Notas iniciais
Olá Pessoal, tudo bem? Aqui vai mais um capítulo feito com carinho ♥ Espero que gostem meu amores, obrigada de verdade por todo carinho ♥

– Você tem que ser forte careca – Cascão começou a falar lhe abraçando...

– Cascão, por favor cara, me fala o que aconteceu com ela... – Cebola pediu limpando as lágrimas agoniado.

– Ela não está nada bem velho... Está em estado grave na UTI, já teve uma parada cardíaca – Cascão engasgou um pouco pra falar como se um nó de pelo tivesse tampando sua garganta. – Teve que ser reanimada duas vezes.

– Ela........ O que? – Cebola perguntou passando as mãos no cabelo como se metade do seu coração despedaçasse junto com o que acabara de ouvir, não sabia se tinha coragem de saber do resto. Respirou fundo com dificuldade.

– Ela vai passar por uma cirurgia daqui a pouco Cebola, formaram se coágulos na cabeça dela – Cascão continuou a falar de cabeça baixa — Infelizmente é de risco, ainda não acordou depois de tudo que aconteceu, perdeu muito sangue e está muito debilitada – Cascão continuava a falar lamentando muito por tudo, contou pausadamente como se a cada palavra dita lhe faltasse ar e coragem para continuar.

– Cara... – Cebola começou a falar desesperado – Como ela vai sobreviver a uma cirurgia dessa no estado em que se encontra... Ela não vai conseguir Cascão – Ele concluiu se levantando e passando as mãos no cabelo agoniado. – Eu vou perder ela.

– Não fala isso Cebola, é necessária a cirurgia com urgência, ela tem que fazer, é uma chance dela se recuperar – Cascão comentou aflito, deixando uma lágrima lhe escapar pelo canto dos olhos.

– Quero vê la – Cebola pediu olhando para os lados em busca de alguma placa que indicasse onde era a UTI. – Preciso ver ela Cascão.

– Não, não pode, estamos todos esperando noticias dela aqui – DC comentou enxugando uma lágrima.

– Porque você não me acordou velho, me chacoalhasse, porque ela? Porque não eu? – Cebola falou desesperado olhando para o Cascão.

– Eu... Eu não podia, você estava em estado de choque, eles tiveram que te dopar pra você se acalmar, quando a viu desmaiada você entrou em panico – Cascão concluiu coçando a cabeça chateado.

– Onde é a UTI? – Cebola perguntou agoniado.

– Não Cebola, você está muito nervoso, se acalma – Xaveco pediu se levantando.

– Não interessa cara, se não quiserem me falar eu acho sozinho – Ele concluiu saindo de lá correndo sendo seguido pelo Cascão.

Cebola passou pelos quartos novamente, passou pelos seus pais que o olharam aflitos e finalmente achou a ala da UTI, ficava no corredor em frente a ala emergencial.

Sem perceber e muito menos se importar passou pela recepcionista que interditava a entrada sem autorização, ela tentou intercede-lo em vão, Cascão seguiu em sua cola.

Cebola chegou no meio do corredor e não precisou mais de informação nenhuma, ele sabia exatamente onde ela estava.

A coragem começou a se esvair do seu corpo, e o medo a dominar suas ações, ele não sabia se estava preparado para vê-la assim, viu a Magali e a Denise sentadas num banco em frente ao quarto que com certeza ele a encontraria, ambas choravam de mãos dadas, isso aumentou o pânico dele em grande escala.

Denise ergueu a cabeça e viu o Cebola e o Cascão parados no meio do corredor criando coragem para seguir em frente, ela se levantou seguida da Magali ambas com os olhos inchados. Ficaram observando o Cebola como se em cada passo que ele desse a dor do ocorrido se intensificasse mais.

Cebola foi se aproximando, quando finalmente chegou em frente a sala, repirou fundo e se virou para o vidro, imediatamente sentiu seu coração despencar de um altura indescritível.

Cascão colocou as mãos na boca assustado, não tinha a visto desde que a trouxeram para o hospital.

Cebola apoiou suas mãos no vidro e chorou, chorou como se colocasse pra fora todo a tristeza que inundava seu peito naquele momento, ele a viu lá deitada sob inúmeros aparelhos, estava bem machucada e desacordada, tinha marcas roxas por várias partes do corpo, sua cabeça estava enfaixada, um dos seus braços também estavam envolvidos por uma faixa branca, o olho direito inchado, nem um sinal vital, se não fosse pela indicação dos batimentos cardíacos na maquina, ele teria achado o pior.

Cebola bateu uma vez no vidro como se não acreditasse que aquilo realmente estava acontecendo, ele virou desesperado olhando para as duas amigas que estavam atrás dele como se pedisse ajuda sem dizer nada, Magali e Denise se aproximaram dele também chorando e o abraçaram, Cascão se aproximou e eles permaneceram assim um bom tempo parados no corredor vazio e gélido da UTI.

Algo pendurado em um canto da sala lhe chamou a atenção, viu o headband dela lá pendurado perto da porta, aquele florido que ele tanto gostou, ele olhou para os lados, abriu a porta com cautela, puxou o para ele e fechou a porta em seguida, sabia que não podia entrar sem permissão, mas aproveitou que estava próximo e seria fácil de pegar.

Os amigos olharam assustados, e ele mostrou abrindo as mãos o headband recém capturado, ele era tão lindo mas parecia tão frio, com uma fina camada de sangue sujando suas cores e flores antes tão vivas.

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Nos quinze minutos seguintes que se passaram ele só se perguntava o por que não tinha sido ele no lugar dela?

Nunca tinha sentido uma dor igual, era como se um buraco tivesse se formado dentro do seu coração, por vezes sentia um pouco de falta de ar ou uma vontade de gritar.

Foi com um susto que foram interrompidos.

– Sinto muito mas vocês três não podem ficar aqui – O segurança do hospital chegou cruzando os braços.

Cebola levantou a cabeça para olha lo e não sentiu forças pra debater a situação, simplesmente seguiu o guarda junto das amigas até a ala emergencial onde os outros se encontravam.

Chegaram no meio do caminho ele parou e olhou para a Dona Luisa que chorava em silencio, não aguentou e foi abraça lá, eles partilhavam da mesma dor.

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Voltaram para a sala em que todo o pessoal se encontrava, Cebola chegou e desabou no sofá, alguns amigos perguntaram curiosos e foi Denise quem falou tudo que conseguiu balbuciar, estavam todos muito fragilizados.

DC não se aguentava, já estava com o olho inchado pela batida e de tanto chorar tinha hora que não conseguia enxergar direito.

– Meninos vocês precisam comer alguma coisa, já são dez da noite e ninguém comeu nada – Dona Cebola entrou na sala falando.

– Obrigada dona Cebola, mas acho que estamos todos sem fome – Denise respondeu a olhando.

– Todo caso eles tem a lanchonete lá embaixo, vou voltar para ficar com os pais da Monica, a cirurgia é daqui a pouco, qualquer noticia eu venho avisar vocês – Ela falou saindo da sala.

Cebola estava impaciente, andava de um lado para o outro na sala, olhou para a porta e resolveu sair, ouviu uma agitação no corredor e parou para escutar, é... A cirurgia ia começar.

Sentou no chão do corredor, puxou de dentro do seu bolso o headband e o abraçou com força...

– Fica comigo Monica, fica comigo... – Ele falou deixando suas lágrimas escorrerem pelo corredor frio.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado! Se puderem deixem suas opiniões, são sempre muito bem vindas. Meu coração está na mão vendo o Ce sofrer... Beijão e até o próximo capítulo ♥