Notas iniciais
Sei que muitas não entenderam como o Jacob descobriu que a Ness é vamps mas essa era a intenção mesmo a princípio haha então não posso dizer como agora, apesar de terem umas leitoras que já sacaram ~não direi quais~ Tô postando o capítulo sem betagem porque não aguentei esperar pela Mary (desculpa) :S Espero que gostem do capítulo

Os dias passaram-se lentos e angustiantes. Cada guinada nos ponteiros do relógio eram como sangue pulsando sob uma ferida: Dolorosos, longos e pareciam intermináveis.

A angústia dos sentimentos pareceram surtir efeitos no dias. Efeitos não tão morais e vangloriosos, devo confessar. Efeitos vergonhosos, até mesmo para mim, mas era como se eu não pudesse evitar. Era como se a cada noite dormida sem ele, sem o seu calor para me esquentar, sem a sua respiração tocando minha pele, fosse ruim o suficiente para fazer-me procurar calor em outro lugar, para fazer-me procurar por vida, por adrenalina nas ruas escuras e frias de Devon.

Foram assim nas seis noites que sucederam-se sem a presença de Jacob no castelo. Eu sempre ia dormir com a mesma concepção de não sair mais do castelo, de não fazer mais aquelas coisas horrendas e odiosas pelas ruas da cidade, mas toda a noite via-me presa em minha maldição, via-me escapulindo pelas janelas e correndo na velocidade vertiginosa noite afora.

Com o passar dos dias o número de corpos abatidos só aumentava e eu havia tornado-me mais habilidosa. Me vi desenvolvendo técnicas que permitiam-me não mais perder tempo escondendo ou enterrando os corpos. Eu surrava-os, pegava os seus pertences e deixava em qualquer outra viela à frente. Devon estava uma loucura a noite mesmo, todos achariam que fora apenas mais um roubo. Isso poupava-me tempo, tempo para ir atrás de mais vítimas, tempo para fazer a única coisa que parecia ter algum sentido naquele universo louco: beber cada gota de sangue que pudesse encontrar.

Parei de contar o número de mortos depois que suguei até a última gota de uma criança. Inocente e calada nos meus braços ela não se debatia, não lutava, pelos olhos da mais pura cor de mel notava que ela estava aterrorizada demais para fazê-lo, seus cabelos dourados brilhavam com a luz da lua, caiam em enormes cachos por seu rosto doce. Mas eu matei-a sem hesitar, suguei-a até não haver mais o que haurir enquanto assistia o vermelho de suas bochechas desbotarem-se.

Fazia mal para minha sanidade contar, fazia-me mal quando acordava pelas manhãs sentindo-me muito pior do que no dia anterior.

Havia ainda alguma coisa naquilo tudo que não se encaixava e por mais que minha cabeça desse voltas e mais voltas eu não encontrava nenhuma resposta a questão de como Jacob poderia ter descoberto. Não havia vacilado nunca ao seu lado, nunca havia deixado-o notar nada de estranho, tomava sempre os devidos cuidados, mas ainda assim ele havia descoberto.

As batidas da porta chamaram a atenção. Cruzei o quarto e a abri, do outro lado um lacaio estava posto e fazia uma reverência.

— O Duque Black acaba de chegar de viagem e requisita ver-te duquesa.

O coração poste-se num salto e um medo assombroso atingiu-me a espinha.

Anuí antes de fechar a porta do quarto com os braços trêmulos e o seguir a acompanhá-lo. Desci os degraus da escada devagar, tentando não pensar que aquela podia ser a última vez.

Lá fora, o vento rodopiava através dos portões e o pátio era um lugar de barulho e caos, bem parecido com minha mente, mas dentro das espessas paredes de pedra ainda havia calor e silêncio. Muito silêncio para o meu gosto.

Chegando ao patamar estaquei ali por um momento, o medo fazia tremer as pernas. O olhar lançado pelo lacaio não havia dado-me coragem, apenas fizeram meus pés moverem-se chegando à porta maciça de madeira pura e ferro. O lacaio bateu com os nódulos.

— Deixe-a entrar — Disse a voz abafada do outro lado.

O lacaio abriu as grandes portas e conduziu-me pela sala.

As escuras cortinas das janelas estavam fechadas, a única luz que iluminava a sala provinha de um candelabro colocado sobre a longa mesa e do fraco fogo que ardia na lareira a esquerda. Dei um pulo quando a porta fechou-se com força, movida pela mão do mordomo que até então não havia notado a ausência.

Jacob residia na poltrona atrás da mesa, o rosto parcialmente ocultado pelas sombras impediam-me de notar suas expressões.

— Sente-se — Disse com a voz fria enquanto apontava para uma cadeira para a de frente a sua.

Mal esperou que acomodasse-me no assento e perguntou:

— Quem foi que fez-te isso? Quem a transformou? — O sucinto tom de asco ainda não haviam desprendido-se dele e isso fez com que minha barriga desse voltas de calafrios e o peito doer debaixo do trabalhado vestido que trajava.

— Não o conheço, não havia nunca visto-o antes — Disse com a voz tênue.

— Mas não lembra-se de nada? De sua aparência?

— Era um homem branco, cabelos encaracolados negros.

Um calafrio subiu pela espinha quando reminiscências daquela noite surgiram em minha mente, desfocadas e vagas, pareciam um pesadelo sombrio. Hesitei por alguns instantes sob os olhares tendenciosos de Jacob, e mesmo com o olhar focado no vestido turquesa sabia que olhava-me diretamente, não consegueria manter aquele contato visual, disso havia certeza.

— Parecia conhecer-me — Acabei soltando em um gemido fraco.

— Por que diz isto? — A voz firme e dura de Jacob perguntou.

Me atrevi a levantar o olhar à mesa e ao candelabro de prata, trabalhado com desenhos em espirais por todo ele de onde as chamas das velas ardiam.

— Deixou-me um papel na noite que mudou-me e no final escreveu meu nome.

Não sabia ao certo o por quê de estar a dizer tudo à Jacob, mas a tênue linha de entendimento que passou por seu rosto no instante em que havia proferido as palavras foram notadas. Abandonei o contato visual açodado assim que ele perguntou:

— O que dizia no papel?

— Alguma coisa parecida com aproveitar a nova vida, não recordo-me perfeitamente, joguei-o fora no mesmo dia.

O silêncio que havia se instaurado de repente na sala não foi acolhedor. Foi frio, distante. Tudo o que escutava-se eram as batidas de ambos os corações e o fogo da lareira que ardia.

— Mudarei meu quarto para o terceiro andar como era-o antes do casamento. — Disse após um momento atraindo meus olhos surpresos aos seus. Seu olhar era frio e indiferente. — Não pretendo frequentar seu leito mais. — Acrescentou com nojo. Aquilo quebrou algo em meu peito silenciosamente, dentro de mim.

— E como pretendes ter um herdeiro então Jacob? Tenho que perguntar.

Sua risada ecoou por toda a sala, enchendo-me os ouvidos, completa em sarcasmo e humor negro.

— Acha mesmo que podes dar-me um herdeiro — Disse entre os risos.

Aproximou seu rosto do meu, apoiando os cotovelos na mesa à nossa frente, as chamas da vela iluminavam parcialmente seu rosto. Foquei-me em seus olhos, negros como o mar numa madrugada e vazios como um abismo.

— Estou vendo como nada entendes desta vida querida, nada vingaria dentro de você. — Complerou amargo.

Aquilo era como levar um soco, doía como se de fato tivesse levado um. As sensações, todas elas, misturaram-se em um turbilhão, eu mal conseguia separar o que sentia agora, só sabia que não era nada bom. Eu havia falhado vergonhasamente em tudo o que havia construído até aqui.

— Então pretendes não ter mais um herdeiro. — A voz saiu por meus lábios antes que pudesse impedir, me arrependi no mesmo instante assim que outra risada de Jacob ressoou por toda a sala.

— Absolutamente não, mas isso não é problema para pensar agora. Com o tempo tomo qualquer mulher e nós podemos fazer uma viagem. — Disse levantando os braços e fazendo um gesto com os dedos que indicava a ironia presa com a palavra viagem. — E quando voltarmos teremos uma linda criança nos braços. Um bastardo, é claro. — Disse ríspido enquanto torcia o nariz, como se a palavra dita fosse um palavrão. — Mas disso ninguém ficaria a saber. Ou farei qualquer coisa deste tipo.

A menor ideia de Jacob deitando-se com outra mulher fazia minha visão nublar em vermelho. Aquilo era demais, muito mais do que eu poderia suportar.

— E conhecendo seus hábitos sexuais como bem os conheço — Disse olhando-me caudelosamente, um sorriso sarcástico brincando no canto de seus lábios. — Tem minha permissão para tomar um amante, desde que faça-o com descrição.

Assim que ouvi as palavras serem proferidas o ar ficou retido na garganta. Aquilo era a última coisa que esperava que dissesse, e pela primeira vez em dezoito anos de vida encontrei-me sem palavras. Senti os olhos arderem, o desejo de gritar que não queria um amante, que só queria que ele deixasse de ser tão néscio e passasse a tratar-me melhor, tratar-me de fato como um homem deveria tratar sua mulher, a vontade de acertar-lhe um tapa no rosto e pegar todas as minhas coisas e voltar para a da casa de meus pais. Não fiz nenhuma delas, ao invés disso engoli as palavras e o choro, tranquei as vontades dentro de mim e consegui dizer com esforço e a voz falha:

— Já posso retirar-me?

Não esperei por uma resposta, levantando-me sem dirigir-lhe o olhar e sentindo como as pernas doíam rígidas.

— Tem mais uma coisa. — Disse antes que pudesse dar-lhe as costas. — Quando sentir sede, ou precisar alimentar-se não quero que vá a cidade, está avisada. Tome a um dos criados, os com menos importância peço-a.

Não sabia identificar a expressão que cruzou meu rosto neste momento, mas ela foi o suficiente para Jacob dizer com o tom alto e ácido:

— O que foi querida esposa? Não faça-se de inocente ou ofendida, acha que não sei? Da sua criada e da metade da cidade que andou bebendo enquanto estive fora. Ora vamos lá, não venha-me com falsos moralismos.

— Se é mesmo isso o que pensas de mim porque não devolve-me à minha familia e poupa-nos de tudo isto?

— E devolver-te com que desculpa? Bem que eu queria querida.

Levantou-se da poltrona em um rompante, com a luz que provinha da lareira agora pude observar claramente seu rosto. Preferiria que não o tivesse feito, seus olhos brilhavam, ardiam, transbordando em asco.

— Direi: Tome de volta a sua filha Edward! Ela é um monstro bebedor de sangue, ela é uma vampira! Obrigado querida mas ser tacado num destes manicônios tão jovem não me apetece as ideias. — Disse com sarcasmo.

— O nosso casamento foi consumado, não posso dizer que é infértil, que não me dará filhos. — Sorriu pérfido. — Ainda.

— Além do mais nos vemos presos nessa sociedade pífia, que nada tem de melhor a fazer a não ser cuidar devidamente bem da vida alheia. Ainda me será útil Renesmee, quem mais receberia meus convidados, organizaria as festas?

Deu alguns passos parando à minha frente e um terror tão esmagador como qualquer outra coisa que já sentira encheu-me de repente. Dei um passo para trás e fui de encontro a uma pequena mobília, Jacob sorriu divertindo-se, deveria ser divertido para ele ver que apesar de tudo eu ainda tremia em um misto de medo e adoração diante da presença dele.

— Vamos encenar um casamento feliz e normal, o que acha?

— Acho que não queres realmente escutar minha opinião, nem que vai levá-la em consideração, mas tudo isto é tolice. Fingir que está tudo bem? Quanto tempo acha que seus criados vão levar para espalhar pela cidade que dorminos em quartos separados já na primeira quinzena de casamento? — Reuni a frase com toda a afoiteza que consegui nesses poucos segundos e o tom ríspido a ela adquirido foi bem vindo. Não pareceu irritar Jacob em nem um pouco.

— Quanto a isso não me preocupo. Pago-os bem, são muito melhores tratados aqui e não arriscariam perder o bom emprego que têm. — Jacob disse cômodo. — O que acontece dentro das paredes deste castelo, permanece dentro destas mesmas paredes de pedra.

— Então acho que nos vemos fadados a conviver juntos.

— Acredito que sim querida, pelo menos por enquanto.

Encarou-me por alguns instantes, seu coração batia vigoroso.

— Agora pode retirar-se.

Não esperei duas vezes antes de virar-lhe as costas e colocar os pés a andarem rápidos, o tão rápidos que uma dama poderia fazer. Mal consegui chegar a suíte antes que aparecessem as lágrimas.

As palavras de Jacob haviam queimado, agredido e magoado profundamente. O quão baixo era o conceito que tinha de mim? Como podia oferecer-me um amante com tanta naturalidade? Deveria ter respondido-o a altura, e arrependia-me por não fazê-lo, por não deixar claro o quão repulsiva era a proposta dele, mas suas palavras haviam paralisado-me o cérebro. O que mais doía era Jacob conhecer-me tão superficialmente por pensar que aceitaria algo assim, a maioria da sociedade considerava ter amantes, masculinos ou femininos, uma forma de vida aceitável, mas eu não, havia tido o bom exemplo de meus pais a vida toda.

Joguei-me sobre a cama e chorei até ficar sem lágrimas, havia chorado até quase adormecer mas o som dos passos de uma das donzelas despertou-me. Sentei-me na cama a tempo de observar uma das criadas entrar no quarto logo após ela e separar as roupas de Jacob guardando-as em um grande baú ao seu lado. Os olhos voltaram a arderem enquanto observava a cena e a donzela penteava meus cabelos. Ela nada disse, apesar de ser visível que algo estava acontecendo, fiquei grata pelo silêncio, bastaria uma palavra para a enchurrada de lágrimas voltar a descer pelos olhos.

Um olhar no espelho emoldurado de corpo inteiro foi o suficiente para convencer-me a não descer para jantar. Tinha os olhos inchados e vermelhos, quase fechados pelo inchaço, e a pele branca coberta de rodelas. Sempre acontecia isso quando chorava, e essa era uma das razões pelas que não estava acostumada a fazê-lo e não havia feito, de fato, nem mesmo uma única vez desde que todo esse pesadelo havia começado, apesar da vontade não me faltar. Mas quando tratava-se de Jacob as coisas eram diferentes, tinha tanto poder sobre mim, tanto efeito, que por ele havia derramado neste único dia mais lágrimas do que jamais havia derramado em toda a vida.

Certamente não estava em condições de descer com aquele aspecto e não me incomodei em enviar minhas desculpas formais à Jacob por meio de um lacaio.

Apesar da falta de apetite mandei subirem uma bandeja de jantar à suíte. Se não fosse jantar chamaria a atenção de Jacob, e talvez provocasse uma visita sua, já tinha tido suficiente dele por um dia. Nada fiz além de remexer na comida, debaixo dos olhares censuradores da senhora Thompson, as poucas tentativas de engolir alguma coisa fizeram meu estômago ficar inquieto e foram suficientes para fazer-me querer manter a comida longe dele.

Logo depois dispensei a senhora Thompson e a donzela assim que terminou de ajudar-me a preparar-me para dormir.

Era muito cedo para dormir, e eu não poderia fazê-lo nem se quisesse. Muitos pensamentos sombrios davam voltas por minha cabeça. Mas podia meter-me entre os lençóis e tratar de tentar pôr ordem a esses pensamentos e foi o que fiz, abrigando-me debaixo das grossas cobertas, aquecida mas vazia como nunca. A garganta gritava de novo, inquieta, ela precisava de sangue, de sangue humano.

Foi quando o senti, seu cheiro havia chegado antes mesmo dele próprio, as batidas de seu coração foram ouvidas antes mesmo de seus passos e como se isto tudo não bastasse a garganta avisou-me, ardendo em chamas assim que sua figura apareceu à porta do quarto.

Saltei da cama o mais rápido que pude e envolvi-me com o negligé antes de olhá-lo. Enquanto isso Jacob estava com os braços cruzados, com suas calças negras e as botas de cano alto, observando-me.

— Resolveu assumir seu lado vampiro e não comer mais comida querida? — Disse em tom ríspido.

— Não se preocupe, eu comi.

— Então por que não desceu para jantar?

Obteve o silêncio como resposta, ele provavelmente não gostaria da verdadeira resposta de qualquer forma.

Cruzou o quarto grande em três passadas rápidas de perna e logo sua figura estendia-se diante de mim. Não fraquejei diante dele, encarando seus olhos negros que esquadrilhavam-me. Segurou com uma das mãos grossas o meu queixo, e ergueu-o à luz das velas, o olhar pairando rígido sobre meus olhos quando meu coração nada fazia além de bater desesperadamente contra o peito.

— Esteve chorando — Observou.

Sua mão soltou meu rosto e o ar frio e insistente que entrava pelas brestas das portas e janelas eram tudo o que envolviam-me a pele do rosto.

— Não se preocupe, não é nada que danifique permanentemente minha aparência, nem que te envergonhe diante de seus convidados.

Jacob cruzou os braços sobre o peito e olhou-me rigidamente.

— Magoei-te.

— Não, insultou-me profundamente, apenas isso — Disse. — Se queres sair por aí e deitar-se com todas as mulheres que quiser, vá! Mas não insinue que desejo fazer o mesmo.

O silêncio que envolveu o quarto logo após pareceu ser encorajador. Então Jacob não tinha mais de seus comentários maldosos? Nem de sua risada escárnia e de seu sorriso irônico? Agora tudo o que fazia era encarar-me no quarto escuro, parecendo estar mergulhado em seus pensamentos como um homem mergulhado em um mar.

— É isso o que realmente quer de mim? Que seja um objeto ornamental que presidie suas reuniões e que depois saia em busca de prazer na cama de outro? As mulheres assim têm um nome, e não há por que casar-se com elas. — Desatei a falar. — Eu não sou assim. Como se atreve?

Quando terminei os pulmões ardiam, e o ar parecia mais seco, estagnado a minha volta. A visão estava turva novamente e a garganta latejava com o ar contido nela, enquanto tentava recuperar a compostura.

— Só queria oferecer-te uma solução alternativa. O adultério não é um hábito nem um pouco incomum. — Os olhos de Jacob voltaram a brilhar, arderam pervesos contra minha face. — Além do mais se fosse você não rejeitaria a ideia de pronto, sendo o que você é não dou nem mesmo duas semanas para estar a subir pelas paredes.

Senti-me tola novamente, tola por um momento, o mais breve que fosse, por pensar que Jacob estaria arrependido, havia sensibilizado-se o mais minusculamente que fosse, mas não, ainda era o mesmo homem frio, insensível e calculista que sempre fora e eu sabia, desde a primeira vez em que nos conhecemos.

— Não, queria mesmo humilhar-me e acho que já o fez por suficiente hoje. — Disse com a voz dura.

Fui forte o suficiente para conseguir conter as lágrimas e atravessar o quarto passando por ele, lutando contra a onda de calor que emanava de seu corpo e atraía-me a ele como uma armadilha. As mãos abriram a porta de madeira, fazendo com que o ar frio da noite rodopiasse pelo quarto levantando as cortinas e fazendo-as dançarem.

— Acho que este não é mais seu quarto senhor.

Jacob marchou, em minha direção e passou pela porta. Os olhos dele olharam-me, e neles nada havia além de repugnância, nada além do mais vil desprezo.

Notas finais
Gente estou de férias! /todos comemora Tem alguma leitora aí que quer fazer alguém (eu) muito feliz e recomendar a fic? Ficarei feliz pelo resto do ano e aposto que terei mais inspiração (é sério u.u) haha Enfim, espero que tenham gostado, DEIXEM MUITOS REVIEWS, até o próximo :*