Naive - Hiatus
8 Capítulo sete
Notas iniciais
As mãos de Jacob subiam pela pele exposta da lateral da minha cintura, tateavam e apertavam toda ela enquanto minhas unhas cravavam na pele de seu peito desnudo. As mãos ágeis e quentes postas firmemente em minha cintura me ajudavam, me davam um ritmo certo enquanto meu quadril rebolava em cima de si quando toda a sua virilidade enchia-me totalmente por dentro, pulsando e enviado espasmos a todo o meu corpo.
Os cabelos cobre caiam sobre meu rosto e colavam-se em minha testa suada, os dentes apertavam fortemente o lábio inferior na esperança de poder sanar um pouco os gemidos que teimavam em ser liberados de minha garganta.
Jacob se mantinha concentrado, os olhos negros fixos em mim hipnotizantes como a noite escura que fazia lá fora. Tinham efeito sobre mim, faziam-me querer ser melhor, dar o meu máximo possível a ele.
Agarrando seus ombros aprofundei os movimentos, experimentando da sensação de sentir cada centímetro seu adentrar cada vez mais fundo em mim e deleitando-me da sensação causada em meu ventre, dos calafrios insanos.
Suas duas mãos subiram pela minha cintura chegando aos seios, cuja a redondeza cobriu com as palmas abertas. Segurou os duros mamilos com as mãos e os indicadores, apertando-os. O contato forte e sem nenhum resquício de delicadeza fez meu corpo arquear, a cabeça tombando para trás quando um gemido surdo saiu do mais profundo de meu ser, misturando-se com o gemido da garganta seca de Jacob.
Ele arqueou seu corpo, vindo de encontro ao meu. Os mamilos duros e rígidos do mais puro prazer atritando com seu peito largo e definido.
Minhas mãos agarraram seus cabelos embolados quando as suas desceram e tocaram a parte interna da minha coxa. Os dedos brincaram naquele caminho e a esse ponto eu já estava tão exitada que conseguia sentir o meu sexo inchado e úmido pulsando ao redor do seu. Suas mãos calejadas abriram mais minhas pernas para depois deslizar e parar em minhas nádegas, apertando-as e trazendo meu corpo para ainda mais perto do seu.
Jacob gemeu contra meu pescoço e eu conseguia sentir suas pernas torneadas e musculosas embaixo de mim, os músculos tensos e todos os tendões flexionados.
Sua mão tocou em meu queixo e seus lábios buscaram os meus, forçando-os a dar passagem para sua língua quente e perita.
Com uma mão em minha nádega e a outra em minha cintura Jacob me ajudou com as investidas, que ficaram cada vez mais bruscas e fundas enquanto meus gemidos incoercíveis ressoavam dentro dele.
Entrelaçando meus braços por seu pescoço senti minha respiração ficar mais ofegante, juntamente com a dele, e o coração parecia como se fosse sair do peito a julgar pelo modo em que pulsava contra as costelas.
Nossos orgasmos aconteceram ao mesmo tempo, como se estivessem cronometrados, em perfeita sintonia. O gemido vindo de minha garganta parecia provir de uma câmara isolada situada na distância mas fora igualmente impactante ao uivo de Jacob, que fez com que meu corpo tremesse sobre o seu novamente. Nossas testas banhadas pelo suor uma contra a outra, sua respiração irregular batendo em minha bochecha e meus lábios entreabertos roçando com os seus. Por fim seu líquido, inquietantemente mais quente que todo o resto de seu corpo, jorrou dentro de mim.
Jacob abandonou meus lábios e sua cabeça descansou por alguns instantes em meu ombro, afundei meu rosto em seu pescoço enquanto sentia novamente a sensação sublime de sua vida, de seu gozo quente como larva dentro de mim.
Eu conseguia sentir seu cheiro impregnando-se dentro de mim enquanto meus dedos faziam desenhos circulares na pele de suas costas, eu conseguia sentir a textura de sua pele como seda com os lábios e nem isso fazia-me querer machucá-lo, perder o controle.
Totalmente levados pela sensação de proteção que eu sempre sentia quando seus braços fortes estavam ao meu redor meus lábios tocaram a trotuberância do osso de sua clavícula. Seus músculos ficaram rígidos novamente e Jacob moveu-se, afastando-se e saindo de dentro de mim. O corpo grande e cansado repousou sobre o colchão da cama.
Deitei-me ao seu lado mas a cabeça se ajeitou insolitamente incômoda nos travesseiros. Meu corpo conseguia sentir o calor que emanava do corpo de Jacob, sem nem mesmo haver um toque entre nós, e isso parecia estar sendo o suficiente para deixar-me inquieta hoje. Pela primeira vez o corpo febril de Jacob era tentador e convidativo demais, eu precisava daquele calor.
Aproximei-me, com uma dose de afoiteza que não sabia de onde havia surgido e Jacob não se moveu quando minha cabeça descansou sobre seu peito, nem mesmo quando meu corpo entrou em contato com o seu, minhas pernas entrelaçaram-se nas suas sentindo seu calor confortável.
O corpo descansou ouvindo as batidas possantes e fortes de seu coração. Eu estava tão exausta.
Jacob puxou um lençol cobrindo nossos corpos e meus braços rodearam sua cintura. Não fora difícil adormecer assim.
Um sol alegre e suave que filtrava pela janela mandando feixes de luz dourada contra o chão foi a primeira visão de tive assim que despertei e abri os olhos.
As grossas cortinas douradas combinavam ao dia reluzente que fazia lá fora. Sorri para mim mesma, um sol como este não me era visto a algum tempo. O sorriso alargou-se no instante em que notei a figura do lado oposto do quarto.
Jacob não repousava ao meu lado, ele nunca estava lá quando eu despertava. Tudo o que eu encontrava eram os lençóis amarrotados e o calor que permanecia onde seu corpo, na noite anterior, havia se deitado. Sempre saia mais cedo no mais comedido silêncio e nunca me acordava, mas hoje, por pura sorte do destino, encontrava-se na outra extremidade do quarto, em frente a uma grande poltrona. Vestia apenas a calça preta de seda que marcava cada músculo de suas pernas bem torneadas.
Estava de costas para mim, colocando uma das botas polidas no pé. Os músculos de seus ombros e costas flexionavam a cada movimento realizado, deixavam-me sem ar apenas por lembrar de todas as noites já passadas com Jacob desde o casamento, de todas as noites mal dormidas e mesmo assim aproveitadas mergulhadas no mais absoluto êxtase. A noite era meu momento favorito do dia, era quando tinha seu corpo grande contra o meu e apenas ao devaneio da promessa de ter mais disso essa noite a respiração tornou-se irregular.
Jacob virou-se com um meio sorriso brincando entre os lábios carnudos, parecia também poder escutar minha respiração descompassada.
— Bom dia. — Disse-me com a voz suave como a manhã que nascia lá fora.
Meu coração já respondia a sua voz forte, retumbando inquieto contra meu peito. Inclinei o corpo para sentar-me na cama, parando assim que notei que ainda estava nua, apenas envolta por um lençol de seda. Me contentei em apoiar-me com os cotovelos.
— Bom dia. — Tenho certeza de que o respondi com um sorriso tolo nos lábios.
Sentou-se na poltrona e terminou de colocar as botas, depois olhou para mim novamente que permanecia na cama sem intenção nenhuma de levantar, não quando Jacob ainda estava ali, não quando meu corpo estava completamente nu embaixo das milhares de cobertas e lençóis.
— Saio para viajar hoje, volto somente daqui a uma semana. — Avisou-me em tom formal.
Um misto de decepção e tristeza formaram-se, sem minha vontade, dentro de mim e antes que pudesse refrear-me minha voz soou pelo quarto:
— Mas já? Não estamos casados a nem a uma semana.
— O sinto querida. — Uma minúscula sugestão de sorriso brincou em seus lábios. — Mas tratam-se de negócios importantes os quais não posso adiar.
— Uma semana inteira não é?
Esperava que o tom consternado que minha voz havia assumido fosse notável apenas por mim.
— Quando partes?
— Ainda hoje, depois do café. — Concluiu assim que passou a camisa de algodão pela cabeça, terminando de vestir-se.
— Tão cedo. — Murmurei.
Já ia saindo do quarto quando minha voz trêmula o fez parar, voltando-se para mim.
— Se puder esperar um pouco visto-me rápido e logo desço para acompanhar-te no café.
Com um aceno breve com a cabeça deixou o quarto.
No início o estouro não pareceu proceder da habitação, soava como um som oco e longínquo, abafado por inúmeras paredes de granito, até que se fez mais forte. O som de portas batendo, objetos de metais sendo jogados contra as paredes de pedra e pedaços de madeira desfragmentando-se. Foi o suficiente para alertar-me de que não era um sonho.
Abrindo os olhos com uma rapidez vertiginosa sentei-me na cama, o raciocínio e os sentidos ainda me eram lentos e os olhos lacrimejavam pela luz das velas e pelos feixes de luz prateada, que mergulhava o quarto nas luzes que se faziam antes do nascer do sol.
Foi tudo o que tive oportunidade de notar. No segundo seguinte Jacob irrompia pela porta com uma fúria e ódio o qual nunca havia visto-o antes. Parecia estar possuído por uma criatura demoníaca.
Pus-me de pé em um instante, observando seu andar buliçoso pelo quarto, ignorando minha presença ali. O peito amplo e desnudo oscilava conforme sua respiração rápida. Vestia apenas uma bermuda velha e surrada e sua pele estava suja de terra. Ele inteiro cheirava a terra, o cheiro da enorme floresta fúnebre que se estendia ao redor do castelo. Seus cabelos negros completamente bagunçados.
— Jacob, está tudo bem? — Perguntei com a voz aluída. As palavras embolando-se e saindo confusas e desconexas de minha garganta.
Fui ignorada, ele ainda mantinha o olhar desfocado no chão o qual pisava.
— Não estava a viajar?
Tentei aproximar-me com passos hesitantes, os braços erguidos em sua direção, mas assim que meus dedos iam tocar-lhe o braço ele se esquivou. Os olhos negros e ferventes voltaram-se até mim, faiscando de repulsa, fazendo-me encolher no lugar em que estava.
— Jake, estas a assustar-me. — A voz não passava de um sussurro tênue.
— Eu já sei de tudo Renesmee! — Gritou.
A frase não fazia sentido, nada daquilo parecia ter sentido algum e o seu olhar contra mim era intimidante.
— Do que estás falando?
Jacob aproximou-se, os olhos letais não deixavam os meus um segundo sequer. Agarrou fortemente em meus braços e gritou:
— Não finja que não sabe, eu já sei de tudo!
— Deus, como pude ser tão tolo? — Exclamou soltando o aperto de aço dos meus braços.
Retornou a andar pelo quarto, levando as mãos aos cabelos, os puxando para trás em um claro gesto de frustração.
— Como pude não notar antes o que estava na minha frente?
— Jacob, eu realmente não sei do que você está falando.
— Não sabe? — Perguntou em perfeito tom de ironia. — Estou referindo-me ao monstro bebedor de sangue com quem me casei, da aberração que você é, uma vampira.
Conforme suas palavras eram proferidas me atingiam profundamente como milhões de facas. Tinha repúdio em seu tom, ódio em seu olhar.
— Estás completamente insano! — Cuspi as palavras em puro reflexo, auto defesa.
As pernas bambas recuaram, até que senti a madeira da cama contra elas, sentei-me. O coração vacilava a cada batida e seus olhos febris ainda fulminavam-me.
— Sabe que o que diz não faz sentido algum. Deve estar louco!
— Estou louco, não é querida?
Jacob moveu-se rápido pelo quarto, como uma sombra, parando perto de um dos móveis. Em sua mão segurava algo que reluzia com os primeiros feixes de luz dourada que brotavam. Levei meio segundo para entender o que era, o mesmo meio segundo que levou para Jacob levar o objeto até o antebraço, deslizando-o quase até chegar perto da palma da mão. No caminho antes realizado pela lâmina surgia agora uma linha escarlate que ficava cada vez mais grossa, adquirindo um vermelho mais vivo conforme escapavam de sua pele. O cheiro atingiu-me no segundo seguinte e foi como um chute em minhas vísceras, encerrando com todo e qualquer auto controle que eu já poderia ter tido antes.
Quando notei o meu corpo pressionava o dele contra a parede e um sorriso debochado surgiu em seus lábios. O braço de Jacob parado ao lado ainda gotejava o sangue fresco de seu corpo e seu aroma viajava até mim muito mais rapidamente do que eu poderia raciocinar.
E ali estava eu, perdendo o controle de novo, deixando as emoções e a parte irracional de mim gritar e ganhar a briga como sempre.
Ele não parecia com medo, deveria ser porque ele realmente não estava com medo. Seu coração, que batia forte e onipotente como sempre me mostrava isso e, mesmo assim, ainda batia calmo.
Seu rosto rígido, tão próximo ao meu permanecia também como sempre, aquela máscara de indiferença que cavava o meu buraco interior mais fundo e me deixava sem defesas, sua respiração quente fazendo afagos em meu rosto.
Mas o que eu realmente prestava atenção não era nenhuma dessas coisas, e sim a protuberância da veia que ressaltava sobre a pele morena de seu pescoço, eu podia sentir o sangue latejando e passando por ela, eu podia sentir o cheiro que mais me enlouquecia no mundo.
O meu rosto estava tão próximo dela que eu ouvia o seu palpitar, e ele não fazia nada para me deter, com seus braços estirados ao lado do corpo e as mãos em punho. Aquele cheiro só tornava tudo pior, tinha que ser justamente ele, ali e agora.
Eu tinha uma vaga impressão de como o meu rosto estaria agora, mostrando o verdadeiro monstro que eu era e mesmo assim ele ainda não fazia nada.
A garganta gritava, arranhava, pedia que eu sanasse aquela vontade esdrúxula, e eu já estava quase me rendendo, pronta pra realizar sua vontade tentadora, assim que o som da sua voz rouca e forte me fez parar.
— Vá em frente Nessie, e me mostre quem você realmente é.
Sua voz queimou-me como brasa e despertou-me do transe como se me dessem um choque. Afastei-me de seu corpo abruptamente, andando com passos desarranjados até sentir a madeira da cama atrás de mim, apoiando-me em uma de suas colunas sentei-me desconcertada, Jacob era uma visão completamente turva agora.
Ele andou até móvel, pegou um lenço e enxugou a ferida que ainda pulsava pela cor forte de seu vermelho, o cheiro doce ainda deixava-me tonta, embriagada mas a presença de Jacob aniquilava-me, deixava-me frágil e suas palavras ainda ecoavam em minha mente confusa.
Com passos fortes e a respiração ainda acelerada andou até a porta e saiu, lançando ainda um olhar de desprezo, de estreme nojo e fechou-a com um estrondo que fez meu corpo tremelear.
Notas finais
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