Natural Born Killer

46 Julgamento - Primeira Parte


Notas iniciais
Eiiiiiiiiiiiiiiiii meus amores ♥ aqui tem mais um capítulo pra vcs.... Espero que gostem :) agora vai começar a parte séria da fic...... heheheheh

28 DE JUNHO DE 2008

Fazia quase uma semana que Nora não conseguia dormir direito. Seus olhos estavam inchados e acompanhados de grossas olheiras. Ela não olhava mais a paisagem pela janela; sequer lembrava-se da vista bonita que tinha daquele apartamento. Ela arrastava seu corpo pelos cômodos como se desejasse cair e não levantar mais. Brian não estava blefando e ela teve certeza quando recebeu o telefonema de Katherine.

- Alô? – Nora falou sonolenta.

- Nora, é melhor você vir aqui. – Katherine falou apressada.

- O que aconteceu? – Nora perguntou com medo.

- O assassino se entregou. Ele deu detalhes sobre todos os crimes, acho que dessa vez é verdade.

Nora sentiu um aperto no coração. Ela ainda tinha esperanças de que Brian não destruísse mais a sua própria vida. Ela sabia que a promotoria iria conseguir o julgamento dele em menos de uma semana; eles estavam ansiosos para acabar com o medo que assombrava a cidade. Estava feito. Brian não havia mentido, ela realmente tinha conseguido fazer ele se confessar. Mas ela não estava feliz por isso, pelo contrário, desejava que tudo aquilo fosse uma grande mentira. Ela estava errada e sabia disso, mas ela não tinha mais forças para lutar contra seus sentimentos. Ela não foi para a delegacia. Apagou as luzes e ficou deitada no sofá, tentando se convencer de que tudo ficaria bem dali em diante.

Tomou mais um gole do café e finalmente levou seus olhos até a cidade através da janela. Algumas pessoas passeavam pela rua. Ela sentiu uma vontade incontrolável de ter a vida normal. Ela não entendia por que não podia ser igual as pessoas dali. Ela não entendia o porquê de tudo ter acontecido tão rápido quanto um piscar de olhos. Estava em um túnel escuro e quanto mais ela procurava a saída, mais ela se perdia. Respirou fundo e olhou as horas no relógio na parede. O julgamento de Brian iria começar em poucas horas. Colocou a xícara na mesa e foi até o quarto para se trocar. Ela não podia deixa-lo sozinho com aquelas pessoas que queriam mata-lo. Por mais que doesse nela, Brian precisava de Nora. Assim que entrou na delegacia, pôde sentir alguns olhares curiosos sobre ela. Ela tinha sido a primeira pessoa a entrar em contato com as cenas dos crimes e mesmo assim agia como se não se importasse. Ela fingia. Fingia que era fria e cruel, mas por dentro sentia seu coração despedaçar a cada passo que dava na direção da sala de Alden. Abriu a porta com cuidado e o encontrou sentado em sua mesa enquanto analisava alguns papéis.

- Soube que achou o assassino. – ela falou séria.

- Ele nos achou. – ele respondeu sem interesse.

- Ele já está no fórum?

- Já.

- Muito bem... Então não tenho mais nada para fazer aqui. O assassino vai ser julgado, meu trabalho acabou. – ela deu de ombros enquanto abria a porta para sair da sala.

- Mayson. Tenho mais um trabalho para você. – Alden finalmente a olhou – Quero que vá ao julgamento.

Nora sentiu sua respiração falhar.

- Você mostrou interesse em todos os interrogatórios, acho que está preparada para adicionar mais uma experiência no seu vasto currículo. – ele falou irônico.

- Você não pode fazer isso. – ela falou entre os dentes.

- Não quer? Tudo bem. Eu posso comentar com o Varghese sobre o seu envolvimento com Brian Haner. – ele deu de ombros fingindo desinteresse.

- Eu não me envolvi com ele. – ela respondeu rápido.

- Não negue, Nora. Você sabe que tentou o tempo todo esconder a identidade dele. Tentou protege-lo. Você estudou isso, sabe que é tão culpada quanto ele, sabe que dividem o mesmo crime. – ele falou sério.

- Eu não me envolvi com ele. – ela repetiu pausadamente.

- Então porque você o defendeu todas as vezes que ele veio parar aqui? Você sabia que todas as pistas nos levavam até ele e simplesmente ignorou tudo. Você ignorou tudo o que aprendeu, você ignorou o juramento da polícia, ignorou as nossas regras.

- Pensei que ele fosse inocente. – ela respondeu abaixando o olhar.

- Você sempre pensa demais. – ele falou enquanto balançava a cabeça.

Nora respirou fundo e segurou firme a maçaneta.

- Eu não tenho nada contra você, Nora. Não quero que pense que sou mais um que quer te ver fora daqui. – Alden falou enquanto andava até ela – Só quero que entenda que a emoção não tem lugar aqui; estamos lidando com alguém que não pensaria antes de te cortar em pedaços e dar para os cachorros comerem.

Nora engoliu seco e olhou para Alden.

- Vejo você no tribunal. – ele falou antes dela sair da sala.

- Achei que você iria aparecer quando eu liguei. – Katherine falou cruzando os braços.

- Eu não pude... – Nora respondeu baixo.

- O que está acontecendo, Nora? Faz tempo que você está estranha e ninguém sabe por quê. – Kartherine falou séria – Se você não queria o caso, era só falar. Você estava tão animada no começo e agora parece um zumbi.

- Eu só estou cansada. – Nora deu de ombros.

Katherine bufou e balançou a cabeça negativamente. Andou pelo corredor e subiu as escadas, fazendo Nora a perder de vista. Ela logo esqueceu as palavras de Kath; estava ocupada demais criando coragem para ir até o fórum. Não podia deixar Alden contar tudo para Varghese; ele tinha reputação dentro da delegacia, Varghese não pensaria antes de acreditar nas palavras dele. Andou até calçada e chamou um táxi, seguindo até o fórum. Alguns curiosos já estavam na calçada esperando ansiosos pelo julgamento. Nora desceu rapidamente do táxi e entrou no prédio mal iluminado. Algumas pessoas passavam carregando pilhas de papeis e outras falavam rapidamente no celular.

- Nora Mayson? – um homem negro e alto perguntou assim que a viu encostar-se ao balcão da recepção.

- Sim. – ela respondeu ansiosa.

- O Dr. Alden a colocou como jurada no grande júri. Você pode seguir esse corredor até a porta de vidro. Então te esperando. – ele falou enquanto apontava para um corredor comprido do lado esquerdo.

Ela assentiu com a cabeça e seguiu pelo corredor até a porta de vidro. Respirou fundo e empurrou com calma, encontrando algumas pessoas vestidas de preto. O advogado de Brian conversava com uma mulher enquanto o advogado de acusação estava sentado lendo alguns papeis. Nora sentou-se ao seu lado, tentando descobrir o que havia nos papeis que ele olhava com tanta atenção. Não demorou muito para que uma moça baixa viesse chama-los. Estava na hora. Tiveram que fazer um juramento e logo ela lhes deu etiquetas com nomes e a fileira dos acentos. Daniel não demorou muito a chegar, e logo estava sentado numa cadeira na frente de Nora. Ela agradeceu internamente por não fazer parte do pequeno júri, onde teria que sentenciar o réu. Seu trabalho se limitaria em ouvir a descrição dos crimes e o enredo; coisa que ela já havia decorado. Não demorou muito para que Brian entrasse algemado na sala e se sentasse ao lado de seu advogado de defesa. Nora abaixou os olhos assim que ele olhou para o lado e a viu. Quando finalmente ela olhou os olhos castanhos, pôde notar uma mistura de decepção e ódio tornar os olhos dele mais brilhantes. Ela não deveria estar ali. Logo depois o juiz entrou na sala vestindo uma beca negra. Fez o juramento ao escrivão e sentou-se em seu lugar, checando a lista de presença em cima da mesa alta.

- Processo número 2008.750.5632897. Comarca de Northamptonshire, Inglaterra. Dia vinte e oito de junho de dois de mil e oito. – o juiz leu – Nome do acusado, por favor. – ele pediu.

- Brian Elwin Haner. – Brian respondeu sério.

- Idade.

- Vinte e sete anos.

- Nome do defensor.

- Nolan Vaughan. – o advogado de defesa se manifestou.

O juiz levantou-se, sendo acompanhado por todos os presentes.

- Em nome da lei, concito-vos a examinar com imparcialidade esta causa e a proferir a vossa decisão, de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça.

O juiz citou o nome dos jurados e foi-se ouvido, no total, trinta e sete “Assim o prometo”, inclusive o de Nora. Ela não olhou para Brian, mas podia senti-lo olhando para ela. Nora não prestou atenção enquanto o juiz interrogava Brian sobre os fatos ocorridos. Apenas ficou fitando suas mãos apoiadas no colo. Ela queria sair correndo e voltar para os Estados Unidos. Quando finalmente levantou seus olhos até Brian, pôde perceber o descaso em seu rosto. Ele realmente não ligava para tudo aquilo. Não se importaria em pegar a pena máxima.

- O réu se julga culpado pelos crimes ocorridos em Northamptonshire?

- Sim. – ele respondeu calmo.

Nolan Vaughan levou a mão até a testa enquanto apertava os lábios. Brian estava mesmo decidido.

- O réu confessa ter matado doze pessoas e ter causado o desaparecimento de duas mulheres desde o dia sete de Setembro de dois mil e seis? – ele continuou.

- Sim.

Algumas pessoas do pequeno júri sussurraram entre si, provavelmente se perguntando o que estariam fazendo ali já que o réu havia se condenado culpado. Nora entrelaçou os dedos e apertou com força. Mordeu o lábio inferior assim que a primeira testemunha de acusação foi chamada. Chiara Franklin, vinte e seis anos, havia visto Brian conversando com Ramirez pouco antes do desaparecimento. A segunda testemunha, Rosalie Sanders, mãe de Matt, havia visto Brian discutir com a filha pouco tempo antes de seu sumiço. A terceira testemunha, Richard Winkler, era professor em Pitsford e relatou com detalhes a relação de Brian com as vítimas na época em que estudava na escola. Por fim, foi anunciada a última testemunha.

- Que entre Allan Haner. – o promotor de acusação falou.

Notas finais
SIM, O ALDEN É UM FILHO DA PUTA MESMO!! E QUEM LEMBRA DO ALLAN????????????????

P.S. 1: Eu não narrei os doze crimes porque eu não quis, abraços. LKASHDLKJASD Mentira, é que eu meio que desisti porque depois dos primeiros crimes eu fiquei sem inspiração e criatividade.

P.S. 2: O nome do Brian não tem Júnior porque na fic o nome do pai dele não é Brian né HELLO KJASHDHAKLSJD