Notas iniciais
Oiii, tudo bom com vcs? Aqui está o primeiro capítulo do dia, vou fazer o possível pra postar dois ou três capítulos por dia e acabar antes do Natal, pra todo mundo poder ir viajar feliz e o Nyah não excluir minha fic antes do fim o/

Então.... essa é a terceira e última fase da fic e eu to morrendo de vontade de dar spoiler pra vcs, mas vou tentar me segurar UAHUAHUEHA Espero de coração que gostem da fic e do caminho que ela vai começar a tomar. Tá acabando........... :(

Terceira Parte: Natural Born Killer


03 DE JUNHO DE 2008

Alden dava passos pesados pelo corredor. Sua expressão fechada indicava que as coisas não haviam saído como o planejado. Ao cruzar com o olhar furioso dele, Nora soube exatamente o que havia acontecido. Sentiu uma mistura de ansiedade e medo brotar em seu coração enquanto Alden aproximava-se rapidamente. Ela apertou os olhos e preparou-se mentalmente para a futura bronca que estava por vir, mas franziu o cenho quando Alden passou direto por ela e entrou na sala de Varghese. Ela trocou um olhar de dúvida com Katherine e a amiga nada fez, apenas deu de ombros. Ela seguiu até a sala da perícia, esperando que Luce tivesse alguma informação sobre o que havia acabado de acontecer.


– Luce? – ela perguntou receosa enquanto abria levemente a porta.


– Sim... – a loira respondeu sem prestar atenção.


– Você sabe o que aconteceu? – Nora cruzou os braços.


– Com o quê? – a loira finalmente olhou para Nora e franziu o cenho.


– Deixa pra lá... – Nora respondeu derrotada.


As duas levaram um susto quando a porta da sala abriu bruscamente e Alden entrou resmungando algo que as duas não conseguiram entender. Ele andava de um lado para o outro enquanto passava a mão na testa e balbuciava coisas sem sentido.


– Alden? – Nora perguntou se aproximando – O que houve?


– Um mês! Eu tive aquele idiota por um mês e não consegui arrancar nada dele! Nada! Nenhuma pista, nenhuma informação! – ele dava leves tapas na própria testa – Por que, Nora? Por que é tão difícil descobrir quem é o assassino? Faz dois anos que a gente só anda em círculos enquanto as pessoas estão morrendo.


– Alden, eu não estou entendendo! – Nora gesticulou.


– Haner... Ele contratou um advogado e ainda abriu um processo contra mim por falsa acusação e abuso de poder. – ele respondeu enquanto dava risadas nervosas – O advogado dele disse que não tínhamos provas suficientes pra incriminar o “cliente” dele. – ele fez aspas com a mão – Agora me responda, Nora, nós tínhamos provas? Nem isso nós tínhamos! Nós tínhamos apenas uma suposição que no final acabou virando-se contra a gente... – ele parou de andar e fitou os próprios pés – Eu não sei o que fazer.


Nora abriu a boca, mas não conseguia achar as palavras certas para dizer. Tinha medo de que algo pudesse enfurecer ainda mais Alden, mas mesmo assim, procurou algo que pudesse confortá-lo. Ele sempre fora um carrasco, ela sabia, mas ele estava sendo sincero quando demonstrava o desespero por não poder fazer nada. Entre todas as possíveis frases que ela montou em sua mente, escolheu permanecer em silêncio. Sentiu sua respiração falhar quando finalmente conseguiu entender tudo o que ele havia dito; Brian estava livre. Ela ficou tão absorta em seus pensamentos, que não viu Alden sair e somente acordou quando o barulho alto da porta ecoou pela sala. Olhou para Luce e ela mantinha a mesma expressão espantada de quando Alden havia entrado na sala.


– Você... Ouviu isso? – ela perguntou com dificuldade enquanto apontava para a porta fechada – Voltamos para o zero.


– Ainda não... – falou enquanto pegava o seu casaco em cima da mesa de metal.


Saiu da delegacia sem se preocupar com os olhares duvidosos de Luce e curiosos de Katherine. Chamou um táxi e pediu para que voltassem ao prédio. Ela sabia exatamente o que fazer. Ou quase. Assim que desceu do carro, caminhou rapidamente até a entrada do prédio e apertou o botão do elevador. Não demorou muito para Nora se encontrar parada no quarto andar, olhando para a porta branca que ela conhecia bem. Tão bem que era capaz de fazer todo o trajeto do elevador até aquela porta de olhos fechados. Respirou fundo antes de bater levemente na porta. Ninguém abriu. Deu mais algumas batidas e seu coração se desfez ao perceber que, provavelmente, a porta não iria abrir tão cedo. Ele estava com raiva dela; ela havia feito uma denúncia contra ele com base apenas no que ela julgava ser a verdade. Ele havia passado um mês naquela delegacia simplesmente por que, mais uma vez, ela meteu os pés pelas mãos e quis resolver um caso que não era de sua ossada. Levou uma das mãos até a maçaneta fria e rezou para que ele tivesse esquecido de trancar a porta. Para a sua surpresa, a porta abriu e ela pôde observar o apartamento vazio. Entrou calmamente enquanto o medo de ser descoberta causava arrepios por todo o seu corpo. Fechou a porta atrás de si e andou até a sala, procurando fazer o menor barulho possível. Pela primeira vez, observou as excentricidades daquele apartamento; não havia televisão, nem quadros, nem fotos... Parecia que ninguém morava ali há anos. Andou pelo corredor e abriu uma porta que achou ser um quarto, mas apenas viu um cômodo vazio com as paredes descascadas. Fechou a porta e seguiu até outra porta ao lado. Abriu e entrou no quarto, observando a cama bagunçada. Olhou em volta e pôde ver um armário aberto e revirado. Algumas camisetas estavam jogadas no chão, junto com algumas calças jeans e várias mochilas negras.


Aproximou-se do armário e pôde ver algo brilhar com a pouca luz que passava através da janela pequena que havia no quarto. Tirou algumas roupas que impossibilitavam a visão completa e, assim que identificou o objeto, sentiu como se o tempo tivesse parado. Uma mistura de dor e decepção invadiu seu coração e por pouco ela não perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Apoiou-se na cama bagunçada enquanto sentia o cômodo rodar. Ouviu o barulho da porta abrir e virou-se. Sua respiração falhou. Ele sorriu de canto enquanto erguia uma sobrancelha. Nora queria correr, mas sentia como se suas pernas tivessem amarradas com uma corda forte. Sua respiração estava fraca e ela pôde sentir a força esvair-se de seu corpo. Ele se aproximou, ainda sorrindo, e ela pôde sentir seus dedos finos e gélidos serem pressionados contra seu pescoço fino.


Nora mergulhou em um mar negro enquanto sentia o peso do seu corpo cair sobre o chão de madeira.


Notas finais
AGORA VAI COMEÇAR A PARTE BOA *-*

Reviews? *-*