Naive - Hiatus
15 Capítulo catorze
Notas iniciais
A todas as leitoras novas BOAS VINDAS! õ/ Sintam-se em casa e obrigada a todas pelo bom e velho review.
Agora vamos ao que interessa...
A princípio não abri os olhos, sentia as pálpebras pesadas e tudo girava. A cabeça, negra como o bréu da noite era completamente desconexa, bombardeada de imagens e sons que não faziam sentido. A floresta macabra que rondeava o grande castelo, a lua encoberta por nuvens cinzentas e o rude par de olhos completamente negros que espreitavam-me por onde quer que eu fosse.
Depois disso vieram os ruídos, a conversa, os grunhidos de fúria banhados com o cheiro de sangue e o latejar insistente da minha cabeça, ela latejava tanto que era quase impossível entender qualquer coisa, mas seu rosto aflito veio-me em meio de toda a névoa juntamente à consciência. Os olhos abriram-se alarmados, o peito ofegava numa respiração nervosa que fazia-o descer e subir freneticamente, mas nada daquilo estendia-se agora a não ser ainda pela dor que tinha na cabeça.
Uma claridade azucrinante adentrava pela janela, o sol brilhava com vigor em um céu límpido e azul, fez-me semicerrar a vista ao encará-lo.
Talvez tenha tudo sido um sonho. Constatei que não, assim que o cheiro de sangue inundou-me as narinas e levei as mãos a testa, onde havia um curativo de tecidos e era ali onde latejava. A dor trouxera com ela as lembranças que fizeram-me levantar rapidamente, tomada pela agonia e desespero. As costas e costelas doeram e a vertigem voltou, mas pouco importava-me agora.
— Jake! — A voz ecoou pelo quarto, rica em sofreguidão.
— Estou aqui — Disse da outra extremidade do quarto.
Tinha o corpo sentado, as costas repousando preguiçosamente contra o acolchoado do divã, mas algo em seu tom não soava como o habitual, a voz arrastada era carregada por melancolia e angústia e Jacob parecia realmente cansado, as olheiras em um profundo negro debaixo de seus olhos apenas confirmavam-me isto.
— Oh, meu Deus! — Suspirei sentido um pleno alívio colocar-se no lugar da angústia e desespero de antes.
Permiti-me acalmar um pouco, colocar o coração em pleno apogeu no lugar e o corpo pareceu mole e débil como antes. Senti as costelas, a dor excruciante que irradiava delas e a cabeça novamente, parecia que tinha a um enxame de abelhas no lugar do cérebro.
Tentei voltar para a posição que tinha antes, apoiada nos travesseiros, mas cada parte do corpo doía inacreditavelmente, gemi em protesto.
Jacob, do outro lado do quarto, olhava-me com os olhos negros ansiosos, presos a mim em uma intensidade apagada. Vestia ainda as calças beges e a camisa branca de ontem, mas esta estava amassada e rasgada em alguns pontos, apesar disto não tinha nem mesmo um arranhão a mais enquanto eu cheirava a sangue e tinha cada parte do corpo doída.
Cansou-se de ver-me em minha tentativa valha de ajeitar-me, em meio aos gemidos de dor e levantou-se do divã, caminhando em minha direção de maneira altiva.
— Acalme-se — Disse de maneira impaciente, como se fosse à uma criança com quem estivesse falando. — Deite-se.
Ajudou-me a encostar as costas sobre os inúmeros travesseiros, a dor diminuiu minimamente com o repouso.
Jacob ainda fitava-me com os olhos aflitos, a boca carnuda agora formava uma linha fina e rígida e era como se olhar para meu rosto fizesse-o lembrar de alguma cena ruim que havia passado.
— Você precisa descansar. Vou chamar Cassie e...
— Não! — Minha voz alterada interrompeu-o.
Dirigiu-me um olhar incisivo mas não mais intimidante do que a curiosidade que fervilhava dentro de mim.
— Precisamos conversar — Acabei soltando em uma voz baixa e obstinada.
Aproveitei que seu corpo estendia-se diante de mim, de pé ao lado da cama, para realmente ver se que aquilo não era um truque de minha mente fatigada, mas Jacob realmente não estava ferido.
— Eu sei que sim — Respondeu-me suspirando.
Tinha o olhar estático, perdido no nada.
— Eu não consigo acreditar — Soltei a voz num suspiro. — Você está bem?
Jacob deu pouco importância balançando os cabelos negros que agora iam até a altura do nariz, ainda olhava a qualquer canto vazio do quarto.
— Deveria ser eu a perguntar-te.
Soltou um riso nervoso, sem resquício nenhum de humor. Seus olhos aflitos dirigiram-se a mim, franziu o cenho e tomou a uma lufada de ar.
— Como se sentes?
Pasma seria apenas a primeira das palavras que poderia recorrer para respondê-lo, entretando disse em tom cordial:
— Eu estou bem — Limitei-me a dizer apesar da dor excruciante a que tinha nas costelas. Na melhor das circunstâncias realmente estava, estava viva ao final, e ferida, mas nada que não curasse mais alguns dias. — Mas... Como? — A voz soou um tanto trêmula e nervosa, eu me sentia trêmula e nervosa.
— Conversaremos mais tarde — Ele disse firme.
— Não Jake! — Vi-me gritando pelo quarto.
Remexi-me sobre as cobertas nervosamente. As costelas, assim como os lençóis, rangeram, mas estas provocaram uma dor que propagou-se por todo o corpo tenro.
— Eu preciso saber, por favor.
Jacob encarou-me por alguns instantes, ponderando. Por fim dirigiu o olhar novamente às paredes e disse:
— Sua família vem vindo para cá, estão preocupados.
Andou mais alguns passos em direção à cama. Podia sentir sua respiração quente e ouvir seu coração que batia tão lânguido. Não recordava-me da última vez que desejei tanto o sangue de Jacob como agora, talvez porque, de fato, nunca havia sido assim, mas ali estava eu novamente, com a garganta ardendo em chamas, arranhava como um animal feroz e a sede que havia dentro de mim.
Jacob fitou-me com intensidade, os olhos negros refletiam a angústia que parecia sentir.
— Por favor cuide-se, eu prometo que mais tarde volto.
— Mas...
Estava pronta para argumentar, implorar, o que fosse preciso para ter pelo menos algumas das respostas de que precisava, mas batidas na porta entrecortaram a fala.
— Entre — Jacob disse.
Um lacaio, vestido com libré entrou no quarto, apenas o suficiente para passar pela porta. Esboçou uma reverência e olhou-me com os olhos cinzas solidários, voltou-se novamente para Jacob e disse com a voz solene:
— Senhor, a família Cullen chegou.
Jacob assentiu.
— Pode mandar subi-los.
Então teria que esperar e não mais do que isso.
Em menos de um minuto os passos dos sapatos da família foram ouvidos na escada e no segundo seguinte todos adentravam pelo quarto.
— Nessie! — Disse minha mãe com a voz chorosa no momento em que lançava os braços finos ao redor do meu pescoço.
Estreitou-me em um abraço que fez as dores nas costas latejarem e eu gemi.
— Oh! — Ela exclamou afrouxando o aperto contra mim, mas ainda com as mãos frias em meus braços. — O que aconteceu Ness? — Disse com a voz carregada em preocupação, checava a cada parte do meu corpo com os olhos ansiosos e os cenhos franzidos.
— Não foi nada demais, eu estou bem.
— Está tão pálida! — Alice disse em um tom preocupado.
Fora só então que passou-me pela cabeça olhar meu estado, arrependi-me de pronto. Os braços estava pálidos, brancos como nunca haviam sido antes, nem mesmo depois da transformação e ao longo de todo ele, destacando-se contra o enfermiço, manchas de um roxo vivo e cortes estendiam-se, cores vivas como flores em uma floresta sem vida e macabra. Não teria coragem para encarar o rosto em um espelho agora.
— Estou bem — Tentei convencer por fim com a voz em um tom firme e o sorriso tenro entre os lábios.
No quarto estavam todos. Mamãe sentada na cama, segurando em minhas mãos com seus olhos melancólicos, papai de pé ao seu lado com a expressão austera. Alice e Jasper, Rosalie e Emmett, Lisa e Alex e vovô. Jacob havia voltado para a outra extremidade do quarto e encarava a cena com a expressão rígida, sem demonstrar nenhum tipo de emoção.
— Como pôde ser tão imprudente Renesmee? — Papai, que manteve-se calado desde que havia entrado no quarto, disse num rompante alarmado.
Seu rosto lívido havia adquirido uma coloração vermelha e as rugas, recém adiquiridas, adornavam seus olhos esverdeados e impacientes.
— Cavalgar na floresta, a qual nem mesmo conheces a uma hora daquelas? Em que estavas a pensar?
— Sinto muito — Disse com a voz arrevesada.
Ainda ficava sem jeito sempre que Edward usava aquele tom de voz e naquele momento sentia-me novamente como uma simples menininha ingênua e estúpida, como a mesma que havia saído de sua casa alguns meses antes com inúmeros sonhos.
Respirei fundo, não queria vacilar na explicação e parecia que ficar nervosa na frente de Edwatd Cullen era o que fazia de melhor.
— Sei o quão tola fui, mas quando saí não era tão tarde e precisava de algum ar, então quando dei-me conta o dia já estava a acabar e eu não conseguia encontrar o caminho de volta — Consegui dizer tudo sem titubear e senti um verdadeiro orgulho com aquilo mas sabia que parecia qualquer coisa com aquela explicação esdrúxula, qualquer coisa menos mais inteligente do que todos pensavam antes.
— Teve sorte de Jacob achá-la — Alice disse em tom preocupado, encarando-me com seus grandes olhos negros que nunca deixavam de brilhar.
— Teve sorte de Jacob achá-la antes de virar comida de raposa — Emmett completou lançando o mesmo sorriso enorme a que sempre era recebida quando estava ao seu lado.
Então aquela fora a desculpa usada por Jacob. Atacada por raposas na floresta, bem mais convincente e sensato do que atacada por um vampiro sádico.
Cruzei o olhar pelo quarto a sua procura, mas Jacob permanecia no mesmo lugar, imóvel e observando a cena que se passava sem grande interesse.
— Fico feliz ao constatar que nunca perde o humor pífio Em — Alfinetou Jasper.
— O importante é que estás bem prima.
Lisa aproximou-se alguns passos trazendo consigo seu sorriso vagaroso. Afagou-me as pernas que estavam escondidas entre os inúmeros lençóis, mas se meus braços estavam naquele estado não queria nem mesmo imaginar a como encontraria-se o resto do corpo.
Agora de perto, com as luzes alaranjadas que o sol poente propiciava, poderia analisá-la melhor e pude ver que o pequeno montículo a que tinha na barriga havia crescido, não estava grande e nem mesmo muito perceptível, mas Lisa alisava-o com ardor por cima do vestido escarlate que brilhava.
Eu estava feliz apesar de tudo, feliz por rever a família, feliz ao constatar que todos permaneciam exatamente os mesmos, algumas coisas nunca mudam.
— Desculpem-me. — Jacob disse com a voz rouca do outro lado do quarto atraindo a atenção de todos.
Levantou-se e caminhou até o seu centro entre os olhares.
— Aproveitarei-me que todos aqui estão para cuidá-la e tomarei este tempo para resolver a alguns assuntos de negócios se isto não for incomodar.
— É claro que não — Meu pai disse anuindo.
Jacob aproximou-se com passos vagarosos, parou ao meu lado na cama, inclinou o corpo e tocou-me o pescoço com as grandes mãos quentes e calejadas, os lábios gentis beijaram-me a cabeça e o simples contado fez-me fechar os olhos, inspirar o seu cheiro sedante.
— Por favor, por favor, procure descansar mais um pouco — Disse sussurrante aos meus cabelos.
Inclinou-se novamente, adotando a mesma postura erétil e altiva de sempre e dirigindo um meio sorriso insulso disse a todos em tom cordial:
— Por favor, fiquem à vontade.
Retirou-se do quarto a tempo de cruzar com Cassie na porta. Trazia a um prato na mão e uma caneca de prata ornamentada na outra.
— A senhora Thompson insistiu que comesse tudo pelo menos desta vez, — Disse adentrando o quarto com seus sapatos barulhentos. — precisa alimentar-se para recuperar as forças duquesa.
Colocou o prato à minha frente, dele saia um vapor quente e não precisava olhá-lo para saber seu conteúdo, o cheiro de galinha, cenoura e queijo era notório, meu estômago embrulhou-se.
— Pois se eu souber que não andas alimentando-se direito carrego-a agora mesmo para casa menina — Disse Bella, provavelmente percebendo minha expressão que estava longe de agrado pela sopa que tinha na frente do rosto.
— Estas aí uma cena a qual adoraria ver — Disse Emmett rindo.
E o que poderia fazer então a não ser comer, comer não, empurrar a comida goela abaixo sob o olhar atento de Isabella, que controlava a cada minuciosa colherada. Ao final estava mesmo faminta, mas a fome, a sede na verdade, em nada tinha a ver com sopas ou comidas, a garganta ainda ardia, arranhava severamente mesmo sem Jacob no cômodo e a sopa apenas fizera o estômago ficar inquieto.
Assim que acabei respirei aliviada, Cassie retirou o prato de minhas mãos e entregou-me o copo que exalava um cheiro forte.
— O que é isso? — Perguntei.
— Leite de papoula — Respondeu-me. — Irá aliviar suas dores e evitará que tenha febres.
Levei o copo aos lábios e apesar do cheiro e do gostou bebi até a última gota do espesso líquido. A qualquer coisa tomaria para parar a dor e fazer com que o latejar da cabeça passasse.
— Fará adormecê-la como um anjo também — Disse vovô. — Acho que estas aí nossa deixa, devemos ir antes que anoiteça e Nessie precisa descansar. Podemos retornar quando quisermos para vê-la.
Todos despediram-se calorosamente com abraços e sorrisos e ao final já sentia realmente um leve torpor pela alta dosagem de remédio, ao menos já não sentia mais dor, não sentia mais coisa alguma e o que Carlisle havia falado minutos antes concretizou-se e adormeci como um anjo nas nuvens minutos depois.
Quando despertei uma chuva caía desatinada na noite escura. As janelas e cortinas estavam fechadas mas ainda conseguia ouvir a chuva que batia em seus cristais e faziam ruídos que acalmavam.
Ouvi uma respiração calma e logo depois a figura de Jacob apareceu na porta, tinha os cabelos molhados e pingando na camisa meia aberta branca.
— Como se sentes? — Perguntou-me em seu tom rouco que fazia arrepiar a todos os pelos do corpo.
— Melhor — Disse sinceramente.
O sono pareceu ser tão eficaz quanto o leite de papoula e ainda que sentisse as dores agora estavam bem mais sutís e suportáveis.
— Tu viestes.
— Disse que viria — Respondeu encarando-me. — O que afinal queres saber?
Cruzou os braços na frente do peito e encostou-se de maneira preguiçosa na parede ao lado da porta, tinha as feições bem mais relaxadas.
— Como estas vivo para começar. Como não tem nem mesmo a um arranhão quando lutou com um vampiro?
Jacob suspirou em meio a minha indagação, sem parecer dar a devida impotância ao assunto.
— Sei me cuidar Renesmee, Cameron não foi o primeiro vampiro a qual enfrentei e provavelmente não será o último — Disse com ar tedioso.
— É uma espécie de caça vampiros então? — Perguntei descrente.
Jacob soltou uma risada abafada encarando minha expressão.
— Pode-se dizer que sim.
Um meio sorriso brincava em seus lábios.
— Depende do modo como vê as coisas.
Bem, isso explicaria muitas coisas como a aversão dele e da família por vampiros e como Jacob sabia tantas coisas, coisas que nem mesmo eu, na minha situação, sabia, mas a ideia de tê-lo caçando vampiros por aí parecia tão absurda quanto soava.
— O que aconteceu com Cameron? — Perguntei preocupada.
Era aquilo o que mais rondava minha cabeça, era aquilo que não me tinha permitido dormir sem uma dose cavalar de remédio.
— Se queres saber se o matei, não, — Disse caminhando até perto da cama. — ainda, mas não é preciso que se preocupe.
Ele realmente não parecia preocupar-se.
— Não preocupo-me, não comigo.
Jacob encarou-me e mordeu os lábios nervosamente tentando entender.
— Preocupa-se com o que então?
— Com você — Disse encarando aos lençóis da cama, sentindo as bochechas arderem ao adquirirem o seu tom vermelho.
Ergui o rosto, os olhos agora brilhavam com as lágrimas que traduziam a agonia esdrúxula que sentia a tona. Jacob não parecia se abalar, não tendo a nem mesmo uma expressão além da normalidade em seu rosto perfeito.
— Jacob precisa tomar cuidado, por favor, imploro-te, ele quer vingança, contou-me, não vai descansar até que a tenha. — Choraminguei assustada como uma criança em um dia escuro de tempestade.
Jacob preferiu ignorar-me, o que fez a frustração que sentia aumentar. Dando meia volta saiu do quarto um instante e quando retornou trazia nas mãos uma caneca, seu cheiro logo espalhou-se pelo quarto e deixou-me ébria ao senti-lo.
Abaixei o rosto quando senti-o tranformarsse. Os olhos estavam fundos, as presas estavam para fora e apesar de controlar-me para não pular em cima de Jacob pude ouvir o som de seus passos aproximando-se. Ergueu o copo cheio de sangue para mim e eu nada pude fazer além de aceitá-lo, a sede era tanta.
Quando dei o primeiro gole seu gosto desceu doce pela minha garganta, mais doce até do que deveria.
— É humano.
Não era uma pergunta. Eu sabia que de fato era, nenhum sangue animal teria um gosto daquele.
— Vai perguntar-me de onde veio? — Perguntou secamente. — Como se importasse-se com isto de fato. Sei que necessitas, ainda mais agora.
Eu simplesmente odiava fazer aquilo na frente dele, era como se assinasse algum tratado admitindo que era uma bebedora de sangue descontrolada. Apesar do orgulho agarrei-me a caneca, como se nela estivesse alguma fórmula para a vida eterna e bebi todo o seu recipiente. Quando acabei a garganta ainda ardia, a sede ainda existia e eu ainda queria muito mais, mas seus resultados foram quase que imediatos, o coração voltou a bater vigoroso na hora, pude senti-lo bombeando sangue para todo o meu corpo e senti-me muito melhor. Não conseguiria ficar nem mesmo um minuto ao lado de Jacob se não tivesse bebido.
— Obrigada — Agradeci sinceramente erguendo a taça em sua direção, sem encará-lo.
Jacob aproximou-se e sustentou meu olhar. Assistia a tudo sem expressão alguma, mas eu conseguia ver, como seus lábios formavam uma linha fina e como por baixo da máscara que havia colocado sua expressão era de puro nojo.
— Tente não fugir, pelo menos por hoje — Disse sarcasticamente, zombando com um sorriso e a expressão relaxada.
Agarrou o copo tocando em minha mão, pude sentir seu calor entorpecido e quis na hora pedi-lo para ficar, ter seus braços ao meu redor por pelo menos mais esta noite fria, entretanto, pelo menos desta vez, consegui impedir a boca de dizer tais palavras, tranquei o desejo dentro, o mais dentro que poderia e deixei-o afastar-se, até sair do quarto e poder ouvir seus passos no corredor e depois na escada.
Notas finais
Beijinhos.
Fale com o autor