Notas iniciais
Resolvi postar mais um capítulo rapidinho, rs. DEIXEM REVIEWS PFV :(

02 DE OUTUBRO DE 2007

Alden respirou fundo e saiu da sala de Varghese. Nora andou até ele e lhe entregou algumas folhas de papel com os dados do perfil criminal. Ele analisou rapidamente e caminhou até a calçada da delegacia, sendo acompanhado por Nora e Katherine. Alguns policiais e equipes da imprensa estavam atrás de alguns seguranças que tentavam manter a calma no local. A população estava tensa, todos queriam saber a identidade do assassino que estava infernizando a vida de todos os moradores. Os vizinhos desconfiavam uns dos outros, os pais desconfiavam de seus filhos e as mulheres desconfiavam de seus namorados.


– Boa tarde. – Alden falou assim que se posicionou atrás do microfone rapidamente colocado na calçada – Meses atrás, o assassinato de seis jovens apavorou a cidade e isso piorou assim que os assassinatos tornaram-se constantes. Apesar das poucas pistas que a perícia criminal e a equipe de policia tiveram acesso, conseguimos as principais características do criminoso. Ele é alto, branco e tem entre trinta e quarenta anos. Nasceu na cidade e continua morando aqui. É casado ou namora e possui uma união estável. Acompanha noticiários e jornais, e é socialmente adequado, o que significa que ele chama atenção por seu carisma e por sua simpatia. Teve uma infância conturbada, podendo ter sofrido abuso por parte de um dos pais. Provavelmente, começou a morar sozinho cedo e é conhecido na cidade por prestar serviços em troca de dinheiro.


– O senhor descreveu a maioria dos homens nessa cidade. – um dos policias falou, causando um burburinho entre os cidadãos que também acompanhavam a coletiva.


– Sim, mas quero que se atentem aos pequenos detalhes, como o sumiço do suspeito por dias inteiros, possível mudança de humor, lama presente nos pneus do carro, obsessão por policiais e constantes torturas em animais. Caso conheçam alguém que apresente essas características, liguem para a polícia ou venham pessoalmente prestar depoimento. A polícia da Inglaterra agradece.


Alden assentiu levemente com a cabeça e entrou rapidamente na delegacia, enquanto Nora e Katherine eram atacadas por perguntas.


– É verdade que o assassino era amigo das vítimas? – um jovem perguntou enquanto estendia um gravador na direção de Katherine.


– Dos seis jovens, sim. – Katherine respondeu com calma.


– Vocês têm certeza de que o assassino nasceu e viveu na cidade? – uma moça ruiva perguntou para Nora.


– Sim, ele conhecia muito bem os locais dos crimes e também a rotina das vítimas. – Nora respondeu.


– Vocês acham que os crimes foram cometidos por vingança? – um negro alto perguntou.


– Não sabemos, mas achamos que não.


– Vocês acham que o assassino pode estar aqui?


Nora sentiu um frio no estômago e olhou rapidamente para as pessoas que se amontavam na calçada. O simples fato do assassino estar ali já fez sentir-se impotente por não poder fazer nada. Foi salva por um policial que saiu da delegacia e a puxou pelo braço, fazendo com que ela se livrasse da multidão curiosa. A porta de vidro fechou e Nora podia ver as pessoas fazendo perguntas aos poucos policiais que ainda restavam ali. Passou rapidamente pelo corredor e entrou na sala de perícia, fechando a porta de ferro e respirando profundamente.


– Agora é só esperar... – ela sussurrou para si mesma enquanto sentava no banco alto.


Katherine Law entrou correndo na sala, despertando Nora de seus pensamentos. Colocou duas folhas em cima da mesa e sentou-se, ofegando.


– O que foi, Katherine? – Nora perguntou assustada.


– Primeiro, quero que você saiba que o Alden não me pediu isso, eu procurei por conta própria então, por favor, não fale pra ninguém. Eu achei muito estranha a história do Haner caçar e resolvi fazer uma pequena pesquisa sobre a vida dele. Achei somente o histórico escolar, e acho melhor você dar uma olhada nisso. – Katherine respondeu com dificuldade enquanto entregava as duas folhas nas mãos de Nora.


Nora passou os olhos nos textos e sentiu sua respiração falhar.


– O... O que é isso? – ela perguntou enquanto olhava incrédula as duas folhas.


– É a ficha de Brian Haner. Ele viveu aqui quando era pequeno. Estudou no Pitsford até terminar o ensino médio.


Haner. Então, o sobrenome de Brian era realmente esse. Nora sabia que conhecia aquele sobrenome de algum lugar. Franziu o cenho tentando acessar alguma parte de sua memória que pudesse esclarecer a familiaridade daquele sobrenome, mas não teve sucesso.


– Olha aqui – Katherine mostrou a segunda folha para Nora –, aqui fala sobre seu comportamento. Agressivo, foi quase expulso da escola sete vezes, mas em todas as vezes a escola foi impedida pelo pai dele; o chefe da polícia na época. Aqui também fala sobre as várias reclamações que ele fez à diretora por ser alvo de chacota dos colegas e chegou a bater em três professoras e uma chegou a ir para o hospital com traumatismo craniano. O pai dele, Allan Haner, chegou a ser acusado pelo assassinato da esposa quando Brian estava cursando o primeiro ano do ensino médio, mas aqui diz que por falta de provas o caso acabou sendo arquivado.


Allan Haner, o homem que havia matado a esposa no Brixworth. Brian viu tudo. Nora havia passado dias procurando alguma pista sobre aquela família e não havia se dado conta que o que ela queria estava tão perto. Então, ele foi acusado. Todos sabiam que Allan havia matado a esposa, mas ninguém havia feito nada. Matt mentiu.


– Aqui em baixo, os nomes das cinco psicólogas que tentaram cuidar do Brian após ele ter visto o assassinato da mãe pelo próprio pai. – Katherine continuou – Nenhuma das psicólogas teve sucesso. Na época, a direção da escola suspeitava de que o comportamento de Brian era por causa do pai agressivo, por que o garoto sempre aparecia com os braços e o rosto machucado. Ninguém prestava queixa, a cidade inteira temia o poder que Allan Haner tinha aqui. O engraçado, é que existem relatos de agressões na escola desde antes do assassinato, o que mostra que Brian era agressivo antes mesmo de ver a mãe morrer.


Nora estava perdida tentando dividir sua atenção entre seus pensamentos e o que estava escrito naqueles papéis. Ela não conseguia acompanhar as palavras de Katherine; estava ocupada demais pensando nos motivos que Matt tinha para esconder uma coisa que ele sabia que a interessava tanto.


– Agora, adivinha: Brian estudou com a maioria das vítimas.

Notas finais
PS.: Muitas vezes os perfis criminais estão certos... ou não.

PS. 2: Eu ainda não respondi a maioria dos reviews que vcs tão deixando :( desculpa, mas saibam que eu tô lendo todos e tô adorando as hipóteses que vcs tão mandando iouwehoaue beijoooooos e eu vou responder todos aos pouquinhos ♥