mochila jogada no chão e tirou uma grande faca que brilhou em contato com a luz do sol que entrava por entre as madeiras da janela fechada. Sara congelou ao ver ele se aproximar dela enquanto brincava com a faca nas mãos.


– Você disse que iria me deixar viver... – ela falou soluçando – Você mentiu!


– Eu minto todos os dias.

Notas finais
Leitores fantasmas, apareçam.