Nas Sombras de um Hospício
10 Coração Parado
Notas iniciais
Nas Sombras de um Hospício
Coração Parado
Na manhã seguinte, não tão cedo e nem tão tarde, Levi já arrumado me acordou, dizendo que já era hora de voltarmos ao Hospício, mas que antes eu deveria tomar um banho e comer alguma coisa.
Rumei um tanto envergonhado ao banheiro por lembrar-me da noite passada, porém não tardei a me despir, tremer um pouco de frio e entrar de baixo do chuveiro com a água bem quente. Lembro-me com perfeita nitidez dos mínimos detalhes e da expressão de Levi, séria, mas não tão séria assim. Seus ires pareciam mais escuros, suas pupilas dilatadas, sua pele dava um contraste bonito com o tom claro do vermelho predominando na cor pálida. Seus lábios também pareciam mais rosados.
Ahh... Ao mesmo tempo em que me lembro perfeitamente do ocorrido de ontem a noite, também não sei exatamente como foi. Lembro-me de todas as palavras de Levi e sei o que respondi, assim como reagi, mas não consigo lembrar-me de como me senti. E isso me revolta. Faz-me querer que ocorra mais vezes. Até porque sei que foi bom, mas quero que seja o suficiente para depois lembrar-me perfeitamente deste detalhe também.
– Oe, Eren! – escutei leves batidas na porta do banheiro, Levi me chamava do quarto. – Está tudo bem? Está demorando mais que o normal!
– Ah, s-sim, Levi! Já estou acabando…! – respondi depressa, meio envergonhado. Não demorou a que acabasse e me vestisse, saindo rápido do banheiro.
– Vá comendo o que trouxe pra você. – apontou com o olhar ao banquete que permanecia em cima da cômoda. – Vou secando nossas toalhas. – dito isso, rumou ao banheiro levando um secador vermelho vinho; E não tardou a se ouvir o barulho incomodo deste enquanto fazia meu lanche.
Assim que terminamos, Levi fez questão para irmos o quanto antes, dizendo que Erwin não desejaria que demorássemos tanto, então assim fomos. Assim como de ia, o caminho de volta foi bem gelado. O psicólogo ainda usava apenas uma mão, porém tinha velocidade relativamente normal e mantinha os vidros fechados. Usávamos cobertores evitando a friagem predominar-se ainda mais, e um detalhe destes eram seus rajados negros em alguns tons alaranjados, o que julguei ser a pele de um tigre, claro, não verdadeiramente. Que fixação por tigres é essa que Levi tem?
Sentindo que a trajetória seria extensa e até mesmo tensa, o avisei que dormiria. Recebi um “Sonhe com o ser divino aqui.” relacionando-se a si próprio. Rolei os olhos e me aconcheguei melhor sobre a poltrona confortável, apoiando a lateral de minha testa sobre o vidro gelado do carro, fechei os olhos.
Okay, era mais que obvio que não estava com sono. Na verdade, nem um pingo de vontade de fazer um pequeno cochilo. Apenas sentia uma tensão de minha parte, talvez ainda não identificada pelo psicólogo. Não é como se eu quisesse, mas simplesmente me sinto incomodado com o fato ocorrido ontem. Suspirei fundo tentando manter os olhos fechados, me cobrindo melhor. Tentaria pelo menos o mínimo, dormir um pouco.
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Desconexo; Aleatório; Sem sentido.
Era tudo o que Eren conseguia entender.
Seus olhos ardiam, assim como sua cabeça doía e parecia pesada. Olhava àquele quarto claro, mas ao mesmo tempo, escuro. Estava cheio de objetos, mas era como se ali estivesse vazio.
Vazio.
Por que essa palavra persegue tanto a si?
Fazia frio. Após apertar a jaqueta e embrulhar-se melhor num cachecol, lançou os turquesas lá fora, à paisagem. Não era pra menos que o quanto estava congelando. Lá fora estava nevando.
Mas porque ali dentro parecia estar muito mais congelante?
Abraçou o próprio tronco, percorrendo as mãos pelos braços. Com isso tentaria se esquentar, porém, visto que nada resolvia, escorregou pela parede, até poder sentar no chão, começando a assoprar suas mãos, tentando fazer com que o frio lhe desse adeus.
Mas não conseguia.
Era como se... O frio viesse de dentro de si.
Crack!
“Que barulho foi esse?” murmurou o rapaz rouco, olhando aos lados, procurando algo naquele quarto claro e escuro, cheio e vazio. Aquele som pareceu um vidro se quebrando. Rolou os turquesas para cima, assustando-se por ver um espelho quebrado, refletindo sua imagem para si. Franziu as sobrancelhas. “O espelho quebrou assim, do nada?”
Levantou-se de vagar, sentindo suas pernas quase congeladas. Estavam doloridas também. Assim levantado, sentiu-se mais próximo ao espelho, porém estranhou ao ver o seu reflexo ainda paralisado na posição anterior. Era como se tivesse parado de seguir seus movimentos.
“Mas isso é possível?” perguntou a si mesmo. Não foi isso que aprendeu no ramo da Física, sobre a Reflexão em Espelhos. Tudo bem que, muito raramente, acontecem casos do flash da câmera pegar o reflexo do espelho atrasado, mas isso é em milésimo de milésimos. E isso, com certeza, não era o caso referente.
Ainda fixando sua visão no reflexo parado, arregalou os olhos. O que eram aquilo, bem lá no fundo, bem fundo nos seus olhos reflexados? Fotos? Pareciam algumas fotos aleatórias de seu passado, esparramados pela escuridão clara de seus turquesas profundamente vazios.
“Talvez sejam... Fragmentos de memórias...?”
E esta foi a palavra chave.
A sua visão já escurecida tornou-se totalmente negra, permitindo-lhe focar somente no preciso. Voltado a si, todas as imagens que julgou serem memórias foram passando rapidamente, como se fossem um extenso filtro de fotos. Assemelhou-se aos que diziam quando se morria.
Mas porque, quando quase morreu, não se lembrou de nada disso?
Sua visão fixou-se em uma das lembranças, de mãos dadas estavam ele e Carla, sua mãe, juntamente com sua irmã, Mikasa. Sua memória fixou-se em tal fragmento, deixando seus orbes nublados e em uma cor que nunca poderia imaginar que ficariam.
Era Natal, sua irmã ganhou seus sete livros pedidos, já Eren um violino e aulas para tal. Foi quando ganhou um afago do Pai. E, por tal grandiosidade, ficou tão feliz que se pôs a correr pela casa, ocorrendo um “acidente” de bagunçar as cartas do Pai.
Lembrou-se que, naquele dia, teve o braço quebrado por alguns golpes.
Okay. Aquela lembrança conseguiu fazer com que Eren ficasse um tanto desapontado. Afinal, porque de mostrar tal lembrança? Haveria alguma finalidade, por fim? Se sim, qual?
Foi quando seus olhos focaram-se ao espelho, que já tinha o reflexo normal, seguindo todos os movimentos dados pelo jovem. Estranhou novamente. Aquilo tudo era estranho. Atrás de si, agora, havia uma caixa estranha, a qual não se lembrava de ter visto antes. Curioso, caminhou até esta, se abaixando e observando-a atentamente.
Estava tão concentrado que havia se esquecido do frio que há pouco tempo o esmagava.
Outra coisa que se perguntava era se deveria abrir ou não.
O que deveria ter ali dentro?
Assim, com a curiosidade falando mais alto que o medo, dirigiu ambas as mãos para enfim abrir caixa. Assustou-se assim que viu que o conteúdo da caixa eram apenas cartas. Franzindo o cenho, pegou uma a si para enformar-se melhor a respeito.
Surpreendeu-se ainda mais ao notar o quão familiar aquela escrita era.
Bagunçada e rabiscada.
Era... Do seu Pai.
Por que estaria ali?!
Sem cuidado algum abriu a carta, pondo-se a lê-la. Não entendia nada. Julgava estar em alemão, mas a letra não deixava o rapaz desvendar as palavras de tal. Suspirou cansado, rolando os olhos pela extensão não tão grande da carta. Haviam muitas palavras, muitos rabiscos, todos desorganizados. Cansava sua vista. Até que desceu até a parte final da carta...
“H. H. T.”
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– Eren?! – ouvi uma voz forte e alta me chamando. Era um tom desesperado, preocupado, meio tenso. Queria abrir os olhos, mas estavam pesados, estava cansado. Queria voltar onde eu estava. – Eren, responde!! Por favor!! – continuou a me incomodar. Queria tampar meus ouvidos, queria me afastar daqueles chamados, mesmo eles vindo de uma voz tão bonita, porém meu corpo não parecia obedecer.
Eu quero estar sozinho.
– Eren!! Por favor, respira!! – a voz firme continuou a me atormentar, continuando sua sequencia por meu nome. – Jaeger!! Não ouse...! Não ouse!! – sua voz falhou. Parecia em pânico. – Eren...!!
Até moveria minha boca para pedir um pouco de sossego, porém parecia impossível, estava pesado. Pesado e frio. Além disso, estou cansado.
– Eren... Por favor... – a voz se tornou mais rouca, mais falha, até que senti um calor emanando de meus lábios, uma textura macia, quente e gostosa. Era um toque sutil, que fez como se algo geladinho percorresse do meu nariz até dentro de meu corpo, inflando rapidamente meus pulmões. E de pouco em pouco, senti um torque firme sobre meus ombros, que me apertavam forte. Eram mãos pequenas, mornas e desesperadas. – Eren...!
Abri meus olhos de uma maneira atordoada. Estava muito claro, fazendo com que meus olhos doessem. Apesar disso, creio eu que quem parecia mais iluminado, não era de fato o dia lá fora do carro, e sim, aquele homem que estava sobre mim, apertando meus ombros, tendo uma expressão séria para desesperada, tendo seus olhos dolorosos e preocupados.
Agarrou-me a um abraço, percorrendo seus braços ao redor de meu pescoço de uma forma possessa.
– Eren...! – sussurrou ao pé de meu ouvido. – Que raios... Que raios aconteceu com você?! – apertou-me ainda mais no abraço, depositando alguns beijos um pouco secos em meu pescoço. – Droga... Não faça mais isso!! – mandou em um tom revoltado, fazendo com que um calor anormal viesse em meu peito. – Seu idiota, seu imbecil!!
Foi só se afastar e me olhar de novo para lembrar-me das coisas. Foi só refletir de quem eram aqueles olhos em uma intensa valsa desesperada, num tom azul enegrecido de enfeite, pintado de azul aço bem claro como os dançarinos. Aqueles olhos continham, agora, um brilho esperançoso.
– Levi... – minha voz estava rouca e, assim que o chamei, o ouvi suspirar profundamente. – O que aconteceu...?
– Você parecia ter um tipo de pesadelo, Eren... – respirou fundo, passando a mão lisa e trêmula de leve sobre minha face, como uma pequena carícia. – Fiquei preocupado por estar se remexendo muito e, assim que estacionei o carro para te acordar, você simplesmente cessou todos seus movimentos, incluindo parar de respirar. – fechou os olhos, apoiando a testa sobre meu peito, agarrando, assim, minha blusa. – Droga... Não faça mais isso, Jaeger. É sério. – respirou fundo novamente.
Dei um leve sorriso, percorrendo meus braços em torno de seu corpo para trazê-lo mais perto de mim. Levi preocupado comigo assim me fazia bem, me fazia sentir-me mais seguro, mais confortável. Além de que, na situação que se encontra agora, parece algo adorável.
– Desculpe, Levi... Eu não queria te preocupar... – murmurei fazendo com que levantasse o olhar até o meu.
– Diz que não fará isso. – mandou com o rosto bem próximo de mim. Seu olhar não era aquele como uma navalha, que cortava a minha tranquilidade. Era justamente o contrário, um que não pensei ver tão cedo.
– Eu não farei Levi, desculpe. – disse por fim, levando minhas mãos às suas costas, enquanto suspirava profundamente. Levi estava em meus braços, em meu colo, parecia ainda desesperado. Mas... Fora isso... Eu parei de respirar. Consequentemente eu teria morrido com isso? – Por quando tempo, Levi, eu fiquei sem respirar...? – indaguei.
Sua mão apertou minha camisa, enquanto remexeu-se acima de mim, deixando seu rosto sobre a curva de meu pescoço. Ouvi um pequeno suspiro seu.
– Não sei, Eren... Talvez uns dez minutos ou mais... – respondeu sussurrado.
– D-dez minutos?! – indaguei surpreso, meio aterrorizado. – Mas como?! E-eu mal consigo prender a respiração por dois minutos!!
– Eren... – Levi precipitou-se, sentando novamente em meu colo e pegando minhas mãos, constatando agora que a temperatura normal das minhas voltaram. – Eu... Eu tinha constatado que seu coração havia parado de bater... – respirou fundo, olhando ao lado no mesmo tempo em que apertava mais minhas mãos.
– Mas... Nesse curto período de tempo... Eu teria morrido? – indaguei estranhando tudo, ainda mais. – Com o quê, exatamente?
– Eu não faço ideia. – respondeu franzindo as sobrancelhas, acariciando de modo gentil meus dedos. – Sua regeneração anormal te ajudou, não é?
– Provavelmente sim. – engoli seco.
– Pelo que entendi, quando você teve seu braço regenerado, na briga com o Reiner, você viu uma vela para regenerar-se, não é?
Arregalei os olhos surpreso, tendo muitas lembranças estranhas.
É mesmo... Não foi somente naquela briga que vi uma vela se apagando, lembrando-me melhor, foi como se eu já tivesse sonhado com isso, várias, várias vezes. E se for realmente isso? Uma vela apagada como sinônimo de regeneração?
– Velas...? Por que velas? – indaguei perplexo, observando a face pálida próxima a minha.
– Velas? No plural? – interrogou. – Então você já tinha visto antes? – acenei positivo. – Você é alguém misterioso. – comentou por fim, suspirando. Acomodou-se melhor sobre meu colo. – Eren, você poderia me ajudar a entender melhor isso? – pediu sutil.
– O que eu poderia fazer...? – perguntei curioso. Além de estar realmente curioso sobre tudo isso, eu não resistiria a Levi pedindo-me algo tão gentil assim.
– Que tal... – rolou seus olhos para a visão de fora do carro, aparentando estar pensativo e divertido. – Que tal você pintar essas velas pra mim? Do jeito exato que você as vê?
– Pintar...?
– Isso, Eren! – deitou-se novamente sobre mim, aproximando seu rosto do meu, acabando por fazer com que eu receba suas falas diretamente à minha boca. – Você gosta de pintar, não é? Creio que faz um bom tempo que você não faz tal hobby... Além de estar ansioso para vez seu dom, estou curioso a respeito dessas visões... – sussurrou olhando sensualmente aos meus lábios enquanto lambia eroticamente os seus, fazendo com que encostasse de leve sobre mim.
– T-tudo bem... – sussurrei sentindo sua língua percorrer agora diretamente aos meus lábios, circundando-os, umedecendo-os por inteiros. Entreabri a boca fazendo com que nossas línguas se encontrassem, sentindo um leve choque percorrer por minha coluna, fazendo com que fechasse os olhos e agarrasse seu corpo, unindo-o mais a mim.
Começou a se remexer acima de mim, de pouco em pouco desregulando o banco, fazendo com que este ficasse totalmente reto, na horizontal. Fez questão de deixar-me preso sobre o estofado, enquanto explorava minha cavidade bucal com sua língua e minhas palmas com seus dedos. Seu joelho veio de encontro entre minhas pernas, de modo que só poderia ser possível de mover-me abrindo mais as pernas.
Assim que senti certa pressão em meu membro, consequente do movimento de seu joelho, me senti quente, ansioso. Não pude evitar, ao menos, uma arfada abafada contra sua língua, que fez questão de somente aproveitar, entrelaçando-se com a minha, começando uma valsa mais intensa.
Sentindo meu corpo esquentar, entrelacei seu pescoço com ambos os meus braços, agarrando seus finos e escuros fios de cabelos com uma das mãos, provocando-o um arfar. Contudo um som calmo e melodioso começou a se fazer presente, parecia um rock dos anos oitenta, fazendo com que Levi grunhisse algo desconexo enquanto mordia meu lábio inferior, separando-se de uma forma bem lenta de mim. Ainda mantendo o contado visual, tateou o banco do lado à procura de seu celular, não demorando a desbloqueá-lo e responder à chamada.
Não entendi sobre o que se tratava, pois Levi apenas grunhia “hm” e “uhum” durante a chamada. Parecia, de certa forma, mal-humorado. Suspirei. Não era pra menos, interromper algo assim era deveras... Chato.
Cuidadosamente ergueu-se do meu colo, passando para o outro banco, sentando-se e ligando o carro. Consequentemente voltei o banco à altura normal. Como sempre, apenas utilizou uma das mãos para dirigir, a outra ia segurando o celular, mantendo o contato com a chamada. Porém esta não durou muito, e logo colocou o tele móvel, já desligado, ao bolso da calça.
– Nós não demoraremos a chegar, Eren. – comentou fixo à estrada. – Poderia... Continuar acordado? – pediu sutil, em um tom baixo, um pequeno murmúrio.
– Sem problemas, Levi. – respondi contente. Não evitei um pequeno sorriso somente por perceber que estava preocupado comigo. Fechei os olhos bagunçando de leve meus fios já desnorteados. Era bom ter alguém preocupado comigo, principalmente por ser apenas uma preocupação necessária, não sendo obrigatória e nem exagerada.
Pelo menos eu espero.
O celular de Levi novamente tocou e não demorou a ser atendido. Não consegui ouvir a voz vinda do tele móvel, mas só de escutar, o psicólogo suspirou pesado, movendo a macha do carro para dois, mais lenta.
– Vous l’aves fait, Raoul? – francês? Por que de falar francês em tal momento? A frase seria: “Você conseguiu, Raoul?”. Franzi o cenho. Conseguir? Conseguir o quê? Aliás, Raoul? Quem é Raoul?
– “Il n’ya aucun moyen?” – continuou. E isso seria um “Não tem como?”. Suspirou pesado, franzindo as sobrancelhas. – “Très bien, já vais arranger ça.” – “Tudo bem, darei um jeito nisso.”. – “Oui, même.” – “Até mais”.
Permaneci calado enquanto desligava o telefone, deixando-o novamente em seu bolso. Observando-o de soslaio, percebi seu humor decair-se gradativamente, aparentando um cansaço em seu rosto. Seja o que tenha conversado, não era boa coisa...
– Está tudo bem... Levi? – indaguei preocupado, porém, querendo não ser intrometido.
Demorou um pouco para pronunciar algo, mas após balançar a cabeça negativamente, arqueou uma de suas sobrancelhas e respondeu:
– Apenas desentendimentos familiares. Meu irmão quer uma pequena ajudinha. – disse não aprofundando no assunto. Talvez fosse algo sério.
Apertei minhas mãos, brincando com os dedos. Me senti novamente incomodado, mesmo sendo por motivos diferentes. Droga... O que eu deveria fazer? Olhei novamente para si, tendo sua imagem preocupada e atenta à estrada. Deveria falar algo? Talvez como... “Estarei a ouvidos”, ou “Qualquer coisa que ocorrer, estarei para o que eu puder ajudar.”.
– Não se preocupe, Eren. – precipitou-se relaxando sua expressão. – Sei como lidar com isso, não precisa ficar tão incomodado.
Espero que sim...
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