Natural Born Killer
36 Acusação
Notas iniciais
VCS VIRAM QUEM VEM PRO BRASIL?? AVEEEENGEEED :D:D:D:D:D:D:D:D Quem vai? Já tô até arrumando uma turma pra ir no Rock in Rio se eles não fizerem show em SP, me adc no face pra gente montar uma turma super gigante *-*
ENFIM², espero que gostem do capítulo e mais tarde vou postar mais dois. Beeeeijooss
20 DE NOVEMBRO DE 2007
Nora perdeu a conta de quantas vezes desejou morrer, de quantas vezes teve que se controlar para não se jogar na frente do primeiro carro que passava rápido pela avenida. Ela lembrava-se exatamente do que havia sentido quando seu pai saiu do quarto do hospital e fez com que aquele corredor branco fosse mais frio do que já aparentava ser. Ela tinha doze anos quando enfrentou a morte da mãe, quando teve que ser forte para cuidar de si mesma e para evitar que seu pai cometesse alguma loucura e também a deixasse. Ela não se lembrava de quando e como os estudos haviam se tornado um escudo, mas sabia que eles eram essenciais para ela não se pegar lembrando do passado. Ela não era do tipo que se martirizava, longe disso. Ela era forte, não tinha dó de si mesma, não lamentava. O que desesperava Nora era o fato de que ela perdeu toda a sua coragem assim que colocou os pés em Northamptonshire. Ela não era mais regida pela razão; agora ela se importava com os pedaços que desprendiam do seu coração a cada dia. Ela não conseguia mais ser aquela garota forte que viu sua mãe sendo enterrada e mesmo assim teve forças para continuar vivendo. Ela se sentia como uma criança com medo do monstro escondido dentro do seu armário, e o pior era que esse monstro, além de causar medo e angústia, também bombeava o sangue para o coração dela. Ele a mantinha viva só para ver o medo em seus olhos. Era um jogo onde a personagem principal enfrentava os monstros e, quando suas forças se esgotavam, ela era medicada para que pudesse voltar à batalha. Nunca teria fim.
– A temperatura em Northamptonshire não passará dos 13º C nessa terça feira, e a previsão é de pancadas de chuva no fim da tarde...
Nora abriu os olhos e sentou no sofá, espreguiçando-se. Olhou para a televisão sem prestar muita atenção na previsão do tempo. Não lembrava quando e nem como havia chegado ali. Na verdade, ela não se lembrava de muita coisa desde a última vez que esteve na delegacia. Fazia dois dias que ela havia se trancado em casa e já havia perdido a conta de quantas vezes o celular tocou. Provavelmente, Alden a mataria por ter sumido sem dar notícias, mas ela não estava ligando muito. A história de Brian teimava em dominar todos os pensamentos dela. Ela tentava de todas as formas achar alguma lógica naquilo, mas ela era totalmente tomada pela raiva assim que se lembrava de todas as mentiras que Brian havia contado. Esfregou os olhos e levantou do sofá. Preparou um café rápido e mordeu o lábio. Ela sabia o que ela devia fazer, só não sabia se queria isso.
Demorou um tempo até que criasse coragem para colocar seu casaco e sair na rua. O frio estava insuportável, o que fez Nora pensar duas vezes antes de esticar o braço para chamar um táxi. Assim que entrou na delegacia, Katherine correu até ela.
– Onde você estava? Tentei te ligar várias vezes. – Katherine falava apressada.
– Onde está o histórico do Haner? – Nora perguntou sem prestar atenção.
– Por que você não me atendeu? Quase procurei a sua ficha para descobrir onde você morava. – Katherine continuou falando.
– Kath, por favor, onde está o histórico?
– Ah, o histórico... Está... Aqui! – Katherine falou remexendo os papéis na gaveta grande em sua mesa.
Nora pegou os papéis na mão e os analisou rapidamente, respirando fundo.
– Alden vai matar você, ele perguntou de você cinquenta vezes. – Katherine falou erguendo as sobrancelhas.
– Não depois disso. – Nora respondeu rapidamente.
Andou apressada pelo corredor até encontrar Alden conversando com alguns oficiais. Esperou pacientemente a conversa acabar, e logo sorriu para Alden.
– Não sorria para mim, achei que você tivesse morrido também. – ele falou sem olhar para ela.
– Desculpe, estava em uma investigação pessoal... – ela deu de ombros.
– Está de brincadeira?! – ele falou incrédulo.
– Acho que vai gostar disso. – respondeu enquanto entregava as folhas nas mãos dele.
– O que... O histórico de Brian Haner? Pra quê eu vou querer isso? Estou ocupado demais para me preocupar com um jovem rebelde que caça animais indefesos. – ele falou enquanto entregava bruscamente as folhas para Nora.
– Você sabia que o pai dele é um assassino? – ela perguntou fingindo descaso.
– Pare de cuidar da vida dos outros, Nora. – Alden respondeu enquanto andava pela delegacia.
– Alden, ele matou a esposa na frente do Brian. Brian estudava com as vítimas, agrediu professores, foi expulso várias vezes e...
– O que você está insinuando? – Alden perguntou parando de andar e virando-se para Nora.
Nora parou de falar e pensou em tudo o que havia dito. Ela havia acusado Brian, havia entregado a sua cabeça para a polícia e havia feito isso sem se dar conta. As palavras haviam saído automaticamente de sua boca.
– Responda, Nora. – Alden insistiu.
– Eu... Eu só... Eu acho melhor você tirar suas próprias conclusões. – ela tentou manter a calma.
– Quer dizer que você acha que eu deixei o assassino sair daqui de mãos limpas? Eu não sirvo para nada, então? – ele ergueu uma sobrancelha.
– Não, eu...
– Você é da perícia criminal. Você analisa a cena, você colhe as provas e acha o suspeito. Você não invade o computador da polícia e faz pesquisas por conta própria, entendeu? – Alden perguntou pacientemente.
– Eu fiz as pesquisas. – Katherine Law falou se aproximando dos dois.
– Então temos um complô aqui? E vocês pretender formar uma dupla de super-heroínas e lutar contra o crime? – Alden perguntou irônico.
– Ela só estava tentando ajudar. – Katherine respondeu rapidamente.
– Tudo bem, Nora. Você venceu. – Alden respondeu enquanto tirava rapidamente os papeis da mão dela – Eu vou ler isso aqui. E quanto a você, Law, eu espero que você também seja eficiente calculando seus benefícios quando for demitida.
Alden deu passos pesados até a sua sala e fechou com força a porta. Nora torceu os lábios enquanto Katherine suspirava.
– Eu me sinto tão atraída por homens maus. – Katherine falou sussurrando.
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