Naive - Hiatus
7 Capítulo seis
Notas iniciais
Espero que vocês gostem :D
— O senhor poderia, por favor, fazer com que o chofer fosse mais devagar? — Queixei-me. — Se seguirmos a este ritmo a carruagem irá virar.
Não obtive mais do um suspiro em resposta de Jacob.
A solução foi agarrar-me à alça que estava perto de minha cabeça com a mão, enquanto a carruagem se dirigia a toda velocidade pelo o que parecia ser um escarpado repleto de curvas, com os cavalos a pleno galope. Seus cascos contra o chão me informavam que eram pedras, pedras rústicas o que havia abaixo deles. Provavelmente estaríamos perto do castelo, mas o escuro da noite não permitia-me ver muito mais além do bréu, mesmo com a minha visão ainda mais apurada. Perguntava-me como o chofer conseguia ainda assim guiar a carruagem quando a única coisa que eu conseguia notar era a umidade que turvava a pequena janela à minha frente.
Desde que havíamos chegado às margens da floresta a viagem aparentemente tranquila não estava sendo assim mais tão tranquila e avançávamos a uma velocidade vertiginosa através da escuridão.
Jacob a meu lado não parecia incomodar-se com aquilo. O coração batia plácido como se estivesse lendo um livro.
A viagem inteira havia passado-se assim, no mais absoluto e ensurdecedor silêncio, não apenas por minha culpa, já que tentei por algumas oportunas vezes iniciar um diálogo com Jacob, sobre os mais triviais assuntos, sobre o casamento e os convidados, mas Jacob não parecia inclinado a um diáligo então eu havia desistido disto a alguns longínquos minutos.
Ficar ali, naquela carruagem, a seu lado era torturante. Quando apenas o seu cheiro se fazia mais presente, com muito mais intensidade do que qualquer outro, naquela caixa de madeira fechada onde só estávamos nós dois. Sabia que não poderia fazê-lo de maneira alguma sem atacá-lo se não fosse o sangue da criada, que ainda estava presente em minha língua e que fazia-me salivar a menor lembrança. Corria por minhas véias frenético como se fosse meu próprio e manteve o corpo mais quente, naquela noite fria.
Jacob recostou-se contra o acento de couro frio. Apesar de sentarmos ambos em suas extremidades eu ainda conseguia sentir o calor febril que emanava dele e suas palavras retumbavam em minha cabeça a todo o momento. O juramento que me fez frente ao padre, o juramento que fizemos juntos em frente a todos. Não passavam de palavras vazias, sem um significado real por detrás delas.
E depois veio a festa, com todo o superficialismo a que tinha de direito, e todos os sorrisos falsos, abraços falsos e desejos falsos de uma vida plena e feliz. Como se alguém realmente estivesse preocupado pessoalmente com aquilo.
A parte mais dura foi sem dúvidas despedir-me de minha família e de meus pais. Ver minha mãe com aquele olhar brilhante, banhado pelas lágrimas, ela estava se segurando não desabar na minha frente.
Deixei sair um suspiro pesado e cansado ao lembrar no mesmo tempo em que a carruagem trotou e parou.
O chofer dirigiu-se rápido abrindo a porta da carruagem que Jacob desceu com um pulo. O ar frio da noite bateu contra meu rosto e tive que deter a respiração por alguns segundos. A visão que estava tendo agora era inarrável.
O castelo estava consumido pela escuridão. Tratava-se de uma estrutura enorme e sinuosa envolta em névoa até as torres, que se elevava três andares por cima do pátio. O mais indescritível era o paradoxo em que ela própria se encontrava. Era enorme e majestosa, toda feita de rochas cinzas e ao mesmo tempo em que causava encantamento a qualquer um causava também um frio na espinha, era intimidante.
O lacaio saltou do assento de atrás do veiculo e colocou uma escadinha, estendendo-me a mão para que eu pudesse descer. A névoa em que estávamos mergulhados durante todo o trajeto começou a dispersar-se terra adentro, como se a carruagem a tivesse afugentado ao chegar e eu pude apreciar a habitação melhor ainda.
Jacob estava inquieto e apressado enquanto esperava que os lacaios descarregassem as malas da carruagem.
Quando chegamos à entrada Jacob golpeou a aldrava dourada murmurando algo sobre como era irônico ter que bater a porta para entrar em sua própria casa. Eu ainda estava entretida demais observando cada mínimo detalhe do castelo e de seu campo, que mesmo a noite brilhava em um verde forte e distinto. Depois de um instante a porta se abriu e fomos recebidos por uma senhora que sorria agradavelmente.
— Acomode-a no quarto senhora Thompson. — Jacob disse com a voz profunda assim que pisou na casa. Então saiu andando para um dos acessos do patamar sem dirigir uma única palavra a mim.
Sorri para a senhora posta a minha frente, ela parecia gentil. Era robusta e entre as bochechas rosadas trazia também um sorriso no rosto.
— Acompanhe-me por favor Duquesa Black.
Duquesa Black, aquilo soou aos meus ouvidos mais pesado do que deveria. Até então não havia me dado conta no que havia me metido, em quem eu era agora e no peso enorme que meu nome carregava sobre meus ombros.
— Sua suíte senhora. — Disse a senhora Thompson, devolvendo-me ao presente momento. Mal lembrava-me de ter subido as escadas.
As janelas vibraram quando a governanta abriu a porta e caminhou pelo saguão para correr as cortinas do quarto. Mesmo assim, uma corrente de ar deslizou pelo chão, alvoroçando a barra do meu úmido vestido. No exterior, a rajada estava em pleno apogeu. A chuva golpeava contra os cristais, arrastada por rajadas de vento que gemiam como vozes humanas congelando-me até a medula.
— Deixarei a senhora descansar por algum tempo. Logo uma donzela subirá para ajudá-la com o banho e com o que mais a senhora necessitar.
As cortinas, apesar de serem grosas, tremiam contra os cristais. As correntes de ar, apesar das janelas devidamente fechadas, brincavam com o fogo da lareira jogando grandes sombras mogno para as paredes enfeitadas com quadros. Fechei os olhos. Não sabia ao certo quanto tempo permaneci ali parada, olhando pela janela o apogeu da tempestade lá fora. Havíamos chegado, com sorte, pouco antes dela começar.
Havia tomado um banho que fez relaxar cada terminação nervosa. O cheiro de rosas e hortelã ainda exalava do corpo vestido por uma camisola bege com um negligé igualmente posto por cima, ajudava na noite fria que fazia. Já havia ceiado, mesmo que contra a vontade, e agora não sabia ao certo o por quê de estar ali parada, observando as gotículas de água que eram arrastadas sem piedade pelo vento lá fora.
Não pensava em nada, a mente era um vazio em branco mas também não sentia vontade de deitar-me. Não sabia o que seria de Jacob, o que procederia-se nessa noite, mas pensar naquilo deixa-me apreensiva o suficiente para optar por não pensar.
Jacob não havia aparecido desde que entraram no castelo. Eu nem tampouco perguntei onde ele estava, ou o que estaria fazendo. Essa era a nossa noite de núpcias e eu não deveria me descontrolar por saber disso, hora ou outra aquilo iria acontecer.
Os passos das botas contra o chão de madeira bastaram para avisar de que não seria tão mais tarde e o seu cheiro me inundou assim que cruzou a porta do quarto. Me permiti inspirar aquele cheiro e não foi preciso muito mais do que isso para deixar todos os pelos do meu corpo eriçados.
Jacob parou um instante na minha frente, avaliando meu rosto, minha expressão e sem dizer nada tomou meus lábios contra os seus, bem mais gentil do que todas as vezes anteriores. Sua língua sedosa deslizou pela minha boca e meu coração já pulsava com força, num ritmo rápido, retumbando em meus ouvidos, não duvidaria que ele próprio pudesse escutá-lo.
Uma de suas grandes mãos que estavam adormecidas em minha cintura subiu para meus ombros e eu pude sentir seu toque quente queimar enquanto deslizava a seda do néglige, fazendo-o cair aos meus pés. A corrente de ar que se instalou em volta dos meus braços nus em nada me alteraram, nos braços de Jacob o tremor que tomava todo o meu corpo tinha uma origem bem diferente do que um tremor pelo frio.
Sua boca deixou a minha para descer em um caminho de beijos pelo meu queixo e por meu pescoço. Foi o momento que tive para respirar, para ainda lembrar-me que deveria colocar algum ar, ainda que pouco, em meus pulmões. Não durou muito, quando sua boca suave tocou em minha clavícula tive que prendê-la de novo e logo o que estava no chão era também minha camisola, aos meus pés formando uma nuvem de tecidos.
Jacob parou de me tocar e afastou-se um segundo para olhar-me, da cabeça aos pés, e a intensidade que trazia no olhos fez com que meu sangue quente amontoasse nas têmporas. Tive vontade de tampar-me mas o brilho que trazia nos olhos, as pupilas dilatadas pelo desejo impediu-me e senti o calor úmido e abrasador subir pelas pernas e apoderar-se de meu sexo em sua presença, era algo escandaloso que fazia-me suar as mãos e tremer o corpo com deliciosos calafrios, apesar do calor que sentia por dentro.
Quando suas mãos voltaram a circundar-me a cintura toda a delicadeza, escassamente mostrada antes, parecia ter se esvaído e o sabor de Jacob misturado com conhaque voltou a minha língua de maneira atroz.
Os sentidos pareciam fugir quando meu corpo respondia a cada carícia feita por Jacob. Só conseguia pensar nele, só conseguia sentir ele.
Pegou-me nos braços e colocou-me na cama entre os milhares de lençóis, colchas e travesseiros. Parou de pé ao lado da cama e com movimentos rápidos retirou a jaqueta, a camisa, as botas e as calças negras. A visão preencheu-se com seus largos ombros, a cintura estreita com o estômago plano e bem musculoso, as coxas torneadas e o membro rígido. Parecia uma estátua esculpida ali de pé, com a luz da lua brincando sobre sua pele bronzeada e nua.
O mero fato de vê-lo ali, de pé, despertava o desejo, despertava tantas coisas que agora mal conseguia compreender. A única coisa de que sabia era que Jacob alagava-me com um calor estranho e proibido.
Moveu-se com fluidez e logo já me tinha estreitada entre seus braços. O feixe de luz de lua, que agora brilhava com mais força, derramava-se sobre ele através dos vidros das janelas.
Jacob estava excitado, seu sexo roçava em minhas coxas quando tomou meus lábios novamente, a língua períta vasculhando cada canto da minha boca. Deslizou as mãos por meus ombros, braços, e chegou até meus seios. Enquanto os acariciava, passou os polegares pelos mamilos, despertando um suave gemido que levou-me a aproximar-me mais. Jacob percorreu em círculos o contorno de cada mamilo com um dedo, acariciou-os até que se fizeram mais altos, aproximando-se e levando-me a borda do êxtase mediante uma deliciosa tortura quando seus lábios desceram primeiro sobre um deles e depois sobre o outro. Jacob os acariciou com a língua, mordiscou-os suavemente e eu estremeci de prazer, cada terminação nervosa do meu corpo tremia de desejo, de antecipação.
Pegou minha mão e a guiou ao longo de sua grosa virilidade, que estava quente e dura e ao mesmo tempo era sedosa ao toque. Apesar da inexperiência o toque de minha mão delicada e pequena ao deslizar por toda a sua extensão pareceu ser o suficiente para fazê-lo urrar e o som que soou em meus ouvidos fez com que meu sexo ardesse em chamas, estava úmido e inchado, palpitando de excitação.
Sorveu um de meus seios, colocando-o quase todo na boca. Fez com que minhas costas se arqueassem ao encontro dele. Meus dedos adentraram por seus cabelos negros quando os lábios desceram por minha pele, distribuindo beijos e chupões por minha barriga, cintura, quadril. O movimento deixava as borboletas em meu estômago insanas.
Sua mão precisa deslizou pela curva da minha coxa sem exitar e depois continuou subindo. Seus dedos sondaram aquele canto oculto que havia entre minhas pernas, que ardia, pulsava e procurava desesperadamente suas carícias. Jacob não recuou, nem olhou-me nos olhos um segundo sequer, não precisa de permissões.
Fechei os olhos e gemi vergonhosamente enquanto ele abria minhas pernas, as mãos quentes deixavam um rastro de fogo por onde quer passassem. Jacob começou a acariciar entre elas uma vez mais. Tocou-me com delicadeza e rapidez, afundando-se mais profundamente a cada carícia. Nesse ponto os gemidos eram tão incontroláveis e saíam fracos e ocos pela minha garganta. Meu quadril arqueou-se ansioso por mais. Mais daquele calor, mais do êxtase, mais dele.
Quando Jacob retirou seus dedos de dentro de mim eu pude ver o seu rosto, ver como seu peito subia e descia a cada respiração, ver seus olhos desfocados e as pupilas tão dilatadas quanto as minhas de pura excitação.
Posicionou-se no meio de minhas pernas e com os olhos fechados esperei pela dor, preparei-me para suportá-la, mas ela nunca chegou. Em seu lugar veio uma enorme pressão, junto com ondas abrasadoras de palpitações que atravessaram meu corpo assim que o membro de Jacob preencheu-me por completo. De minha garganta extraiu um gemido escandaloso, que chegou de forma inesperada e misturou-se com o gemido da ressecada garganta dele.
O coração pulsava tão grosseiramente, estremecendo contra o dele.
Os duros seios atritavam com seu peito conforme nossos corpos se moviam no ritmo das investidas, levando-me a beira de um êxtase enlouquecedor, quase tão bom quanto o sabor de seu sangue.
As investidas continuaram, conforme Jacob preenchia-me com a pressão de sua virilidade, cada mais intensa. Mordi meus lábios, tentando me controlar quando percebi que não aguentava mais e o meu êxtase absoluto veio acompanhado do meu grito, eu havia gritado seu nome.
Sua respiração ficou mais rápida, saía quente de suas narinas e batia em meu rosto enquanto continuava com as investidas. Precisou de mais algumas para logo depois levar-me ao ápice novamente com o líquido quente como larva que jorrou dentro de mim. A testa banhada de suor caiu em meu ombro. Por alguns segundos pude apreciar de sua respiração em meu pescoço, de seu corpo cansado e suado sobre o meu e de seu cheiro, que apenas agora fez minha garganta arder. Durou pouco, até que apoiando ambas as mãos no colchão saiu de dentro de mim, deixando-me vazia novamente para acomodar-se ao meu lado na cama e logo eu podia ouvir sua respiração mais calma, amena e junto a dele eu também caí no sono.
Notas finais
QUERO REVIEWS!! Õ/Bjs.
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